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Manioca é a primeira foodtech investida pela Ajinomoto fora do Japão

Foto: Manioca/Divulgação

Em novembro deste ano, a Manioca, empresa do portfólio da AMAZ, e a Ajinomoto do Brasil, referência na produção de aminoácidos e detentora de importantes marcas como SAZÓN®, MID® e VONO®, anunciaram uma parceria focada no aumento da produção e no desenvolvimento de novos produtos.

O aporte é o primeiro realizado pela companhia fora do Japão e se concretizou por meio do Ajinolab, hub de inovação aberta da Ajinomoto, que, com o intuito de diversificar o portfólio, buscou foodtechs que estão inovando a partir da biodiversidade, gerando impactos sociais e ambientais positivos.

O presidente da Ajinomoto do Brasil, Shigeo Nakamura, destaca que o investimento foi determinado pelo compromisso da empresa em expandir sua linha de produtos saudáveis, buscando atender às crescentes demandas do mercado. “A missão da Manioca, alinhada à valorização da biodiversidade da Amazônia, pautada no comer bem e fazer o bem, ressoa com os valores e princípios da Ajinomoto”, diz o CEO.

Os cofundadores da Manioca, Joanna Martins e Paulo Reis, esperam que o case inspire outras grandes empresas a se aproximarem da região considerando não apenas como um lugar de matérias-primas incríveis, mas com interesse pelas marcas que já atuam na Amazônia, abrindo espaço e reconhecendo o valor dos empreendedores da região.

Fundada em 2014, a Manioca tem o objetivo de popularizar os sabores da culinária amazônica. Iniciou sua jornada com investimento familiar, e anos depois, após ser acelerada pela AMAZ, contou com duas rodadas de investimento da aceleradora. Um tempo depois, a empresa teve também um aporte do Amazon Biodiversity Fund (ABF).

“A AMAZ nos conectou com o ABF, e essa etapa foi bastante importante porque nos preparou para a questão financeira, de projeção de crescimento, visão de longo prazo. Geralmente, quanto maior o recurso, maiores as exigências do investidor”, diz Joanna.

Para a AMAZ, primeira investidora da Manioca, a aproximação com a Ajinomoto é um bom sinal para o ecossistema de impacto amazônico.

“Nós ficamos muito felizes de ver uma empresa de grande porte, como a Ajinomoto, apostando e acreditando em um negócio local como a Manioca. É para isso que nós trabalhamos nos últimos anos, e isso é um sinal muito forte do quanto o ecossistema de negócios de impacto da Amazônia vem crescendo e tomando relevância. É importante para a região que esse tipo de movimentação aconteça, afinal são negócios como a Manioca que vão ajudar a construir uma nova economia para a Amazônia”, analisa Mariano Cenamo, CEO da AMAZ e diretor de novos negócios do Idesam.

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AMAZ integra proposta selecionada na Chamada Impulso Colaborativo

Foto: Deivyson Fernandes/Flickr

A Coalizão pelo Impacto divulgou os selecionados pela Chamada Impulso Colaborativo, que promove aprendizado e troca de conhecimento entre organizações que atuam em diferentes cidades da Coalizão: Belém, Brasília, Campinas, Fortaleza, Paranaguá e Porto Alegre.

A intenção é inspirar colaborações e inovações sociais que ampliem o potencial das iniciativas. Ao todo, foram selecionados cinco projetos, a partir dos seguintes critérios de seleção, além do alinhamento com a agenda da Coalizão pelo Impacto: relevância da colaboração, foco na ampliação de referências locais e uso eficiente dos recursos disponíveis.

A AMAZ, juntamente com o Centro de Empreendedorismo da Amazônia, Planet Coworking e Programa Challenge Experience, integram a proposta “Bioeconomia da Caatinga”, cujo objetivo é dinamizar e estruturar o ecossistema de negócios de impacto na região e promover a restauração do bioma.

A Amazônia será usada como exemplo inspirador nessa construção focada na bioeconomia, por meio das experiências do Centro de Empreendedorismo da Amazônia e da AMAZ, como benchmark de boas práticas que contribuirá para acelerar o desenvolvimento do ecossistema e fomentar a colaboração, com uma rede local de cooperação em prol da bioeconomia da Caatinga.

As atividades serão desenvolvidas no primeiro semestre de 2023, e incluem rodadas de palestras, workshops com dinamizadores e hackaton.

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Vem aí o Pitch Day da Chamada de Negócios 2023

Foto: Rodrigo Duarte/AMAZ

A última etapa de seleção da Chamada 2023 da AMAZ acontece no dia 14/12, quando os negócios finalistas participam de um pitch day ou de rodadas de negócio para apresentar suas empresas a investidores e parceiros do ecossistema de impacto.

Os negócios, que participaram da pré-aceleração, em outubro, contam com o apoio do time da AMAZ para preparar suas apresentações. As conexões serão virtuais, e tanto o pitch day quanto as rodadas de negócios são momentos de aprendizado e construção – já que os feedbacks dos integrantes das bancas preparam os empreendedores para futuras rodadas de captação -, e também oportunidades de atrair investimento e interesse.

Durante a pré-aceleração, os empreendedores tiveram oportunidade de apresentar seus pitches coletivamente, recebendo feedbacks importantes uns dos outros, e também do time da AMAZ. O instrumento recebeu inputs do Modelo C, que foi objeto de trabalho durante o encontro presencial do grupo, e passa agora por refinamentos e ajustes para apresentação aos investidores e parceiros.

“A apresentação dos pitches é um momento para o qual os empreendedores vêm se preparando desde a pré-aceleração. Como é um instrumento dinâmico, com certeza as apresentações já mudaram de lá para cá, especialmente com a construção do Modelo C. A expectativa é vermos o amadurecimento da visão de negócio e de impacto refletido no pitch”, analisa Rafael Moreira Ribeiro, que coordena os processos de seleção e aceleração na AMAZ/Idesam.

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Manawara fecha 2023 com 10 unidades franqueadas

Foto: Divulgação Manawara

Depois de inaugurar um ponto de venda em São Paulo, a Manawara fechou a venda de sete franquias: três unidades na cidade de São Paulo, duas no Rio de Janeiro, uma em Belo Horizonte e outra em Manaus, no Shopping Manauara.

Além disso, a empresa está em fase final de negociação de outras quatro unidades franqueadas.

Segundo Mercio Sena, CEO da empresa, desde que foi inaugurado em São Paulo, em maio deste ano, o ponto de venda próprio, que funciona também como showroom, ampliou suas vendas em 10%.

Hoje são oferecidas 22 opções de produtos, entre balas de frutas de sabores variados, castanhas e biscoitos. Alimentos como açaí, guaraná, taperebá e cupuaçu estão presentes em jujubas e outros produtos veganos, sem glúten nem lactose. Um novo sabor está em desenvolvimento e logo será oferecido aos clientes: uma bala composta por um blend de bananas 

Em sua cadeia produtiva, a empresa busca valorizar produtores da região amazônica. O guaraná utilizado vem de Maués, a castanha é proveniente da Assoab (Associação dos Agropecuários de Beruri), que atua na Resex Mamirauá. O polvilho dos biscoitos vem de Iranduba, o mel de Boa Vista do Ramos, a farinha de coco de produtores do Acre.

A Manawara encerra 2023 com pelo menos 10 franquias vendidas, e projeta  chegar a 15 em 2024.

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Negócios finalistas da Chamada 2023 da AMAZ participam de pré-aceleração

Foto: Rodrigo Duarte/AMAZ

Em outubro, representantes dos nove negócios finalistas da Chamada 2023 da AMAZ se reuniram em Manaus para dar início ao processo de pré-aceleração, etapa final do processo de seleção que vai definir quais negócios serão acelerados, receberão investimento e passarão a integrar o portfólio da aceleradora em 2024.

Empreendedores e empreendedoras estiveram imersos durante três dias de trabalho intenso, em um encontro presencial realizado em Manaus, no qual o grupo trabalhou, de modo individualizado e coletivo, o Modelo C, incluindo Teoria de Mudança, matriz de impacto e modelo de negócios.

Foram dias em que a confiança estabelecida entre o grupo proporcionou que todos avançassem no desenho individual de seus negócios, mas também contribuíssem para o avanço dos demais. A troca e as conexões estabelecidas giram em torno de aprendizados e desafios compartilhados sobre o empreender na Amazônia.

“A oficina de pré-aceleração tem como objetivo ser o primeiro encontro presencial com os negócios finalistas e os possíveis selecionados para investimento e aceleração na próxima jornada. É um momento em que a gente consegue conectar o diagnóstico de lacunas e demandas de apoio com o plano de aceleração, juntamente com o investimento que será realizado pela AMAZ”, define Gabriela Sousa, responsável pela aceleração de negócios e gestão institucional da AMAZ/Idesam.

Os participantes do encontro elogiaram a metodologia de trabalho proposta ao longo dos três dias, como também as trocas e conexões, sentindo-se parte de uma rede que partilha desafios semelhantes.

“A oficina de pré-aceleração nos ajuda a aprofundar entendimentos e análises que realizamos desde a Chamada, sobre cada um dos finalistas, e apoiá-los em demandas que tenham, principalmente relacionadas a modelagem e desenho de impacto.  Teve como resultado a constituição do Modelo C para os negócios que ainda não conheciam a ferramenta, e o aprimoramento para aqueles que já a haviam utilizado. Além disso, houve uma importante troca de saberes e a constituição de uma rede de relacionamento entre os participantes da oficina, e alguns projetos de parceria operacional podem surgir a partir desse encontro”, analisa  Rafael Moreira Ribeiro, responsável pela seleção de negócios da AMAZ/Idesam. 

Os negócios participantes do processo de pré-aceleração são: Amaz Amazon Super Plants, Apoena, ATLAS Florestal, BioAmazon, Coordenada Rural, FarFarm, Flor da Samaúma, MOMA e Zeno Nativo. Eles foram selecionados dentre 112 inscritos na Chamada 2023 da AMAZ. 

Os nove negócios finalistas atuam com soluções inovadoras para o desenvolvimento de produtos e serviços em cadeias de valor estratégicas para a conservação da Amazônia, tais como reflorestamento e produção agroflorestal, agricultura, pecuária e produção rural sustentável, produtos da sociobiodiversidade e cosméticos. 

Estão localizados nos estados do Pará, Amazonas, Amapá, Maranhão, São Paulo e em Santa Mônica, na Califórnia (EUA). A Chamada 2023 possibilitou a inscrição de negócios cuja atuação se dá na Amazônia Legal, mas que poderiam também estar baseados em outras regiões do país. 

A pré-aceleração prossegue ao longo de um mês, virtualmente, com acesso a assessorias, mentorias e apoio técnico da equipe da AMAZ e do Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia). 

O objetivo é ajudar os empreendedores a compreenderem e maximizar a capacidade de crescimento dos negócios em termos financeiros, técnicos, operacionais e, especialmente, de impacto socioambiental positivo.

A última etapa do processo é a participação em um pitch day, que será promovido pela AMAZ no fim de novembro, e logo depois serão anunciados os negócios selecionados para aceleração e investimento em 2024.

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Vivalá recebe certificação do Sistema B, fecha parceria com a Gol e divulga calendário de expedições

Foto: Vivalá/divulgação

Depois de um detalhado processo de auditoria realizado pelo Sistema B, a Vivalá recebeu a pontuação final de 97.7 pontos, o que representa a maior nota na certificação do setor de turismo no país e a sétima maior do mundo, colocando a empresa na vanguarda do turismo sustentável no Brasil.

Além disso, o grupo GOL, por meio de sua operadora Smiles Viagens, passou a distribuir as expedições da Vivalá em seus canais oficiais. A parceria é parte da estratégia ESG do grupo, buscando incentivar o turismo sustentável em Unidades de Conservação e junto a comunidades tradicionais, gerando impacto socioambiental positivo para viajantes, comunidades e para o planeta. A empresa também foi convidada a participar do lançamento das ações de sustentabilidade da companhia aérea, batizada de #MeuVooCompensa.

Calendário de expedições para a Amazônia em 2024

O calendário de expedições promovidas pela Vivalá para a Amazônia em 2024 já está disponível! Serão oferecidos como destino Rio Negro, Rio Tapajós e Aldeia Shanenawa.

Para a expedição Amazônia Rio Negro, a Vivalá criou uma experiência imersiva às margens do Rio Negro, que inclui conhecer a comunidade ribeirinha local e apoiar a comunidade.

Já a expedição Amazônia Rio Tapajós parte de Alter do Chão, no Pará, partindo de barco e visitando as praias paradisíacas, até atracar na Floresta Nacional do Tapajós e conhecer a floresta amazônica junto às comunidades ribeirinhas.

O terceiro destino oferecido fica no Acre, na Aldeia Shanenawa, partindo da capital, Rio Branco, rumo a uma imersão na cultura dos povos ancestrais, com roteiro exclusivo que inclui espiritualidade, cultura e a luta por direitos dos Shanenawa.


Além da Amazônia, a Vivalá oferece expedições para diversos outros destinos. A empresa já promoveu 215 expedições com a participação de mais de 3 mil viajantes de 21 países, injetando R$ 3,5 milhões nas economias locais em 16 áreas preservadas do país.

Para acessar o calendário de expedições, acesse o site da Vivalá.

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Negócios da sociobioeconomia com atuação na Amazônia criam associação

Foto: Divulgação Assobio

No final de agosto, 25 negócios com atuação na Amazônia se reuniram em Belém (PA) e fundaram a Assobio (Associação de Negócios da Sociobioeconomia da Amazônia).

Com a intenção de atuar em rede, buscando fortalecer a cooperação e representatividade entre os negócios ligados à sociobiodiversidade da região, a associação reúne negócios de diversos setores, incluindo alimentos, bebidas, cosméticos, moda e serviços que têm em comum o propósito de promover desenvolvimento sustentável na Amazônia, incentivar o empreendedorismo e potencializar a articulação entre atores.

A AMAZ esteve presente, como observadora, à assembleia que aprovou o estatuto da Assobio, que tem em seu quadro muitos negócios que passaram por jornadas promovidas pela aceleradora e também pelo Programa Floresta+ Aceleração, promovido pelo PNUD e pelo MMA, que tem como parceiros executores Idesam, AMAZ e Sense-Lab. E também negócios que hoje integram o portfólio da aceleradora.

A Assobio informa que conta com apoio da Fundação Certi, GIZ, Clua e CESUPA.

“Gerar negócios inovadores e sustentáveis na Amazônia é, além de uma oportunidade para a região, uma nova forma de o Brasil valorizar suas riquezas e gerar desenvolvimento a partir delas, agindo local e pensando globalmente. Por muitas vezes tentamos copiar modelos estrangeiros e os negócios que se associam aqui mostram inovações partindo do nosso bioma e da nossa identidade, um caminho oportuno e necessário quando temos o privilégio e a responsabilidade de nascer com uma Amazônia dentro de casa”, destaca Paulo Reis, presidente da associação.

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Mahta desenvolve novos produtos e adota embalagem com selo I’m Green

Cerca de quatro meses após  lançar um produto inovador – o leite de castanha em pó -, a Mahta segue desenvolvendo produtos, promovendo melhorias nas embalagens e oferecendo opções de praticidade e sustentabilidade.

Em agosto, o negócio lançou um novo tamanho de embalagem para seu primeiro produto de mercado, o Superfoods Amazônicos em Pó, oferecendo opções de 840g (econômica) e 360g. O leite de castanha em pó já estava disponível em embalagens de 240g e 600h.

Além disso, a Mahta mudou o material das embalagens, que passaram a ser confeccionadas em bioplástico à base de cana-de-açúcar, com impressão direta, trazendo o selo I’m Green – que confere menor pegada de carbono e facilidade para reciclagem.

E mais uma novidade vem aí: um supercoffee com ingredientes amazônicos e naturais – Café Apuí Agroflorestal, guaraná de Maués e Marapuama.

Leite de castanha tem boa aceitação de público

O leite de castanha em pó foi lançado durante a Naturaltech, maior feira de produtos naturais da América Latina, em junho deste ano, momento em que a Mahta anunciou também a chegada de um novo sócio: o Chef paraense Thiago Castanho.

“A aceitação do leite pelo público tem sido muito boa. O diferencial do produto, além da inovação, é substituir o leite animal, tendo grande apelo aos veganos e, ao mesmo tempo, contribuindo para a questão climática, tanto pela conservação de áreas como pela não emissão de metano proveniente da produção de leite animal. Além de ser o primeiro leite vegetal de castanha em pó do mundo, ele é 100% regenerativo, porque a castanha vem do extrativismo de pequenos produtores da Amazônia”, diz Max Petrucci, sócio fundador da Mahta.

Max destaca a redução da pegada de carbono e vários outros pontos de vantagem: “Você carrega uma embalagem de 240 gramas ao invés de 5 litros, que é a quantidade de leite de castanha que a embalagem econômica produz. Além da questão do transporte, são cinco embalagens de tetrapack a menos por pacote. E a possibilidade de preparar a quantidade de leite que a pessoa quiser, em diferentes diluições. O preço por litro de leite da assinatura da embalagem econômica (600g) fica cerca de 30% mais barato do que similares líquidos comprados no supermercado.”

Desde o lançamento do produto no mercado, as vendas do leite de castanha em pó vêm crescendo cerca de 30% ao mês. E a Mahta projeta o crescimento da empresa em 600% entre janeiro de 2023 e janeiro de 2024.

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Academia Amazônia Ensina promove expedição com comunicadores da Aberje

Foto: ACAE/Divulgação

Conhecer para comunicar. Esse é o mote da expedição que a Academia Amazônia Ensina (ACAE) promove nos próximos dias 01 a 06 de outubro, voltada a membros da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), e que conta com o patrocínio da multinacional alemã Basf e do Itaú Unibanco, além do apoio da Bayer e da LATAM Airlines.

A ACAE preparou um roteiro exclusivo para os profissionais que trabalham com comunicação e sustentabilidade nas empresas. A jornada “Dos Saberes Tradicionais à Ciência Contemporânea: formando Comunicadores para a Sustentabilidade” prevê o contato com pessoas, espaços e dinâmicas que abrangem temas como pesquisa e desenvolvimento, bioeconomia, empreendedorismo de base comunitária e cadeias produtivas sustentáveis, por exemplo. Os participantes também vão acompanhar palestras, visitas técnicas, fazer passeios culturais e conhecer trilhas guiadas, tanto por terra quanto por água.

Maria Eugênia Rocha Tezza, diretora-executiva da ACAE, destaca que um dos grandes diferenciais das expedições promovidas pela Academia é que a vivência é guiada por pessoas que vivem na Amazônia, como líderes comunitários, representantes de instituições de ensino e pesquisa brasileiras e por comunicadores locais.

“Quando falamos da Amazônia, falamos, principalmente, das pessoas, do povo da floresta. Temos uma imensidão verde de floresta formando uma biodiversidade incalculável, mas as pessoas são o ponto alto desta jornada em específico, que tem o foco no poder da comunicação para a promoção de práticas sustentáveis e estímulo à conservação e proteção da natureza. Vamos conversar com o pesquisador nascido e criado em Manaus, com um conhecimento muito aprofundado e específico sobre determinada área da natureza, e com o ribeirinho, empreendedor de turismo e base comunitária, por exemplo. São pessoas e histórias riquíssimas, e experiências de tirar o fôlego”, diz Maria Eugênia.

ACAE realiza cinco expedições em 2023

Neste ano, a Academia Amazônia Ensina promoveu duas expedições abertas ao público, em janeiro e julho. Nesta última, contou com acompanhamento da Emissora Globo no Paraná, que prepara matéria especial sobre conexões entre a Amazônia e a Mata Atlântica. Em maio, uma terceira expedição foi promovida, desta vez envolvendo duas trupes de teatro, uma brasileira e outra da Dinamarca.

Em agosto, a ACAE realizou a expedição Latimpacto, voltada a público internacional que esteve no Brasil participando da  Conferência Impact Minds 2023: Stand Together 2023, com o olhar para desafios e oportunidades dos negócios relacionados à bioeconomia. E ruma agora para a quinta expedição do ano junto com a Aberje, envolvendo as áreas de sustentabilidade, comunicação empresarial e corporativa e gestão social das empresas.

“Estamos muito felizes com o caminho que a ACAE tem tomado. Percebemos a importância de estar nesses diferentes ambientes para que o diálogo aconteça, mas também para que coisas concretas possam acontecer. Sinto que a Academia está fazendo o seu papel, proposto desde sempre, que é preparar as pessoas para os desafios econômicos, sociais e ecológicos do século 21. E estamos muito entusiasmados com essa abertura, principalmente com o público B2B, corporativo, para entender a Amazônia dessa maneira contextualizada”, destaca Maria Eugênia.

E a ACAE já está também com inscrições abertas para a expedição de janeiro de 2024, aberta ao público, tendo já preenchido 50% das vagas oferecidas.

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AMAZ divulga negócios selecionados para pré-aceleração  

Foto: Rodrigo Duarte

Grupo se reúne em outubro, em Manaus, para imersão de atividades voltadas a desenvolver plano de negócio e tese de impacto socioambiental 

De 16 a 20 de outubro, empreendedores de 9 negócios selecionados pela AMAZ aceleradora de impacto para participarem do processo de pré-aceleração estarão juntos em Manaus, em uma jornada de imersão para desenvolver seus planos de negócios e tese de impacto socioambiental na Amazônia.   

Os negócios que participarão do processo de pré-aceleração são: Amaz amazon Super Plants, Apoena, ATLAS Florestal, BioAmazon, Coordenada Rural, FarFarm, Flor da Samaúma, MOMA e Zeno Nativo. Eles foram selecionados dentre 112 inscritos na Chamada 2023 da AMAZ. 

A pré-aceleração se inicia com o encontro presencial e prossegue ao longo de um mês, virtualmente, com acesso a assessorias, mentorias e apoio técnico da equipe da AMAZ e do Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia). 

O objetivo é ajudar os empreendedores a compreenderem e maximizar a capacidade de crescimento dos negócios em termos financeiros, técnicos, operacionais e, especialmente, de impacto socioambiental positivo. 

O desempenho dos negócios nesse período definirá aqueles que serão acelerados e receberão investimento em 2024, passando a integrar o portfólio da AMAZ.  

“A pré-aceleração é a etapa final do processo de seleção, mas é também onde começamos a entender as necessidades dos negócios para traçar a jornada da aceleração para aqueles que forem selecionados. Todos os 9 que chegaram até aqui receberão nosso apoio durante um mês na fase de pré-aceleração, o que os qualifica para buscar novos apoios ou ingressar em outros processos de aceleração, como também no desenho de suas teses de impacto,” define Rafael Moreira Ribeiro, responsável pela seleção de negócios da AMAZ/Idesam. 

Os 9 negócios finalistas atuam com soluções inovadoras para o desenvolvimento de produtos e serviços em cadeias de valor estratégicas para a conservação da Amazônia, tais como reflorestamento e produção agroflorestal, agricultura, pecuária e produção rural sustentável, produtos da sociobiodiversidade e cosméticos. 

Estão localizados nos estados do Pará, Amazonas, Amapá, Maranhão, São Paulo e em Santa Mônica, na Califórnia (EUA). A Chamada 2023 possibilitou a inscrição de negócios cuja atuação se dá na Amazônia Legal, mas que poderiam também estar baseados em outras regiões do país. 

A seleção da AMAZ teve o olhar focado em negócios em estágio inicial (“early stage”) que tenham já validado seu produto ou serviço no mercado e de preferência já estejam faturando mais de R$ 500 mil por ano.  A maioria dos negócios está em fase de tração e organização. Alguns empreendimentos em estágios anteriores foram selecionados pela apresentação de soluções inovadoras e com potencial de ganhar escala pós-aceleração. 

Os empreendimentos selecionados para aceleração e investimento em 2024 serão anunciados em dezembro. 

Conheça os negócios selecionados para a pré-aceleração: 

AMAZ Amazon Super Plants = Atua com a criação de bebidas feitas com ingredientes sustentáveis que contribuem para a regeneração do planeta e para o bem-estar das pessoas. A startup foi construída em torno da Agrofloresta Regenerativa e do apoio à biodiversidade na Floresta Amazônica, utilizando ingredientes como erva-mate, Raiz de Suma, cogumelos da Floresta Yanomami e casca de Muirapuama e guaraná. Está sediada em Santa Mônica, Califórnia (EUA).  

Apoena = Busca melhorar as condições de trabalho das quebradeiras de babaçu, aumentar o potencial econômico e mercadológico do Coco Babaçu e a geração de renda das pessoas envolvidas. Local de atuação: estado do MA. 

BioAmazon = Empresa de base tecnológica com foco no desenvolvimento de novos bioinsumos para o agronegócio. Disponibiliza a seus clientes uma plataforma de Bioprocesso como um Serviço (BPaaS). Busca entregar ao agricultor rural praticidade e segurança na produção dos microrganismos por meio da produção própria de bioinsumos. Local de atuação: estado do AM. 

Flor da Samaúma = Atua em bioeconomia e ecoturismo e busca a ampliação da capacidade produtiva de vinhos de açaí, cupuaçu e taperebá na fazenda em que está instalada uma vinícola desses produtos. Local de atuação: estado do AP. 

Zeno Nativo= Produção de amêndoas de cacau nativo fino e Castanhas do Pará de alta qualidade.  O projeto busca expandir a produção e venda de amêndoas de cacau e castanhas. Local de atuação: estado do PA. 

ATLAS Florestal = Empresa de restauração florestal produtiva. Planeja, modela, implanta e monitora florestas produtivas, com um conselho técnico multidisciplinar capaz de desenvolver ações regenerativas e personalizadas. Atua em toda cadeia da restauração florestal e agroflorestas. Está sediada no estado de SP. 

Coordenada Rural = Consiste na proposta de atendimento socioprodutivo a agricultores familiares que possuem no cultivo do cacau em Sistema Agroflorestal e bovinocultura dupla aptidão como suas principais fontes de renda, a fim de possibilitar a execução de ações que visam à melhoria da qualidade de vida com o aumento da produtividade e geração de renda aos produtores rurais. Local de atuação: estado do PA. 

FarFarm = Consultoria que ajuda empresas a potencializarem suas cadeias produtivas como protagonistas das marcas, por meio de relacionamento com comunidades da Amazônia. Local de atuação: estados do PA e MT. 

MOMA = Cosméticos naturais elaborados com insumos de óleos amazônicos e embalagens 100% compostáveis, que buscam fortalecer suas cadeias de valor através do comércio justo e capacitação de fornecedores. Está sediada em SP. Locais de atuação: estados de PA, AM, AC e AP. 

Sobre a AMAZ  

A AMAZ aceleradora de impacto é coordenada pelo Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia), e conta com um fundo de financiamento híbrido (blended finance) de R$ 25 milhões para investimento em negócios de impacto nos próximos cinco anos, o primeiro voltado exclusivamente para a região.    Tem como fundadores e parceiros estratégicos Fundo Vale, Instituto humanize, ICS (Instituto Clima e Sociedade), Good Energies Foundation, Fundo JBS pela Amazônia e PPA (Plataforma Parceiros pela Amazônia). Conta também com uma ampla rede de parceiros como Move.Social, Sense-Lab, ICE, Climate Ventures, SBSA Advogados, Mercado Livre, Costa Brasil e investidores privados.