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Mariano Cenamo é novo empreendedor social da Ashoka

Em fevereiro, o diretor de novos negócios do Idesam e fundador da AMAZ, Mariano Cenamo, entrou para o time de empreendedores sociais da Ashoka, maior rede global de empreendedores sociais.

Ao longo de 20 anos na Amazônia, Cenamo tem atuado como propulsor de uma nova economia, contribuindo para a construção de um ecossistema de negócios de impacto e reimaginando o financiamento dessa construção.

“A criatividade e as experiências de Cenamo informam e dinamizam a vasta rede de 1.800 empreendedores sociais da Ashoka que estão trabalhando por mudanças sistêmicas na área ambiental. Nós acreditamos que cada pessoa e organização que se junta à nossa comunidade fortalece a confiança e o impacto das demais,” diz Andrea Margit, vice-presidente da Ashoka na América Latina.

Em 10 anos, Mariano prevê o surgimento de uma quantidade significativa de negócios desenvolvidos localmente na Amazônia, criando um centro de inovação na região que atrairá a atenção internacional de investidores e abrirá novas oportunidades de empreendimento na floresta.

A meta do Idesam é investir pelo menos R$ 100 milhões na bioeconomia amazônica nos próximos anos. Isso vai requerer pelo menos 100 agentes de mercado, entre empresas clientes e parceiros; apoio ou desenvolvimento de 90 cadeias de valor sustentáveis; e o suporte a mais de 220 negócios, organizações sociais e soluções.

Para Cenamo, a construção de uma bioeconomia amazônica só será concretizada com colaboração entre vários atores, a partir da formação de redes de pessoas, organizações, empreendedores, investidores e financiadores que tenham capacidades e habilidades complementares. “Na comunidade Ashoka, espero trocar experiências e construir colaborações com outros empreendedores sociais. Vamos juntos avivar esse sonho,” diz.

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Manawara, empresa do portfólio da AMAZ, inaugura franquia em Manaus

Shopping Manauara recebe primeira franquia da empresa, que projeta inaugurar outras três no primeiro semestre

Foto: Divulgação Manawara

Manaus – A Manawara, empresa que integra o portfólio da AMAZ aceleradora de impacto, inaugurou no último fim de semana (20 e 21/01), sua primeira franquia. Localizada no Shopping Manauara, em Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus, esta será a primeira de várias que deverão ser entregues este ano.

A empresa, localizada em Iranduba, no Amazonas, surgiu da paixão por balas de goma e pela Amazônia. Oferece 22 opções de produtos, entre balas de frutas de sabores variados, castanhas e biscoitos. Alimentos como açaí, guaraná, taperebá e cupuaçu estão presentes em jujubas e outros produtos veganos, sem glúten nem lactose. E projeta fechar o ano de 2024 com 15 novos produtos. 

Em sua cadeia produtiva, a Manawara busca valorizar produtores da região amazônica. O guaraná utilizado vem de Maués, a castanha é proveniente da Assoab (Associação dos Agropecuários de Beruri), que atua na Resex Mamirauá. O polvilho dos biscoitos vem de Iranduba, o mel de Boa Vista do Ramos, a farinha de coco de produtores do Acre.

“Para nós, que estamos localizados no Amazonas, é muito significativo ter uma franquia aqui, em Manaus. Poder levar nossos parceiros – como o Senhor José Tomaz, de uma comunidade ribeirinha em Iranduba, que é nosso fornecedor de jambu – para conhecer nosso ponto de venda, mostrar, de forma concreta, como as matérias-primas eles nos fornecem são usados e onde são comercializados os produtos, não tem preço”, define Mércio Sena, CEO da Manawara.

O CEO da AMAZ aceleradora e diretor de novos negócios do Idesam, Mariano Cenamo, destaca: “É uma grande satisfação ver a inauguração da primeira unidade da Manawara em Manaus, no Shopping Manauara. É uma empresa que nós acreditamos que tem um potencial enorme de levar a cara da Amazônia para o Brasil e para o mundo, mas é super importante apresentar em primeira mão os produtos que vêm da biodiversidade amazônica para serem valorizados pelos próprios amazonenses. Esta é a primeira de várias franquias que serão inauguradas no Brasil durante esse ano de 2024.”

Os produtos da empresa  já eram encontrados em alguns pontos de venda em Manaus, mas agora passam a ser comercializados em ponto próprio, onde é possível ter acesso à grande gama de produtos oferecidos. 

Crescimento

Segundo Mércio, no primeiro semestre, três novas franquias deverão ser abertas na cidade de São Paulo. Estão também previstas para esse ano duas unidades no Rio de Janeiro e uma em Belo Horizonte. E a Manawara já está em fase final de negociação de quatro outras unidades franqueadas. 

“Nossa intenção é promover uma imersão no mundo de cores e sabores da Amazônia. Que cada um tenha a possibilidade de imaginar a sua Amazônia através dos produtos que oferecemos.  Dentro de cada bala, de cada caixinha, tem muito zelo com a natureza e com as pessoas que vivem na floresta”, destaca o CEO da Manawara.

Segundo ele, o ponto de venda inaugurado em São Paulo em maio do ano passado, que funciona também como showroom para atração de futuros franqueados, ampliou suas vendas em cerca de 10% desde o início de sua operação.

A empresaa tem investido no desenvolvimento de produtos e embalagens ao longo dos últimos anos.

O esforço tem sido premiado com reconhecimentos importantes. A empresa já participou das maiores feiras de alimentos e bebidas do mundo e da Europa – a Anuga e a Sial. Pela Sial, ganhou o Selo de Inovação em 2020. E foi também premiada pelo Brazil Design Awards com as embalagens desenvolvidas para as balas de fruta, também em 2020.

A Manawara está em tratativas para entrar no mercado norte-americano. Seus produtos têm despertado interesse também do mercado chinês: JD, gigante do e-commerce, o Departamento de Comércio da China e uma rede de supermercados em Beijing com clientela de estrangeiros demonstraram interesse em abrir negociação.

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Tucum assina contrato com a prefeitura do Rio para ocupar casarão no centro histórico

Foto: Divulgação Tucum

A Casa Tucum já tem um endereço para chamar de seu: Rua do Rosário nº 30. 

A empresa assinou contrato com a Prefeitura do Rio de Janeiro para ocupar um casarão no centro histórico da cidade. E tem previsão de início de funcionamento ainda neste trimestre.

A Casa representa o retorno físico da Tucum à capital fluminense, onde o negócio gerenciou uma loja própria entre os anos de 2013 e 2019.

Para viabilizar o espaço, a Tucum participou de um processo seletivo do Programa de Incentivo Reviver Centro Cultural, da Prefeitura do Rio de Janeiro, que selecionou empreendimentos para ocupar 27 lojas vazias no centro da cidade, no quadrilátero formado pelas avenidas Presidente Vargas, Rio Branco e Primeiro de Março; pela Rua da Assembleia e por um trecho da Orla Conde.

A cerimônia de assinatura aconteceu no dia 30 de janeiro, no centro da cidade do Rio de Janeiro, e contou com a presença do prefeito Eduardo Paes e de outros representantes da prefeitura e das empresas selecionadas para assinatura dos primeiros contratos do Programa. 

“A Casa Tucum vai ser um espaço para as pessoas se aproximarem da realidade e cultura dos nossos parceiros”, destaca Amanda Santana. “Vai ser um espaço de reafirmação das artes e dos povos indígenas do Brasil.”

A proposta do espaço é comercializar arte e artesanato indígena, mas também ser galeria para exposição de artistas residentes e do acervo, cineclube e oferecer outras programações culturais.

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Academia Amazônia Ensina organiza expedição com a Universidade de Harvard

Foto: Divulgação ACAE

Em agosto, alunos da Universidade de Harvard estarão na Amazônia em uma imersão organizada pela Academia Amazônia Ensina (ACAE). 

A Harvard Amazon Rainforest Immersion é um programa de campo extracurricular, que envolve estudantes, professores e pesquisadores de Harvard e da Amazônia. O conteúdo do programa gira em torno de temas locais ligados ao clima e ao desenvolvimento sustentável. 

A imersão trará uma introdução intensiva e interdisciplinar aos ecossistemas, sociedades e economias da Amazônia, explorando as complexidades e desafios locais do desenvolvimento sustentável.

Os participantes terão contato com conceitos científicos fundamentais para compreender o funcionamento do ecossistema da floresta e sua importância para o planeta; interconexões entre desmatamento, atividades extrativas ilegais, perda da biodiversidade, saúde, capital humano e desigualdades; culturas locais; política climática; pesquisas locais, inovações e cases de sucesso. 

Palestras, debates, visitas a diversos locais, interações com especialistas, comunidades tradicionais e outros alunos farão parte dos 12 dias da imersão. Os participantes deverão desenvolver um relatório com os aprendizados e ideias para projetos relacionados à Amazônia. 

Além dos estudantes de Harvard, também participarão da expedição estudantes ou pesquisadores que residem em países da Amazônia.

“Fomos procurados por Harvard, a partir de uma indicação do Idesam, e ficamos muito felizes, porque há muita sinergia entre o que a Academia Amazônia Ensina promove e as expectativas deles. Vamos passar por Manaus, pela Reserva do Uatumã e por Presidente Figueiredo. Estamos bastante animados e em processo preparatório para a imersão”, analisa Maria Eugenia Rocha Tezza, diretora-executiva da ACAE.

A Imersão Harvard na Floresta Amazônica é oferecida pelo David Rockefeller Center for Latin American Studies Brazil Office e pelo Salata Institute for Climate and Sustainability, em colaboração com a Academia Amazônia Ensina, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Idesam. 

“Temos certeza de que as experiências de produção sustentável oferecidas pelo Idesam junto com comunidades da Amazônia para o grupo de Harvard e a Academia Amazônia Ensina permitirão uma reflexão diferenciada de como pensar desenvolvimento para a Amazônia. A união desses entes – um instituto de pesquisa renomado como Harvard, a ACAE com sua educação no campo, reflexiva e instigadora de soluções, e as técnicas desenvolvidas no Idesam, no campo, junto com a vivência e a experiencia comunitária – é um caminho muito promissor para enxergar novas soluções para o desenvolvimento sustentável e inclusivo na floresta amazônica”, analisa Carlos Koury, diretor de inovação em bioeconomia do Idesam.

ACAE promove quatro expedições em 2024

Com uma expedição em curso até o início de fevereiro, a ACAE promoverá mais três expedições ao longo de 2024, incluindo a imersão com Harvard.

Na primeira expedição do ano, estão a bordo 23 pessoas de perfis bastante variados, incluindo estudantes e pessoas executivas de instituições como Amazon, Basf e Sebrae Nacional.

“São pessoas que pensam fora da caixa, ou que buscam pensar fora da caixa. Temos também jornalistas, designers, administradores, engenheiros, profissionais do audiovisual e especialistas em tecnologias nessa expedição”, diz Maria Eugênia. 

Dentre as expedições do ano, em maio a ACAE promove uma imersão com a Saint Paul Escola de Negócios de São Paulo, voltada a descobrir a Amazônia com olhar ESG, e em junho repete parceria com a Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) em nova expedição. 

“Estamos muito felizes com o caminho que a ACAE tem tomado. Percebemos a importância de estar nesses diferentes ambientes para que o diálogo se concretize. Sinto que a Academia Amazônia Ensina está fazendo o seu papel, proposto desde sempre, que é preparar as pessoas para os desafios econômicos, sociais e ecológicos do século 21. E estamos muito entusiasmados com essa abertura, principalmente com o público B2B, corporativo, para entender a Amazônia dessa maneira contextualizada”, destaca.

Foto Tucum - divulgação

Tucum terá loja e ponto cultural no centro da cidade do Rio de Janeiro

Foto: Tucum/divulgação

Um ponto de encontro com a cultura indígena em suas diversas manifestações. É isso que a Casa Tucum promete a partir do próximo ano no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro.

A Casa representa o retorno físico da Tucum à capital fluminense, onde o negócio gerenciou uma loja própria entre os anos de 2013 e 2019.

Para viabilizar o projeto, a Tucum participou de um processo seletivo do Programa de Incentivo Reviver Centro Cultural, da Prefeitura do Rio de Janeiro, que selecionou empreendimentos para ocupar 27 lojas vazias no centro da cidade, no quadrilátero formado pelas avenidas Presidente Vargas, Rio Branco e Primeiro de Março; pela Rua da Assembleia e por um trecho da Orla Conde.

A Prefeitura selecionou já os empreendedores e agora define com cada um o imóvel que melhor se adapta a cada uso. Será fornecida ajuda de custo para reforma e aluguel.

“A gente já procurava um lugar no Rio para voltar com a loja. Os clientes perguntam, todo mundo queria esse espaço de volta. Preparamos esse retorno com cuidado porque não queríamos voltar apenas como uma loja, mas sim dando espaço a toda a proporção que a Tucum tem hoje, à importância do trabalho que realizamos. Esse novo espaço vai comercializar os produtos de artesanato e arte indígenas, mas também oferecerá galeria para exposição de artistas residentes e do nosso acervo, cineclube e outras programações culturais”, define Amanda Santana, sócia fundadora e diretora criativa da Tucum.

Os requisitos para ocupação dos espaços incluíam a realização de atividades culturais, algo que já era acalentado por Amanda no projeto da Tucum. E o subsídio da Prefeitura foi uma grande motivação também para o retorno da loja física à capital fluminense.

“A Casa Tucum vai ser um espaço para as pessoas se aproximarem da realidade e cultura dos nossos parceiros. Vamos ampliar essas possibilidades e teremos também uma chamada para o Laboratório de Empreendedorismo Indígena, que vai funcionar dentro da Casa em 2024”, completa Amanda.

A Casa Tucum deverá iniciar seu funcionamento ainda no primeiro semestre do próximo ano.

Supershake da Floresta Amazônica_Crédito Felipe Morozini (1)

Mazô Maná lança shake amazônico

Foto: Mazô Maná

A Mazô Maná fecha o ano de 2023 lançando seu primeiro produto no mercado: um shake amazônico que mistura açaí, babaçu, cacau, cajá, camu-camu, castanha-do-pará, cogumelos, cumaru, cupuaçu, graviola, murici, pimenta cumari e pupunha.

O produto já chega chancelado por dois chefs de cozinha famosos, que integram o conselho da Mazô Maná: Bela Gil e Alex Atala. E está à venda no ecommerce da empresa e também no Mercado Livre.

A inovação em relação a produtos similares, destaca Marcelo Salazar, idealizador da Mazô Maná e co-CEO, está no impacto para associações dos povos tradicionais que a empresa busca com seu modelo. 

Além da compra de ingredientes, a empresa está em busca de projetos de PSSA (Pagamento por Serviços Socioambientais) para os territórios onde atua, e deixou separado no captable 10% da empresa para povos tradicionais, por meio de parcerias a serem contratadas com instrumentos jurídicos que protegem as comunidades e com a calma necessária para que elas compreendam o arranjo e fiquem confortáveis com o modelo. 

A modelagem conta com a assessoria direta do SBSA, escritório de advocacia com área especializada em negócios de impacto, como parte de seu projeto Contratos Justos. 

A intenção é trazer um benefício adicional a essas comunidades, abrindo oportunidades para modelos alternativos de parcerias que possam gerar recursos adicionais e aprendizados no médio prazo. Para avançar nessa frente, a startup segue em conversas com alguns grupos na região da Terra do Meio, berço onde nasceu. 

A Mazô Maná pretende que o shake e demais produtos alimentares desenvolvidos sejam uma das diversas fontes de receita. A startup tem prestado consultorias e desenvolvido parcerias com empresas e ONGs  na Amazônia, como desenvolvedoras de projetos de Serviços Ambientais e Carbono e busca caminhos para que esses projetos sejam realizados no tempo das comunidades, com o devido processo de informação e consulta, com contratos justos e envolvendo os parceiros dessas comunidades. 

Marcelo Salazar esteve na COP-28 em Dubai, participando de diversas agendas de movimentações do mercado de carbono, PSSA e sistemas alimentares, incluindo articulações no rumo da COP-30, que ocorrerá em Belém-PA.

AMAZ realizou oficina com a startup em Altamira

Em maio deste ano, a AMAZ, juntamente com a Mazô Maná e Simbiótica Finance, realizou uma oficina em Altamira como parte da jornada de aceleração de 2023.

Duas frentes foram foco deste encontro: o início de uma articulação para construção de metodologia alternativa e outros caminhos para PSSA não limitada a carbono, mas sim levando em conta a proteção integral do território por povos originários, ribeirinhos e quilombolas; e a estratégia da Mazô Maná na relação com fornecedores comunitários, como a que está sendo desenvolvida com  Rede de Cantinas da Terra do Meio, definida a partir de comércio justo com busca de recursos adicionais a partir de toda a valorização do modo de vida da comunidade.

A modelagem de negócios da Mazô Maná foi o catalisador para a realização da oficina, que reuniu também outros parceiros como iCS (Instituto Clima e Sociedade), SBSA (Szazi, Bechara, Storto, Reicher e Figueiredo Lopes Advogados), Bia Saldanha, Esteban Walther (advisor e investidor da Mazô) e Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia).

O grupo visitou a sede da Mazô Maná e participou de uma expedição, organizada em parceria com a startup, que incluiu uma visita à sede do negócio em Altamira, ao galpão das Associações da Resex da Terra do Meio e também a uma das comunidades parceiras da Resex Rio Iriri. Alguns dos ingredientes do primeiro produto da Mazô Maná são provenientes da região, e os participantes da expedição puderam conhecer in loco uma das unidades de beneficiamento dos produtos e provar em primeira mão o super shake da florestas da Mazô Maná.

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Seis startups finalistas da Chamada 2023 participam do pitch day da AMAZ

Foto: Pré-aceleração de negócios 2023/Rodrigo Duarte

No dia 14 de dezembro, seis startups finalistas da Chamada de Negócios 2023 da AMAZ participaram de um pitch day com investidores da aceleradora.

A sessão de pitches foi virtual, e contou com a participação de empreendedores e empreendedoras da Atlas Florestal, Zeno Nativo, BioAmazon, Coordenada Rural, Moma e Amaz Project.

A etapa final da jornada de seleção da Chamada 2023 proporcionou oportunidade para os negócios finalistas exercitarem seus pitches e demonstrarem o tipo de investimento que buscam e como ele será aplicado, caso selecionados para integrar o portfólio da AMAZ.

Durante a pré-aceleração, realizada em outubro deste ano, os empreendedores tiveram oportunidade de apresentar seus pitches coletivamente, recebendo feedbacks importantes uns dos outros, e também do time da AMAZ. O instrumento recebeu inputs do Modelo C, que foi objeto de trabalho durante o encontro presencial do grupo.

“Os pitches dos negócios, de modo geral, evoluíram muito desde a pré-aceleração, momento em que trabalhamos com eles o Modelo C e também suas apresentações. Desde então, estivemos conectados com eles para ajudar a refinar os pitches, e o resultado que vimos no dia 14 demonstrou amadurecimento nas apresentações, reflexo do trabalho com o Modelo C e também da assessoria do nosso time”, define Rafael Moreira Ribeiro, que coordena os processos de seleção e aceleração na AMAZ/Idesam.

Os negócios selecionados para investimento e aceleração serão anunciados no início de 2024.

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Manioca é a primeira foodtech investida pela Ajinomoto fora do Japão

Foto: Manioca/Divulgação

Em novembro deste ano, a Manioca, empresa do portfólio da AMAZ, e a Ajinomoto do Brasil, referência na produção de aminoácidos e detentora de importantes marcas como SAZÓN®, MID® e VONO®, anunciaram uma parceria focada no aumento da produção e no desenvolvimento de novos produtos.

O aporte é o primeiro realizado pela companhia fora do Japão e se concretizou por meio do Ajinolab, hub de inovação aberta da Ajinomoto, que, com o intuito de diversificar o portfólio, buscou foodtechs que estão inovando a partir da biodiversidade, gerando impactos sociais e ambientais positivos.

O presidente da Ajinomoto do Brasil, Shigeo Nakamura, destaca que o investimento foi determinado pelo compromisso da empresa em expandir sua linha de produtos saudáveis, buscando atender às crescentes demandas do mercado. “A missão da Manioca, alinhada à valorização da biodiversidade da Amazônia, pautada no comer bem e fazer o bem, ressoa com os valores e princípios da Ajinomoto”, diz o CEO.

Os cofundadores da Manioca, Joanna Martins e Paulo Reis, esperam que o case inspire outras grandes empresas a se aproximarem da região considerando não apenas como um lugar de matérias-primas incríveis, mas com interesse pelas marcas que já atuam na Amazônia, abrindo espaço e reconhecendo o valor dos empreendedores da região.

Fundada em 2014, a Manioca tem o objetivo de popularizar os sabores da culinária amazônica. Iniciou sua jornada com investimento familiar, e anos depois, após ser acelerada pela AMAZ, contou com duas rodadas de investimento da aceleradora. Um tempo depois, a empresa teve também um aporte do Amazon Biodiversity Fund (ABF).

“A AMAZ nos conectou com o ABF, e essa etapa foi bastante importante porque nos preparou para a questão financeira, de projeção de crescimento, visão de longo prazo. Geralmente, quanto maior o recurso, maiores as exigências do investidor”, diz Joanna.

Para a AMAZ, primeira investidora da Manioca, a aproximação com a Ajinomoto é um bom sinal para o ecossistema de impacto amazônico.

“Nós ficamos muito felizes de ver uma empresa de grande porte, como a Ajinomoto, apostando e acreditando em um negócio local como a Manioca. É para isso que nós trabalhamos nos últimos anos, e isso é um sinal muito forte do quanto o ecossistema de negócios de impacto da Amazônia vem crescendo e tomando relevância. É importante para a região que esse tipo de movimentação aconteça, afinal são negócios como a Manioca que vão ajudar a construir uma nova economia para a Amazônia”, analisa Mariano Cenamo, CEO da AMAZ e diretor de novos negócios do Idesam.

Deivyson Fernandes - flickr

AMAZ integra proposta selecionada na Chamada Impulso Colaborativo

Foto: Deivyson Fernandes/Flickr

A Coalizão pelo Impacto divulgou os selecionados pela Chamada Impulso Colaborativo, que promove aprendizado e troca de conhecimento entre organizações que atuam em diferentes cidades da Coalizão: Belém, Brasília, Campinas, Fortaleza, Paranaguá e Porto Alegre.

A intenção é inspirar colaborações e inovações sociais que ampliem o potencial das iniciativas. Ao todo, foram selecionados cinco projetos, a partir dos seguintes critérios de seleção, além do alinhamento com a agenda da Coalizão pelo Impacto: relevância da colaboração, foco na ampliação de referências locais e uso eficiente dos recursos disponíveis.

A AMAZ, juntamente com o Centro de Empreendedorismo da Amazônia, Planet Coworking e Programa Challenge Experience, integram a proposta “Bioeconomia da Caatinga”, cujo objetivo é dinamizar e estruturar o ecossistema de negócios de impacto na região e promover a restauração do bioma.

A Amazônia será usada como exemplo inspirador nessa construção focada na bioeconomia, por meio das experiências do Centro de Empreendedorismo da Amazônia e da AMAZ, como benchmark de boas práticas que contribuirá para acelerar o desenvolvimento do ecossistema e fomentar a colaboração, com uma rede local de cooperação em prol da bioeconomia da Caatinga.

As atividades serão desenvolvidas no primeiro semestre de 2023, e incluem rodadas de palestras, workshops com dinamizadores e hackaton.

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Vem aí o Pitch Day da Chamada de Negócios 2023

Foto: Rodrigo Duarte/AMAZ

A última etapa de seleção da Chamada 2023 da AMAZ acontece no dia 14/12, quando os negócios finalistas participam de um pitch day ou de rodadas de negócio para apresentar suas empresas a investidores e parceiros do ecossistema de impacto.

Os negócios, que participaram da pré-aceleração, em outubro, contam com o apoio do time da AMAZ para preparar suas apresentações. As conexões serão virtuais, e tanto o pitch day quanto as rodadas de negócios são momentos de aprendizado e construção – já que os feedbacks dos integrantes das bancas preparam os empreendedores para futuras rodadas de captação -, e também oportunidades de atrair investimento e interesse.

Durante a pré-aceleração, os empreendedores tiveram oportunidade de apresentar seus pitches coletivamente, recebendo feedbacks importantes uns dos outros, e também do time da AMAZ. O instrumento recebeu inputs do Modelo C, que foi objeto de trabalho durante o encontro presencial do grupo, e passa agora por refinamentos e ajustes para apresentação aos investidores e parceiros.

“A apresentação dos pitches é um momento para o qual os empreendedores vêm se preparando desde a pré-aceleração. Como é um instrumento dinâmico, com certeza as apresentações já mudaram de lá para cá, especialmente com a construção do Modelo C. A expectativa é vermos o amadurecimento da visão de negócio e de impacto refletido no pitch”, analisa Rafael Moreira Ribeiro, que coordena os processos de seleção e aceleração na AMAZ/Idesam.