Texto Maxi Mídia
Foto: Daniela Lopes
Edição destacou o setor de bioeconomia como estratégia fundamental para o desenvolvimento sustentável na Amazônia
O 105º Meet Up da comunidade Jaraqui Valley foi organizado pela Amaz Aceleradora de Impacto e aconteceu nas dependências do Moinho Centro de Tecnologia e Inovação, que fica localizado dentro da Universidade Nilton Lins e contou com a presença de empreendedores, investidores, instituições e entusiastas do setor de startups.
“O Meet Up é um encontro pensado para facilitar a troca de ideias e gerar conexões genuínas dentro do ecossistema de inovação. Com um formato leve e descomplicado, ele promove interações mais dinâmicas e assertivas entre os diferentes atores desse ambiente, estimulando a construção de sinergias e colaborações”, explica a Community Leader do Jaraqui Valley, Isis Arébalo.
Um dos destaques da programação foi o painel “Conexões de Impacto: Desafios e Oportunidades”, com participação de Rafael Moreira, líder de seleção e aceleração da Amaz – aceleradora de negócios do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam). Na ocasião, ele apresentou a Chamada de Negócios 2025, com inscrições abertas até sexta-feira (25/04). O edital e o formulário estão disponíveis neste link.
Há cinco anos, a Amaz vem apoiando diversos negócios de impacto socioambiental na região. Em 2024, venceu o prêmio Jaraqui Graúdo, concurso promovido pela comunidade Jaraqui Valley, na categoria “Investidor Anjo”. Atualmente, 19 empreendimentos compõem o portfólio da aceleradora.
”Neste ano, celebramos 5 anos de atuação na Amazônia e, desde o início, quando criamos o primeiro fundo híbrido, já avaliamos mais de 500 negócios potenciais, aceleramos 52 iniciativas e investimos diretamente em 18 negócios de impacto socioambiental. Com isso, mais de mil famílias em 56 municípios da Amazônia foram beneficiadas e, também, contribuímos para a conservação e/ ou restauração de 447 mil hectares de floresta nativa”, pontua Gabriela Souza, líder de Operações.
Além de Rafael Moreira também participaram do painel Taiane Freitas, do PPBio, e Roma Chavez, do Impact Hub, que ampliaram o diálogo sobre oportunidades para negócios em estágio inicial com foco na Amazônia Rural.
Bioeconomia: pauta em expansão
Bioeconomia é uma das pautas que mais vem ganhando força quando a discussão trata de desenvolvimento sustentável na Amazônia, com iniciativas que conservam a floresta em pé, enquanto impulsionam cadeias produtivas baseadas em produtos da sociobiodiversidade, como açaí, castanha-do-Pará, cupuaçu, cacau, mel de abelha e óleos naturais. Este sistema garante renda e bem-estar para comunidades tradicionais ribeirinhas, indígenas, quilombolas e extrativistas.
“É muito gratificante ver que isso está se consolidando. Temos o Plano Nacional de Bioeconomia (PNDBio), o Plano Estadual de Bioeconomia [do Amazonas], a Nova Indústria Brasil (NIB). Ficamos muito felizes por fazer parte das discussões iniciais. E o Idesam foi sempre um grande parceiro, e agora mais recentemente com a Amaz ele tem ajudando a impulsionar negócios inovadores e relacionados à bioeconomia no estado do Amazonas”, destaca a vice-reitora de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação da Universidade Nilton Lins, Cleuciliz Magalhães.
Há desafios a serem superados, mas a especialista demonstra confiança na evolução do ecossistema, especialmente com o aumento da participação de universidades que vêm incentivando o empreendedorismo por meio de eventos, incubadoras e núcleos de inovação tecnológica. Isso não somente em Manaus, mas em toda a região.
“Nós temos questões logísticas, porque estar na Amazônia é diferente de estar em São Paulo, Rio de Janeiro. Aqui, temos desafios de capacitar muito mais rápido essas pessoas para entenderem esse cenário de inovação, de desenvolvimento sustentável. Estamos em um momento oportuno para acelerar o processo de inovação, empreendedorismo e questões relacionadas à bioeconomia”, finalizou a vice-reitora de pesquisa e inovação.


