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Navegam é reconhecida pelo Ranking Exame Negócios em Expansão 2023

Foto: Divulgação Navegam

Em julho deste ano, a Navegam, empresa do portfólio da AMAZ, foi reconhecida como um dos negócios em expansão no Brasil pelo Ranking Exame Negócios em Expansão 2023 , iniciativa da EXAME, do BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME) e suporte técnico da PwC Brasil. 

O levantamento considera a evolução da Receita Operacional Líquida (ROL) de um ano para o outro, em cinco categorias, de acordo com o faturamento das empresas. A Navegam se classificou na categoria entre R$ 2 milhões a R$ 5 milhões, dentre 59 empresas de diferentes regiões do país. 

A lista completa traz 335 empresas de 22 estados, representantes das cinco regiões do país, e é uma forma de reconhecimento aos negócios, já que os selecionados demonstraram que, com gestão eficiente, análise de oportunidade e novas estratégias, conseguiram avançar no mercado. 

“Ficamos em 22º lugar entre 59 empresas, crescendo 82%. Entrar nesse ranking, que já é o maior ranking de empreendedorismo do Brasil, é muito importante para a Navegam, em especial por sermos da Amazônia. Mostramos que aqui nós temos estrutura para empreender e, principalmente, para crescer e gerar empregos. Mostrar para o Brasil a notoriedade e o trabalho que estamos fazendo hoje é muito importante. Cada vez mais precisamos dar visibilidade para o sistema de inovação e empreendedorismo que temos aqui na Amazônia. Esse reconhecimento trouxe visibilidade e também muitos bons contatos,” analisa Michelle Guimarães, sócia e Chief Governance Officer (CGO) da Navegam.

O crescimento de 82% foi bem planejado. A empresa fechou 2021 com um faturamento na casa de R$ 1,2 milhão, e chegou a 2022 com R$ 2,2 milhões. A empresa dobrou o número de clientes e alcance, comprovando a tese de que trabalhar com logística na Amazônia é essencial. 

A expectativa para 2023 é ter um faturamento até três vezes maior do que em 2022, devido à entrada de grandes clientes como a TV Lar, tradicional empresa varejista com mais de 50 anos em funcionamento. Hoje a Navegam é responsável por toda a logística da TV Lar no interior do estado do Amazonas.

Empresa começou o ano de 2023 aquecida

A Navegam terminou o ano de 2022 com aporte de investimento significativo, e o primeiro semestre de 2023 foi marcado pelo início da operação da plataforma de rastreamento e monitoramento de cadeias produtivas, com a realização de um projeto piloto com o Café Apuí Agroflorestal. A plataforma foi, inclusive, premiada pelo HackBrazil, na Brazilian Conference, em Harvard, ficando em segundo lugar dentre cerca de 300 startups brasileiras. A Nevegam foi a primeira a representar o Amazonas no evento.

“Estamos fazendo esse piloto, terminando todos os ajustes, entendendo como a plataforma vai se comportar, para que possamos replicar com outras indústrias. Temos um dado de que, só no estado do Amazonas, temos 21 tipos de cadeias produtivas mapeadas. Estamos falando de cerca de 90 mil pequenos produtores no estado. Nossa ideia é focar cada vez mais nesse produto [plataforma], principalmente com parcerias público-privadas, para que possamos entender como esse ecossistema pode se aprimorar. Essa é a nossa grande meta com a plataforma. É mais uma frente de negócio que estamos abrindo, principalmente voltada a impacto social e desenvolvimento sustentável,” diz Michelle.

A Navegam, que conta hoje com mais de 30 colaboradores, começou a trabalhar com a digitalização de passagens fluviais, oferecendo e-commerce, mas no decorrer do processo, em conversas com as pessoas que ofereciam os serviços das embarcações e com clientes varejistas, logo saltou aos olhos o potencial da logística. Muitas empresas precisavam melhorar suas entregas para o interior do Amazonas, e assim a Navegam ampliou sua atuação para mais essa frente. “Hoje a logística é nosso principal negócio. Como não temos estradas, dependemos dos rios, essa frente traz muito boas oportunidades,” analisa a CGO da empresa.

Hoje a Navegam conta com mais de 70 embarcações cadastradas no sistema, cobrindo todos os destinos do Amazonas e também alguns destinos no Pará. O e-commerce de passagens facilita a vida das pessoas, mas também fornece informações sobre a mobilidade interurbana. A empresa está construindo uma inteligência de dados para entender o comportamento do consumidor, incluindo frequência de viagens, locais mais buscados, cidades com maior movimentação, etc. Um objeto de estudo muito rico para aprimorar a mobilidade fluvial.

Para gerir tudo isso, adotou o SAP Business One (B1), software para pequenas e médias empresas que permite coordenar operações, consolidar dados e garantir mais agilidade, reduzindo custos e manutenção, padronizando processos e melhorando rendimento. É a primeira empresa da região Norte a utilizar a ferramenta. A implementação do projeto está a cargo da H&CO, grupo multinacional da área de consultoria tributária. 

“Com a implantação do sistema do SAP, e por ele ser hoje o maior sistema de gestão do mundo, vamos ter, cada vez mais, credibilidade junto a futuros investidores e parceiros em relação aos nossos dados e  gerenciamento. A implantação foi estratégica, visando justamente esse crescimento com outros mercados. Fica muito mais fácil comprovar nossos números,” completa Michelle.

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AMAZ participa da Latimpacto e da Glocal Experience

Foto: Divulgação Latimpacto

A AMAZ marca presença em dois grandes eventos realizados no mês de agosto: a Conferência Impact Minds 2023: Stand Together 2023, da Latimpacto, construtora de ecossistemas que se destaca por aumentar o fluxo de capital humano, intelectual e financeiro para o impacto na América Latina e Caribe; e a Glocal Experience Manaus 2023, que acontece no centro histórico da capital do Amazonas, com a proposta de promoção de diálogos, encontros e cultura para pensar novos amanhãs a partir de uma perspectiva local e global.

Pela Latimpacto, a AMAZ integra o grupo Pan-Amazônia, que busca promover espaços de diálogo para conexão e aprendizagem compartilhada de organizações financeiras que atuam na região. Esse grupo promoveu três sessões online sobre os temas 1. Conceituando a bioeconomia na Amazônia, 2. Avançando a bioeconomia a partir de dúvidas e certezas sobre investimentos e empreendimentos e 3. O que resta a fazer e desenvolver? Construindo a rota para uma bioeconomia positiva, inclusiva e sustentável na Amazônia.

O objetivo final desta série de encontros é desenvolver o 1º paper com recomendações para governos e provedores de capital sobre o estado da bioeconomia na região, que será divulgado na Conferência Impact Minds.

Gabriela Souza, responsável pela aceleração de negócios e gestão institucional da AMAZ/Idesam, participará da conferência integrando a mesa temática sobre “A fronteira da bioeconomia e as oportunidades na Pan-Amazônia”, junto com Aline Souza (SBSA Advogados), Márcia Soares (Fundo Vale) e Maurício Verkooijen (NESst). O evento, que acontece de 28 a 30 de agosto, é voltado exclusivamente para o público de financiadores e mobilizadores de capital pelo impacto.

“A participação neste grupo tem sido muito rica para fortalecer a presença da AMAZ no ecossistema, viabilizando a conexão com atores e potenciais parceiros nacionais e internacionais que possuem atuação semelhante e/ou complementar à nossa e troca sobre experiências e aprendizados. A Conferência será uma oportunidade de aproximação deste grupo, principalmente de atores pan-Amazônicos, mas também de exposição do trabalho que temos realizado para investidores ainda não adeptos ou distantes da tese – iremos compor a agenda acadêmica em roda de conversa com Nesst, Fundo Vale e SBSA para discutir as fronteiras e oportunidades da bioeconomia na Amazônia”, analisa Gabriela.

O Programa Amazônia em Casa Floresta em Pé estará também presente na conferência da Latimpacto com estande de apresentação da iniciativa e comercialização de produtos.

Glocal Experience pela primeira vez em Manaus

A Glocal se define como uma plataforma de ideias e ações para o cumprimento da Agenda 2030, baseada nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A primeira edição aconteceu em 2022, no Rio de Janeiro, e contou com a participação de milhares de pessoas, oferecendo conteúdo, oficinas, workshops e atrações culturais.

Em 2023, além de acontecer mais uma vez no Rio de Janeiro, a Glocal chega a Manaus com o mesmo formato, com acesso gratuito às atividades e com a intenção de ser um catalisador da união de diferentes setores, iniciativas e pessoas na busca de soluções para o atingimento da Agenda 2030. A premissa do movimento é pensar global e agir local, incentivando pactos diversos para a implementação dos ODS.  

Na capital amazonense, a Glocal Experience acontece nos dias 26 a 28 de agosto, com atividades no Largo São Sebastião (Palco Show e Espaço Criança), Palácio da Justiça (Palco Impacto / Palco Desafios e Soluções / Espaço Mão na Massa), Salão do Hotel Juma Ópera (Palco Glocal) e no Teatro Amazonas (Shows: Encontro das Águas e Encontro dos Bois de Parintins).

Rafael Moreira, responsável pela seleção de negócios da AMAZ/Idesam, participa do evento compondo o painel “ Negócios de Impacto: Os Desafios de Gerar Lucro e Impacto Positivo”, que acontece no dia 27/08, das 12h às 13h, no Salão do Hotel Juma Ópera.

“O evento Global Experience Manaus faz eco com o modo de atuação da própria AMAZ, buscando integrar atores internacionais, regionais e locais em uma agenda ampla com o propósito de manter a floresta em pé, conservar e beneficiar as populações e comunidades tradicionais, integrando para isso atores das mais variadas formas de atuação social. Especificamente nesta agenda, conversaremos a respeito do desafio de integrar impacto e lucro.”

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AMAZ finaliza jornada de aceleração de 2023 com encontro presencial em Manaus

Foto: Rodrigo Duarte

Empreendedores e empreendedoras da Ekilibre, Cumbaru, Manawara, Mazô Maná e Simbiotica Finance se reuniram em Manaus no início de agosto no último encontro presencial da jornada de aceleração de 2023 para trabalhar em dois focos: escala e crescimento, como também um diagnóstico da jornada de aceleração.

A programação voltada ao primeiro foco incluiu conversas sobre governança e desafios em alavancar investimentos em negócios da Amazônia. Os participantes trabalharam em planejamento de rodadas de captação, construção de roadmaps individuais, revisão e refinamento de pitches e trocas coletivas. E tiveram a oportunidade de participar de um pitch day, apresentando seus negócios para investidores, financiadores e parceiros do ecossistema de impacto.

O segundo foco, análise da jornada de aceleração, veio como diagnóstico do que foi desenvolvido desde o plano de desenvolvimento traçado junto aos negócios no início da jornada e preparação para a próxima fase da relação com a aceleradora, quando esses negócios passarão a ser acompanhados pelo time responsável por monitorar a implementação e acompanhamento da jornada de cada um deles enquanto integrarem o portfólio.

“Essa oficina trouxe um diagnóstico da jornada de aceleração, mas também almejando os próximos passos. A presença de financiadores, investidores e parceiros do ecossistema criou um ambiente seguro de validação de estratégia dos negócios, sobre quais demandas ainda existem, quais apoios podem ser dados e quais perguntas precisam ser feitas para encontrar melhores respostas”, analisa Gabriela Souza, coordenadora de aceleração da AMAZ.

Gabriela relembra que a jornada dos negócios começou ainda na seleção, com a realização de diligências e pré-aceleração, quanto a equipe da AMAZ começou a entender demandas, gargalos e pontos de apoio que eles necessitavam. A partir do plano de investimento, a aceleração direcionou o apoio em frentes individuais, com assessorias estratégicas de parceiros e também do Idesam e da AMAZ, a partir da experiência em jornadas anteriores.

Mariano Cenamo, CEO da AMAZ e diretor de novos negócios do Idesam, destaca o desenvolvimento das empresas ao longo das etapas de aceleração do programa e próximos passos:

“Estamos em um momento muito interessante, onde as empresas começam a fazer rodadas sucessivas de captação de novos investidores para dar um novo salto de crescimento. Essa oficina que nós realizamos agora configura uma dessas etapas, onde ajudamos a estruturar um plano de crescimento e a AMAZ pode fazer um aporte adicional de capital voltado a alavancar novos investimentos diretos. Uma das grandes expectativas é justamente essa, de ser um capital catalítico que possa alavancar cada vez mais capital de investidores privados e filantrópicos ou até de pesquisa e desenvolvimento para o crescimento dos negócios.”

Apoiadores, investidores e financiadores estiveram presentes na oficina

O último encontro da jornada de aceleração contou com a presença de Sâmera Adães, do Fundo JBS pela Amazônia, Liz Lacerda e Isabela xxx, do Fundo Vale, além de Marcelo Forma e Ilana Minev, investidores da aceleradora.

Os quatro participaram do pitch day junto aos negócios, ouvindo atentamente as apresentações e sugerindo ajustes, destacando pontos fortes e oportunidades.

“Para a gente, do Fundo JBS pela Amazônia, é um prazer fazer parte dessa segunda rodada de aceleração dos negócios. Para mim, que acompanhei esse grupo lá atrás, desde a seleção, é particularmente muito rico ver essa maturidade que eles atingiram e a contribuição que a própria AMAZ trouxe para isso com a Teoria da Mudança e a abordagem de impacto, e saber que eles estão se preparando agora para receber o follow on. Estamos abertos para o que precisarem e seguimos acompanhando a AMAZ”, analisa Sâmera.

Liz Lacerda e Isabella Zicarelli, do Fundo Vale, destacam a cooperação que os negócios estabelecem uns com os outros como um dos maiores diferenciais do processo de aceleração da AMAZ, além do ambiente de confiança criado entre eles, com abertura e transparência.

“Para o Fundo Vale, criado para apoiar iniciativas de impacto, é muito interessante ver como esse recurso está sendo investido no programa de aceleração. Estar dentro desse programa gera um colchão de confiança para esses negócios, de estabilidade, uma estrutura que não é meramente de apoio institucional. A AMAZ se coloca nesse lugar de fazer conexões e lançar mão de toda a sua história, de todas as conexões da equipe, seja aqui na Amazônia, seja pelo Brasil, para apoiar os negócios. O contrato que o fundo vale tem com a AMAZ é um dos únicos com prazo alargado, então é uma aposta real do fundo nesse formato de programa de aceleração. Temos muitas expectativas, há muitos resultados sendo entregues, e seguimos na cocriação desse programa”, define Liz.

Para Isabella, “a AMAZ ajuda o Fundo Vale em um dos principais desafios, que é decidir onde colocar o capital paciente, que é catalítico, de forma a alavancar mais impacto. A aceleradora é uma das iniciativas que a gente apoia, de longo prazo, e vai ser um case de muito sucesso ao final do ciclo”.

Empreendedores destacam conexões e ambiente seguro para trocas e construção

O reconhecimento da importância das conexões proporcionadas pela AMAZ e sua rede para o crescimento dos negócios é unânime entre os empreendedores, que destacam ainda a validação junto ao ecossistema de impacto por passar pelo processo de aceleração e integrar o portfólio da aceleradora, como uma espécie de ‘selo de confiança’. Além da modelagem financeira e de impacto e o apoio na comunicação.

“A Cumbaru chega ao final da aceleração muito mais preparada para os próximos passos que temos pela frente. Os principais valores que a AMAZ traz para a gente são a conexão com investidores, o apoio na modelagem financeira do nosso negócio e na modelagem de impacto. Também tivemos apoio com a nossa comunicação, um ponto importante em que precisávamos avançar”, define Pedro Nogueira, CEO e cofundador da Cumbaru Parcerias.

Airam Correa Marçal, sócio da Mazô Maná, reforça a importância de participar da rede da AMAZ para fortalecer o negócio: “Ao longo desse processo houve aprendizado, nosso negócio hoje sem dúvida está mais preparado. O contato com outros empreendedores também nos fortaleceu muito. Estar com uma instituição como a AMAZ, e com esse grupo de investidores, meio que lastreou a história da Mazô Maná e tudo o que estávamos buscando. Vamos entrar em uma jornada mais forte de crescimento agora, melhorar portfólio, garantir resiliência financeira, ao mesmo tempo em que vamos também para uma jornada internacional.”

Marcelo Salazar, também fundador da Mazô Maná, destaca a contribuição da aceleradora para a modelagem de interface entre sistemas produtivos da floresta com as comunidades e pagamento por serviços socioambientais e carbono: “Tivemos várias conversas, evoluímos nessa estratégia, conseguimos já fechar as primeiras parcerias nessa linha, e acho que foi o principal que buscamos nessa aceleração. A seleção da AMAZ também encorajou outros investidores e parceiros com os quais a gente já estava conversando, e com certeza também fez a diferença para os últimos investidores que a gente trouxe para a Mazô. Estamos na reta final do lançamento do nosso primeiro produto e vamos colocar a empresa de fato no mercado.”

Paula Palermo, fundadora da Simbiotica Finance, aponta também o reconhecimento de negócio de impacto dado pela AMAZ como fundamental para participar do ecossistema: “Para a gente é muito importante estar envolvidas com os projetos, ter acesso a recursos e a esse selo de qualidade de impacto que AMAZ e Idesam trazem. É um reconhecimento para a gente nesse território, e o que mais abriu portas.”

Para Kairós Canavarro, CEO da Ekilibre Amazônia, as novas oportunidades trazidas pela aceleradora nos campos de investidores e mercados ampliaram os horizontes da empresa. “Hoje eu acredito muito mais na empresa, tenho uma rede de contatos muito melhor e consigo enxergar com mais realidade aquilo que eu quero alcançar, que é fazer a empresa gerar muita renda nas comunidades, ser referência no mercado nacional e internacional.  A aceleração representou para mim abertura, network, visão de futuro e escolha.”

“Foi muito bom encontrar pessoas que comungam dos mesmos objetivos, e o que é melhor, pessoas extremamente capacitadas para fazer o que fazem, e em quem se pode confiar. Como negócio, a gente saiu de cinco produtos para 25. Saímos de um projeto de franquia para um ponto de venda próprio já funcionando, seis franquias já assinadas para começar a funcionar nos próximos meses e mais quatro para assinar até o final do ano. A aceleração foi um mix de muito aprendizado – impacto, valor comercial, crescimento empresarial”, diz Mércio Sena, CEO da Manawara.

Os diferentes perfis dos negócios, ao mesmo tempo em que trazem muitos desafios para a jornada de aceleração, têm demandas que se conectam. Atuam em mercados diversos, mas passam pelos mesmos desafios de empreendedorismo na Amazônia.

“Vem disso essa riqueza da jornada de aceleração ser uma etapa coletiva, de muitas trocas, onde eles conseguem ter um ambiente seguro para validar estratégicas, potenciais parcerias e modelos de negócio criativos, que consigam trazer um melhor resultado de impacto. Essa jornada não se encerra por aqui. Os negócios permanecem no nosso portfólio por alguns anos, para que a gente consiga o resultado de impacto esperado e também o desenvolvimento deles como grandes atores desse ecossistema”, finaliza Gabriela Souza.

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AMAZ realiza última oficina presencial da turma acelerada em 2023

Foto: Rodrigo Duarte

Empreendedores e empreendedoras dos negócios Cumbaru Parcerias, Ekilibre Amazônia, Manawara, Mazô Maná e Simbiótica, acelerados em 2023 pela AMAZ participam da última oficina presencial, que será realizada na primeira semana do mês de agosto, em Manaus.

O encontro tem dois focos principais: escala e crescimento dos negócios e diagnóstico da jornada de aceleração.

A programação voltada ao primeiro foco inclui mesas sobre governança e desafios em alavancar investimentos em negócios da Amazônia, com a participação de especialistas nos temas. Os participantes trabalharão em planejamento de rodadas de captação, construção de roadmaps individuais, revisão e refinamento de pitches e trocas coletivas. E terão a oportunidade de participar de um pitch day, apresentando seus negócios para convidados.

O segundo foco, análise da jornada de aceleração, vem como diagnóstico do que foi desenvolvido desde o plano de desenvolvimento traçado junto aos negócios no início da jornada e preparação para a próxima fase da relação com a aceleradora, quando esses negócios passarão a ser acompanhados pelo time de negócios, responsável por monitorar a implementação e acompanhamento da jornada de cada um deles enquanto integrarem o portfólio.

“Este mês de julho vem como uma validação de tudo o que tem sido realizado nessa jornada a partir do plano de ação dos negócios, que foi elaborado ao longo do processo de seleção, validado com eles no início da aceleração e executado desde o mês de janeiro. Agora, a ideia é justamente ter o diagnóstico dessa aceleração, entendendo qual foi o valor aportado e impacto da AMAZ nesses negócios ao longo dos últimos meses e como eles evoluíram do estágio inicial até agora”, analisa  Gabriela Souza, coordenadora de aceleração da AMAZ.

“E vamos também entender como conciliar isso com as necessidades de crescimento e escala para uma próxima etapa. Pensando tanto em próximas rodadas de captação quanto em movimentos em relação à capacidade produtiva, operacional, fortalecimento com fornecedores ou parceiros comunitários”.

A jornada de aceleração da AMAZ oferece um cardápio vasto de atividades ao longo da jornada de aceleração, que inclui mentorias e assessorias individuais, webinares temáticos coletivos e também os encontros presenciais, onde acontecem trocas e interações em nível mais próximo, com a inteligência coletiva dos negócios contribuindo para a evolução de cada um individualmente.

“Os encontros presenciais trazem muita força e têm grande importância como espaço de troca de experiências e apoio na construção um do outro. Esses momentos acabam inspirando e incentivando os empreendedores, gerando novas questões que muitas vezes podem direcionar mudanças nos negócios. Essa última oficina vai ajudar a perceberem o que construíram conosco ao longo da aceleração, em conjunto, refletindo não só o desenvolvimento individual, mas também coisas interessantes que surgiram e que ainda vão surgir dessa interação”, completa.

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Cumbaru visita o projeto Pasto Vivo

Foto: Cumbaru Parcerias

No início de julho, a Cumbaru Parcerias, negócio que integra o portfólio da AMAZ, realizou visita técnica ao projeto Pasto Vivo, liderado pela Luxor Agro e Meraki Impact. Localizado no município de Pontes e Lacerda, Mato Grosso, o projeto Pasto Vivo vem se destacando como uma das referências na implantação de sistemas silvipastoris regenerativos nacionalmente, e a Cumbaru esteve lá para conhecer de perto a experiência do projeto e fortalecer as relações com este parceiro estratégico.

Na Fazenda São Benedito, onde o projeto Pasto Vivo é implantado, são testados diversos sistemas produtivos, com variações de espécies arbóreas, de espaçamentos entre linhas nos renques de plantio das árvores e de espaçamentos entre renques. O objetivo é identificar os arranjos que apresentam melhor desempenho, considerando a interação entre árvores, pastagem e gado, para que depois possam ser replicados em escala.

Outra característica interessante do sistema em início de implantação pelo projeto é o manejo holístico da pecuária, seguindo os conceitos do Savory Institute. O manejo de pastagem e de lotação animal são realizados de forma não convencional, mas apresentam bons resultados zootécnicos alinhados a bons indicadores de biodiversidade e carbono, de acordo com o Instituto.

“Foram dias de muito aprendizado e troca de experiências. Ficamos muito felizes de fortalecer essa parceria com o Projeto Pasto Vivo, pois além de estarmos operando no mesmo estado, Mato Grosso, trabalhamos com sistemas produtivos semelhantes, com objetivos semelhantes, como, por exemplo, produção de bezerro livre de desmatamento e produção de castanha de baru. Com certeza temos muito ainda a aprender um com o outro nos próximos anos.” analisa Pedro Nogueira, Cofundador e CEO da Cumbaru.

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Mahta lança leite de castanha em pó e apresenta novo sócio: o chef Thiago Castanho

Fotos: Divulgação Mahta

Em junho, durante a NaturalTech, a Mahta, especializada em alimentos naturais e regenerativos, lançou o leite de castanha orgânico em pó, com 100% de castanha do Brasil. Além disso, o negócio anunciou a entrada de um novo sócio: o Chef paraense Thiago Castanho.

O leite de castanha em pó é alternativa regenerativa e sustentável ao leite de vaca, sendo 100% natural e integral. Não contém lactose, glúten, açúcar, conservantes, aromatizantes ou espessantes.

“Estamos falando de um compromisso com a saúde e com o meio ambiente. Seu perfil nutricional é impressionante, com alto teor de vitaminas e baixo teor de açúcares e carboidratos. Além disso, é rico em gorduras insaturadas, como o ômega-3, que são essenciais para a saúde do coração e do cérebro. Ao escolher esse produto, estamos apoiando um modelo de produção sustentável e regenerativo, que valoriza a biodiversidade e contribui para a preservação da floresta amazônica e de seus recursos naturais”, analisa Edgard Calfat, sócio fundador da Mahta.

Max Petrucci, também fundador do negócio, destaca que a empresa tem como missão em sua trajetória apoiar o modelo dos SAFs (Sistemas Agroflorestais) e fortalecer o impacto social positivo por meio de relações justas e sólidas com pequenas comunidades extrativistas da Amazônia.

Novo sócio

A Mahta conta agora também com um novo sócio, o chef de cozinha paraense Thiago Castanho, conhecido por sua atuação como apresentador do programa “Sabores da Floresta” no Canais Globo, no qual apresenta aos telespectadores a riqueza da culinária amazônica, explorando ingredientes típicos, como o tucupi, o açaí e o jambu, além de apresentar receitas e técnicas tradicionais.

“Estou muito feliz em me tornar um sócio da Mahta. Compartilhamos um propósito comum de aprender e compartilhar os saberes da floresta com o Brasil e o mundo, pois acreditamos que esse conhecimento valioso pode enriquecer vidas, preservar a natureza e promover a conscientização sobre a importância da biodiversidade”, afirmou Thiago Castanho, chef brasileiro nascido em Belém do Pará, onde cresceu em meio à diversidade e riqueza da culinária amazônica. 

“A parceria com Thiago Castanho é um marco para a Mahta. Seu conhecimento, talento e paixão pela Amazônia nos inspiram e fortalecem nosso compromisso com a sustentabilidade e a preservação da floresta. Juntos, pretendemos explorar ainda mais a riqueza da gastronomia amazônica e desenvolver produtos que valorizem a biodiversidade e a cultura local”, afirma Max.

Participação na Natural Tech

A Mahta participou da NaturalTech, maior feira de produtos naturais da América Latina, com estande próprio. O negócio já tinha experimentado participação no ano passado, por meio do estande do programa Amazônia em Casa Floresta em Pé, promovido pela AMAZ, Idesam e Climate Ventures para proporcionar acesso a mercados.

Max avalia a experiência deste ano como muito positiva, tanto que a Mahta deve participar novamente da feira em 2024:

“Foi muito importante a participação neste ano, principalmente para reforçar reputação. E isso tem um reflexo primário em vendas, no nosso caso por meio dos influencers. Geralmente, feiras como a NaturalTech têm o varejo como principal canal. As marcas têm como principal objetivo receber os varejistas que vão até lá fazer pesquisa, conhecer novidades. Recebemos quase 100 sondagens desse público. Não estamos nesse momento, mas, em compensação, mecanismo similar acontece com os influencers. Muitos que a gente ainda não conhecia, ou que não tinha proximidade, foram até o nosso estande e nos deram feedbacks sobre a marca e o produto. E vendemos cerca de R$ 40 mil em produtos. Por todos os motivos, a participação foi muito boa.”

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Oficina em Altarmira aborda pagamentos por serviços socioambientais

Foto: Divulgação AMAZ

A AMAZ e dois dos negócios de seu portfólio – Mazô Maná e Simbiótica Finance – realizaram, no mês de maio, uma oficina em Altamira, no Pará, abordando Pagamentos por Serviços Socioambientais (PSSA).

Duas frentes foram foco deste encontro: o início de uma articulação para construção de uma metodologia para PSSA não limitada a carbono, mas sim levando em conta a proteção integral do território por povos originários, ribeirinhos e quilombolas; e a estratégia da Mazô Maná na relação com fornecedores comunitários, especialmente focada na Rede de Cantinas da Terra do Meio, definida a partir de comércio justo com pagamentos adicionais a partir de toda a valorização do modo de vida da comunidade.

A modelagem de negócios da Mazô Maná foi o catalisador para a realização da oficina, que reuniu também outros parceiros como iCS (Instituto Clima e Sociedade), SBSA (Szazi, Bechara, Storto, Reicher e Figueiredo Lopes Advogados) e Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia).

O grupo visitou a sede da Mazô Maná e participou de uma expedição, organizada em parceria com a Mazô Maná, que incluiu uma visita à sede do negócio em Altamira, e também a uma das comunidades parceiras da Resex Rio Iriri. Alguns dos ingredientes do primeiro produto da Mazô Maná, que será lançado em breve, são provenientes da região, e os participantes da expedição puderam provar em primeira mão o produto.

“Dialogamos sobre novos modelos de PSSA, que podem gerar um incremento de renda importante para as comunidades da floresta, associada à venda dos ingredientes. Como vemos nos mapas de desmatamento da Amazônia, é nítido que onde tem povos da floresta, tem floresta em pé.  Isso ocorre em grande parte pelo modo de vida dessas populações, que resulta em importantes serviços à sociedade como o monitoramento de invasões das florestas, conservação da biodiversidade, dentre outros”, destaca Marcelo Salazar, CEO da Mazô Maná.

A intenção é desenvolver uma metodologia que seja replicável: “A ideia é que o que está sendo construído seja também adaptável a outras regiões da Amazônia. Isso vai demandar inserir novos atores para essa discussão. Estamos dando aqui o primeiro passo de uma coisa maior. A Mazô Maná está conosco como catalisadora de uma metodologia que vai precisar do envolvimento de outras organizações para ser viabilizada”, avalia Gabriela Souza, coordenadora de aceleração da AMAZ.

Victoria Bastos, coordenadora do Programa de Mudanças Climáticas e Serviços Ambientais do Idesam, destaca que o que se pensa para essa metodologia de PSSA tem semelhanças com o conceito de fair trade, presente no mercado de cadeias produtivas, mas vai além do que seria um PSSA totalmente atrelado ao produto que os fornecedores entregam.

“É uma estratégia maior, que não envolve somente fornecedores e a relação comercial, mas envolver a Resex inteira. De poder ter um recurso adicional ao que eles já conseguem pela Rede de Cantinas com a venda e elaboração dos produtos, que possa garantir a sustentabilidade a longo prazo dessas organizações. E o formato poderia ser um PSSA não limitado a carbono, e sim que possa considerar outros recursos e serviços ambientais da Reserva, conservada pelo modo de vida de quem vive lá. Provar que isso tem relação com a conservação da floresta.”

Foto: Divulgação AMAZ

Rafaela Romano, cofundadora da Simbiótica Finance, destaca que o grupo fez o exercício, a partir de modelos existentes de relações com as comunidades, de destacar quais os parâmetros que precisam ser melhorados e aqueles que não devem ser repetidos.

“Alguns dos pontos levantados são a viabilidade de um sistema de PSSA para pequenas comunidades, um modelo em que o dinheiro para execução do processo não seja maior do que o dinheiro que se destina para as comunidades; e a complexidade de se criar um modelo cuja compreensão seja factível tanto para quem já lida com mercado de carbono como para as comunidades. Conversamos muito sobre a possibilidade de ter, como indicador de serviço ambiental a ser pago, a própria gestão do território sendo feita a partir do estar na floresta. O caminhar/navegar pela floresta como responsável pela gestão territorial e conservação. Temos esse ciclo virtuoso de conservação relacionada à existência”, avalia.

Aline Souza, do escritório de advocacia SBSA, que assessora a AMAZ e os negócios de seu portfólio, destaca a potência do trabalho da aceleradora na conexão entre empreendedores e com pessoas relevantes do ecossistema de impacto socioambiental.

“Em termos jurídicos, é uma oportunidade na agenda regulatória atual caminhar com proposições de soluções de mercado para a valorização do modo de vida tradicional, de quem mora na floresta, e como isso se conecta com a produção econômica. Vivemos ainda um cenário de regulação muito básica com relação ao mercado de carbono, o que traz uma oportunidade para agentes de mercado que querem trazer inovação e têm compromisso com essa geração de impacto socioambiental positivo.”

Ela avalia que experiências bem consolidadas,  criando bons casos de sucesso, podem inspirar futuramente a elaboração de políticas públicas no momento em que o Brasil volta a ser muito observado com relação aos investimentos e ações para proteção da Amazônia.

A SBSA está à frente de um projeto de definição de diretrizes e recomendações para a realização de contratos justos entre comunidades e empresas na Amazônia, que conta com diversas organizações em seu conselho consultivo, dentre elas o Idesam. Aline destaca que a metodologia está ancorada em três princípios: só é justo se der para entender; só é justo se diminuir assimetrias; e só é justo se melhorar a vida das pessoas.

“Seguindo essa metodologia dos contratos justos, a gente acredita que é possível contribuir para um novo patamar de negociação com comunidades, valorizando o protagonismo delas, o seu modo de vida tradicional e o impacto positivo socioambiental ao mesmo tempo em que a gente gera positivamente soluções financeiras  para as pessoas envolvidas”, completa.

Rodrigo DuarteAMAZ

Negócios do portfólio da AMAZ participam da Natural Tech

Foto: Rodrigo Duarte/AMAZ

Nos dias 14 a 17 de junho, negócios do portfólio da AMAZ participam da Natural Tech, maior feira de produtos naturais da América Latina.

Na’kau, que produz chocolates com cacau nativo da Amazônia, e Mahta, que produz superfoods com ingredientes amazônicos, estarão com estandes próprios durante a feira.

A Mahta, além de seu já conhecido produto de superfoods em pó, tem novidades e lançamento de um produto novo no mercado. 

Soul Brasil, Manawara, Manioca e Amazonique, também integrantes do portfólio da aceleradora, estarão presentes por meio do Programa Amazônia em Casa Floresta em Pé, que terá um ponto de venda incluindo dezenas de marcas que fazem parte do Programa.

Em 2022, o Programa participou pela primeira vez da Natural Tech, promovendo as marcas amazônicas e o lançamento de produtos. Foram vendidos 4.627 produtos, perfazendo um total de R$ 137.854,20.

Neste ano, a participação se dá com um estande de 25m², trazendo a experiência de um grande empório amazônico. A expectativa é pelo fortalecimento do projeto como um todo e das marcas no mercado. 

Criado em 2020, o movimento Amazônia em Casa Floresta em Pé é coordenado pelo Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia), pela AMAZ Aceleradora de Impacto e pela Climate Ventures, e tem como propósito destravar o acesso ao mercado para os produtores da sociobiodiversidade amazônica.

Tem como apoiadores Mercado Livre, a maior plataforma de e-commerce da América Latina, Fundo Vale, GIZ, CLUA, Instituto humanize e Instituto Clima e Sociedade.

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Cumbaru dá início à implementação de sistemas agrossilvipastoris regenerativos

Foto: Pedro Nogueira/Cumbaru

O Sítio Conquista, em Alta Floresta, no Mato Grosso, é a primeira propriedade parceira da Cumbaru na implementação de sistemas agrossilvipastoris regenerativos. 

As atividades estão sendo desenvolvidas em 20 hectares de área, e até o momento já há produção de leite, transferência de embriões formados em laboratório para produção de bezerros de corte livres de desmatamento e preparação de silagem para complementar a alimentação dos bovinos no período da seca. 

“Essa primeira parceria, com o Sr. Gilmar, representa muito para a Cumbaru. Estamos agora, de fato, no início do processo para produzir alimentos e outros produtos com baixa emissão de carbono e livres de desmatamento na Amazônia.  Tudo isso viabilizando o acesso de agricultores familiares a recursos financeiros e conhecimento técnico para implementação de boas práticas agropecuárias, uma das principais dores deste grupo”, analisa Pedro Nogueira, Cofundador e CEO da Cumbaru.

Por meio das parcerias rurais da Cumbaru serão produzidos leite, bezerro de corte desmatamento zero, banana, madeira, produtos florestais não madeireiros, como o baru, e carbono florestal. O componente florestal e agrícola do sistema agrossilvipastoril será implantado a partir da safra 2023/2024.

Coex Carajás divulgação

COEX Carajás deixa portfólio da AMAZ

Foto: Divulgação COEX Carajás

A COEX Carajás (Cooperativa dos Extrativistas da Flona de Carajás), acelerada em 2020, concluiu neste ano o pagamento das prestações do financiamento captado e deixa agora o portfólio da AMAZ aceleradora de impacto. Foram investidos cerca de R$ 400 mil na cooperativa, pela AMAZ e outros financiadores. 

A cooperativa trabalha com extração e comercialização da folha do jaborandi, da qual são produzidos remédios para glaucoma e câncer, e também com sementes de espécies utilizadas para reflorestamento, extraídas a partir da Floresta Nacional de Carajás (Flona de Carajás). 

De todo o processo de aceleração e financiamento, o primeiro do tipo do qual a cooperativa participou, Ana Paula Nascimento, presidente da COEX, destaca como principal legado o poder de negociação: 

“Temos melhor poder de negociação. A gente usou esse recurso e os investimentos que a gente fez para dizer para as empresas que merecemos mais. Os investimentos que fizemos na estrutura da cooperativa, na logística, para oferecer um produto com qualidade, mais valorizado e com preço melhor, contribuíram muito para melhorarmos as negociações com os compradores. Os últimos dois anos foram os melhores em negociação do jaborandi desde o início da nossa cooperativa. Isso fez muita diferença.”

O recurso do financiamento auxiliou na compra de uma caminhonete para o transporte dos produtos da Flona de Carajás até o galpão de armazenamento, reforma do galpão e compra de uma sede própria no centro da cidade em que está localizada, Parauapebas, no Pará. 

Outros pontos levantados por Ana que merecem destaque são a capacitação dos cooperados, a compra de equipamentos de GPS para garantir rastreabilidade e as condicionantes de mapeamento das matrizes por parte de empresas compradoras, um acervo de livros sobre árvores brasileiras para facilitar a identificação das espécies na coleta de sementes e a divulgação do trabalho da cooperativa pela própria AMAZ.

Foto: Ana Paula Nascimento/Divulgação COEX

“A capacidade da cooperativa em participar desse tipo de processo de aceleração veio também a partir da Chamada da AMAZ, nossa primeira. E nossa capacidade de organização melhorou muito. Conseguimos nos manter durante a pandemia da covid-19, com muita adaptação e garantindo a renda dos cooperados.”

Nesse tempo, a cooperativa não só se manteve ativa, como ampliou a venda de sementes, fazendo entregas em cidades do Pará e em outros estados como São Paulo, Tocantins e para o Distrito Federal. 

“O sucesso da COEX comprova o potencial de cooperativas como negócios de impacto na Amazônia. O desenvolvimento da cooperativa no tempo em que nós pudemos apoiá-la foi exponencial, e nos ensinou muito enquanto testamos um instrumento de investimento, que foi o empréstimo. Desejamos sucesso à COEX em seus próximos passos, que ela siga crescendo muito como negócio e possa expandir suas operações para além da Flona de Carajás”, diz Mariano Cenamo, CEO da AMAZ e diretor de novos negócios do Idesam.