Texto: Maxi Mídia Comunicação
Imagem: Divulgação/Amaz
A Amaz Aceleradora participou do workshop para a construção do Plano de Ação de Bioeconomia do Amazonas, promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). O encontro, realizado no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), discutiu com agentes de setores públicos, privados e organizações sociais o eixo de governança do plano.
O Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas é uma iniciativa do Governo do Estado que vem sendo construída de forma participativa, com a realização de consultas públicas e o diálogo direto com os 62 municípios. O objetivo é estruturar um modelo de desenvolvimento que valorize a floresta em pé e a sociobiodiversidade, transformando recursos naturais em soluções econômicas e sociais inovadoras.
Com cinco anos de experiência apoiando negócios de impacto socioambiental na Amazônia, a Amaz contribui para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis e ampliar o acesso ao investimento e capacitação para empreendedores da região. A participação da iniciativa nesse processo reforça a importância de integrar a visão de quem já atua diretamente no ecossistema de impacto à formulação de políticas públicas voltadas à bioeconomia.
Segundo Gabriela Santos, Líder de Novos Negócios do Idesam, Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia que coordena a Amaz Aceleradora de Impacto, dentre outras iniciativas no eixo do fortalecimento de Novos Negócios, o encontro representou uma etapa fundamental da construção coletiva do Plano Estadual de Bioeconomia, que impacta diretamente a atuação da organização, os negócios apoiados e todo o ecossistema de impacto. A gestora destacou que a participação da Amaz tem sido marcada pela colaboração ao longo de todo o processo, especialmente na identificação de desafios que vão desde o fortalecimento das cadeias de valor até a comercialização de produtos da sociobiodiversidade.
“A troca com representantes do setor público, privado e do terceiro setor garante que o plano será delineado considerando as experiências e aprendizados de cada um desses, mas também oportunidades de trabalho coletivo, principalmente do ponto de vista de políticas e estruturas que viabilizem e beneficiem o ecossistema de negócios. Dessa forma, nos posicionamos como um ator essencial para a implementação do que está sendo definido dentro do plano”, destacou.
As discussões sobre o Plano de Ação de Bioeconomia seguem ao longo desta semana. Nesta etapa, os participantes vão aprofundar o debate em torno dos demais eixos do Plano, que incluem temas como descarbonização, energia renovável, pessoas e cultura, ecossistema de negócios e patrimônio genético.
A assessora do Departamento de Bioeconomia e Ações Estratégicas da Sedecti, Biatris Rocha, destacou a importância do processo de escuta regional para o sucesso do plano.
“A partir das escutas regionais, que começaram em fevereiro, poderemos incorporar a visão das comunidades, garantindo que o plano não seja apenas técnico, mas também representativo das demandas locais”, afirmou Biatris.


