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Academia Amazônia Ensina organiza expedição com a Universidade de Harvard

Foto: Divulgação ACAE

Em agosto, alunos da Universidade de Harvard estarão na Amazônia em uma imersão organizada pela Academia Amazônia Ensina (ACAE). 

A Harvard Amazon Rainforest Immersion é um programa de campo extracurricular, que envolve estudantes, professores e pesquisadores de Harvard e da Amazônia. O conteúdo do programa gira em torno de temas locais ligados ao clima e ao desenvolvimento sustentável. 

A imersão trará uma introdução intensiva e interdisciplinar aos ecossistemas, sociedades e economias da Amazônia, explorando as complexidades e desafios locais do desenvolvimento sustentável.

Os participantes terão contato com conceitos científicos fundamentais para compreender o funcionamento do ecossistema da floresta e sua importância para o planeta; interconexões entre desmatamento, atividades extrativas ilegais, perda da biodiversidade, saúde, capital humano e desigualdades; culturas locais; política climática; pesquisas locais, inovações e cases de sucesso. 

Palestras, debates, visitas a diversos locais, interações com especialistas, comunidades tradicionais e outros alunos farão parte dos 12 dias da imersão. Os participantes deverão desenvolver um relatório com os aprendizados e ideias para projetos relacionados à Amazônia. 

Além dos estudantes de Harvard, também participarão da expedição estudantes ou pesquisadores que residem em países da Amazônia.

“Fomos procurados por Harvard, a partir de uma indicação do Idesam, e ficamos muito felizes, porque há muita sinergia entre o que a Academia Amazônia Ensina promove e as expectativas deles. Vamos passar por Manaus, pela Reserva do Uatumã e por Presidente Figueiredo. Estamos bastante animados e em processo preparatório para a imersão”, analisa Maria Eugenia Rocha Tezza, diretora-executiva da ACAE.

A Imersão Harvard na Floresta Amazônica é oferecida pelo David Rockefeller Center for Latin American Studies Brazil Office e pelo Salata Institute for Climate and Sustainability, em colaboração com a Academia Amazônia Ensina, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Idesam. 

“Temos certeza de que as experiências de produção sustentável oferecidas pelo Idesam junto com comunidades da Amazônia para o grupo de Harvard e a Academia Amazônia Ensina permitirão uma reflexão diferenciada de como pensar desenvolvimento para a Amazônia. A união desses entes – um instituto de pesquisa renomado como Harvard, a ACAE com sua educação no campo, reflexiva e instigadora de soluções, e as técnicas desenvolvidas no Idesam, no campo, junto com a vivência e a experiencia comunitária – é um caminho muito promissor para enxergar novas soluções para o desenvolvimento sustentável e inclusivo na floresta amazônica”, analisa Carlos Koury, diretor de inovação em bioeconomia do Idesam.

ACAE promove quatro expedições em 2024

Com uma expedição em curso até o início de fevereiro, a ACAE promoverá mais três expedições ao longo de 2024, incluindo a imersão com Harvard.

Na primeira expedição do ano, estão a bordo 23 pessoas de perfis bastante variados, incluindo estudantes e pessoas executivas de instituições como Amazon, Basf e Sebrae Nacional.

“São pessoas que pensam fora da caixa, ou que buscam pensar fora da caixa. Temos também jornalistas, designers, administradores, engenheiros, profissionais do audiovisual e especialistas em tecnologias nessa expedição”, diz Maria Eugênia. 

Dentre as expedições do ano, em maio a ACAE promove uma imersão com a Saint Paul Escola de Negócios de São Paulo, voltada a descobrir a Amazônia com olhar ESG, e em junho repete parceria com a Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) em nova expedição. 

“Estamos muito felizes com o caminho que a ACAE tem tomado. Percebemos a importância de estar nesses diferentes ambientes para que o diálogo se concretize. Sinto que a Academia Amazônia Ensina está fazendo o seu papel, proposto desde sempre, que é preparar as pessoas para os desafios econômicos, sociais e ecológicos do século 21. E estamos muito entusiasmados com essa abertura, principalmente com o público B2B, corporativo, para entender a Amazônia dessa maneira contextualizada”, destaca.

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