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Idesam conquista dois prêmios Jaraqui Graúdo 2025 e consolida atuação no ecossistema de inovação amazônico 

Texto e Imagem: Comunicação Idesam

O Idesam encerra 2025 com a conquista de dois prêmios na 10ª edição do Jaraqui Graúdo, uma das principais premiações do ecossistema de startups da Amazônia. A cerimônia foi realizada nesta terça-feira (9), no Centro de Bionegócios da Amazônia. O reconhecimento é concedido anualmente pela comunidade Jaraqui Valley, que reúne empreendedores e iniciativas voltadas à inovação e à criação de conexões entre negócios na região. Neste ano, a premiação contou com 19 categorias. 

Nesta edição, o Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), da Suframa e sob coordenação do Idesam, foi premiado na categoria Investimentos em Startups, enquanto a Amazônia Agroflorestal, spin off do Idesam, venceu na categoria Startup Amazônia Legal e Amapá. 

Além das premiações, a Amaz Aceleradora na categoria “Aceleradora” e o Idesam na categoria “Instituto de Inovação” ficaram entre as três melhores organizações, reforçando a relevância do Idesam em diferentes etapas e elos do ambiente de empreendedorismo e inovação no Amazonas. 

A premiação reconhece projetos, instituições e lideranças que contribuem para o desenvolvimento do ecossistema de inovação de Manaus. A avaliação final é realizada por um júri independente, composto por representantes da comunidade de inovação. 

O diretor técnico do Idesam, André Vianna, celebrou o reconhecimento pelo ecossistema e destacou a atuação do instituto em diversas frentes do ecossistema de inovação. “Esse é um prêmio muito especial, porque vem da própria comunidade. É o reconhecimento do trabalho que temos realizado e mostra a diversidade de atuação do Idesam nos diferentes elos do ecossistema de inovação”. 

André Vianna, diretor técnico do Idesam

Representando a Amazônia Agroflorestal, Nayara Diniz também destacou a importância da conquista neste ano. “É uma honra receber esse prêmio. Ele representa o reconhecimento do trabalho dos produtores parceiros de Apuí, dos técnicos que estão em campo e de todo o time comercial que leva o Café Apuí do Amazonas para o mundo. Este ano, tivemos a oportunidade de nos destacar entre os 15 melhores cafés robusta do Brasil, e isso é fruto de um trabalho coletivo, feito com dedicação e respeito à Amazônia”. 

A líder do PPBio, Karol Barbosa, ressaltou o papel das parcerias na construção dos resultados. “O prêmio do Jaraqui Valley é uma celebração da inovação, então o Programa Prioritário de Bioeconomia vem atuando nos últimos seis anos juntamente com os parceiros maravilhosos, que nos ajudam e a gente não faz nada sozinho”. 

A 10ª edição do Jaraqui Graúdo contou com o apoio do Patrocinador Platinum, Idesam; dos Patrocinadores Ouro, Amaz, PPBio e F7Live; Patrocinadores Bronze, Osten Digital, Residuum e Almaden; e dos Patrocinadores Startup, Grupo Navegam, Rosh, Faço a Conta e Apoena Produtos do Amazonas, que contribuíram para a realização da premiação e para o fortalecimento do ecossistema de inovação amazônico. 

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Com ingredientes da Amazônia, MOMA consolida modelo de beleza sustentável

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Imagem: Divulgação/MOMA

O mercado brasileiro de cosméticos segue em forte expansão, e não mostra sinais de desaceleração. A projeção é que o setor alcance US$ 23 bilhões em faturamento já em 2025, mantendo um crescimento anual médio de 4,55% até 2030. Hoje, o Brasil ocupa a posição de terceiro maior mercado de beleza do mundo.

Nesse cenário dominado por grandes marcas, empresas como a MOMA vêm ganhando espaço ao apostar em propostas alinhadas às novas demandas do público. Ingredientes naturais, transparência na cadeia produtiva, embalagens recicláveis ou biodegradáveis e fórmulas livres de microplásticos e petrolatos são fatores decisivos para uma parcela crescente de consumidores preocupados com escolhas mais sustentáveis e éticas.

A marca fundada pela farmacêutica, Vivan Chun, alia pesquisa com foco em performance, biodiversidade amazônica e impacto socioambiental para criar produtos que conectam autocuidado, ciência e floresta.

“Eu desenvolvia cosméticos desde 2012 como hobby, mas ainda não me via como empreendedora. Isso só mudou quando passei a trabalhar com agricultura regenerativa e agroflorestal. Foi ali que compreendi que o agricultor rural é, na essência, um grande empreendedor”, contou.

Vivian Chun, cofundadora da MOMA (Divulgação/MOMA)

O ponto de virada veio após a pandemia, quando Vivian enxergou a possibilidade de conectar o seu conhecimento em formulação com cadeias produtivas da Amazônia. “Percebi que poderia unir propósito e impacto: usar os cosméticos que eu já criava, agora somando as comunidades e gerando transformação na ponta”, afirmou a empresária.

Hoje, a MOMA trabalha diretamente com insumos produzidos por comunidades indígenas, ribeirinhas e agricultores familiares, em redes como a Inatú Amazônia, que fornece o óleo de copaíba utilizado na formulação do hidratante. Co-fundadora da marca, Marisa Taniguchi destaca que a colaboração vai além do comercial e contribui para fortalecer toda a cadeia produtiva da região.

“A parceria com a MOMA fortalece a nossa rede porque amplia a visibilidade dos produtos. Esse tipo de colaboração gera novas oportunidades de mercado, abre portas para conexões estratégicas e valoriza o trabalho das comunidades extrativistas. Quando iniciativas como essa se somam aos esforços locais, fortalecemos a sociobiodiversidade e mostramos que é possível desenvolver a Amazônia com respeito, responsabilidade e benefício compartilhado”, declarou.

O produto combina ativos naturais como Cumaru, Babosa, Andiroba e Manteiga de Cupuaçu, oferecendo hidratação profunda, rápida absorção e um toque aveludado. A fórmula destaca a suavidade trazida pela copaíba, rica em β-cariofileno, e o aroma natural do cumaru, com notas suavemente abaunilhadas.

Além da conexão com a floresta, a marca investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento. “Na prática, P&D significa aprimorar fórmula, textura, cor, aroma e experiência de uso, buscar ingredientes mais nobres e seguros, investir em pesquisa clínica e explorar novos ativos. É inovação constante”, explicou Vivian.

Divulgação/MOMA

Aceleração que impulsiona a expansão comercial e ajuda a mensurar o impacto

O processo de fortalecimento da marca também ganhou fôlego com a jornada de aceleração conduzida pela Amaz, aceleradora de impacto coordenada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam). A MOMA já havia participado de outros programas como ‘Amazônia em Casa Floresta em Pé’ e o ‘Floresta Mais’, antes de ser uma das selecionadas na Chamada de Negócios da Amaz, de 2023.

A jornada de aceleração em 2024 foi estruturada em torno de pilares estratégicos e operacionais, culminando em suporte financeiro e visibilidade de mercado. “O programa teve início com foco intenso na gestão de desempenho e controles internos com oficinas e modelagens de processos, que aliamos ao esforço direcionado para a compreensão do mercado e posicionamento da marca”, explica Rafael Ribeiro, líder de aceleração da Amaz.

“Durante esses processos, ganhamos maturidade, conexões com outros empreendedores, visibilidade e abertura de canais de venda, como a parceria com o Mercado Livre. Com o investimento, conseguimos lançar produtos, melhorar o site, contratar pessoas, implementar sistemas e estruturar processos”, relatou a fundadora da marca.

Com a base fortalecida, Vivian aponta os próximos passos para a marca: novos lançamentos, aprimoramento de embalagens e comunicação focada em categorias específicas de cuidados com a pele. No campo socioambiental, avançamos na formalização de contratos de compra com as comunidades fornecedoras, garantindo previsibilidade, segurança e renda contínua.

“A expansão da MOMA precisa caminhar junto com a valorização da floresta e das pessoas que vivem dela. Nosso compromisso é crescer sem perder o vínculo com quem torna tudo isso possível”, reiterou.

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Iniciativa de Manaus desponta como a primeira do Brasil indicada a premiação do Fórum Econômico Mundial (WFE) 

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Imagem: Divulgação/Amaz

Pioneira em investir e acelerar negócios com impacto na Amazônia, a Amaz Aceleradora de impacto, coordenada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento da Amazônia (Idesam), figura como única iniciativa brasileira entre os finalistas do GAEA (Giving to Amplify Earth Action) Awards 2026, prêmio internacional do Fórum Econômico Mundial, que reconhece soluções inovadoras para os desafios climáticos globais.

O GAEA Awards avalia organizações de diferentes países e setores que demonstram soluções escaláveis para os desafios climáticos globais, a premiação reconhece colaborações inovadoras em múltiplos setores (público, privado e filantrópico), que atuem em mudanças sistemáticas ligadas ao clima e à natureza.

Na edição inaugural, realizada no ano passado, foram premiadas cinco iniciativas pioneiras em diferentes categorias. Entre os ganhadores estão a Built by Nature (BbN), que é uma rede para promover o uso de madeira sustentável e outros materiais naturais na construção, reduzindo a pegada de carbono do setor e a Global Energy Alliance for People and Planet (GEAPP), união de filantropia entre os setores público e privado para acelerar o acesso à energia limpa e promover transição energética justa.

O processo da premiação inclui fases de nomeação, seleção e a lista final. Os vencedores não recebem apenas um troféu, ao serem premiados, eles se juntam à comunidade GAEA, ganham visibilidade, conexões com parceiros potenciais e acesso às plataformas do Fórum para ampliar seu impacto.

“Estamos muito felizes de chegar à lista dos finalistas ao prêmio entre tantas iniciativas relevantes no mundo inteiro. O reconhecimento vai para todos os empreendedores e empreendedoras de nosso ecossistema, que trabalham para conservar e restaurar florestas e melhorar a vida de milhares de pessoas, que fazem a bioeconomia acontecer de verdade todos os dias na Amazônia”, observa Mariano Cenamo, CEO da Amaz e cofundador do Idesam Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, que atua há mais de 20 anos na Amazônia Brasileira e coordena a Amaz Aceleradora de Impacto.

Amaz apoia negócios que atuam em diversas áreas desde logística até soluções tecnológicas e inovadoras

A Amaz completou cinco anos de atividade em 2025 com números impressionantes: avaliou mais de 500 startups potenciais, acelerou 52 negócios, investiu em 29 empresas e mantém 16 ativas no portfólio.

Os negócios acelerados pela Amaz atuam em diferentes setores da bioeconomia amazônica, como logística sustentável, alimentação, moda e arte indígena, cosméticos naturais, turismo de base comunitária, regeneração ambiental e soluções tecnológicas e inovadoras que beneficiaram 1.959 famílias e 45 organizações sociais e geraram, somente em 2024, R$ 4 milhões de pagamentos a parceiros na Amazônia brasileira.

O portfólio é intencionalmente diverso, refletindo os múltiplos estágios de maturidade e perfis territoriais da região. A aceleradora opera por meio do modelo blended finance, que combina recursos filantrópicos e privados.

A trajetória até a criação da aceleradora começou em 2018, com um programa piloto do Idesam chamado Parceiros Pela Amazônia (PPA) que apoiou mais de 30 negócios voltados à bioeconomia, cadeias produtivas sustentáveis e gestão de resíduos. O programa evoluiu para a estrutura atual da aceleradora, que por meio do primeiro fundo realizou três ciclos de aceleração de negócios, via chamada, e iniciou investimentos diretos.

“O grande diferencial da Amaz é realmente ser uma aceleradora de negócios com muito anos de experiência na Amazônia, devido ao trabalho desenvolvido pelo Idesam há mais de 20 anos na região. Esse aprendizado fez com que a gente desenvolvesse processos e soluções pro ecossistema de impacto, desde o operacional dos negócios até o tipo de investimento mais resiliente, que estes tipos de empreendimentos demandam”, analisa Gabriela Sousa, líder de operações da Amaz.

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COP30 amplia diálogos com quem faz de fato a bioeconomia acontecer na Amazônia

Texto: Maxi Mídia Comunicação
Imagem: Daniela Tipiti/Amaz

Durante a COP30, sediada no coração da Amazônia, em Belém, quem está no chão da floresta promovendo transformações e girando a engrenagem que faz de fato a bioeconomia acontecer tem a palavra. Fora dos espaços oficiais nas zonas verde e azul, existem lugares como a Bem Cafeinado, loja criada por Liane Dias, no bairro Reduto, que amplia os diálogos entre os diversos atores do ecossistema de impacto com rodas de conversa sobre negócios sustentáveis.

“A ideia é conectar parceiros importantes com gente que está realmente envolvido com a tão falada bioeconomia amazônica e promover essa integração é fundamental para evitar narrativas fantasiosas sobre mudanças climáticas e a sociobioeconomia”, argumenta a empreendedora.

Paula Macedo, gestora de portfólio de negócios da Amaz Aceleradora de Impacto, iniciativa coordenada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável (Idesam), explicou como vencer os desafios para ter acesso ao capital filantrópico e privado, durante uma conversa com produtores e empreendedores que atuam com o café, uma das paixões nacionais que vem sofrendo o impacto das mudanças climáticas com a seca e calor, que prejudicam as lavouras no Brasil e no mundo.

“O capital filantrópico está cada vez mais escasso globalmente e não é suficiente para resolver todos os problemas sociais e ambientais. Na Amaz nós trabalhamos com um fundo oriundo de capital filantrópico e privado para apoiar negócios que já estão promovendo mudanças na Amazônia Rural. Com esse fundo já conseguimos avaliar mais de 500 negócios e temos hoje 16 ativos no portfólio”, explicou a gestora.

Daniela Tipiti/Amaz

Outra iniciativa do Idesam para fomentar negócios de impacto na Amazônia e que foi lançada no FIINSA COP 30, a Zoma – geradora que surge para apoiar empreendedores, pesquisadores e negócios de base comunitária e tecnológica comprometidos com uma economia de floresta em pé, também esteve na roda por meio de Renato Rebelo, líder da Zoma.

“A Zôma é sobre apoiar empreendedores que ainda estão no início da jornada, aqueles que têm uma ideia, um protótipo ou um produto, mas ainda não conseguiram acessar mercado. Queremos preparar essa base para o crescimento e para uma economia que valoriza a Amazônia viva”, explicou Renato durante o bate papo.

A proposta é atuar como uma venture builder amazônica, ou seja, uma geradora que não apenas acelera, mas estrutura negócios desde as fases iniciais. Os participantes selecionados terão acesso a mentorias, suporte técnico e administrativo, apoio em marketing, jurídico e financeiro, além de conexões com investidores e mercados estratégicos.

Na outra ponta, os produtores da Cooperativa Mista de Agricultura Familiar do Polo Barreta (COOPERMAB), em Vigia de Nazaré, município paraense conhecido como a capital do Tucupi, mas que também foi o lugar onde as primeiras mudas e sementes do café tocaram o solo brasileiro, trouxeram pra roda a experiência com o café selvagem.

“São árvores centenárias que estão no nosso território. A cooperativa nasceu informalmente em 2021 e hoje temos 50 famílias envolvidas na pesca artesanal e no cultivo de frutas, legumes e hortaliças e estamos trabalhando para inserir o café, porque atualmente só temos as árvores ancestrais que estão no meio da nossa floresta, sem o manejo”, comentou Maria Souza, integrante da cooperativa.

A cooperativa já fornece a polpa do Bacuri, fruto nativo da Amazônia, para negócios como a Aruanas, que produz alimentos com sabores da região. A Aruanas surgiu da inquietação da jovem Luise Lima, que cansada de ver produtos nos supermercados de belém com ingredientes como blue berry, como barrinhas de cereais e geléias, resolveu arregaçar as mangas para trazer o gosto da Amazônia paraense para as prateleiras da cidade.

“Existem coisas que não cabem na embalagem. A Aruanas já ajuda na recuperação de 30 mil metros de áreas degradadas com sistema agroflorestais. Além de trazer o sabor da nossa terra pra dentro do mercado da região”, pontua a empreendedora de impacto.

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Casa Niaré tem programação voltada aos negócios de impacto durante a COP 30

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Imagem: Divulgação/Casa Niaré

No ano em que sedia a COP 30, Belém ganhou mais um espaço para fortalecer as populações tradicionais da Amazônia e a economia da floresta: a Casa Niaré, que também funcionará como um hub de negócio, cultura e apoio técnico para o empreendedorismo de indígenas, ribeirinhos, extrativistas e quilombolas, conectando saberes ancestrais e inovação ao desenvolvimento de uma nova geração de novos negócios de impacto socioambiental.

Localizada na Rua Bernal do Couto, no bairro Umarizal, a Casa Niaré reúne loja, galeria e um ambiente colaborativo voltado para formação, comercialização, trocas culturais e articulação entre lideranças da floresta, investidores, organizações e empresas comprometidas com a economia regenerativa.

A iniciativa é liderada por empreendedores da floresta e parceiros históricos do ecossistema amazônico, entre eles, a Tucum e a Mazô Maná, ambos negócios de impacto acelerados pela Amaz, ao lado de outras duas marcas de negócios da floresta, como Urucuna e Da Tribu. Durante a COP30, a Casa Niaré lançará a Jornada Niaré, que irá oferecer mentoria para empreendedores indígenas e comunitários, com apoio em gestão, comercialização, comunicação e certificações.

Divulgação/Casa Niaré

Para Amanda Santana, fundadora da Tucum e diretora criativa da Casa Niaré, o espaço chega para consolidar uma rede que já atua há anos na valorização de povos e saberes amazônicos. “A Casa Niaré vem como um legado da COP30. Mais do que um espaço, queremos criar uma comunidade que vai liderar a sociobioeconomia indígena, mostrando o valor da floresta em pé”, declarou.

Iniciativas lideradas por povos da floresta estão ganhando protagonismo no Brasil e no mundo, com modelos de organização sólida e negócios inovadores com crescente potencial econômico e que são fundamentais para manter a floresta em pé, gerar renda e fortalecer os territórios.

A Casa Niaré conta com o apoio da Amaz Aceleradora de Impacto coordenada pelo Idesam, que avalia, investe e apoia negócios da impacto na Amazônia Rural, Gabriela Souza, Líder de Novos Negócios do Idesam e gestora da Amaz, ressalta que a iniciativa reforça o trabalho de negócios de impacto da floresta e amplia sua presença nas comunidades parceiras.

“A iniciativa é coordenada por dois negócios do portfólio AMAZ com forte lastro de seu impacto e presença nas comunidades parceiras, da estrutura produtiva à governança. Vemos a Casa como uma estratégia de enraizamento desses impactos, com foco no protagonismo de empreendedores ainda subrepresentados em iniciativas de fomento e apoio técnico”, pontuou.

Programação

Entre os dias 13 e 15 de novembro, com rodas de conversa e diálogos temáticos que vão reunir lideranças da floresta, especialistas, organizações e empresas comprometidas com a sociobioeconomia. No dia 13/11, das 10h às 11h30, ocorre o painel Interseções Carbono e Bioeconomia: Caminhos Convergentes para uma Economia Regenerativa da Amazônia, com discussões sobre o papel do carbono como instrumento para valorização comunitária e desenvolvimento territorial.

No dia 14/11, às 9h, acontece o debate Contratos Éticos para a Sociobioeconomia na Amazônia, voltado à construção de boas práticas e acordos transparentes que priorizem relações justas entre comunidades, empresas e parceiros. Ainda no dia 14, das 14h às 16h, o encontro Mercados e Investimentos: Aliados da Sociobioeconomia da Amazônia promove conexões entre lideranças indígenas, empreendedores da floresta, fundos e organizações que apostam em modelos regenerativos e colaborativos de desenvolvimento.

Encerrando a agenda, no dia 15/11, das 10h45 às 12h30, o painel Borracha Nativa da Amazônia: Estratégias Multissetoriais para Fortalecimento da Cadeia reúne representantes de comunidades, mercado e especialistas para debater caminhos de inovação, valorização e expansão da cadeia da borracha nativa como ativo estratégico para a bioeconomia regional. Todos os encontros têm vagas limitadas para até 40 pessoas e foram desenhados para promover diálogos abertos e conexões diretas entre público, convidados e anfitriões.

Mais do que um endereço físico, a Casa Niaré representa uma plataforma de conexão entre povos da floresta e uma nova geração de negócios sustentáveis, reforçando que a floresta em pé é o caminho para um futuro justo e habitável para todos.

Divulgação/Casa Niaré
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Produtos da sociobioeconomia ganham destaque em festival na COP30

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Um dos principais destaques do Festival de Investimento de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA), edição especial COP30, que será realizado no dia 10 de novembro, é o Mercado Amazônia, espaço que reunirá  50 marcas da floresta, com exposição de produtos e serviços. O evento acontecerá no Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), Campus Alcindo Cacela 2, em Belém (PA).

Os empreendimentos participantes do Mercado Amazônia integram o portfólio de negócios apoiados pelo programa de aceleração “Lab de Impacto”, executado pelo Impact Hub Manaus, pela AMAZ Aceleradora de Impacto, coordenada pelo Idesam, e terá curadoria da Associação dos Negócios de Sociobioeconomia da Amazônia (ASSOBIO).

Divulgação/Idesam

“A ASSOBIO reúne pequenas e médias empresas comprometidas com impactos positivos ambientais, sociais e econômicos na região amazônica. Participar do FIINSA é fundamental, pois reforça nosso papel de dar visibilidade e gerar oportunidades comerciais para nossos associados, além de fortalecer parcerias com instituições que compartilham desse compromisso. A nossa participação marca um novo momento  que mostra a potência e o crescimento da rede, reafirmando nossa missão de valorizar a economia da floresta em pé”, comenta Carol VilaNova, liderança da frente de eventos da ASSOBIO.

Essas iniciativas promovem impacto socioambiental em diferentes territórios amazônicos, atuando em segmentos como alimentação, biocosméticos, gestão de resíduos, logística, entre outros.

De acordo com Marcus Bessa, fundador do Impact Hub Manaus e um dos organizadores do evento, o Mercado Amazônia tem se consolidado como um espaço essencial para dar visibilidade e fortalecer os negócios da sociobioeconomia.

Segundo ele, a cada edição do FIINSA cresce não apenas o volume de vendas, mas também as conexões entre empreendedores, investidores e parceiros. Foram R$ 14 mil em vendas na primeira edição (2019), R$ 62 mil na segunda (2022) e R$ 115 mil no ano passado — resultados que demonstram o potencial dos negócios amazônicos para movimentar a economia e gerar impactos positivos.

“O FIINSA é um ponto de encontro entre quem sonha, investe e faz a Amazônia acontecer. Acreditamos que cada negócio de impacto carrega uma semente de transformação, e nosso papel é criar o ambiente certo para que essas sementes cresçam e se tornem referências de sustentabilidade e inovação no país. Quanto mais agentes estratégicos estiverem conectados, melhor para a região”, afirma Bessa. 

Além do Mercado Amazônia, a programação do FIINSA inclui painéis, rodas de conversa, experiências culturais e gastronômicas, além de espaços de convivência e networking inspirados na floresta amazônica. Para saber mais, acesse: fiinsa.org.br. 

As 50 marcas que participarão do Mercado Amazônia são: Biozer da Amazônia Ind., Darvore Cosméticos da Amazônia Ltda, Ekilibre Amazônia, Inatu, Moma, Saboaria Rondônia, Tekohá Cosméticos Regenerativos, Amazônia Agroflorestal, Amazonique, Engenho Café de Açaí, Mahta Comércio e Importação de Produtos Naturais Ltda, Mazo Mana, Tribo SuperFoods, Terramazonia, Amazônia Bee, Apoena Bioindustrial Ltda, Cacauaré, Carne de Jaca, Chocobic Indústria de Alimentos (Na Floresta), Cupu do Quintal, Deveras Amazônia, Jambu Sinimbu, JuCarepa, Manioca, Taberna da Amazônia, Zeno Nativo, Tucum, Urucuna Cosméticos e Artesanatos Ltda, Yanciã, Smartfoods, Hidromel, AMZ Tropical, Seiva, Bossa Pack, Da Tribu, Impact Bank, ForestiFi, Turismo Ubim, Museu Paiter A Soe, Cacau Raiz, Ateliê Yawa, Dr. da Borracha, Mel Bonal, Aruanas, Sioduhi Studio, Encantos da Floresta, Wasai, entre outros.

Divulgação/Idesam

Mais sobre o FIINSA

O Festival de Investimento de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA) é uma realização do Idesam e do Impact Hub Manaus, com correalização do CESUPA. Possui patrocínio do Fundo Vale, Soros Economic Development Fund, Bemol, CNP Seguradora e Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) da Suframa. O apoio é feito pelo Instituto Sabin, Bezos Earth Fund, Carbon Disclosure Project (CDP) e Amazon Investor Coalition. São parceiros o Projeto Saúde e Alegria, Associação dos Negócios de Sociobioeconomia da Amazônia (Assobio), Rede Amazônidas pelo Clima (RAC), Centro de Empreendedorismo da Amazônia, Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, Instituto Conexões Sustentáveis (Conexsus), Instituto Arapyaú e Casa Amazônia.

Sobre o Idesam

O Idesam é uma organização amazonense com atuação na Amazônia Legal desde 2004 e tem por missão promover a valorização e o uso sustentável de recursos naturais na Amazônia e buscar alternativas para a conservação ambiental, o desenvolvimento social e a mitigação das mudanças climáticas. Credenciado como Instituto de Ciência e Tecnologia, possui qualificação de Organização Social de Interesse Público (OSCIP). Dos reconhecimentos já conquistados, foi eleito a melhor organização ambiental da Região Norte pelo prêmio Melhores ONGs 2020 e 2023. Recebeu o Prêmio Empreendedor Social 2022, promovido pela Folha de São Paulo e Fundação Schwab, na categoria ‘Inovação e Meio Ambiente’ é credenciada como ator da Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas (2021-2030). Para saber mais, acesse: www.idesam.org.

Sobre o Impact Hub Manaus

O Impact Hub Manaus carrega uma identidade profundamente amazônica. Com 10 anos de atuação, a organização busca fortalecer o ecossistema de empreendedorismo e inovação de impacto na região, promovendo programas de aceleração, investimentos, articulação comunitária, formações e eventos voltados à bioeconomia e inovação social. Desde 2015, conecta empreendedores, investidores, lideranças sociais e parceiros. Em sua primeira década, construiu uma comunidade com mais de 500 membros, apoiou mais de 3 mil empreendedores, investiu em mais de 40 negócios sociais, mobilizou mais de R$ 2 milhões em recursos e levou impacto a mais de 10 cidades da Amazônia Legal. Mais do que resultados, o Hub representa um movimento coletivo em prol de uma Amazônia inovadora, sustentável e protagonista, onde o desenvolvimento econômico caminha junto com a conservação ambiental e o fortalecimento de quem vive na região.

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Amaz reforça oportunidades e indica os desafios para negócios de impacto no Amazonas em workshop para construção do Plano de Bioeconomia 

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Imagem: Divulgação/Amaz

A Amaz Aceleradora participou do workshop para a construção do Plano de Ação de Bioeconomia do Amazonas, promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). O encontro, realizado no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), discutiu com agentes de setores públicos, privados e organizações sociais o eixo de governança do plano. 

O Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas é uma iniciativa do Governo do Estado que vem sendo construída de forma participativa, com a realização de consultas públicas e o diálogo direto com os 62 municípios. O objetivo é estruturar um modelo de desenvolvimento que valorize a floresta em pé e a sociobiodiversidade, transformando recursos naturais em soluções econômicas e sociais inovadoras. 

Com cinco anos de experiência apoiando negócios de impacto socioambiental na Amazônia, a Amaz contribui para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis e ampliar o acesso ao investimento e capacitação para empreendedores da região. A participação da iniciativa nesse processo reforça a importância de integrar a visão de quem já atua diretamente no ecossistema de impacto à formulação de políticas públicas voltadas à bioeconomia. 

Segundo Gabriela Santos, Líder de Novos Negócios do Idesam, Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia que coordena a Amaz Aceleradora de Impacto, dentre outras iniciativas no eixo do fortalecimento de Novos Negócios, o encontro representou uma etapa fundamental da construção coletiva do Plano Estadual de Bioeconomia, que impacta diretamente a atuação da organização, os negócios apoiados e todo o ecossistema de impacto. A gestora destacou que a participação da Amaz tem sido marcada pela colaboração ao longo de todo o processo, especialmente na identificação de desafios que vão desde o fortalecimento das cadeias de valor até a comercialização de produtos da sociobiodiversidade. 

“A troca com representantes do setor público, privado e do terceiro setor garante que o plano será delineado considerando as experiências e aprendizados de cada um desses, mas também oportunidades de trabalho coletivo, principalmente do ponto de vista de políticas e estruturas que viabilizem e beneficiem o ecossistema de negócios. Dessa forma, nos posicionamos como um ator essencial para a implementação do que está sendo definido dentro do plano”, destacou. 

As discussões sobre o Plano de Ação de Bioeconomia seguem ao longo desta semana. Nesta etapa, os participantes vão aprofundar o debate em torno dos demais eixos do Plano, que incluem temas como descarbonização, energia renovável, pessoas e cultura, ecossistema de negócios e patrimônio genético. 

A assessora do Departamento de Bioeconomia e Ações Estratégicas da Sedecti, Biatris Rocha, destacou a importância do processo de escuta regional para o sucesso do plano.  

“A partir das escutas regionais, que começaram em fevereiro, poderemos incorporar a visão das comunidades, garantindo que o plano não seja apenas técnico, mas também representativo das demandas locais”, afirmou Biatris. 

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Startups inovam com tokenização da castanha da Amazônia

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Imagem: Divulgação/Zeno Nativo

A fintech ForestFi e a Zeno Nativo são duas startups com dna genuinamente amazônico que inovam com a proposta de investimento em cadeias de manejo sustentável. Na parceria, uma entrou com a tecnologia e outra com o produto.

A cultura de investimento tem ganhado cada vez mais força, há diversas opções para perfis mais conservadores, como Tesouro Direto, CDB e LCI, além de outras que atendem investidores moderados e arrojados. E agora, interessados em ganhar com investimentos que ampliam o lucro para algo além do dinheiro, aliando benefícios – como manter a floresta em pé e fortalecer as cadeias de produtos da sociobiodiversidade da Amazônia – ao retorno financeiro, encontraram a opção perfeita: os tokens de castanha da Amazônia.

Castanha da Amazônia (Divulgação/Zeno Nativo)

A inovação é fruto de um projeto entre a ForestiFi, uma fintech de Manaus especializada em investimentos de impacto, e a Zeno Nativo, que produz e comercializa produtos da floresta junto às populações tradicionais que vivem próximas ao Rio Acará (PA). Ambas são startups que fazem parte do portfólio da AMAZ, a maior aceleradora de negócios de impacto da Região Norte, com foco em empresas que atuam na Amazônia Legal.

Em abril deste ano, as startups transformaram 1.850 quilos de castanha da Amazônia em ativos digitais e arrecadaram R$ 114,7 mil em investimentos. Ao todo, 82 pessoas participaram da campanha, adquirindo 4.588 tokens vendidos a R$ 25 cada. Com um retorno previsto para setembro (cinco meses), a expectativa é que cada token seja resgatado por R$ 26,69 — um acréscimo de R$ 1,69. Isso representa uma valorização de R$ 7,7 mil sobre a safra tokenizada e uma movimentação final de R$ 122,4 mil.

O valor captado será repassado diretamente para mais de 50 famílias extrativistas da região do Rio Acará (PA), de onde vieram as castanhas tokenizadas nesta campanha.
Glauco Aguiar, cofundador da ForestiFi, é um dos responsáveis pela inovação. Ele já trabalhou com outros produtos da sociobiodiversidade amazônica, incluindo cacau nativo, pirarucu de manejo e guaraná selvagem, mas afirma que sempre houve interesse em tokenizar a castanha e potencializar a geração de renda para a população que trabalha com a cadeia sustentável.

“Isso permite que pequenos produtores, tradicionalmente excluídos do sistema financeiro, acessem recursos. […]. Mostramos que a castanha extraída anualmente é um ativo legítimo, capaz de servir como lastro para a captação de recursos”, detalha.
O procedimento, entretanto, não se limita à criação de um sistema de compra e venda de ativos com amparo da tecnologia blockchain.

Há necessidade de análise de governança, segurança jurídica e contábil das organizações interessadas em tokenizar seus produtos, para garantir o sucesso das rodadas de investimento. “Isso nos permite enfrentar as complexidades logísticas da região amazônica de maneira estruturada e eficiente”, complementa.

Além disso, Glauco reforça que a tokenização é uma ferramenta aliada para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, pois estimula o amadurecimento organizacional dos grupos produtores, o que se reflete em melhores práticas de gestão, aumento da eficiência produtiva e valorização dos produtos da sociobiodiversidade.

Produção sustentável e valorização da sociobiodiversidade

Outro ator fundamental no processo de tokenização é Zeno Gemaque, cofundador da Zeno Nativo. A parceria nasceu durante uma ação de networking promovida pela AMAZ. Após reuniões e visitas estratégicas, surgiu a ideia de inovar por meio da transformação da castanha em ativos digitais. Ele comemora o sucesso da iniciativa.

“Vamos comprar matéria-prima, no caso a castanha, para fazer o beneficiamento e comercializá-la. […]. Será uma média de 6,9 mil quilos de castanha, que vão beneficiar mais de 50 famílias extrativistas [do Rio Acará]”, explica o empreendedor. O beneficiamento é um processo que inclui seleção, descasque, desidratação, embalagem e logística da castanha.
Desde sua fundação, em 2012, a startup já comercializou mais de 15 toneladas de castanha e cinco de cacau fino, preservando mais de 17 mil hectares de floresta nativa, sempre com certificação orgânica emitida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Atualmente, a Zeno Nativo trabalha em colaboração com mais de 300 famílias extrativistas da Amazônia, fortalecendo a preservação da floresta em pé e gerando renda para a população.

(Divulgação/Zeno Nativo)
(Divulgação/Zeno Nativo)

“Oferecemos produtos da sociobiodiversidade para mercados que valorizam rastreabilidade e práticas socioambientais sustentáveis. Isso é fundamental para apoiar a floresta em pé, combater a monocultura e a contaminação de rios, e fortalece uma economia que respeita a natureza e as pessoas”, complementa.

Entretanto, o Pará sofre com diversos problemas socioambientais, como queimadas e garimpo ilegal. De acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o estado foi o que registrou o maior índice de desmatamento no último ano. Foram 1.260 quilômetros quadrados (km²) desmatados.

Para mudar esse cenário, uma das alternativas mais viáveis é a diversificação das culturas, de forma que outros produtos da sociobiodiversidade regional ganhem valor.

“Temos interesse em tokenizar cacau no futuro, mas isso vai depender muito dos resultados da primeira experiência. Estamos testando o mecanismo, vendo como isso se comporta dentro da empresa, quais os resultados para os nossos fornecedores. A partir daí, vamos fazer uma avaliação e verificar a possibilidade de novas rodadas”, finaliza o empreendedor.

Reconhecimento internacional

Este foi o sexto projeto da ForestiFi na Amazônia, que também envolve trabalhos com cacau nativo, pirarucu de manejo e guaraná selvagem. Isso se traduz em quase meio milhão de reais captados desde sua constituição, há dois anos.

Toda essa dedicação rendeu à ForestiFi o reconhecimento como uma das startups de sustentabilidade mais inovadoras do mundo pela Change 100, uma campanha da plataforma We Make Change com apoio de grandes parceiros, como Microsoft Entrepreneurship for Positive Impact e Techstars. O anúncio ocorreu durante o evento “Change Now”, realizado em Paris, no mês de abril.

O destaque da ForestiFi é o fortalecimento da bioeconomia amazônica através da tecnologia blockchain, conectando pequenos produtores rurais a mercados de investimento sustentáveis. A startup tem transformado o cenário de acesso à capital financeiro no Norte do Brasil, utilizando a tokenização como ferramenta para financiar atividades produtivas sustentáveis, proteger áreas de floresta e gerar impacto socioambiental positivo.

“Esse reconhecimento reforça a relevância do trabalho que desenvolvemos e abre portas para novas conexões internacionais. […]. Daqui para frente, vamos intensificar nossa estratégia de expansão, consolidando a ForestiFi como referência global em tokenização de ativos da natureza”, finaliza Glauco.

Sobre a ForestiFi

A ForestiFi é uma plataforma de investimentos de impacto que conecta investidores a cadeias produtivas sustentáveis da Amazônia, utilizando tecnologia de tokenização para garantir rastreabilidade, liquidez e transparência. Já estruturou tokens vinculados a produtos como cacau nativo, pirarucu de manejo e guaraná selvagem.

Sobre a Zeno Nativo

Fundada por Zeno Gemaque e Coi Belluzzo, a Zeno Nativo atua no município de Acará (PA), beneficiando castanhas e cacau nativos da floresta amazônica. Com foco em qualidade, rastreabilidade e valorização dos povos da floresta, a empresa atua nos modelos B2B, B2B2C e B2C, atendendo mercados nacionais e internacionais.

Sobre Amaz Aceleradora

A ForestiFI e a Zeno Nativo integram o portfólio da Amaz Aceleradora de Impacto, iniciativa do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) que apoia negócios com soluções para os desafios da Amazônia, desde sustentabilidade até geração de renda para comunidades locais.

Iniciativas como essa são consideradas estratégicas para a preservação da floresta, ao apoiar startups que conciliam conservação ambiental, uso sustentável da biodiversidade e geração de valor econômico. Dessa forma, é possível fortalecer cadeias produtivas locais, ampliar impactos socioambientais positivos e promover soluções inovadoras que contribuem para o desenvolvimento sustentável da região.

Alter do Chão (2)

Dia do Turismo: experiências sustentáveis para conhecer a Amazônia

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Foto: Divulgação/Vivalá

Da imersão em aldeias indígenas, no Acre, às praias de Alter do Chão, no Pará, passando pelas pousadas ribeirinhas, no Rio Negro, e pela aventura do Pico da Neblina, diferentes experiências revelam diversas ‘Amazônias’ em uma só. Conhecer a região pela lente do turismo de impacto, praticado de forma responsável, com protagonismo das comunidades é a melhor opção, principalmente, para quem é daqui.

A Vivalá, empresa apoiada pela Amaz Aceleradora, opera com experiências que vão de praias paradisíacas ao Pico da Neblina, conectando visitantes a comunidades locais e à natureza.

“Cada roteiro revela uma Amazônia diferente: da floresta ao cerrado, passando por rios e praias. É preciso múltiplas imersões para conhecer a diversidade da região e viver experiências únicas”, explica Daniel Cabrera, fundador da Vivalá.

No Pico da Neblina (AM), os viajantes fazem trekking ao ponto mais alto do Brasil, navegam pelo Rio Cauaburis e participam da bênção dos caciques Yanomamis. Já na região do Rio Negro (AM), a jornada inclui trilhas na selva, banho de rio, observação do céu em canoas, interação com botos regulamentada pelo ICMBio e oficinas de artesanato, além de visitas a projetos de preservação da fauna local.

Trilha do Pico da Neblina (Divulgação/Vivalá)
Passeio no Rio Negro (Divulgação/Vivalá)

Entre praias e rios amazônicos, no Pará, Alter do Chão oferece navegação pelo Canal do Jari, trilha da Vovó Samaúma, jantar à beira do rio e oficinas de carimbó e artesanato. Ainda no Pará, outra opção é conhecer Belém e a Ilha de Marajó. Os visitantes passeiam por igarapés, participam de oficinas de cerâmica e chocolate, e da extração de açaí e Turu, além de vivenciar a cultura local em casas de farinha e na dos pescadores comunitários.

Turistas em expedição de Alter do Chão (DIvulgação/Vivalá)

Para quem busca um mergulho mais profundo na cultura ancestral dos povos indígenas, a visita à aldeia Shanenawa (AC) proporciona trilhas na selva, danças e cantos, oficinas de pintura corporal e tecelagem, cerimônias tradicionais e aprendizado sobre medicinas ancestrais.

“O turismo sustentável transformou nosso modo de viver”, conta Cacique Teka Shanenawa, da aldeia Shanenawa, lugar frequentado pelo DJ Alok.

Visita à aldeia Shanenawa (Divulgação/Vivalá)

As expedições estão disponíveis em valores a partir de R$ 3.125,50, com todos os pacotes incluindo hospedagem, alimentação e seguro viagem. Mais informações e reservas podem ser encontradas no site www.vivala.com.br.

Apoiando a Amazônia em cada viagem

A Amaz é a maior aceleradora e investidora de negócios do Norte do país. Coordenada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), apoia iniciativas que promovem impacto positivo na região, como a Vivalá, incluindo experiências de turismo sustentável que valorizam a cultura local, a preservação ambiental e o desenvolvimento das comunidades amazônicas.

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COP30 recebe evento dedicado a negócios sustentáveis da Amazônia

Texto: Up Comunicação Inteligente

Foto: Divulgação/Idesam

Belém será palco de um dos encontros mais estratégicos da Amazônia durante a COP30: o Festival de Investimento de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA). O evento acontece no dia 10 de novembro, das 8h às 21h (confirmar horário), no Campus de Direito do Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), reunindo lideranças indígenas, empreendedores, gestores públicos, investidores, pesquisadores e representantes da sociedade civil em um ambiente de escuta, diálogo e construção coletiva.

O “FIINSA 2025 COP30 – Onde fazer fala mais alto” é realizado pelo Idesam e Impact Hub Manaus, com co-realização do CESUPA e apoio de uma ampla rede de parceiros. A iniciativa tem como objetivo ser um catalisador de articulações positivas, negócios viáveis e soluções inovadoras — construídos da Amazônia e para a Amazônia.

O festival já se consolidou como espaço de conexão e relevância. Desde sua primeira edição, em 2018, promove encaminhamentos estratégicos para fortalecer as economias da sociobiodiversidade e ampliar negócios sustentáveis. Agora, em sua edição especial, o FIINSA COP30 amplia o alcance, trazendo debates sobre como tirar os negócios da floresta do discurso e colocá-los em prática, como criar economias amazônicas que respeitem o tempo e as comunidades locais, e como redistribuir o poder de decisão na região, entre outras temáticas.

Temas prioritários

A programação inclui painéis temáticos, debates para gerar propostas de ação, feira de produtos da sociobiodiversidade (Mercado Amazônia), espaços de convivência e networking, além de experiências culturais e gastronômicas. Performances e imersões também estão confirmadas, como a simulação de um grande “banho de ervas” — tradição paraense ligada a rituais de proteção — e áreas inspiradas na floresta para estimular conexões entre os participantes.

“Queremos dar visibilidade às soluções que emergem dos territórios e suas conexões com negócios, investidores e demais atores do ecossistema. que já estão transformando a realidade local. A COP30 coloca a Amazônia no centro do mundo, e o FIINSA quer evidenciar como esse ecossistema transforma a realidade local”, afirma André Vianna do Idesam.

Sempre com um formato dinâmico, os painéis e rodas de conversa terão diversidade de vozes para enriquecer os discursos. Ao final, será produzido um documento oficial com demandas, propostas e soluções cocriadas durante o festival, voltadas ao fortalecimento da bioeconomia e dos negócios sustentáveis das florestas e rios amazônicos.

“O festival é mais do que um evento, é uma plataforma de encontro entre quem cria, quem investe e quem acredita na Amazônia. Nosso foco é fortalecer a bioeconomia, fomentar negócios de impacto socioambiental e valorizar modelos de investimento sustentável”, destaca o porta-voz do Impact Hub Manaus.

Para mais informações, acesse o site: https://fiinsa.org.br.

Divulgação/Idesam

Sobre

O Festival de Investimento de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA) é uma realização do Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia) e do Impact Hub Manaus, com co-realização do CESUPA. Conta com o patrocínio do Fundo Vale, Soros Economic Development Fund e Bemol. São parceiros institucionais o Instituto Sabin, Projeto Saúde e Alegria, Assobio, Redes Amazônidas pelo Clima, Centro de Empreendedorismo da Amazônia, Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, Conexsus e Casa Amazônia.