og_image_amaz

AMAZ E PARCEIROS PROMOVEM WEBINARES E LIVES EM MAIO

Ao longo do mês de maio, a AMAZ e parceiros promovem webinares e lives para debater temas importantes para o ecossistema de impacto da Amazônia.

Dando continuidade à série realizada em parceria com a Revista Página 22, serão realizados mais dois webinares, mediados por Mariano Cenamo, CEO da AMAZ e diretor de novos negócios do Idesam:

Empreender na Amazônia, com participação de Denis Minev (Bemol), Ana Bastida (AMAZ). Renato Farias (ICV) e dos empreendedores Andrezza Spexoto (IOV) e Macaulay Abreu (Onisafra). Esse encontro vai debater desafios e oportunidades de empreender na região. Será realizado no dia 06 de maio, às 17h (BSB). Para acompanhar, clique aqui.

Novos mercados para negócios amazônicos, com participação de Laura Motta (Mercado Livre), Ana Bastida (AMAZ), Mariana Faro (Instituto Peabiru), Raphael Medeiros (Centro de Empreendedorismo da Amazônia) e os empreendedores Joanna Martins (Manioca) e Hermógenes Sá (Peabiru Produtos da Floresta). Será realizado no dia 13 de maio, às 17h (BSB). Para acompanhar, clique aqui.

A FutureBrand, que desenvolveu a identidade visual da AMAZ, promove uma live com a participação de Mariano Cenamo sobre O Futuro da Amazônia: o papel das marcas na construção de um novo olha para a floresta. O debate acontece no dia 11 de maio, às 18h (BSB). Para acompanhar, clique aqui e se inscreva.

Completando a série, a AMAZ promove um webinar dedicado a tirar dúvidas dos negócios interessados em se inscrever na Chamada de Negócios. Será realizado no dia 18 de maio, às 16h (BSB). Para acompanhar, clique aqui.

Se você perdeu o primeiro webinar, que aconteceu no dia 27 de abril sob o tema Economia da Floresta, veja aqui:

202104WhatsApp-Image-2021-03-03-at-09.14.49-2-1024x682

Manioca ressignifica o Tucupi na mesa dos brasileiros

Foto: Divulgação Manioca

A Manioca acaba de lançar uma versão do Tucupi, delicioso caldo do norte, que convida os brasileiros a usar o ingrediente como tempero para aves, peixes, mariscos, arroz e outros alimentos.

Um dos carros chefes da empresa, o Tucupi, já comercializado em garrafas de 1 litro, chega ao público em uma nova embalagem de 300ml, pronto para ser usado em casa. Com isso, a marca inaugura uma nova forma de aproveitar um dos mais famosos ingredientes brasileiros: tempero para o dia a dia.

Na Amazônia, o caldo é consumido como parte integrante de pratos como pato no tucupi e tacacá. Agora, a ideia é disseminar o sabor pelo país como tempero para aves, peixes, mariscos, arroz e o que a imaginação permitir.

“O tucupi é um produto incrível, 99% das pessoas que provam o caldo gostam. Tem uma aceitação muito boa e tem potencial para ser conhecido e consumido por todo o mundo. Tendo isso em vista, começamos a nos questionar sobre como fazer esse produto se tornar comum na vida dos brasileiros. Deixar de ser uma iguaria para grandes chefs e passar a ser um tempero essencial na cozinha de todo brasileiro. Assim como aconteceu com o pão de queijo, que era de Minas, e o açaí, que era do Pará, e agora ambos são considerados produtos brasileiros”, define Joanna Martins, CEO da Manioca.

A empresa também lançou recentemente a linha Sementes, que oferece cumaru, nibs de cacau, castanha e, em breve, puxuri. E começou a comercializar seus produtos em Portugal.

O ano de 2020 foi dedicado a entender melhor o negócio e caminhos possíveis. Buscando compreender o olhar do consumidor, a empresa percebeu o desejo de praticidade e de alimentos naturais. Assim, surgiu a diretriz de deixar os produtos da Amazônia mais acessíveis e simples, e ao mesmo tempo manter a valorização do sabor. Soluções que sejam saborosas, que não façam mal à saúde e que sejam práticas, tudo isso utilizando e valorizando os ingredientes da maior biodiversidade do planeta. Essa orientação está presente nos novos produtos que serão lançados ao longo deste ano.

Os novos produtos já estão disponíveis ao consumidor no e-commerce da empresa.

Matérias relacionadas:

202104NavegAM3-1024x768

Navegam projeta crescimento para 2021

Foto: equipe da Navegam antes da Pandemia/divulgação

Um dos maiores gargalos para os negócios amazônicos reside na logística e no transporte de pessoas e mercadorias. E é justamente na solução deste desafio que a Navegam vem trabalhando, buscando otimizar o transporte fluvial na região Amazônia facilitando o acesso a informações sobre frete e transporte de passageiros.

Fundada em 2018, a startup desenvolve uma plataforma de gestão de dados e informações logísticas variadas, como quantidade de pessoas, preços, vendas por agência, controles de lotação, etc. A solução é focada no transporte fluvial na Amazônia, mas também apresenta funcionalidades para transporte rodoviário da região. 

A iniciativa da startup consiste em um módulo interno para embarcações gerenciarem informações sobre venda de passagens e um aplicativo para efetuar as vendas, tanto na própria embarcação quanto nas agências que oferecem essas passagens. Atualmente, atende 24 embarcações com o transporte misto de pessoas e mercadorias, número que deve aumentar em curto e médio prazo.

O público de interesse inclui a população das regiões amazônicas dependente de transporte fluvial em sua rotina de deslocamentos, empresas que transportam insumos e produtos finais, agências de viagem e donos de barcos. 

A Navegam foi acelerada pelo Programa em 2020. Com a pandemia da covid-19 impondo paralisações e isolamento social, a startup, que começou aquele ano com um roadmap bem definido e encaminhado para o lançamento de novos serviços, teve que rever prioridades.

A operação de venda de passagens ficou paralisada por quase cinco meses e o faturamento caiu em quase 90%. Por outro lado, a operação de logística teve um crescimento de quase 200%, o que possibilitou saúde financeira ao negócio para continuar operando.

A empresa intermedia cerca de 45 fretes ao dia, mas durante a pandemia esse número chegou a 200. “Foi um ano bastante difícil para todos, e nosso estado sofreu muito durante a pandemia. Muitas empresas quebraram. E a Navegam conseguiu ficar de pé e até teve crescimento nesse cenário complexo”, avalia o CEO da empresa, Geferson Oliveira.

Novo fôlego 

Em 2021, a Navegam, que hoje opera no estado do Amazonas, vai expandir sua operação para o Pará, Amapá e Rondônia. Para isso, estão contratando mais profissionais e expandindo o time da empresa.

Além de ter recebido recentemente um aporte de investimento de 425 mil reais, a Navegam está em negociação com dois fundos de impacto. A expectativa é que o investimento total chegue a até R$ 2 milhões.

Geferson avalia que participar do Programa de Aceleração da PPA contribuiu muito para o crescimento da empresa e dos próprios sócios, o que possibilitou maturidade para estarem aptos a reverem investimento de fundos brasileiros e internacionais.

“A equipe do Programa ajudou muito a Navegam em todos os aspectos, seja dando suporte em treinamentos, consultorias, assessoria jurídica, enfim. O mais interessante foi que o processo de aceleração foi também um processo de crescimento pessoal de todos nós, como empreendedores. Hoje temos uma outra visão do que é um negócio de impacto na Amazônia.”

202104WhatsApp-Image-2021-03-16-at-10.00.06-2-1024x598

Seringô lança tênis amazônico sustentável

Foto: Divulgação Seringô

Inspirado pelos seringueiros que ainda atuam em diversas comunidades extrativistas na Amazônia, sobrevivendo com dificuldade, mas ao mesmo tempo cuidando e mantendo em pé a floresta de onde retiram seu sustento, chega ao mercado o Tênis Seringô.  

Grandes marcas de calçados historicamente sempre utilizaram borracha natural em suas linhas de produção. No entanto, aos poucos, essa matéria prima foi praticamente toda substituída por materiais de origem do petróleo, como borracha sintética, EVA e poliuretano.

A Seringô, que só trabalha com matérias primas vegetais da Amazônia, desenvolveu um tênis com mais de 95% delas em sua composição, resgatando um pouco esse passado, ao mesmo tempo em que mira a necessidade de conservar a floresta e sua biodiversidade e também combater a emergência climática.

Todos os componentes são vegetais. O solado e a palmilha são produzidos a partir da borracha natural e orgânica, em composição com fibras vegetais provenientes da micronização do caroço do açaí. O cabedal é montado com juta, uma fibra amazônica, ou em juta dublada com borracha. O cadarço é também uma fita de juta emborrachada com látex orgânico e ponteira em borracha. E o forro é produzido com algodão orgânico, dublado com uma espuma de látex natural orgânico.

Produto sustentável e biodegradável, o Tênis Seringô é produzido pela Coopereco (Cooperativa de Produção dos Ecoextrativistas da Amazônia), formada por seringueiros e artesãs que produzem a borracha no estado do Pará, especialmente em Marajó e na região de Santarém.

O tênis, disponível em dois modelos, estará à venda em breve na Bemglô, em São Paulo, e no Ver-o-pesinho, no Shopping Boulevard, em Belém. Também pode ser adquirido pela plataforma segingo.eco.br, com frete grátis para todo o Brasil.

202104WhatsApp-Image-2020-11-12-at-11.54.31-2-1024x426

Amazônia em casa, Floresta em pé se prepara para nova fase

Em março, participantes e apoiadores do movimento Amazônia em casa, Floresta em pé estiveram reunidos para avaliar as atividades realizadas em 2020 e traçar exercícios de futuro.

Iniciado em junho do ano passado, o movimento foi uma das soluções desenvolvidas para os negócios amazônicos continuarem suas vendas durante a pandemia, incentivando a adoção de estratégias de e-commerce.

Como resultado, negócios que tiveram drástica redução nas vendas em 2020 (queda de 70% a 90% no faturamento) começaram sua jornada no e-commerce e colheram bons resultados, seja em venda ou visibilidade.

Iniciado a partir de um projeto piloto em junho de 2020, em parceria com o Mercado Livre, o movimento foi crescendo e se desdobrando, com marcos de ativação específicos em setembro, mês da Amazônia, na Green Friday em novembro e também por ocasião do Natal.

Dentre as estratégias e ações adotadas pelo movimento, estão soluções na área de logística e armazenagem – consolidação de estoque compartilhado em São Paulo, coordenação logística, manuseio e entrega ao consumidor final, entregas em 24 horas em São Paulo e em 48h para outros lugares do Brasil, subsídio de frete, taxas e armazenagem, transferência gratuita de mercadorias na rota Manaus – São Paulo. Na área comercial, desenvolveu-se forma exclusiva para vendas B2B, além da criação de catálogo e materiais comerciais, cestas corporativas e para B2C.

Na área de comunicação e marketing, o movimento promoveu a ativação de influenciadores por meio de lives com empreendedores amazônicos, contato com formadores de opinião, além de desenvolver identidade e site voltado à iniciativa. Uma rede de 35 influenciadores digitais, entre jornalistas, chefs de cozinha, artistas e profissionais de nutrição e saúde foi envolvida nas ações de ativação.

Soluções para desafios de 2020 guiam os próximos passos

Os próximos passos do movimento incluem a busca de soluções para uma série de desafios que se colocaram no aprendizado ao longo de 2020, classificadas em dois eixos: acesso a mercado para a sociobiodiversidade amazônica e estruturação do movimento.

No primeiro eixo, os desafios estão colocados na estruturação base dos negócios amazônicos, na ampliação e consolidação da infraestrutura logística e comercial de acesso a mercado, no escalonamento das soluções logísticas comerciais para incluir mais negócios amazônicos, em ampliar a rastreabilidade dos produtos e em impulsionar a bioeconomia da floresta em pé.

Já no eixo de estruturação do movimento, as propostas incluem a estruturação da governança e do núcleo operacional, estratégias de financiamento em médio e longo prazos, viabilizar a mensuração de impacto positivo na ponta, desenvolvimento de plano de membresia, fortalecimento da frente comercial e das estratégias de comunicação e marketing, integração e automação de base de dados de estoque e logística.

O grupo que integra o movimento Amazônia em casa, Floresta em pé inclui 16 marcas amazônicas – das quais dez integram o portfólio do Programa de Aceleração da PPA – e é uma realização do Mercado Livre, Programa de Aceleração e Negócios de Impacto da PPA, Idesam e Climate Ventures. Tem co-realização de Amazônia Hub, Biobá e Instituto Auá, parceria da Costa Brasil, Lothar Consultoria e Logística e Origens Brasil e apoio institucional do Fundo Vale, Instituto Clima e Sociedade, Climate and Land Use Alliance e Instituto Humanize.

Para conhecer o Movimento, acesse o site.

Matérias relacionadas:

https://aceleracao.ppa.org.br/campanha-movimentou-vendas-online-para-negocios-amazonicos-no-fim-do-ano-de-2020/
202104DSF8726-1024x683

Campanha movimentou vendas online para negócios amazônicos no fim do ano de 2020

A continuidade da campanha Amazônia em casa, Floresta em pé no último trimestre de 2020 computou em vendas para os negócios amazônicos, somente via Mercado Livre, R$ 65.835,00, um aumento de 7,4% em relação aos meses anteriores.

Lançada em setembro passado como alternativa para ajudar a alavancar as vendas dos negócios amazônicos, prejudicadas pela pandemia da covid-19, a iniciativa despertou vários empreendedores para o comércio online e fez com que aqueles que já visualizavam essa possibilidade, ou mesmo que já davam seus primeiros passos nessa modalidade de vendas, acelerassem o processo.

A campanha contou com ativações em novembro, por conta da Green Friday, e em dezembro, estimulando compras com propósito no Natal.

Durante a Green Friday, a ativação da campanha se concentrou em empreendimentos que trabalham com artesanato e moda, e promoveu lives com as influenciadoras Mona Soares, Alessandra Luglio e Laura Mocellin Teixeira, que tiveram participação de Tainah Fagundes (Da Tribu) e de Francisco Samonek (Seringô), além da coordenadora do Programa de Aceleração e Investimento de Impacto da PPA, Ana Bastida.

Como parte da experiência da campanha, os negócios participantes sugeriram reverter 10% do valor das vendas de cestas de produtos (20 unidades, em tiragem limitada) para um dos negócios do portfólio do Programa de Aceleração da PPA, o Serras Guerreiras de Tapuruquara, que teve suas atividades – turismo indígena de base comunitária – completamente paralisadas por causa da pandemia.

Os negócios também trabalharam juntos na elaboração de um manifesto, que traduz o sentimento e o propósito da atuação conjunta, como grupo que se concentra em torno de um mesmo propósito, que é conservar a floresta, valorizar os saberes regionais e gerar renda para suas populações.

“Em uma experiência de cocriação, desenhamos junto aos empreendedores esta edição da campanha, com ainda mais propósito e fomento do consumo consciente de produtos amazônicos. Tivemos maior participação deles na definição das estratégias e ações, com a intenção de dar destaque para essa união entre eles, buscando o mesmo propósito”, avalia Guilherme Faleiros,  analista de novos negócios do Idesam.

A experiência da campanha na Green Friday é um dos cases citados no guia Jornada da Estratégia Comercial: um guia para negócios de impacto. Resultado de uma parceria entre o Mercado Livre e o ICE, a publicação apresenta uma jornada para orientar e nortear o empreendedor de impacto na construção e implementação da estratégia comercial de seu negócio.

Também em novembro, o movimento Amazônia em casa, Floresta em pé – que reúne as marcas e organizações empenhadas em gerar impacto social e ambiental positivo na Amazônia, e que promove as campanhas de ativação para incentivar as vendas online dos negócios participantes – ganhou um site próprio.No Natal, o foco da campanha foi ampliado para todos os negócios, incluindo gastronomia. Os empreendedores envolvidos divulgaram a movimentação em suas redes, e houve também ativação com duas influenciadoras: Day Molina, estilista e ativista indígena que promoveu uma live com participação de Amanda Santana (Tucum); e Bel Coelho, Chef do restaurante Cuia, em São Paulo, que preparou uma receita de baião de dois amazônico enquanto conversava com Joanna Martins (Manioca).

Negócios relatam boas experiências

Joanna Martins, CEO da Manioca, avalia que a ativação feita pelas lives com influenciadores impactou positivamente a visibilidade e as vendas do negócio. 

“Estar na plataforma do Mercado Livre por si só não daria nem metade do retorno que a gente registrou em vendas com as campanhas. Hoje o e-commerce representa 20% das nossas vendas, e esse percentual foi crescendo ao longo do segundo semestre graças a essa movimentação e às lives das quais a gente participou,” avalia.

Outro ponto destacado por ela é o reforço que a campanha virtual trouxe também para as vendas voltadas a food services e no varejo como um todo: “As campanhas foram fundamentais para a nossa sobrevivência no período da pandemia, e até mesmo para a retomada de faturamento, que talvez nem fosse possível sem a participação e esse aumento de vendas online.”

A CEO da Manioca aponta que a realização de lives com formadores de opinião em torno do movimento Amazônia em casa, Floresta em pé foi “uma boa sacada”, por conseguir engajar influenciadores com maior alcance em torno de um propósito comum. “Para nós, negócios pequenos, é mais difícil engajar um formador de opinião para apoiar uma marca. Mas convencê-lo a apoiar um grupo de marcas com propósito é mais viável. “

Para a Peabiru Produtos da Floresta, o apoio do Programa de Aceleração nessa frente de e-commerce foi importante para garantir um bom faturamento de vendas via Mercado Livre em 2020.

“Do faturamento que tivemos no último período do ano, cerca de 35% foi obtido graças às campanhas de Green Friday e Natal, ao engajamento nas campanhas e ao apoio prestado pelo Amazônia Hub na divulgação, comercialização e em parte da operação logística,” avalia Hermógenes Sá, Diretor da Peabiru.

“Em comparação ao período passado, são números que nos fazem crer que alcançaríamos resultados bastante significativos em condições normais. Nossa participação nesse movimento, tanto em questão de visibilidade como em vendas, nos faz apostar cada vez mais nessa parceria, acreditando que em um futuro próximo estaremos consolidados no mercado.”

Avanços na logística para produtos amazônicos

No período em que se desenvolveram as duas campanhas, a parceria entre Costa Brasil, Lothar Logística, Idesam e Climate Ventures, cujo objetivo é promover o acesso de marcas da sociobiodiversidade amazônica ao mercado nacional, se consolidou.

A Costa Brasil, especializada em transporte multimodal com atuação em todo o território brasileiro, se comprometeu a realizar franquias de transferência semanal de cargas nas rotas Manaus-São Paulo e São Paulo-Itajaí, além de armazenagem nas localidades de Manaus, São Bernardo do Campo, Guarulhos e Itajaí. Passou também a se responsabilizar pelo serviço de manuseio (etiquetagem e embalagem dos produtos).

O arranjo logístico representa grande avanço para os negócios que geram impacto positivo na Amazônia, facilitando o acesso aos produtos, trazendo redução de frete e rapidez de entrega, já que os produtos ficam armazenados no sudeste do país.  

A parceria inclui ainda a elaboração de estudo e assessoria de logística da cadeia de cada empreendedor, além de investimento em estações sustentáveis de carga em geral (contêineres), em ações de fomento à cadeia sustentável, disponibilização de ferramentas/sistemas para otimização de frete, dentre outros pontos.

“Em 2020 em especial ficou evidente o quanto é importante dominar essas operações para colocar os produtos de impacto da Amazônia em condições mais competitivas nos mercados do sul e sudeste do Brasil. Nós construímos uma série de soluções de armazenamento, transporte, distribuição e estocagem, que já estão colocadas à disposição dos negócios, e esperamos que no futuro as soluções cresçam cada vez mais”, avalia o coordenador do Programa de Aceleração da PPA e diretor de novos negócios do Idesam, Mariano Cenamo.

Próximos passos

O grupo que integra o movimento Amazônia em casa, Floresta em pé inclui 16 marcas amazônicas – das quais dez integram o portfólio do Programa de Aceleração da PPA – e é uma realização do Mercado Livre, Programa de Aceleração e Negócios de Impacto da PPA, Idesam e Climate Ventures. Tem co-realização de Amazônia Hub, Biobá e Instituto Auá, parceria da Costa Brasil, Lothar Consultoria e Logística e Origens Brasil e apoio institucional do Fundo Vale, Instituto Clima e Sociedade, Climate and Land Use Alliance e Instituto Humanize.

Após a movimentação de 2020, seus integrantes avaliam neste momento o desempenho das campanhas e traçam novos passos e possíveis datas para novas ativações, incentivando os negócios a se manterem ativos no e-commerce e a promoverem as marcas em suas redes sociais.

“O incentivo ao e-commerce e a visibilidade, resultados do movimento, foram importantes para dar o fôlego que esses negócios precisavam, diante do cenário adverso de pandemia. Mas, para além disso, o programa entende o valor de liderar esforços para abertura de novos mercados aos negócios da Amazônia, diante de desafios de logística e acesso a mercados peculiares da região. Para 2021, iremos potencializar nosso apoio ao movimento, buscando ativar novas campanhas, mas também criar uma frente de abertura de mercado para o B2B (empresas para empresas), buscando chegar no médio e grande varejo”, avalia Ana Bastida, coordenadora do Programa de Aceleração e Investimento de Impacto da PPA.

Matérias relacionadas

https://aceleracao.ppa.org.br/setembro-foi-mes-de-amazonia-em-casa-floresta-em-pe/
https://aceleracao.ppa.org.br/amazonia-em-casa-floresta-em-pe/
202104WhatsApp-Image-2021-02-24-at-15.37.16

Maneje Bem cresce durante a pandemia

A conhecida frase “se a vida te der limões, faça uma limonada” nunca fez tanto sentido para a Maneje Bem, startup acelerada em 2020 pelo Programa de Aceleração e Investimento de Impacto da PPA. 

Com o isolamento social imposto pela pandemia da covid-19, a empresa investiu em tecnologia para continuar oferecendo sua solução ao mercado, o que trouxe ampliação do número de clientes e economia de recursos com a digitalização das visitas em campo. 

A Maneje Bem tem como objetivo principal a estruturação de sistemas agrícolas produtivos, com foco na indústria. Por meio de uma plataforma, acessível via web e aplicativo, realiza a captação de dados do campo favorecendo o planejamento de ações e acompanhamento de impactos relacionados à sustentabilidade. 

“Fazemos isso para que a indústria tenha responsabilidade socioambiental junto aos pequenos produtores, garantindo para eles renda e qualidade de vida”, define Caroline Luiz Pimenta, umas das fundadoras da empresa. 

O trabalho se dá em três pilares: diagnóstico, inserção da tecnologia do aplicativo no dia a dia do agricultor e treinamento. Antes da pandemia, diagnóstico e treinamento eram realizados presencialmente. Em 2020, migraram para o online, e os resultados surpreenderam Caroline.

“Tivemos benefícios gigantescos. O engajamento dos produtores foi altíssimo, e conseguimos reduzir gastos e ter os mesmos resultados. As visitas presenciais passaram a ser pontuais, e feitas de forma mais inteligente. Reestruturamos nossa metodologia, ganhamos agilidade no processo de diagnóstico e ainda conseguimos mostrar para os nossos clientes a importância da transformação digital. ” 

O número de clientes da Maneje Bem mais do que dobrou em quantidade de projetos. A equipe foi ampliada, como também os parceiros. 

Amazônia

Selecionada para participar do Programa de Aceleração e Investimento de Impacto da PPA em 2020, a Maneje Bem não está sediada na Amazônia, mas se preparava para constituir CNPJ na região, uma das exigências da Chamada de Negócios do Programa para startups que traziam soluções para a Amazônia, embora não estivessem fisicamente sediadas ali. No entanto, com a chegada da pandemia, esse passo teve que ser suspenso temporariamente.

Para Caroline, a possibilidade de ser acelerada pelo Programa e de trabalhar junto ao Idesam, com a cadeia produtiva do guaraná na Amazônia, foram grandes oportunidades em 2020. “Começamos agora em 2021 um processo de levantamento de indicadores, que poderão ser acompanhados durante esse processo de transformação digital. Conhecemos o sistema produtivo do guaraná e vamos trabalhar junto com a Aliança Guaraná de Maués, a Ambev, o Idesam e outros parceiros que estão envolvidos também nesse processo. ”

Caroline diz que a participação no Programa de Aceleração, por meio da jornada digital desenvolvida especialmente para atender aos empreendedores durante a pandemia, levou à empresa conhecimento que foi aplicado diretamente ao negócio, em áreas como definição de indicadores de impacto, mensuração e posicionamento de marca. 

Além disso, ela destaca a importância da conexão com os empreendedores e o ecossistema de impacto da Amazônia para ter um melhor entendimento da região e possibilitar o desenvolvimento do trabalho com a cadeia do guaraná em Maués.

Futuro

Os planos para 2021 são amplos, e se iniciam pela reestruturação da equipe e otimização de processos a partir do aprendizado de 2020.

Outra novidade é a estruturação de um setor comercial ativo, que antes não existia na Maneje Bem. O negócio estabeleceu metas de venda e implementação de projetos para 2021.

“Nosso objetivo central é ser referência no processo de transformação digital no campo para o desenvolvimento sustentável de comunidades rurais. Estamos colocando em prática todo o aprendizado que tivemos ao longo dos anos para alcançar esse objetivo o mais rapidamente possível, ” diz Caroline. 

Hoje a Maneje Bem tem projetos estruturados em 13 municípios do Maranhão e inicia expansão para os estados do Piauí e Pernambuco, com a cadeia da mandioca. Além do guaraná em Maués, a startup tem projetos aprovados junto à cadeia de cacau no sul da Bahia, um deles com a empresa de chocolates Dengo. Em parceria com a Embrapa, desenvolve também um módulo para a cadeia produtiva de suínos e aves para o estado de Santa Catarina. 

Além de tudo isso, a Maneje Bem, em parceria com outras organizações, elabora um projeto para atuação junto a comunidades indígenas em Rondônia e no Mato Grosso. A partir de um diagnóstico, o projeto visa desenvolver as comunidades indígenas, buscando ampliar sua produção com finalidade de comercialização. 

“Hoje eles produzem para subsistência, e nossa ideia é que eles consigam produzir mais e tenham conexão com a indústria. E para isso vamos usar muita tecnologia, inclusive advinda de outros países como, por exemplo, Israel. O objetivo do projeto é conter o desmatamento e suas respectivas emissões de Gases de Efeito Estufa em áreas indígenas, ampliando o acesso a serviços sociais, infraestrutura econômica e serviços e apoio às atividades produtivas, diz Caroline. 
“Vamos ajudar na melhoria das técnicas, tanto para conservação da floresta quanto para extrair o melhor retorno econômico para eles, otimizando o potencial produtivo que eles já têm. ”

Matérias relacionadas

https://aceleracao.ppa.org.br/de-mendes-e-cbkk-se-associam-para-escalar-producao-de-chocolates/

Mesa-com-produtos-Manioca

Manioca lançará novos produtos em 2021 e projeta crescimento de 60%

Integrante da turma 2019 do Programa de Aceleração e Investimento de Impacto da PPA, a Manioca se prepara para um 2021 agitado, com lançamento de novos produtos e previsão de crescimento de pelo menos 60%.

A empresa começou o ano de 2020 com planos ousados, mas a pandemia da covid-19 fez adiar para 2021 a execução das estratégias previstas. Mesmo assim, a empresa teve muito aprendizado, investiu nas vendas online e está em fase final de negociação para receber um novo aporte de investimentos do Fundo ABF (Althelia Biodiversity Fund Brazil).

É de Belém, no Pará, que a Manioca é gerenciada pelos sócios Joanna Martins e Paulo Reis. A empresa é definida pela dupla como uma pequena indústria de impacto socioambiental, que transforma ingredientes da Amazônia em alimentos naturais, práticos, saudáveis, inovadores e cheios de sabor. Ao mesmo tempo, todo esse processo é feito em diálogo com as comunidades, gerando desenvolvimento local, comércio justo e estruturação de cadeias produtivas.

Com a baixa nas vendas em 2020, a Manioca resolveu experimentar o ecommerce. A resposta foi muito boa. Integrante do movimento Amazônia em casa, Floresta em pé, foi uma das empresas de melhor desempenho nas vendas online junto ao Mercado Livre.

 “A partir da parceria com o Mercado livre, conseguimos tornar o ecommerce viável, a ponto de investir. Hoje há uma pessoa na Manioca dedicada ao comércio digital, operações de ecommerce e marketing. Nossa visão sobre isso mudou muito, ” avalia Joanna, CEO da empresa.

O ano de 2020 foi também dedicado a entender melhor o negócio, o consumidor e caminhos possíveis.

“Um dos maiores aprendizados que tivemos desde que criamos a Manioca foi a relação com o mercado. Temos uma visão ‘de dentro para fora’, da Amazônia para o Brasil e para o mundo. E em geral os negócios que inovam e conseguem acesso a mercados são exatamente aqueles que vêm de fora. Conseguir fazer o que fazemos já é uma mudança de paradigma, porque em geral quem está dentro tem uma visão talvez mais limitada do mercado em geral, não entende muito bem o consumidor de fora, e isso às vezes dificulta a inovação ou adaptação do produto. ”

Novo olhar para o consumidor se reflete em praticidade e sabor

Joanna e Paulo, sócios na Manioca

Buscando entender o olhar do consumidor, a Manioca percebeu o desejo de praticidade e de alimentos naturais. Assim, surgiu a diretriz de trabalhar com produtos mais acessíveis, mais simples, e ao mesmo tempo manter a valorização do sabor. Soluções que sejam saborosas, que não façam mal à saúde e que sejam práticas. Essa orientação está presente nos novos produtos que serão lançados ao longo deste ano.

Serão cinco novos produtos, que refletem a vocação da Manioca de ser uma indústria de temperos e sabores da Amazônia. Ao mesmo tempo, a empresa vai começar a atuar em novos segmentos da indústria de alimentos.

O primeiro desses produtos, disponível ao consumidor a partir de fevereiro, é uma nova versão do tucupi, em menor quantidade e já com essa chave de leitura de ser, também, um tempero.

“O tucupi é um produto incrível, 99% das pessoas que provam o caldo gostam. Tem uma aceitação muito boa. Tendo isso em vista, começamos a nos questionar sobre como fazer esse produto se tornar comum na vida dos brasileiros. Deixar de ser amazônico apenas e passar a ser um produto do Brasil. Assim como aconteceu com o pão de queijo, que era de Minas, e o açaí, que era do Pará, e agora ambos são considerados produtos brasileiros, ” define Joanna.

A empresa também lançou recentemente a linha Sementes, que oferece cumaru, nibs de cacau, castanha e, em breve, puxuri. E começou a comercializar seus produtos em Portugal.

Programa de Aceleração da PPA ajudou empresa a entender melhor o seu impacto

Antes de participar do Programa de Aceleração da PPA, a manioca percebia o impacto socioambiental que o negócio gerava, mas não sistematizava esses resultados. A partir do processo de aceleração, a empresa se aprofundou nos impactos gerados em sua cadeia produtiva e voltou ainda mais esse olhar para o negócio.

“Nossas ações se estruturaram, foram sistematizadas. Passamos a ter um olhar ambiental mais aprofundado. Sempre entendemos que, ao fazer o desenvolvimento social de nossos fornecedores, valorizando também a nossa cultura, trazíamos ganhos para a região no aspecto ambiental. Mas a partir da aceleração entendemos que era possível implementar várias outras ações ambientais para ampliar esse ganho, ” destaca Joanna.

Outros pontos destacados pela CEO da Manioca neste processo incluem a conexão que o Programa possibilitou com pessoas, outros negócios e entidades, o que fez com que a empresa percebesse o ecossistema de impacto em desenvolvimento na região e se fortalecesse nesse movimento.  

A Manioca participou das duas rodadas de investimento promovidas pelo Programa, e conseguiu investimento em ambas.

“Foram muitos os ganhos que a gente teve com o Programa de Aceleração, e que não aconteceram só naquele primeiro ano, quando fomos acelerados, mas que reverberam até hoje. E isso mostra o quanto essa rede se fortaleceu ao longo do tempo e como essas conexões são importantes e necessárias para que essa região se desenvolva cada vez mais”, avalia ela.  

Olhar para a cadeia produtiva

Maurício, produtor de tapioca flocada

A preocupação em estruturar e fortalecer a cadeia produtiva revela ainda um olhar cuidadoso para os fornecedores, com um programa de desenvolvimento que os prepara não apenas para fornecer os insumos para a Manioca, mas também para a relação com outros potenciais clientes.

Esse preparo inclui adequações sanitárias, formalização e outros pontos importantes para garantir uma padronização mínima dos insumos, ao mesmo tempo em que mantém a pegada artesanal e cultural, respeitando cada produtor.

“A Amazônia é um território onde existe muita produção, mas pouca formalização. Em geral, esses produtores, até por serem da agricultura familiar e pela ausência do estado, são muito pouco profissionalizados e formalizados. O papel do nosso programa é apoiá-los, orientá-los, capacitá-los e fazer com que eles melhorem, seja em suas estruturas ou em seus processos produtivos, na padronização dos produtos. A natureza nos dá produtos diferentes dependendo da época do ano, do solo do território, mas existem processos de produção que conseguem reduzir um pouco essas diferenças”, destaca Joanna.

A Manioca contratou um arquiteto para apoiar os produtores na melhoria de suas estruturas de produção, criando plantas estruturais de casas de farinha, de produção de tucupi e de tucupi preto. Os produtores queriam melhorar as estruturas de produção, mas não sabiam como fazer, porque não existem orientações específicas. Ao mesmo tempo, eles tinham receio de que as estruturas não fossem adequadas ou aceitas para a formalização de seus negócios.

“Queremos garantir boas práticas de manipulação e segurança alimentar, mas em diálogo com a cultura. O processo industrial em geral, de padronização, traz uma cultura externa que muitas vezes oprime a cultura dos nossos povos tradicionais. Nos preocupamos em não tornar o ambiente de produção um ambiente industrial. Ele continua sendo artesanal, mantendo as características culturais de cada produtor, mas ao mesmo tempo traz segurança alimentar, saúde e processos mais padronizados para a gente ter produtos melhores no final. ”

202104jambull

Tipiti lança marca própria de cachaça

créditos: Tipiti/divulgação

A Tipiti, empresa do ciclo 2019 do Programa de Aceleração da PPA, terminou o ano de 2020 com o lançamento de uma marca própria de cachaça, a Jambull.

O produto é composto por cachaça artesanal envelhecida em barris de madeira de jequitibá rosa, comprada a granel de um produtor da região próxima de Santarém, e folhas e flores de jambu fornecidos pela AMABELA (Associação de Mulheres de Belterra).

Com esses ingredientes, a Tipiti, sediada em Santarém, no Pará, cria a Jambull, cuidando da padronização, infusão e envasamento.

Em 2019, com recursos oferecidos pelo Programa de Aceleração, Glinnis da Rocha, uma das sócias da Tipiti, fez o curso Mestra Alambiqueiro e Padronização, análise sensorial e princípios de elaboração de blends em Itaverava, MG, ministrado pelo Cana Brasil – Centro de Tecnologia em Cachaça. Com o conhecimento adquirido, ela e a sócia, Ingrid Ribeiro, criaram uma versão própria da saborosa cachaça com jambu.

“Escolhemos o nome Jambull por conta da força do touro, metaforicamente casada com a fortidão atribuída às cachaças com Jambu que temos no mercado, e em referência a nós mesmas, mulheres empreendedoras, especialmente da Amazônia, que se reinventam hora e outra”, conta Glinnis.

O primeiro lote da cachaça foi distribuído na última semana de dezembro de 2020, e a Tipiti vendeu suas 12 primeiras garrafas. A produção atual é de cerca de 30 litros por mês, em versões disponíveis de 100ml, 300ml, 500ml, 750ml e 1 litro.  O pedido de registro da Jambull no MAPA já foi encaminhado.

Atualmente, a Jambull é comercializada por meio das redes sociais e pelo WhatsApp (93 99187-8387), com entrega e/ou retirada em pontos específicos em Santarém, Alter do Chão e Manaus, além de Nova Colina – Sobradinho, no DF. E deve chegar ao Rio de Janeiro a partir de março.

Nos próximos seis meses, a intenção é multiplicar as vendas e ampliar a produção, consolidando a marca e iniciando vendas online. Em um ano, contando já com o registro no MAPA, a Tipiti espera ampliar ainda mais as vendas mensais e dar início à execução do projeto de ter uma destilaria própria. E em dois anos, a meta é ter produção de pelo menos 200 litros/dia em destilaria própria e o selo de manejo sustentável de madeira para envelhecimento.

Remodelando o negócio

Criada em 2015, a empresa participou de alguns processos de incubação e aceleração. Quando ingressou no Programa de Aceleração da PPA, comercializava seis produtos – geleias, pimentas, café de açaí, farinha de mandioca, farinha de tapioca e licores – de diferentes parceiros da região, tendo como objetivos a conservação da floresta, a valorização dos saberes dos povos e a disseminação da cultura paraense.

Ao longo do Programa, a Titipi já visualizava o investimento no desenvolvimento de produtos próprios, a partir de insumos de pequenos produtores da região. Com a pandemia da Covid-19, a empresa teve que suspender o contato direto com as comunidades. As sócias resolveram investir no desenvolvimento do primeiro produto da Tipiti, a cachaça Jambull, e garantem que outros virão. 

202104Da-Tribu-João-Urubu_chamada-foto-interna-1024x683

Da Tribu lança nova coleção em Tecido Emborrachado da Amazônia (TEA)

A marca paraense de slow fashion Da Tribu lançou, no dia 10 de dezembro, uma nova coleção, a Nortear, com peças inovadoras e sustentáveis feitas em TEA (Tecido Emborrachado da Amazônia).

As novas peças, com tiragem limitada, incluem uma bolsa que se transforma em mochila e cachepôs, assinados por Reg Coimbra e Bruna Bastos, designers paraenses da Jambo Estúdio.

A coleção foi idealizada a partir das mudanças provocadas pela pandemia do coronavírus: “Nos perguntamos o que as pessoas estavam buscando para si e percebemos fortemente uma reconexão com o espaço em que se vive, com a casa, por exemplo”, afirma a diretora criativa da marca, Tainah Fagundes.  

Outro ponto interessante das peças são os múltiplos usos. A mochila pode ser utilizada também como bolsa, e o cachepô, além de abrigar vasos de plantas, pode ser usado como cesto para objetos e frutas. “Nos interessou pensar nesses desdobramentos, e por isso chamamos a Reg e a Bruna para conceber o design dos produtos, bem como as estampas”, diz Tainah.

Outras parcerias da coleção incluem o coletivo Costuraê – projeto que reúne costureiras dos bairros do Guamá e Terra Firme, em Belém – e a comunidade Pedra Branca, na ilha de Cotijuba – que produziu o TEA e que é parceira da Da Tribu há mais de três anos.

A sustentabilidade das peças

A coleção Nortear surgiu de um interesse comum entre a marca e o Jambo Estúdio. “Já havia uma admiração e interesses em comum há algum tempo. Da Tribu e Jambo são tocadas por mulheres amazônidas, empreendedoras, que pensam de forma parecida e que acreditam na potência das parcerias”, diz Reg Coimbra.

Foi realizada uma pesquisa do universo da marca e seus consumidores, tendências de mercado e da área de moda para a proposição dos novos produtos com o Tecido Emborrachado da Amazônia (TEA), cujo maquinário específico foi construído com recursos do edital emergencial do Programa de Aceleração da Plataforma Parceiros pela Amazônia, lançado para ajudar empreendedores e empreendedoras em meio à crise da Covid-19. O tecido foi desenvolvido em parceria com pesquisadores da UnB (Universidade de Brasília)

As peças são confeccionadas em TEA e em lonas de caminhão reaproveitadas, com mais de dez anos de uso, representando pelo menos 1 milhão de quilômetros rodados.

“A lona foi tingida e tratada, para ser amaciada. É um momento de ressignificar e parar de produzir excessos, apostar em produtos atemporais e com mais tempo de vida útil”, defende a criadora da Da Tribu, Kátia Fagundes, sobre o conceito da coleção, que permeia também toda a trajetória da marca, com o uso constante de materiais recicláveis, matéria-prima renovável e investimento na relação com comunidades na capital paraense.

Antes do TEA, a Da Tribu desenvolveu peças com fios emborrachados com látex, em parceria com a Comunidade Pedra Branca. Agora, a expectativa é que, com o novo maquinário, a produção aumente e traga mais retorno financeiro. “Vimos que a produção é bem maior, tivemos uma demanda bem grande e isso impacta no nosso mundo financeiro dentro da comunidade”, diz Corina Magno, produtora dos fios e tecidos da Comunidade Pedra Branca.