Foto Tucum - divulgação

Tucum terá loja e ponto cultural no centro da cidade do Rio de Janeiro

Foto: Tucum/divulgação

Um ponto de encontro com a cultura indígena em suas diversas manifestações. É isso que a Casa Tucum promete a partir do próximo ano no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro.

A Casa representa o retorno físico da Tucum à capital fluminense, onde o negócio gerenciou uma loja própria entre os anos de 2013 e 2019.

Para viabilizar o projeto, a Tucum participou de um processo seletivo do Programa de Incentivo Reviver Centro Cultural, da Prefeitura do Rio de Janeiro, que selecionou empreendimentos para ocupar 27 lojas vazias no centro da cidade, no quadrilátero formado pelas avenidas Presidente Vargas, Rio Branco e Primeiro de Março; pela Rua da Assembleia e por um trecho da Orla Conde.

A Prefeitura selecionou já os empreendedores e agora define com cada um o imóvel que melhor se adapta a cada uso. Será fornecida ajuda de custo para reforma e aluguel.

“A gente já procurava um lugar no Rio para voltar com a loja. Os clientes perguntam, todo mundo queria esse espaço de volta. Preparamos esse retorno com cuidado porque não queríamos voltar apenas como uma loja, mas sim dando espaço a toda a proporção que a Tucum tem hoje, à importância do trabalho que realizamos. Esse novo espaço vai comercializar os produtos de artesanato e arte indígenas, mas também oferecerá galeria para exposição de artistas residentes e do nosso acervo, cineclube e outras programações culturais”, define Amanda Santana, sócia fundadora e diretora criativa da Tucum.

Os requisitos para ocupação dos espaços incluíam a realização de atividades culturais, algo que já era acalentado por Amanda no projeto da Tucum. E o subsídio da Prefeitura foi uma grande motivação também para o retorno da loja física à capital fluminense.

“A Casa Tucum vai ser um espaço para as pessoas se aproximarem da realidade e cultura dos nossos parceiros. Vamos ampliar essas possibilidades e teremos também uma chamada para o Laboratório de Empreendedorismo Indígena, que vai funcionar dentro da Casa em 2024”, completa Amanda.

A Casa Tucum deverá iniciar seu funcionamento ainda no primeiro semestre do próximo ano.

Supershake da Floresta Amazônica_Crédito Felipe Morozini (1)

Mazô Maná lança shake amazônico

Foto: Mazô Maná

A Mazô Maná fecha o ano de 2023 lançando seu primeiro produto no mercado: um shake amazônico que mistura açaí, babaçu, cacau, cajá, camu-camu, castanha-do-pará, cogumelos, cumaru, cupuaçu, graviola, murici, pimenta cumari e pupunha.

O produto já chega chancelado por dois chefs de cozinha famosos, que integram o conselho da Mazô Maná: Bela Gil e Alex Atala. E está à venda no ecommerce da empresa e também no Mercado Livre.

A inovação em relação a produtos similares, destaca Marcelo Salazar, idealizador da Mazô Maná e co-CEO, está no impacto para associações dos povos tradicionais que a empresa busca com seu modelo. 

Além da compra de ingredientes, a empresa está em busca de projetos de PSSA (Pagamento por Serviços Socioambientais) para os territórios onde atua, e deixou separado no captable 10% da empresa para povos tradicionais, por meio de parcerias a serem contratadas com instrumentos jurídicos que protegem as comunidades e com a calma necessária para que elas compreendam o arranjo e fiquem confortáveis com o modelo. 

A modelagem conta com a assessoria direta do SBSA, escritório de advocacia com área especializada em negócios de impacto, como parte de seu projeto Contratos Justos. 

A intenção é trazer um benefício adicional a essas comunidades, abrindo oportunidades para modelos alternativos de parcerias que possam gerar recursos adicionais e aprendizados no médio prazo. Para avançar nessa frente, a startup segue em conversas com alguns grupos na região da Terra do Meio, berço onde nasceu. 

A Mazô Maná pretende que o shake e demais produtos alimentares desenvolvidos sejam uma das diversas fontes de receita. A startup tem prestado consultorias e desenvolvido parcerias com empresas e ONGs  na Amazônia, como desenvolvedoras de projetos de Serviços Ambientais e Carbono e busca caminhos para que esses projetos sejam realizados no tempo das comunidades, com o devido processo de informação e consulta, com contratos justos e envolvendo os parceiros dessas comunidades. 

Marcelo Salazar esteve na COP-28 em Dubai, participando de diversas agendas de movimentações do mercado de carbono, PSSA e sistemas alimentares, incluindo articulações no rumo da COP-30, que ocorrerá em Belém-PA.

AMAZ realizou oficina com a startup em Altamira

Em maio deste ano, a AMAZ, juntamente com a Mazô Maná e Simbiótica Finance, realizou uma oficina em Altamira como parte da jornada de aceleração de 2023.

Duas frentes foram foco deste encontro: o início de uma articulação para construção de metodologia alternativa e outros caminhos para PSSA não limitada a carbono, mas sim levando em conta a proteção integral do território por povos originários, ribeirinhos e quilombolas; e a estratégia da Mazô Maná na relação com fornecedores comunitários, como a que está sendo desenvolvida com  Rede de Cantinas da Terra do Meio, definida a partir de comércio justo com busca de recursos adicionais a partir de toda a valorização do modo de vida da comunidade.

A modelagem de negócios da Mazô Maná foi o catalisador para a realização da oficina, que reuniu também outros parceiros como iCS (Instituto Clima e Sociedade), SBSA (Szazi, Bechara, Storto, Reicher e Figueiredo Lopes Advogados), Bia Saldanha, Esteban Walther (advisor e investidor da Mazô) e Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia).

O grupo visitou a sede da Mazô Maná e participou de uma expedição, organizada em parceria com a startup, que incluiu uma visita à sede do negócio em Altamira, ao galpão das Associações da Resex da Terra do Meio e também a uma das comunidades parceiras da Resex Rio Iriri. Alguns dos ingredientes do primeiro produto da Mazô Maná são provenientes da região, e os participantes da expedição puderam conhecer in loco uma das unidades de beneficiamento dos produtos e provar em primeira mão o super shake da florestas da Mazô Maná.

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Seis startups finalistas da Chamada 2023 participam do pitch day da AMAZ

Foto: Pré-aceleração de negócios 2023/Rodrigo Duarte

No dia 14 de dezembro, seis startups finalistas da Chamada de Negócios 2023 da AMAZ participaram de um pitch day com investidores da aceleradora.

A sessão de pitches foi virtual, e contou com a participação de empreendedores e empreendedoras da Atlas Florestal, Zeno Nativo, BioAmazon, Coordenada Rural, Moma e Amaz Project.

A etapa final da jornada de seleção da Chamada 2023 proporcionou oportunidade para os negócios finalistas exercitarem seus pitches e demonstrarem o tipo de investimento que buscam e como ele será aplicado, caso selecionados para integrar o portfólio da AMAZ.

Durante a pré-aceleração, realizada em outubro deste ano, os empreendedores tiveram oportunidade de apresentar seus pitches coletivamente, recebendo feedbacks importantes uns dos outros, e também do time da AMAZ. O instrumento recebeu inputs do Modelo C, que foi objeto de trabalho durante o encontro presencial do grupo.

“Os pitches dos negócios, de modo geral, evoluíram muito desde a pré-aceleração, momento em que trabalhamos com eles o Modelo C e também suas apresentações. Desde então, estivemos conectados com eles para ajudar a refinar os pitches, e o resultado que vimos no dia 14 demonstrou amadurecimento nas apresentações, reflexo do trabalho com o Modelo C e também da assessoria do nosso time”, define Rafael Moreira Ribeiro, que coordena os processos de seleção e aceleração na AMAZ/Idesam.

Os negócios selecionados para investimento e aceleração serão anunciados no início de 2024.