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AMAZ contribui para revisão do novo  Modelo C 2.0, ferramenta estratégica usada na aceleração de negócios de impacto

Texto: Maxi Mídia

Foto: Rodrigo Duarte

O Modelo C, uma ferramenta essencial na modelagem de negócios e desenvolvida pela parceria entre a Move Social e o Sense-Lab, ganhou uma “versão 2.0”. A AMAZ, maior aceleradora de impacto da Região Norte, utiliza a metodologia desde o início de sua trajetória para apoiar empreendedores da floresta na construção de estratégias que gerem impacto real. São mais de 17 negócios acelerados e 14 investidos, que juntos ajudam na preservação de mais de 633 mil hectares de floresta e apoiam 750 famílias em 56 municípios da Amazônia.

A nova versão foi lançada durante o Impacta Mais 2025, realizado no mês de março com apoio da AMAZ, do Grupo Boticário, Fundo Vale, Instituto Sabin e ICE. O Modelo C contribui para a modelagem e gestão estratégica dos negócios, tanto para entender as intenções de negócios em estágio de ideação, quanto para construir uma imagem diagnóstica daqueles já em operação. Para isso, integra a Teoria da Mudança com o Business Model Canvas.

Mariano Cenamo, CEO da aceleradora e fundador do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), foi um dos responsáveis pela revisão. Ele compartilha um pouco mais sobre como a aceleradora aproveita a ferramenta.

“A MOVE e o Sense-Lab têm sido parceiros super importantes para a AMAZ desde o início da construção da nossa estratégia de atuação até o momento atual. […]. Do nosso lado, tem sido muito boa para planejar o processo de aceleração dos negócios, ou seja, a gente aplica na oficina de pré-aceleração, quando é realizado um diagnóstico e planejamento com os negócios que estão na fase final prévia ao pitch day, onde a gente toma a decisão de investimento, e ali a gente consegue ter uma boa visão do modelo de negócio e da construção da tese de impacto. Os negócios terminam a oficina de pré-aceleração, última fase da seleção daqueles que vamos acelerar, apresentando o Modelo C.”, explica Cenamo.

A versatilidade da ferramenta que também é útil em outros momentos no processo de aceleração e acompanhamento dos negócios e amplo diálogo com as pontas na construção de versões mais aprimoradas também foram apontadas pelo gestor como diferencial no Modelo C.

“É uma ferramenta muito útil que a gente quer continuar usando e aprimorando, temos sugerido inclusive alguns pontos de aprofundamento do Modelo C, que à medida que os negócios avançam a gente sente que dá para entrar em detalhes fundamentais como, por exemplo, estratégia de governança e plano tático-operacional”, complementa o CEO da AMAZ.

A aceleradora conta com 21 negócios de impacto em seu portfólio. Uma delas é a MOMA, que desenvolve cosméticos naturais a partir de insumos originais da floresta amazônica, contribuindo para a preservação e regeneração de recursos naturais do ecossistema.

A fundadora Vivian Chun compartilha que o uso da ferramenta se deu desde o início das atividades, auxiliando também no planejamento dos próximos passos.

“É uma ferramenta que ajudou a gente a desenhar de uma forma abrangente todo o negócio em seus diferentes aspectos – o mercado, a cadeia produtiva, o que a gente oferece como diferencial, como que a gente se remunera, com relação ao impacto também, qual é a alma do negócio, o que queremos atingir enquanto propósito, enfim. […]. Esse olhar que o Modelo C proporciona é muito importante para revalidar o que está fazendo sentido para o negócio, quais são as estratégias que a gente seguiu ou não seguiu, se os parceiros seguem firmes, se o resultado que a gente espera está coerente com o que aconteceu”, detalha a fundadora da MOMA.

Revisão
A revisão do modelo foi motivada por mudanças no campo do impacto socioambiental desde seu lançamento, na linguagem e no caminho metodológico, adaptação para usos mais individuais e para negócios mais complexos. Conforme explica Antonio Ribeiro, sócio-consultor da Move Social.

“Partimos de escutas junto a pessoas do campo de impacto, buscando coletar insumos sobre a prática com o Modelo C. Com essa contribuição, fizemos uma revisão ampla da ferramenta, e chegamos a uma proposta preliminar e orientações para testagem. Veio a fase de testes com atores de interesse, em diferentes territórios, buscando identificar possibilidades de ajuste adicionais. Por fim, chegamos a essa versão 2.0, que agora se torna pública e acessível”, detalha.

Mais de 500 negócios de impacto, 14 aceleradoras, 10 investidores e catalisadores, oito universidades e ao menos dez cursos de formação utilizam hoje o Modelo C no Brasil.

A versão 2.0 da ferramenta está disponível para download, gratuitamente, nos idiomas português, espanhol e em breve também em inglês: www.modeloc.co.