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Chamada 2021

pipeline de negócios

Juntos, os negócios inscritos faturam anualmente R$ 32 milhões e têm como demanda de investimento R$ 218 milhões

Iniciativas mobilizam cadeias do açaí e outras palmeiras, castanha, cacau, óleos e manteigas, guaraná, café, pirarucu e outros peixes da Amazônia e artesanato.

> Maior parte dos negócios está em fase de organização e tração

> 73,2% possuem mulheres na liderança e 67% indígenas ou negros na liderança

A AMAZ promoveu, entre abril e maio de 2021, uma Chamada de Negócios com interesse em aceleração e investimento. 

Como resultado, recebeu 156 inscrições, vindas de 19 estados e também do Distrito Federal, sendo 43 delas originadas do Amazonas e 25 do Pará. São Paulo e Rondônia registram 20 e 9 inscrições, respectivamente.

A Chamada possibilitou inscrições oriundas também de outros estados além daqueles localizados na Amazônia Legal, contanto que oferecessem soluções para a Amazônia e se comprometessem a iniciar operação na região no prazo de seis meses a partir do início da aceleração.

A maior parte dos empreendimentos inscritos está na fase de organização do negócio, e também buscando tração. Embora o edital da Chamada aponte que as iniciativas deveriam estar em operação, mesmo que em fases iniciais, para participar da seleção, negócios em fase de ideia ou validação de ideia também se inscreveram. Dos 156 negócios inscritos, cerca de 20% declararam já terem sido acelerados. 

“Ficamos muito impressionados com a qualidade dos negócios e o impacto almejado por eles. Acreditamos fortemente que a construção de uma nova economia depende do desenvolvimento de empreendedores e de negócios na região”, avalia Mariano Cenamo, CEO da AMAZ e diretor de novos negócios do Idesam.

Impactos

Dentre as cadeias de valor impactadas diretamente pelos negócios inscritos estão açaí e outras palmeiras, turismo sustentável, castanha, artesanato, cacau, óleos e manteigas, madeira sustentável, guaraná, café, pirarucu e outros peixes da Amazônia.

Em 35 dos negócios inscritos, a comunidade onde está inserido o empreendimento ou a região de origem da matéria prima é sócia relevante do negócio. E em 66 deles a comunidade é consultada, embora não participe das decisões e da gestão do negócio. 

Em 73,2% deles (112) há mulheres na liderança, e em 67% (105) há indígenas ou negros na liderança. A faixa etária das lideranças inscritas tem maior concentração entre 30 e 44 anos, mas há presença de pessoas entre 19 e mais de 60 anos. 

Os negócios inscritos se conectam também por todos os 17 ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) da Agenda 2030 da ONU, sendo que o mais frequentemente acionado é o número oito (trabalho digno e crescimento econômico), seguido pelo 12 (consumo e produção responsáveis). 

Boa parte deles, 61, declara não possuir nenhuma prática de monitoramento do impacto que causa, mas 38 dos inscritos declaram coletar e analisar indicadores de processo e/ou operação do negócio; 16 deles dizem possuir indicadores de resultados/impactos socioambientais definidos, enquanto 29 informam tomar decisões com base na avaliação dos impactos.

“A diversidade dos negócios inscritos, em termos de impacto, cadeia de valor impactada e equipe nos chama bastante atenção. A partir desta amostra, podemos perceber que já existem negócios que estão gerando soluções para o que temos chamado de “nova economia para a Amazônia”, pautada na conservação florestal, desenvolvimento das comunidades locais e valorização da bioeconomia e sociobiodiversidade amazônica”, avalia Ana Carolina Bastida, responsável pela gestão de investimentos e portfólio da AMAZ.

Modelos de negócio

Boa parte das iniciativas têm como modelo de negócio B2C (consumidor final como público alvo) – 107 delas se declaram assim. Na sequência, 80 negócios declararam ter como modelo B2B (venda para empresas), e 64 deles B2B2C (empresas que fazem parcerias com outras empresas para chegar ao consumidor). 

Muitas delas operam em mais de um modelo de negócio, e destacam-se ainda empresas B2G (vendem para órgãos públicos) e C2C (negociação direta entre consumidores).

Quanto à natureza jurídica dos empreendimentos inscritos, registra-se a presença de sociedades limitadas, simples e anônimas, cooperativas, associações, empresários individuais, microempreendedores individuais e empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI).

Dos 156 inscritos, 04 apresentam faturamento na faixa de R$ 501 mil a R$ 1 milhão; 02 entre R$ 1,1 milhão e R$ 2 milhões; e 02 entre R$ 4,1 milhões a R$ 10 milhões. E 52 deles têm faturamento entre R$ 1 a R$ 50 mil. O que é compatível com o perfil de negócios inscritos, em sua maioria em fase de organização ou tração. 

A soma do faturamento anual dos 156 negócios inscritos é de cerca de R$ 32 milhões, e a demanda total de investimento deles é de R$ 218 milhões.

São negócios jovens, tendo em grande parte entre 01 a 05 anos de atuação. E cujos empreendedores declararam ter interesse em temas como meio ambiente, empreendedorismo, geração de emprego e renda, desenvolvimento comunitário, ciência e tecnologia.

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