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Nota de Pesar

É com imensa tristeza que a AMAZ comunica o falecimento de , Mariano Colini Cenamo, CEO da AMAZ e fundador do Idesam, ocorrido na noite de 10 de julho de 2026.

Mariano dedicou sua vida à Amazônia. Mais do que idealizar uma organização, construiu um movimento de pessoas comprometidas em demonstrar que conservar a floresta passa, necessariamente, pela valorização de quem vive nela. Sua visão transformadora ajudou a consolidar uma nova forma de pensar o desenvolvimento sustentável, conectando ciência, empreendedorismo, inovação, bioeconomia e impacto social muito antes de esses temas ocuparem espaço central nas discussões globais.

Ao fundar o IDESAM, há mais de duas décadas, Mariano lançou as bases de uma instituição que hoje atua em diferentes frentes para promover soluções concretas para a Amazônia. Sua capacidade de reunir pessoas, formar lideranças, construir pontes entre diferentes setores e transformar desafios em oportunidades marcou profundamente a trajetória da instituição e influenciou inúmeras iniciativas que seguem gerando impacto positivo na região.

Mas talvez seu maior legado tenha sido humano. Mariano acreditava profundamente nas pessoas. Incentivava talentos, desafiava equipes a irem além, celebrava conquistas coletivas e fazia da confiança um princípio de liderança. Inspirou colegas, parceiros, comunidades, empreendedores, pesquisadores e amigos a enxergarem que grandes transformações começam quando alguém decide acreditar que elas são possíveis.

Sua partida deixa um vazio imenso. Ao mesmo tempo, deixa uma responsabilidade igualmente grande: seguir cuidando do legado que ajudou a construir. Cada projeto, cada parceria, cada comunidade fortalecida e cada oportunidade criada para manter a floresta em pé carregam um pouco da sua visão e do seu compromisso com a Amazônia.

Neste momento de profunda dor, o IDESAM manifesta sua solidariedade à família, aos amigos, aos colegas de jornada e a todos que tiveram o privilégio de compartilhar parte dessa caminhada com Mariano. Nossa gratidão por sua vida, sua generosidade e sua capacidade de inspirar pessoas permanecerá para sempre na história da instituição.

Honrar sua memória será continuar trabalhando com o mesmo propósito que sempre guiou sua trajetória: construir soluções capazes de conciliar conservação da floresta, desenvolvimento sustentável e qualidade de vida para as populações amazônicas.

Mariano deixa um legado que transcende o tempo. Ele seguirá presente na missão do IDESAM, nas pessoas que formou, nas instituições que ajudou a fortalecer e em cada transformação construída em favor da Amazônia.

Informações sobre a despedida

A cerimônia de despedida será realizada neste 11 de julho, na Capela Marfim, do Cemitério Parque e Crematório Jardim da Paz, em Florianópolis (SC).

Velório: das 10h às 13h.

Endereço: Rodovia SC-401, km 17, nº 2647, Bairro João Paulo, Florianópolis (SC), CEP 88030-000.

Mariano, o IDESAM presta a você sua mais sincera homenagem. Seu legado seguirá vivo na floresta que você tanto defendeu, nas pessoas que você inspirou e em todos nós que continuaremos acreditando — como você sempre acreditou — que é possível construir uma Amazônia mais justa, próspera e sustentável.

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AMAZ destaca financiamento e apoio integrado à sociobioeconomia na Semana do Clima da Amazônia

Texto: MaxiMídia Comunicação

Foto: Divulgação Amaz

Gestora de operações da aceleradora, Gabriela Souza mediou debate sobre capital, políticas públicas e desafios para ampliar a escala dos negócios de impacto na região amazônica

A AMAZ, maior aceleradora e investidora de negócios de impacto voltados para a Amazônia Legal, idealizada e coordenada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), está participando ativamente da II Semana do Clima da Amazônia, que está sendo realizada em Belém (PA) entre os dias 29 de junho e 4 de julho.

Representando a organização, a gestora de operações da AMAZ e líder de Novos Negócios do Idesam, Gabriela Souza, mediou o painel “Sociobioeconomia e Financiamento”, que reuniu representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e da Associação dos Negócios da Sociobioeconomia da Amazônia (Assobio).

Segundo Gabriela, o debate teve como eixo central a construção de um ambiente favorável para que empreendimentos da sociobioeconomia consigam crescer de maneira sustentável, contando com diferentes formas de apoio ao longo de sua trajetória.

“A ideia que eu trouxe para o painel foi discutir o financiamento da sociobioeconomia a partir da lente do contínuo de capital e das condições habilitantes, entendendo que precisamos criar infraestrutura para que negócios da sociobioeconomia e organizações sociais tenham sucesso, desde políticas públicas e financiamento até regularização fundiária e investimento adequado”, afirmou.

Ela destacou que duas palavras nortearam as discussões: adaptação e adequação. A proposta foi analisar como cada instituição participante atua dentro dessa lógica e de que forma diferentes instrumentos podem se complementar para fortalecer os empreendimentos amazônicos.

“O contínuo de capital é justamente pensar nas necessidades dos negócios em diversas frentes, desde recursos financeiros até capital relacional e técnico. É garantir que, da ideia inicial até a escala, não existam rupturas que levem esses empreendimentos a desaparecer por falta do apoio necessário em determinado momento”, explicou.

FIINSA

A mediadora também ressaltou a conexão do debate com o Fiinsa (Festival de Investimento de Impacto e Negócios Sustentáveis na Amazônia), iniciativa que reúne atores posicionados em diferentes etapas do financiamento à bioeconomia e busca construir soluções coletivas para o setor.

Gabriela afirmou que explanou sobre o Fiinsa e convidou os participantes a também fazer parte do evento, cuja 4ª edição acontece entre os dias 3 e 5 de novembro, em Manaus, sob a coordenação do Idesam e do Impact Hub Manaus, com a participação ativa da AMAZ.

A organização do painel seguiu a lógica do percurso do contínuo de capital, começando pelas políticas públicas federais, passando pelas estratégias estaduais e chegando aos instrumentos de financiamento e às experiências dos próprios empreendedores da região.

“A implementação está muito em evidência neste momento, especialmente por ser a segunda Semana do Clima realizada na Amazônia e a primeira após a COP. O debate agora é sobre prática, sobre como transformar compromissos em ações concretas”, observou Gabriela.

A II Semana do Clima da Amazônia pode ser considerado o primeiro grande evento internacional, pós- COP 30 na Amazônia.

Desafios dos pequenos negócios

Durante o encontro, o presidente da Assobio, Paulo Reis, apresentou a perspectiva das pequenas e médias empresas da bioeconomia amazônica, sobretudo aquelas instaladas nos centros urbanos e que investem na agregação de valor e na verticalização da produção.

Segundo ele, um dos principais obstáculos ainda está relacionado ao modelo de financiamento disponível para os empreendedores da região.

“Precisamos rever a forma como o financiamento é realizado para que os empreendedores possam, de fato, trabalhar e focar nos seus negócios. Hoje, muitos recebem investimentos muito baixos, o que dificulta alcançar escala, inovar e prosperar economicamente”, afirmou.

Paulo Reis defendeu que o capital destinado ao setor assuma uma parcela maior dos riscos inerentes aos negócios de impacto e contribua para ampliar a agregação de valor dentro da própria Amazônia.

“A sugestão é trazer mais risco para o capital que deveria ser de risco, mas que muitas vezes investe pouco na agregação de valor dentro da região amazônica”, disse.

Ele também chamou atenção para a necessidade de ampliar o mercado consumidor dos produtos amazônicos, incentivando a valorização de itens que vão além das cadeias já consolidadas, como açaí e cacau.

“Atualmente, precisamos mobilizar um mercado que compre uma diversidade maior de produtos da Amazônia, e não apenas aqueles já tradicionais, especialmente no formato de matérias-primas”, destacou.

Amazônia no centro do debate climático

Para Paulo Reis, sediar uma Semana do Clima na Amazônia representa um avanço importante ao permitir que a própria região apresente suas soluções e desafios diante das mudanças climáticas.

Ele lembrou que eventos semelhantes costumam ocorrer em grandes centros internacionais, como Londres, Paris e Nova York, nem sempre conectados diretamente às realidades dos territórios mais impactados.

“Não existe lugar mais propício para discutir clima do que a Amazônia. Estamos falando de uma região fundamental para a conservação da natureza, para os recursos hídricos e para o equilíbrio climático do planeta, mas que também sofre diretamente os impactos das mudanças do clima”, afirmou.

Segundo o presidente da Assobio, o protagonismo amazônico nas discussões globais permite incorporar perspectivas locais frequentemente ausentes em fóruns internacionais.

“Precisamos ter espaço para trazer nossa opinião e nosso ponto de vista. Muitas vezes, essas discussões acontecem sob perspectivas do Norte Global ou de regiões já desenvolvidas. A Amazônia também precisa ser ouvida como território que enfrenta desafios, mas que, ao mesmo tempo, oferece soluções para o mundo”, concluiu.

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AmidoMato entra para o portfólio da AMAZ com solução inovadora para a cadeia do babaçu 

Texto: MaxiMídia

Foto: Divulgação AmidoMato

Startup que desenvolve derivados da farinha de babaçu foi a única selecionada na Chamada de Negócios de 2025, que encerra o ciclo do primeiro fundo de investimentos da maior aceleradora de negócios de impacto da região. 

A AmidoMato, startup dedicada à padronização e ao desenvolvimento de derivados da farinha de babaçu para a indústria de alimentos, é a vencedora da Chamada de Negócios 2025 da AMAZ e passa a integrar o portfólio da aceleradora de impacto coordenada pelo Idesam.  

A seleção marca o encerramento de um ciclo de cinco anos de investimentos e apoio aos empreendimentos inovadores voltados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia. Neste ano, a aceleradora não vai promover nova Chamada de Negócios. 

A entrada da AMAZ complementa a rodada de captação de capital semente da AmidoMato, destinada à consolidação de seu processo produtivo e à expansão da base de clientes. Fundada em 2024, a startup captou R$ 2 milhões em uma rodada que reuniu três importantes investidores: Grão Venture Capital, sócia-fundadora do negócio; RG Futures, frente de investimentos em inovação alimentar da RG ThinkFood; e Abunã, braço de investimento dos empresários Ilana e Denis Minev voltado às iniciativas na Amazônia. 

Além do aporte financeiro, a AmidoMato conta com parceiros estratégicos que fortalecem sua atuação no mercado. Entre eles estão a Griffith Foods, multinacional do setor alimentício com a qual a startup firmou seu primeiro grande contrato de fornecimento, e a EBS, empresa especializada em tecnologia industrial para amidos e farinhas. 

A empresa foi fundada por Eduardo Roxo, biólogo, mestre em Ecologia e Agronegócios e empreendedor com ampla trajetória em negócios da sociobiodiversidade amazônica. Cofundador da Atina, Momborae Painel da Floresta, Roxo trabalha com a cadeia do babaçu desde 2007, quando participou do desenvolvimento da farinha do mesocarpo de babaçu para aplicação na indústria cosmética. 

A AmidoMato busca transformar a farinha do mesocarpo de babaçu em um ingrediente competitivo frente a commodities amplamente utilizadas pela indústria, como trigo, milho, arroz e mandioca. A proposta é conectar a abundante oferta de matéria-prima existente na Amazônia e no Meio-Norte brasileiro à crescente demanda global por farinhas, amidos e ingredientes funcionais. 

A startup atua diretamente sobre gargalos históricos da cadeia produtiva do babaçu, palmeira que ocupa cerca de 15 milhões de hectares entre a Bolívia e o Nordeste brasileiro. Tradicionalmente voltada para a extração de óleo das amêndoas, a cadeia pouco aproveita o mesocarpo do fruto, que costuma se deteriorar rapidamente após sua queda no solo. 

Entre os principais desafios enfrentados pelo setor estão a irregularidade na oferta da matéria-prima, a contaminação decorrente da coleta tradicional e a falta de padronização de características essenciais para a indústria, como granulometria, coloração, teor de fibras e desempenho técnico. 

“Nosso objetivo é tornar a farinha de babaçu um produto seguro, competitivo e disponível, uma nova opção no mundo das farinhas, que não se limite ao nicho de produtos da floresta”, afirma Eduardo Roxo, fundador da AmidoMato. “Buscamos entregar para a indústria um produto padronizado, de alta qualidade nutricional.” 

Ao integrar o portfólio da AMAZ, a AmidoMato fortalece sua estratégia de crescimento e amplia sua capacidade de gerar impacto socioambiental positivo, contribuindo para a valorização de cadeias produtivas da sociobiodiversidade amazônica e para a criação de novas oportunidades econômicas a partir da floresta em pé. 

O papel da AMAZ no avanço de negócios de impacto na Amazônia 

Em 2018, o Idesam começou a atuar com o fortalecimento de negócios de impacto, por meio do Programa de Aceleração. De 2018 até 2020 foram acelerados 30 negócios e 12 receberam investimos. Com o amadurecimento do programa veio a aceleradora, assim em 2021, a AMAZ foi criada e há cinco anos se dedica a selecionar e acelerar negócios nascentes que forneçam soluções de impacto para o contexto da Amazônia.  

Nestes anos, a aceleradora acumula aprendizados e hoje é referência no ecossistema de negócios de impacto com números expressivos como; 500 startups avaliadas, 52 aceleradas e 29 investidas, das quais 16 se mantém ativas no portfólio de negócios.   

“Em 2026 fechamos o ciclo do primeiro fundo da AMAZ. Nosso portfólio reflete a diversidade de soluções necessárias à bioeconomia amazônica: restauração florestal, inovação em ingredientes e produtos, soluções financeiras e logísticas. Nos próximos 5 anos vamos consolidar aprendizados, multiplicar mecanismos de apoio e fortalecer os negócios investidos”, avalia Gabriela Souza, Líder de Novos Negócios do Idesam e gestora de operações da AMAZ.