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Manawara, empresa do portfólio da AMAZ, inaugura franquia em Manaus

Shopping Manauara recebe primeira franquia da empresa, que projeta inaugurar outras três no primeiro semestre

Foto: Divulgação Manawara

Manaus – A Manawara, empresa que integra o portfólio da AMAZ aceleradora de impacto, inaugurou no último fim de semana (20 e 21/01), sua primeira franquia. Localizada no Shopping Manauara, em Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus, esta será a primeira de várias que deverão ser entregues este ano.

A empresa, localizada em Iranduba, no Amazonas, surgiu da paixão por balas de goma e pela Amazônia. Oferece 22 opções de produtos, entre balas de frutas de sabores variados, castanhas e biscoitos. Alimentos como açaí, guaraná, taperebá e cupuaçu estão presentes em jujubas e outros produtos veganos, sem glúten nem lactose. E projeta fechar o ano de 2024 com 15 novos produtos. 

Em sua cadeia produtiva, a Manawara busca valorizar produtores da região amazônica. O guaraná utilizado vem de Maués, a castanha é proveniente da Assoab (Associação dos Agropecuários de Beruri), que atua na Resex Mamirauá. O polvilho dos biscoitos vem de Iranduba, o mel de Boa Vista do Ramos, a farinha de coco de produtores do Acre.

“Para nós, que estamos localizados no Amazonas, é muito significativo ter uma franquia aqui, em Manaus. Poder levar nossos parceiros – como o Senhor José Tomaz, de uma comunidade ribeirinha em Iranduba, que é nosso fornecedor de jambu – para conhecer nosso ponto de venda, mostrar, de forma concreta, como as matérias-primas eles nos fornecem são usados e onde são comercializados os produtos, não tem preço”, define Mércio Sena, CEO da Manawara.

O CEO da AMAZ aceleradora e diretor de novos negócios do Idesam, Mariano Cenamo, destaca: “É uma grande satisfação ver a inauguração da primeira unidade da Manawara em Manaus, no Shopping Manauara. É uma empresa que nós acreditamos que tem um potencial enorme de levar a cara da Amazônia para o Brasil e para o mundo, mas é super importante apresentar em primeira mão os produtos que vêm da biodiversidade amazônica para serem valorizados pelos próprios amazonenses. Esta é a primeira de várias franquias que serão inauguradas no Brasil durante esse ano de 2024.”

Os produtos da empresa  já eram encontrados em alguns pontos de venda em Manaus, mas agora passam a ser comercializados em ponto próprio, onde é possível ter acesso à grande gama de produtos oferecidos. 

Crescimento

Segundo Mércio, no primeiro semestre, três novas franquias deverão ser abertas na cidade de São Paulo. Estão também previstas para esse ano duas unidades no Rio de Janeiro e uma em Belo Horizonte. E a Manawara já está em fase final de negociação de quatro outras unidades franqueadas. 

“Nossa intenção é promover uma imersão no mundo de cores e sabores da Amazônia. Que cada um tenha a possibilidade de imaginar a sua Amazônia através dos produtos que oferecemos.  Dentro de cada bala, de cada caixinha, tem muito zelo com a natureza e com as pessoas que vivem na floresta”, destaca o CEO da Manawara.

Segundo ele, o ponto de venda inaugurado em São Paulo em maio do ano passado, que funciona também como showroom para atração de futuros franqueados, ampliou suas vendas em cerca de 10% desde o início de sua operação.

A empresaa tem investido no desenvolvimento de produtos e embalagens ao longo dos últimos anos.

O esforço tem sido premiado com reconhecimentos importantes. A empresa já participou das maiores feiras de alimentos e bebidas do mundo e da Europa – a Anuga e a Sial. Pela Sial, ganhou o Selo de Inovação em 2020. E foi também premiada pelo Brazil Design Awards com as embalagens desenvolvidas para as balas de fruta, também em 2020.

A Manawara está em tratativas para entrar no mercado norte-americano. Seus produtos têm despertado interesse também do mercado chinês: JD, gigante do e-commerce, o Departamento de Comércio da China e uma rede de supermercados em Beijing com clientela de estrangeiros demonstraram interesse em abrir negociação.

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Tucum assina contrato com a prefeitura do Rio para ocupar casarão no centro histórico

Foto: Divulgação Tucum

A Casa Tucum já tem um endereço para chamar de seu: Rua do Rosário nº 30. 

A empresa assinou contrato com a Prefeitura do Rio de Janeiro para ocupar um casarão no centro histórico da cidade. E tem previsão de início de funcionamento ainda neste trimestre.

A Casa representa o retorno físico da Tucum à capital fluminense, onde o negócio gerenciou uma loja própria entre os anos de 2013 e 2019.

Para viabilizar o espaço, a Tucum participou de um processo seletivo do Programa de Incentivo Reviver Centro Cultural, da Prefeitura do Rio de Janeiro, que selecionou empreendimentos para ocupar 27 lojas vazias no centro da cidade, no quadrilátero formado pelas avenidas Presidente Vargas, Rio Branco e Primeiro de Março; pela Rua da Assembleia e por um trecho da Orla Conde.

A cerimônia de assinatura aconteceu no dia 30 de janeiro, no centro da cidade do Rio de Janeiro, e contou com a presença do prefeito Eduardo Paes e de outros representantes da prefeitura e das empresas selecionadas para assinatura dos primeiros contratos do Programa. 

“A Casa Tucum vai ser um espaço para as pessoas se aproximarem da realidade e cultura dos nossos parceiros”, destaca Amanda Santana. “Vai ser um espaço de reafirmação das artes e dos povos indígenas do Brasil.”

A proposta do espaço é comercializar arte e artesanato indígena, mas também ser galeria para exposição de artistas residentes e do acervo, cineclube e oferecer outras programações culturais.

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Academia Amazônia Ensina organiza expedição com a Universidade de Harvard

Foto: Divulgação ACAE

Em agosto, alunos da Universidade de Harvard estarão na Amazônia em uma imersão organizada pela Academia Amazônia Ensina (ACAE). 

A Harvard Amazon Rainforest Immersion é um programa de campo extracurricular, que envolve estudantes, professores e pesquisadores de Harvard e da Amazônia. O conteúdo do programa gira em torno de temas locais ligados ao clima e ao desenvolvimento sustentável. 

A imersão trará uma introdução intensiva e interdisciplinar aos ecossistemas, sociedades e economias da Amazônia, explorando as complexidades e desafios locais do desenvolvimento sustentável.

Os participantes terão contato com conceitos científicos fundamentais para compreender o funcionamento do ecossistema da floresta e sua importância para o planeta; interconexões entre desmatamento, atividades extrativas ilegais, perda da biodiversidade, saúde, capital humano e desigualdades; culturas locais; política climática; pesquisas locais, inovações e cases de sucesso. 

Palestras, debates, visitas a diversos locais, interações com especialistas, comunidades tradicionais e outros alunos farão parte dos 12 dias da imersão. Os participantes deverão desenvolver um relatório com os aprendizados e ideias para projetos relacionados à Amazônia. 

Além dos estudantes de Harvard, também participarão da expedição estudantes ou pesquisadores que residem em países da Amazônia.

“Fomos procurados por Harvard, a partir de uma indicação do Idesam, e ficamos muito felizes, porque há muita sinergia entre o que a Academia Amazônia Ensina promove e as expectativas deles. Vamos passar por Manaus, pela Reserva do Uatumã e por Presidente Figueiredo. Estamos bastante animados e em processo preparatório para a imersão”, analisa Maria Eugenia Rocha Tezza, diretora-executiva da ACAE.

A Imersão Harvard na Floresta Amazônica é oferecida pelo David Rockefeller Center for Latin American Studies Brazil Office e pelo Salata Institute for Climate and Sustainability, em colaboração com a Academia Amazônia Ensina, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Idesam. 

“Temos certeza de que as experiências de produção sustentável oferecidas pelo Idesam junto com comunidades da Amazônia para o grupo de Harvard e a Academia Amazônia Ensina permitirão uma reflexão diferenciada de como pensar desenvolvimento para a Amazônia. A união desses entes – um instituto de pesquisa renomado como Harvard, a ACAE com sua educação no campo, reflexiva e instigadora de soluções, e as técnicas desenvolvidas no Idesam, no campo, junto com a vivência e a experiencia comunitária – é um caminho muito promissor para enxergar novas soluções para o desenvolvimento sustentável e inclusivo na floresta amazônica”, analisa Carlos Koury, diretor de inovação em bioeconomia do Idesam.

ACAE promove quatro expedições em 2024

Com uma expedição em curso até o início de fevereiro, a ACAE promoverá mais três expedições ao longo de 2024, incluindo a imersão com Harvard.

Na primeira expedição do ano, estão a bordo 23 pessoas de perfis bastante variados, incluindo estudantes e pessoas executivas de instituições como Amazon, Basf e Sebrae Nacional.

“São pessoas que pensam fora da caixa, ou que buscam pensar fora da caixa. Temos também jornalistas, designers, administradores, engenheiros, profissionais do audiovisual e especialistas em tecnologias nessa expedição”, diz Maria Eugênia. 

Dentre as expedições do ano, em maio a ACAE promove uma imersão com a Saint Paul Escola de Negócios de São Paulo, voltada a descobrir a Amazônia com olhar ESG, e em junho repete parceria com a Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) em nova expedição. 

“Estamos muito felizes com o caminho que a ACAE tem tomado. Percebemos a importância de estar nesses diferentes ambientes para que o diálogo se concretize. Sinto que a Academia Amazônia Ensina está fazendo o seu papel, proposto desde sempre, que é preparar as pessoas para os desafios econômicos, sociais e ecológicos do século 21. E estamos muito entusiasmados com essa abertura, principalmente com o público B2B, corporativo, para entender a Amazônia dessa maneira contextualizada”, destaca.