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Amaz realiza reunião com a comunidade de negócios acelerados e apoia adesão ao Cadimpacto

A Amaz Aceleradora de Impacto em parceria com o escritório SBSA Advogados promoveu um encontro remoto da “Jornada de Aceleração”. Realizado no dia 5 de junho, o encontro contou com mais de 30 participantes e abordou vários assuntos de importância jurídica e contratual para os negócios acelerados.

Gabriela Souza, líder de operações da Amaz, destaca que o objetivo da “Jornada” é criar um espaço de amadurecimento de ideias.

“Este foi o primeiro encontro online da comunidade junto com todos os negócios que fazem parte do nosso portfólio. […]. A ideia é que esses encontros sejam recorrentes para tratar de assuntos que gerem conhecimento, debates e troca de experiência entre os empreendedores.”, pontua a gestora da Amaz.

A principal pauta tratou do Cadastro Nacional de Empreendimentos de Impacto (Cadimpacto). A plataforma, lançada em março pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), busca mapear e dar visibilidade para empresas, iniciativas e atividades comerciais de todo o Brasil que alinhem resultados financeiros com impactos socioambientais positivos.

Além disso, o Cadimpacto se apresenta de forma estratégica para futuras parcerias, investimentos e políticas públicas.

O prazo de adesão segue até 30 de junho pelo link: https://www.gov.br/pt-br/servicos/solicitar-cadastramento-na-plataforma-do-cadastro-nacional-de-empreendimentos-de-impacto-cadimpacto. O cadastro segue os níveis Bronze, Prata e Ouro — que são definidos de acordo com o grau de maturidade do negócio, sustentabilidade financeira e mensuração de impacto.

Debates

Além do “Cadimpacto”, o encontro abordou outros conceitos jurídicos importantes, como “setor 2,5” e “certified B Corp”. Um dos momentos foi reservado para o conceito de “negócio de impacto”, criado pelo Decreto 11.791/2023 e que serve como uma orientação para a criação de políticas públicas.

Outra discussão tratou sobre a regulação do conceito de “benefit corporation” (em português, “sociedades de benefício”), que segue em tramitação, por meio do Projeto de Lei (PL) nº 3.284/2021 no Congresso Nacional.

A Tucum, uma empresa especializada em conectar pessoas com a arte e as expressões estéticas indígenas, participou dos debates, por meio da fundadora Amanda Santana. O negócio detém o Selo B, que reconhece iniciativas comprometidas com o impacto socioambiental positivo. 

“Nós começamos a busca pelo Selo B desde o início (do negócio), há doze anos. Algo que fizemos na segunda mudança de contrato foi colocar uma cláusula, comprometendo-nos a transformar a empresa em ‘B Corp’, a partir dos impactos sociais e ambientais e acima do lucro.”, destaca a empreendedora.

Ela reconhece a importância da certificação, mas aponta limitações no sistema atual e pontos a serem corrigidos.

 “A ferramenta realmente precisa de melhorias, porque ela olha para o impacto (socioambiental), mas acho que ela não é capaz de avaliar o tipo de impacto que nós fazemos, pois, como negócios na Amazônia, poderíamos pontuar muito mais, porém muitas práticas que nós temos sequer são consideradas. ”, finaliza.

oficina de aceleraçào Amaz

Negócios apoiados pela AMAZ participam de encontro estratégico para ampliar e formalizar impacto socioambiental 

Texto: Maxi Mïdia

Foto: Divulgação Amaz

As startups Tribo Superfoods, ForestiFi e Impact Not a Bank, investidas em 2024 pela AMAZ Aceleradora de Impacto, participaram do segundo encontro da “Jornada de Aceleração”, realizado em São Paulo, em parceria com o SBSA Advogados e a CIPÓ Consultoria. 

    Desde 2022, a aceleradora promove essa formação customizada para que os negócios do portfólio fortaleçam as teses de impacto e se tornem mais competitivos para futuras rodadas de investimento e para enfrentar os desafios do mercado. De maneira geral, a jornada de aceleração trabalha estratégias de gestão comercial, comunicação, relacionamento com comunidades e fornecedores, mensuração e gestão de impacto, e captação de investidores. 

“O objetivo é apoiá-los para que eles estejam mais preparados para lidar com as rodadas de investimento e a evolução como um todo, principalmente em aspectos de formalização, planejamento e desenvolvimento de negócios”, conclui Rafael Moreira, líder de seleção e aceleração da AMAZ. 

Este foi o segundo encontro da jornada com negócios de impacto que atuam na Amazônia rural. Os negócios seguem com atividades individuais, planejadas conforme as necessidades específicas de cada empreendimento, até novembro deste ano. 

Quem colabora nessa pauta é o SBSA, um escritório jurídico pioneiro e especializado no Terceiro Setor. A parceria já dura alguns anos e, na avaliação da advogada e sócia Aline Souza, este encontro foi mais uma ação para fortalecer o ecossistema de impacto na região amazônica. 

“Somos parceiros da AMAZ desde a sua criação. Tivemos a alegria de receber a jornada de aceleração atual, na qual apresentamos conteúdos de ordem tributária, governança voltada a impacto e um mapa dos termos jurídicos que precisam ser priorizados, ajudando para que elas possam se posicionar cada vez melhor no mercado e mitigar riscos. Houve um retorno muito importante da aceitação e incorporação dos aprendizados.”, afirma a especialista. 

Agregando valor ao encontro, a AMAZ contou com a participação da CIPÓ Consultoria, startup especializada na prestação de serviços em gestão estratégica de negócios regenerativos. A representação foi feita por Fabio Vernalha e André Saab, que trabalharam temas de estratégia para impacto, definição de canais e precificação para cada um dos negócios. 

Oficina de Aceleração 

Ao longo de três dias, a imersão priorizou o direcionamento estratégico para a expansão dos negócios e a formalização do impacto socioambiental, por meio de networking, palestras, workshops, consultorias jurídicas e reuniões individuais com os empreendedores. 

Alguns dos temas abordados foram: estratégias de portfólio, posicionamento de marca, precificação, experiência do cliente, tendências da reforma tributária, compliance, governança de impacto e obrigações jurídicas em contratos. 

Maurício Pantoja, CEO da Tribo Superfoods, participou da jornada. A startup se dedica à produção e exportação de purês de açaí, cupuaçu e cacau, impactando mais de 340 famílias de comunidades em Igarapé-Miri e Abaetetuba, no estado do Pará. 

“Hoje tivemos um dia cheio de aprendizados que envolveram uma parte teórica inicial, que foi muito bem tangibilizada pelo time da SBSA, trazendo conceitos bastante críticos e muito importantes para o nosso negócio”, compartilhou o empreendedor. 

Gabriel Ribenboim, CEO e cofundador da Impact Not a Bank — uma plataforma especializada em soluções financeiras para empreendimentos e projetos socioambientais na Amazônia — compartilha que um dos pontos aprendidos foi a atenção devida às demandas dos clientes. 

“O processo de aceleração da AMAz tem oferecido não apenas apoio técnico e estratégico, mas também uma imersão profunda no ecossistema da sociobioeconomia amazônica, permitindo que refinássemos nossa oferta e nosso modelo de negócio com base nas reais demandas e potencialidades da região. No destaque deste segundo encontro, com o olhar para contratos justos na Amazônia, fortalecemos nosso compromisso com o cuidado nas relações com nossos clientes.”, pontua o empreendedor.  

Glauco Aguiar, cofundador da ForestiFi, uma plataforma especializada na tokenização de produtos da biodiversidade amazônica e na conexão de sistemas produtivos a mercados sustentáveis destaca que os conhecimentos são muito valiosos para o crescimento do  negócio. 

“Acelerar com a AMAZ tem sido fundamental. O acesso a mentores de alto valor e a conexões estratégicas com o portfólio abriram portas e aceleraram decisões. As trilhas de conhecimento jurídico, estratégico e de impacto são extremamente assertivas. A imersão em São Paulo foi um grande exemplo disso: uma semana de conteúdo denso sobre estratégia, precificação, contratos justos e reforma tributária, com mentorias individuais que resolveram gargalos específicos da nossa operação.”, analisa.