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Startups com impacto na Amazônia ganham prêmios de inovação e sustentabilidade

As foodtechs Mazô Maná e Mahta e a fintech ForestiFI, startups do portfólio de negócios da Amaz —aceleradora de negócios de impacto coordenada pelo Idesam — se destacaram em premiações nacionais e internacionais mostrando como a biodiversidade amazônica pode inspirar soluções inovadoras e de impacto socioambiental.

A Mazô Maná foi eleita Startup do Ano na categoria ESG no programa Future Builders, promovido pela ACE Ventures, durante o ACE Summit 2025. Criada em 2022, em Altamira (PA), com a missão de nutrir o mundo a partir da abundância e da sabedoria da floresta, a empresa combina múltiplos ingredientes amazônicos num supershake e atua em parceria com comunidades tradicionais e povos originários da região do Terra do Meio, no Xingu.

Para Zé Porto, co-CEO da empresa, o reconhecimento valida um modelo de negócio que rompe com a lógica tradicional das startups, colocando a floresta no centro da solução. “A Mazô Maná nasce a partir de uma necessidade da floresta e constrói um modelo múltiplo em torno disso para gerar impacto. Esse prêmio mostra que é possível pensar em inovação para além do ganho financeiro, colocando a floresta no centro da solução”, afirmou

A Mazô Maná cria superalimentos com insumos da Amazônia (Divulgação/Amaz)

Zé também ressaltou que a essência da Mazô Maná está diretamente conectada aos princípios ESG, não como uma estratégia paralela, mas como parte da própria estrutura do negócio. Segundo o empresário, essa abordagem tem se refletido em impactos concretos, como a criação de mecanismos de remuneração para povos da floresta e a valorização de ingredientes amazônicos junto a grandes empresas.

“Não tratamos ESG como um capítulo à parte, ele está na concepção da Mazô Maná. Toda a governança é construída com transparência e inclusão das comunidades, e isso gera impactos reais, desde mecanismos que remuneram serviços socioambientais até o incentivo para que grandes empresas reconheçam o valor dos ingredientes da Amazônia”, pontuou.

Superfood vence Startup Innovation Awards

Já a Mahta, foodtech que atua na área da suplementação alimentar e atualmente opera com 5 produtos, conquistou a medalha de ouro no Startup Innovation Awards – promovido pelo Food Ingredients South America – na categoria Inovação em Saudabilidade, com o produto Mahta Shake de Superfoods (sabor açaí e camu-camu).

O blend reúne 14 ingredientes, incluindo sete frutas amazônicas liofilizadas, a torta de castanha-do-Brasil como fonte proteica e a polpa de cupuaçu agroflorestal desenvolvida em parceria com a Cooperativa RECA, em Rondônia. Para Larissa Bueno, gerente de inovação da startup, a premiação reforça o papel da biodiversidade amazônica como motor de inovação em alimentos.

A Mahta desenvolve alimentos funcionais em pó, com ingredientes da floresta (DIvulgação/Amaz)

“Sabemos que uma das melhores formas de preservar a biodiversidade é fazendo o uso sustentável dela. Para a Mahta, a inovação é uma ferramenta-chave para viabilizar a ampla aplicação da biodiversidade amazônica e o desenvolvimento de suas cadeias de valor. No entanto, esse uso deve ser realizado segundo os princípios que regulamentam o acesso à biodiversidade e a partir de um olhar sistêmico que envolve a tecnologia nutricional, a justiça social e práticas regenerativas do uso da terra”, destacou.

A premiação é uma das mais tradicionais do segmento de alimentos e bebidas e historicamente reconhece empresas e produtos que unem ciência e funcionalidade. Em 2023, a Mahta ganhou o prêmio de 1º e 2º lugar na categoria ‘Produto mais Inovador’, com os produtos Superfoods Shake – sabor cacau e Mahta Coffee – sabor Original, respectivamente. Em 2024 o primeiro lugar do prêmio ficou com a bebida em pó de castanha-do-brasil da Mahta, na categoria ‘Produto mais Inovador’.

Mais uma vez ser finalista na premiação coloca a startup em destaque nacional, reforçando o compromisso com um futuro mais saudável, justo e conectado à comunidade que acredita no potencial da floresta amazônica.

ForestiFI na COP 30

A ForestiFi, fintech que tokeniza ativos das cadeias de manejo sustentáveis da Amazônia, foi selecionada no Demoday promovido pelo Hub de Inovação Climática, em São Paulo. A startup recebeu aporte na ordem de R$ 45 mil para ampliar sua plataforma de investimentos, além de passagens e hospedagens para que os representantes da empresa participem da COP 30, em Belém.

Segundo Macaulay Abreu, co-fundador da ForestiFi, o aporte representa mais do que um incentivo financeiro, abrindo espaço para conexões estratégicas em nível global, especialmente no contexto da próxima COP. “O recurso acaba sendo algo incremental. Nosso foco principal será nos preparar para a agenda que vai ser construída na COP junto com os organizadores e patrocinadores do programa. A expectativa é ampliar conexões estratégicas, desenvolver novos instrumentos de captação e dar continuidade ao aperfeiçoamento do que já estamos realizando”, explicou.

A ForestiFi facilita e potencia investimentos em cadeias produtivas na Amazônia (Divulgação/Amaz)

Para ele, o reconhecimento no evento também reforça a consistência do trabalho desenvolvido pela empresa na região amazônica. A Startup tokeniza ativos naturais viablockchain, gerando rastreabilidade e renda para agricultores e extrativistas, ao mesmo tempo em que conecta projetos locais a investidores interessados em impacto socioambiental.

“Havia vários negócios de alto nível concorrendo, mas acreditamos que a adesão e o modelo que estamos desenvolvendo foram diferenciais para esse destaque. Isso comprova que nosso trabalho é pioneiro na região e que os resultados obtidos têm sido significativos, reconhecidos tanto por parceiros quanto por organizações beneficiadas e investidores”, completou o co-fundador.

O ACE Summit e o Food Ingredients South America são eventos de referência em seus segmentos, valorizando iniciativas que incorporam critérios socioambientais, como é o caso da categoria ESG — do inglês Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança) —, utilizada para avaliar empresas que integram em sua atuação virtudes como sustentabilidade, responsabilidade social e transparência na gestão. Já o Hub de Inovação Climática é uma iniciativa que apoia negócios voltados à adaptação e mitigação dos efeitos negativos das mudanças climáticas.

A Amaz Aceleradora

A Mazô Maná, a Mahta e a ForestiFi integram o portfólio da Amaz Aceleradora de Impacto, iniciativa do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) que apoia negócios com soluções para os desafios da região, desde sustentabilidade até geração de renda para comunidades locais.

Iniciativas como essa são consideradas estratégicas para a preservação da floresta, ao apoiar startups que conciliam conservação ambiental, uso sustentável da biodiversidade e geração de valor econômico. Dessa forma, é possível fortalecer cadeias produtivas locais, ampliar impactos socioambientais positivos e promover soluções inovadoras que contribuem para o desenvolvimento sustentável da região.

Texto: Maxi Mídia Comunicação

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Startups da Amaz participam do Encontro+B Amazônia 2025 em Belém

As startups do portfólio da Amaz Aceleradora de Impacto, coordenada pelo Idesam, participaram do Encontro+B Amazônia 2025, que aconteceu de 3 a 5 de setembro em Belém (PA). As empresas, por meio de seus fundadores e sócios, fizeram parte de painéis, conexões e experiências que colocam a Amazônia no centro da agenda global.

Entre os destaques está a Tucum, representada pela CEO, Amanda Santana, que integra o painel “Elevando o Nível” no primeiro dia de evento, com a apresentação “Caso de Empresa B, aumentando o nível de impacto”. Para Amanda, a certificação B traduz o propósito da empresa e conecta sua atuação às transformações que o mercado exige.

“Desde que o Sistema B chegou ao Brasil a gente já se identificava. Diferente de muitas empresas que precisam se adequar, a Tucum praticamente nasceu uma empresa B. Sempre foi um desafio para a gente, por sermos um negócio pequeno, mas durante a pandemia decidimos focar nisso porque fazia parte do nosso propósito”, afirmou.

Sobre o Encontro+B, a empresária destacou a emoção de participar pela primeira vez, ainda mais em uma edição realizada na Amazônia. “Estou muito animada, é uma grande honra e, também, uma grande responsabilidade representar a região. Fui convidada para apresentar o case da Tucum no primeiro dia, como um dos destaques de impacto, e isso me deixa ansiosa e honrada. Vai ser especial estar em Belém, olhando no olho de tantas pessoas, tão perto da COP30. Acho que será um encontro para ficar na história”, exclamou.

Além da Tucum, outras duas startups do portfólio da Amaz também estarão no palco do Encontro+B. A Manioca, representada por Paulo Reis, e a Mahta, liderada por Max Petrucci, participarão do segundo dia (4) ampliando as vozes do diálogo sobre o tema “Ativando o Futuro”. O painel traz a perspectiva de que as ações coletivas serão protagonistas no legado rumo à COP30, reforçando o papel das empresas B como agentes de transformação.

Não por acaso, em um momento decisivo para o planeta, o Sistema B — movimento global que busca redefinir o capitalismo por meio de empresas comprometidas com o impacto socioambiental — escolheu a cidade de Belém (PA) para sediar a sexta edição do Encontro+B Amazônia 2025.

O evento marca um passo estratégico rumo à COP, em novembro, também na capital paraense, e promete conectar lideranças empresariais, comunidades indígenas, representantes da sociedade civil, investidores e acadêmicos sob o lema “A raiz do futuro”.

Outras perspectivas

A foodetch Tribos Superfoods, também do portfólio de negócios de impacto da Amaz, está buscando a certificação. O CEO da startup, Maurício Pantoja, acompanhou o evento como público e afirmou ver o encontro como um espaço estratégico para aprender e se inspirar em empresas que já trilharam esse caminho.

“A certificação se mostrou bastante compatível ao estilo de negócio e relações que a gente tem buscado. Para nós, além de uma validação de mercado, é também a oportunidade de estar junto de outras empresas que acreditam no impacto social e ambiental, não só na Amazônia, mas em todo o Brasil e no mundo”, explicou Maurício.

O empresário ressaltou ainda que sua participação no Encontro+B Amazônia foi estratégica para acelerar o processo rumo à certificação. “Essa semana foi super importante para conhecer empresas que já trilharam esse caminho, entender como mantêm a consistência ao longo do tempo e, principalmente, aprender em conversas paralelas como podemos nos preparar para conquistar o selo. Mesmo que demore um pouco, a ideia é já aplicar os padrões do Sistema B no nosso dia a dia”, completou.

A Vivalá, mais um negócio do portfólio da aceleradora, também teve um papel especial no evento. Na sexta-feira (5), data em que é celebrado o Dia da Amazônia, a startup em parceria com a Natura conduziu duas experiências de imersão em comunidades locais, levando 80 pessoas para vivenciar na prática a sociobioeconomia. A iniciativa faz parte de um projeto que busca transformar o turismo em fonte alternativa de renda.

“Estar no Encontro+B e proporcionar essas vivências é uma maneira de mostrar que o turismo pode ser um aliado da conservação e do desenvolvimento sustentável. É sobre gerar renda, mas também valorizar os conhecimentos e a cultura das comunidades amazônicas”, pontuou Pedro Gayotto, co-fundador da Vivalá.

Equipe da Vivalá durante imersão amazônica (Divulgação/Amaz)

Realizado desde 2012, o Encontro+B é um dos principais eventos do Movimento B na América Latina. Em sua sexta edição, trouxe o lema “A raiz do futuro” e reúne empreendedores, investidores, organizações e comunidades para discutir soluções de impacto que apontam caminhos para um futuro mais justo, sustentável e coletivo.

Texto: Maxi Mídia Comunicação

A imagem mostra Michelle Guimarães, CEO da Navegam, segurando a Revista da Exame em frente a um painel do ranking "Negócios em Expansão".

Startups da sociobioeconomia amazônica se destacam em ranking de negócios que mais crescem no Brasil

Duas startups do portfólio da AMAZ Aceleradora de Impacto se destacaram na edição 2025 do Ranking Exame Negócios em Expansão, na categoria de R$ 5 a 30 milhões de faturamento anual: a Navegam, que revoluciona a mobilidade no Amazonas, ao digitalizar a venda de passagens fluviais e facilitar o acesso entre os municípios ribeirinhos, e a Mahta, que combina ciência e saberes ancestrais para criar superalimentos que regeneram tanto o corpo humano quanto o bioma amazônico.

A seleção, reconhecida nacionalmente, é realizada pela revista Exame em parceria com o BTG Pactual, e avalia empresas de alto crescimento com base na variação percentual da Receita Operacional Líquida (ROL). Navegam e Matha fazem parte do seleto grupo de 470 negócios que mais crescem no Brasil e já haviam sido ranqueadas em edições anteriores. Em 2024, a Mahta ocupou a 3ª posição nessa faixa de faturamento e a Navegam também figurou no ranking de 2023 e retorna em 2025 como referência no setor de logística fluvial na Amazônia – um dos maiores desafios da nossa região.

Para a CEO da Navegam, Michelle Guimarães, estar no ranking é uma grande oportunidade para mostrar o trabalho desenvolvido pela startup, além de inspirar outros empreendedores.

“Eu tenho uma relação muito especial com a Exame, desde os anos 2000, quando eu tinha 15 anos. Eu era assinante e sonhava um dia estar presente na revista de alguma forma. E hoje, 25 anos depois, a minha empresa, juntamente com os meus sócios e toda a história que carregamos, está presente na Exame, no ranking Negócios em Expansão. É um reconhecimento e tanto”, declarou a empreendedora de impacto.

Segundo o CEO da Mahta, Max Petrucci, a aparição na lista de empresas evidencia a evolução contínua da startup, e reforça a relevância de modelos de negócio que aliam inovação, propósito e sustentabilidade em todas as etapas do crescimento.

“Para a Mahta, o maior reconhecimento está em mostrar que é possível crescer de forma acelerada sem renunciar ao nosso compromisso com o impacto social e ambiental. Enquanto muitas empresas veem isso como um obstáculo ao crescimento, para nós essa missão é o que nos move e define o valor que entregamos à sociedade.”, afirmou Petrucci.

Max Petrucci, CEO da Mahta (Divulgação/Amaz)

O papel da Amaz nessa jornada

A presença da Mahta e da Navegam no ranking da Exame também evidencia o papel da Amaz Aceleradora na jornada de crescimento desses negócios. Idealizada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), a Amaz tem como missão impulsionar empresas que atuam com impacto socioambiental positivo e que nascem a partir das necessidades e potenciais da região amazônica.

Para Gabriela Santos, Líder de Novos Negócios do Idesam, o reconhecimento nacional das duas startups mostra que é possível conciliar inovação, escala e compromisso com o território. Ela ressalta a trajetória consistente de crescimento da Mahta, e sua evolução mesmo diante de cenários desafiadores, aliada a um modelo de impacto baseado em regeneração ambiental e valorização da sociobiodiversidade.

“A Mahta se destaca por cocriar soluções que respeitam saberes tradicionais, fortalecem cadeias de valor com comunidades e trazem ciência para o centro do impacto positivo. É um negócio que transforma vidas e territórios a partir do alimento e da floresta em pé.”, destacou.

Mahta, startup amazônica de superalimentos (Diulgação/Amaz)

Já no caso da Navegam, que apareceu na 11ª colocação do ranking geral, Gabriela destacou a relevância de uma solução construída a partir da vivência direta na Amazônia.

“A Navegam conecta comunidades e localidades antes invisibilizadas, levando acesso a bens, serviços e oportunidades por meio dos rios. Atuando em um dos maiores gargalos da região, a logística, ela tem se consolidado como a única empresa com capilaridade e experiência suficientes para tornar a logística fluvial mais acessível. A Amaz investe nessa tese por acreditar no seu potencial transformador, que vai muito além da movimentação de mercadorias, mas na ampliação de direitos, inclusão e dignidade na Amazônia profunda.”, concluiu.

Navegam, empresa de soluções em mobilidade fluvial (Divulgação/Amaz)

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Imagem da equipe na mentoria.

Amaz foca em inovação em etapa de mentoria com a Tribo Superfoods

Texto: Maxi Mídia Comunicação

A Tribo Superfoods, empresa do portfólio de negócios Amaz, participou de uma mentoria presencial com a consultora Glaucia Goettenauer, da Tropos Amazônia e o time de aceleração da Amaz. O encontro, realizado na sede do Idesam), em Manaus, teve como foco o aprofundamento da proposta de valor do negócio, etapa estratégica dentro do plano de aceleração personalizado desenvolvido para cada iniciativa acompanhada pela aceleradora.

A mentoria marca a transição entre o primeiro e o segundo semestre da jornada de aceleração, momento em que os planos de cada negócio são reavaliados para definir os próximos passos com ainda mais foco e clareza. Na startup, o eixo de inovação e processos produtivos foi identificado como prioridade no novo ciclo, e a atividade serviu como ponto de partida para a nova fase.

“A jornada de aceleração entra em uma nova fase, com foco na organização dos negócios e no fortalecimento de seus processos. A partir das mentorias, como a vivenciada pela Tribo Superfoods, cada startup redefine prioridades e traça os próximos passos com mais clareza, buscando crescimento e alinhar desenvolvimento do negócio e impacto positivo.”, observou Rafael Moreira líder de aceleração da Amaz.

Para Glaucia Goettenauer, mentora da Tropos Amazônia, momentos como esse são fundamentais para empresas em diferentes estágios de desenvolvimento. “A mentoria é extremamente estratégica e benéfica para que as startups consigam evoluir e ampliem o horizonte. Dentro da mentoria para a Superfoods, eu trouxe uma expertise de entendimento da cadeia de valor, do impacto que é gerado, e de como nós podemos melhorar esse produto dentro do processo da empresa.”, explicou.

A mentora destacou ainda o potencial que a startup já possui no diálogo com as comunidades, especialmente no mercado de superfrutas. “A Tribo Superfoods já gera um impacto positivo muito grande ao conseguir estabelecer essa ponte entre as cooperativas e o mercado. O simples fato de conectar quem extrai o açaí na ponta com os canais de comercialização já transforma o processo. Ainda há muito espaço para crescer e fortalecer essa comunicação com os produtores e consumidores.”, afirmou a especialista.

A startup

A Tribo Superfoods é uma foodtech paraense que oferece produtos como polpas e pedaços de superfrutos produzidos em solo amazônico. A produção dos alimentos acontece em parceria com produtores regionais, preservando os sabores e saberes originários, além de preservar a floresta.

O CEO da startup, Maurício Pantoja, definiu o encontro como um momento de diagnóstico profundo e alinhamento estratégico. “Foi uma conversa que nos ajudou a olhar para dentro do negócio. Para o nosso propósito, estrutura, equipe, objetivos e métricas. Um momento de se questionar, de entender os pontos críticos e traçar os próximos passos com consciência”, afirmou.

Segundo Maurício, a manhã de trabalho foi intensa e produtiva, reforçando o compromisso da Tribo em crescer com qualidade e manter o impacto positivo nas famílias e comunidades com as quais a empresa se relaciona. “Esse tipo de mentoria nos ajuda a estruturar melhor o negócio, respeitando os limites de um bom trabalho e ampliando nossa capacidade de gerar transformação”, concluiu.

painel BAS 2025

Amaz reafirma que o investimento em bioeconomia precisa se adaptar para atingir a necessidade do território e dos negócios que já estão sendo desenvolvidos 

Texto: Maxi Mídia Comunicacao

Foto: Daniela Lopes

Na segunda edição do Bioeconomy Amazon Summit (BAS), que aconteceu nos dias 30 e 31 de julho no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, os debates, conexões e oportunidades giraram em torno de como destravar os desafios de escala, logística e investimentos para os negócios que já estão em atividade ou em fase de encubação. 

Lançado oficialmente em setembro de 2023 pelo Pacto Global – Rede Brasil e pela gestora de venture capital KPTL, o Bioeconomy Amazon Summit (BAS) tem o objetivo de ampliar a discussão em torno do papel da inovação e do empreendedorismo da Amazônia na agenda global de mudanças climáticas. 

Gabriela Souza, líder de operações da Amaz, aceleradora de impacto coordenada pelo Idesam, destacou no painel “As perspectivas para a Bioeconomia na visão dos articuladores do ecossistema de startups” que o capital para investir em bioeconomia da Amazônia precisa ser paciente.”Que o capital privado que venha seja de forma intencional, de forma catalítica, de forma paciente. Que a gente consiga fazer com que as soluções financeiras realmente entendam as demandas dos negócios para a partir disso desenhar soluções. Acho que quando a gente fala dos negócios do ecossistema, a dificuldade é sempre qual vai ser o próximo apoio financeiro, qual vai ser a próxima captação.”, pontua a gestora. 

Também estavam no debate Carlos Carvalho, diretor de bionegócios do CBA, e a empreendedora Priscila Almeida, da Assobio. Além dos painéis, o evento promoveu rodadas de negócios e reuniu 150 startups na arena empreendedora. 

Conexões de Impacto 

Startups do portfólio da Amaz também marcaram presença, O CEO da Tribo Superfoods, Mauricio Pantoja, destacou a relevância do BAS para encontrar parcerias estratégicas e novos clientes para os negócios. 

“O que é importante aqui são as grandes oportunidades de conectar com outros empreendedores que podem ajudar os nossos negócios, seja pelo fato de atuarem na mesma cadeia de manejo que as que atuamos ou até pela troca nas conversas   com outros empreendedores, aprendendo com a caminhada dos mais experientes.”, observou Pantoja. 

Além da Tribo Superfoods – startup que atua nas cadeias do açaí, cupuaçu e cacau beneficiando duas cooperativas e impacta 340 famílias de comunidades em Igarapé- Mirí e Abaetuba, no Pará – outras startups do portfólio da Amaz  estiveram no evento. 

Na arena empreendedora mais de 150 startups estiveram presentes durante os dois dias de evento, entre elas a empresa de cosméticos agroflorestais, Moma Cosméticos, a que atua na área dos super alimentos, Mazô Maná; a Zeno Nativo, que também atua com alimentos nas cadeias de manejos sustentável do cacau e da castanha e ForestiFI, uma fintech que atua com tokenização de ativos da floresta, todas do portfólio de negócios da Amaz. 

AMAZ Divulgação

Amaz mira expansão com foco em conservação, renda e justiça social até 2030 

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Foto: Divulgação Mazô Maná

Com atuação em mais de 6,4 milhões de hectares na Amazônia Legal, a AMAZ Aceleradora de Impacto beneficiou diretamente 1.959 famílias e 45 organizações sociais, gerando R$ 4 milhões em pagamentos a parceiros locais ao longo de 2024. Os dados fazem parte do Relatório de Impacto 2025, divulgado nesta segunda-feira, 28 de julho, data em que mundialmente é celebrada a conservação da natureza. Os números reforçam o potencial da bioeconomia como motor para o desenvolvimento sustentável na região. 

Coordenada pelo Idesam, a AMAZ chega ao seu quinto ano consolidada como a maior aceleradora de impacto do norte, reunindo um portfólio estratégico de 14 negócios, em 2024, focados na gestão sustentável dos recursos naturais, restauração de ecossistemas e fortalecimento de cadeias produtivas. 

“O relatório firma nosso compromisso com a transparência, mensuração e gestão do impacto positivo socioambiental. Medir a profundidade das transformações no território é um desafio, mas também um norte essencial para seguirmos com propósito”, afirma Mariano Cenamo, CEO da AMAZ e diretor de Novos Negócios do Idesam. 

Startups que fortalecem a bioeconomia da floresta 

Os negócios acelerados atuam em diferentes setores da bioeconomia amazônica, como logística sustentável, alimentação, moda e arte indígena, cosméticos naturais, turismo de base comunitária e regeneração ambiental. O portfólio é intencionalmente diverso, refletindo os múltiplos estágios de maturidade e perfis territoriais da região. 

Para apoiar essas iniciativas, a aceleradora opera por meio de um modelo inovador de blended finance, combinando recursos filantrópicos e privados. Desde sua criação, já captou R$ 25 milhões em investimentos de impacto. 

“A AMAZ atua em pontos-chave para o amadurecimento do ecossistema, oferecendo suporte técnico, jurídico, contábil e mercadológico além do financiamento. O Fundo JBS pela Amazônia reconhece que o investimento realizado vem gerando impacto positivo e concreto na bioeconomia da floresta”, destaca Lucas Scarascia, gerente de Monitoramento de Projetos e Operações do Fundo, um dos financiadores da aceleradora. 

Desafios e aprendizados na mensuração do impacto 

A mensuração do impacto socioambiental é um desafio diante da diversidade de territórios e modelos de negócio.  

Nesta edição, o relatório focou em indicadores sociais e na área total de atuação consolidados devido à complexidade de coleta de dados ,padronizados entre os diferentes contextos – que incluem Terras Indígenas, Unidades de Conservação e Reservas Extrativistas. 

 “Estamos desenvolvendo uma ferramenta própria para avaliar individualmente cada área de atuação, além de avançar na padronização dos dados enviados pelos negócios. A complexidade é grande, mas a qualificação da informação é um compromisso”, explica Gabriela Souza, líder de operações da AMAZ. 

O relatório também contou com a atualização do “Glossário AMAZ” e um novo mapeamento individual dos negócios acelerados. 

Ambição para ampliar o impacto 

Com os olhos voltados para o futuro, a AMAZ estabeleceu metas ousadas até 2030: 

• 80 negócios investidos 

• 10 mil famílias beneficiadas 

• 10 milhões de hectares conservados 

• R$ 75 milhões investidos diretamente na região 

• R$ 25 milhões captados em novos investimentos 

“Seguiremos construindo pontes entre empreendedores, parceiros e investidores. Nosso foco continua sendo o bem-estar de quem vive na Amazônia. A floresta em pé, com gente cuidando dela, é o melhor investimento que podemos fazer”, conclui Mariano Cenamo. 

Sobre a AMAZ 

Com cinco anos de atuação, a Amaz é a maior aceleradora de negócios de impacto com foco na Amazônia Legal. Coordenada pelo Idesam, atua no fortalecimento de empreendedores que contribuem para a conservação da floresta, geração de renda e justiça social na região. 

Créditos - Divulgação

Fórum Brasileiro de Deep Techs 2025 desembarca em Manaus

Idesam é correalizador local na agenda de inovação em bioeconomia 

Realizado pela Wylinka — organização sem fins lucrativos que transforma conhecimento científico em inovação para o desenvolvimento sustentável do país — junto com a Caos Focado — venture builder especializada na criação de startups deep techs — o Fórum Brasileiro de Deep Techs desembarca em Manaus no dia 29 de julho.

Mais do que um evento, o Fórum é onde ciência, tecnologia e propósito se encontram para fortalecer a narrativa da inovação científica no Brasil e impulsionar uma nova economia, baseada em impacto e colaboração. A edição de Manaus conta com o patrocínio da Natura, reforçando o compromisso com iniciativas que unem biodiversidade, ciência e desenvolvimento sustentável.

Com o objetivo de fomentar discussões que gerem impacto local, o Fórum terá painéis voltados à bioeconomia, ao protagonismo da biodiversidade amazônica e à conexão entre ciência e mercado, levantando temas como desburocratização, financiamento e recursos, reunindo especialistas, empreendedores e agentes do ecossistema de inovação.

Como parceiro local, o Idesam agrega valor ao evento, especialmente pelas iniciativas de inovação em bioeconomia e novos negócios. O Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) foi idealizado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e coordenado pelo Idesam com o intuito de captar recursos de investimentos obrigatórios em P&D (Lei de Informática) para geração de novos produtos, serviços e negócios para a Bioeconomia Amazônica.  

Já a AMAZ é a maior aceleradora de negócios de impacto do norte do país, totalmente dedicada aos empreendedores e empreendedoras que atuam na região amazônica gerando impactos positivos para a floresta e suas populações. Seu programa de aceleração é customizado para atender as reais demandas dos negócios que compõem o portfólio durante a jornada de aceleração. 

Mais do que discutir o futuro, o Fórum Brasileiro de Deep Techs quer construí-lo. E o ponto de partida é agora. Inscreva-se e acompanhe todas as novidades deste evento 100% presencial neste link.

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Em desafio internacional para regeneração ambiental, startup brasileira desenvolve suplemento com insumos da Amazônia

A Mahta é uma foodtech que atua na produção de suplementos alimentares com ingredientes da floresta amazônica, entregando valor nutricional aos consumidores e impulsionando a conservação do bioma. Desde 2021, integra o portfólio da Amaz Aceleradora de Impacto, a principal da Região Norte, e recentemente foi uma das finalistas do desafio internacional “O Grande Redesenho de Alimentos”.

Promovido pela Ellen MacArthur Foundation, em parceria com o Sustainable Food Trust, o desafio foi criado como resposta ao relatório “Tornar os alimentos positivos para a natureza a norma”. O documento reconhece os benefícios do design circular de alimentos e busca engajar a indústria de bens de consumo de alto giro (FMCG, na sigla em inglês) na construção de um sistema alimentar mais sustentável.

A partir de workshops e mentorias com especialistas, empreendedores criaram ou redesenharam alimentos focados na regeneração ambiental, atuando desde a seleção dos ingredientes até o desenvolvimento de embalagens sustentáveis.

Um dos participantes foi a Mahta, que utiliza insumos amazônicos como cacau, cupuaçu, açaí, cumarú, graviola, bacuri e taperebá na fabricação de suplementos saudáveis. A empresa desenvolve suas atividades em parceria com comunidades tradicionais e pequenos agricultores que operam em sistemas agroflorestais.

“O que motivou nossa participação foi a grande admiração que temos pela Fundação Ellen MacArthur. É a maior organização mundial que atua pela economia circular. Quando vimos o Desafio, ficamos muito empolgados, pois se alinhava absolutamente com o nosso propósito: repensar a forma com fazemos alimentos.”, explica Max Petrucci, fundador e CEO da startup.

Desenvolvimento de novo produto

A startup apoiada pela Amaz foi contemplada com um subsídio de £30 mil (cerca de R$ 216 mil na cotação da época). O recurso foi destinado ao desenvolvimento de um blend proteico com bacuri, taperebá e castanha-do-Brasil, além de outros ingredientes da Amazônia. Parte do valor também financiou o redesign das embalagens da linha “Superfoods”, agora impressas em polietileno de fonte renovável.

Larissa Bueno, head de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Mahta, afirma que a experiência de troca com outras empresas foi decisiva para fortalecer o ecossistema de negócios sustentáveis na região.

“Entendemos que desafios como logística, garantia da qualidade e fornecimento de insumos são comuns a quase todos os negócios do ecossistema. Isso ressaltou ainda mais a importância de mantermos um diálogo aberto entre esses empreendimentos e da existência de programas que incentivam a economia circular quando trabalhamos com cadeias de valor do bioma”, diz.

Além da Mahta, outras dez empresas brasileiras participaram da jornada. Ao todo, 57 negócios, de 12 países, desenvolveram 141 novos alimentos com potencial de regeneração ambiental.

Reconhecimento

Um dos momentos marcantes do desafio ocorreu neste ano no Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. Os alimentos desenvolvidos foram expostos em unidades do Grupo Carrefour Brasil e da Quitanda, duas redes de supermercados reconhecidas pelo compromisso com a sustentabilidade.

Todos os produtos também receberam o selo “Aliado da Natureza”, criado para orientar consumidores na escolha de alimentos sustentáveis.

Agora, o CEO explica que os próximos passos da Mahta incluem expandir sua atuação comercial e ampliar o alcance do modelo regenerativo.

“O reconhecimento e apoio da Ellen MacArthur Foundation em ampliar a nossa rede de distribuição por meio do acesso às cadeias de grandes varejistas é fundamental. Isso dá incentivo ao plano de expansão do impacto gerado pelo Sistema Regenerativo da Floresta (SRF), que é o nosso modelo”, finaliza Petrucci.

Mais sobre o desafio

O desafio internacional “O Grande Redesenho de Alimentos” é promovido pela Ellen MacArthur Foundation, em parceria com o Sustainable Food Trust, com apoio da People’s Postcode Lottery, Gordon and Betty Moore Foundation e The Schmidt Family Foundation.

TUCUM

Tucum leva arte de povos indígenas brasileiros para Lisboa

A Tucum, primeiro marketplace indígena do Brasil e um dos negócios apoiados pela Amaz Aceleradora de Impacto, está participando da 7ª edição da “Jornada Exportadora”, um programa internacional que segue até esta sexta-feira, 4 de julho, em Lisboa (Portugal).

Desenvolvido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o programa é voltado para empreendedores e negócios que buscam expandir fronteiras comerciais, internacionalizar suas marcas e conquistar espaço em mercados internacionais.

A atual edição tem foco no setor de artesanato brasileiro e beneficia 20 participantes, incluindo artesãos, empreendedores, empresas, associações e cooperativas brasileiras.

Em solo português, a programação da “Jornada Exportadora” inclui webinars, mentorias, seminários com especialistas, visitas técnicas e rodadas com compradores e potenciais parceiros europeus. O objetivo é oferecer uma imersão completa no tema, apresentar oportunidades, ampliar a rede de contatos e fortalecer a competitividade dos negócios.

Fundada em 2013 com uma loja física no Rio de Janeiro (RJ), a Tucum rapidamente percebeu o potencial do ambiente digital. Dois anos depois, tornou-se o primeiro marketplace de arte indígena do país, com a venda de roupas, bolsas, biojoias, artesanato, pinturas, itens de decoração e outros produtos sustentáveis, produzidos por diversos povos indígenas que habitam na Amazônia Legal.

Amanda Santana, sócia-fundadora e diretora criativa da Tucum, destaca a importância da oportunidade para o crescimento do negócio.

“Nós viemos trazer arte indígena do Brasil para Lisboa e entender como o mercado de artesanato brasileiro é visto aqui. Estamos em operação há 12 anos. Por vezes, esses potenciais clientes estão no exterior, o que exige uma dinâmica diferente de venda e envio dos produtos. Então, a expectativa é que [na Jornada] aprendamos muito sobre o funcionamento do mercado português e possamos amadurecer a ideia.”, observa Amanda Santana.

Impacto socioambiental em 2024

Atualmente, a Tucum atua em quatro Unidades de Conservação (UCs) e 56 Terras Indígenas (TIs) distribuídas em oito estados da Amazônia Legal, totalizando uma área de 2,9 milhões de hectares. Além disso, a empresa trabalha em parceria com associações, cooperativas, grupos ou artistas que comercializam artes de seus povos.

Entre os parceiros estão a Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Iriri (AMORERI), Associação de Mulheres Artesãs Ticunas de Bom Caminho (AMATU), Associação dos Ashaninka do Rio Amônia Apiwtxa (APIWTXA) e o Fundo de Artesanato Zo’é (FAZ).

Somente no ano passado, a empresa comprou R$ 538 mil em mercadorias, beneficiando artesãos e artesãs de 106 povos indígenas que vivem em 62 territórios tradicionais. Algumas das etnias que trabalham em parceria são Baniwa, Baré, Guarani, Kayapó, Ticuna e Yanomami.

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Amaz realiza reunião com a comunidade de negócios acelerados e apoia adesão ao Cadimpacto

A Amaz Aceleradora de Impacto em parceria com o escritório SBSA Advogados promoveu um encontro remoto da “Jornada de Aceleração”. Realizado no dia 5 de junho, o encontro contou com mais de 30 participantes e abordou vários assuntos de importância jurídica e contratual para os negócios acelerados.

Gabriela Souza, líder de operações da Amaz, destaca que o objetivo da “Jornada” é criar um espaço de amadurecimento de ideias.

“Este foi o primeiro encontro online da comunidade junto com todos os negócios que fazem parte do nosso portfólio. […]. A ideia é que esses encontros sejam recorrentes para tratar de assuntos que gerem conhecimento, debates e troca de experiência entre os empreendedores.”, pontua a gestora da Amaz.

A principal pauta tratou do Cadastro Nacional de Empreendimentos de Impacto (Cadimpacto). A plataforma, lançada em março pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), busca mapear e dar visibilidade para empresas, iniciativas e atividades comerciais de todo o Brasil que alinhem resultados financeiros com impactos socioambientais positivos.

Além disso, o Cadimpacto se apresenta de forma estratégica para futuras parcerias, investimentos e políticas públicas.

O prazo de adesão segue até 30 de junho pelo link: https://www.gov.br/pt-br/servicos/solicitar-cadastramento-na-plataforma-do-cadastro-nacional-de-empreendimentos-de-impacto-cadimpacto. O cadastro segue os níveis Bronze, Prata e Ouro — que são definidos de acordo com o grau de maturidade do negócio, sustentabilidade financeira e mensuração de impacto.

Debates

Além do “Cadimpacto”, o encontro abordou outros conceitos jurídicos importantes, como “setor 2,5” e “certified B Corp”. Um dos momentos foi reservado para o conceito de “negócio de impacto”, criado pelo Decreto 11.791/2023 e que serve como uma orientação para a criação de políticas públicas.

Outra discussão tratou sobre a regulação do conceito de “benefit corporation” (em português, “sociedades de benefício”), que segue em tramitação, por meio do Projeto de Lei (PL) nº 3.284/2021 no Congresso Nacional.

A Tucum, uma empresa especializada em conectar pessoas com a arte e as expressões estéticas indígenas, participou dos debates, por meio da fundadora Amanda Santana. O negócio detém o Selo B, que reconhece iniciativas comprometidas com o impacto socioambiental positivo. 

“Nós começamos a busca pelo Selo B desde o início (do negócio), há doze anos. Algo que fizemos na segunda mudança de contrato foi colocar uma cláusula, comprometendo-nos a transformar a empresa em ‘B Corp’, a partir dos impactos sociais e ambientais e acima do lucro.”, destaca a empreendedora.

Ela reconhece a importância da certificação, mas aponta limitações no sistema atual e pontos a serem corrigidos.

 “A ferramenta realmente precisa de melhorias, porque ela olha para o impacto (socioambiental), mas acho que ela não é capaz de avaliar o tipo de impacto que nós fazemos, pois, como negócios na Amazônia, poderíamos pontuar muito mais, porém muitas práticas que nós temos sequer são consideradas. ”, finaliza.