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Chamada 2024 da AMAZ segue com inscrições abertas até 12 de abril

Foto: Rodrigo Duarte/AMAZ

Aceleradora busca negócios que gerem impacto positivo para a Amazônia para jornada de aceleração e investimento de até R$ 400 mil

Negócios que geram impacto positivo para a Amazônia, contribuindo para manter a floresta em pé e ao mesmo tempo gerar renda para as populações da região, estão no radar da AMAZ aceleradora de impacto

Estão abertas, até o dia 12/04, as inscrições para a Chamada de Negócios 2024 com o objetivo de encontrar startups e negócios inovadores para serem acelerados e receberem investimento de até R$ 400 mil.

Interessados podem se inscrever e conhecer o regulamento completo da iniciativa na página amaz.org.br/chamada2024.

A AMAZ busca negócios que gerem impacto positivo nas regiões rurais e florestais da Amazônia, possuam produto ou serviço já testado no mercado e operem ou planejem atuar na região.

Podem se inscrever startups e empresas que estejam desenvolvendo negócios de impacto voltados à conservação da floresta, conservação da biodiversidade e ao desenvolvimento socioambiental da Amazônia.

Serão consideradas iniciativas que já estejam desenvolvendo atividades de forma prática e operacional: protótipo desenvolvido, em fase de teste de mercado; produto testado, em fase de lançamento no mercado; ou produto lançado, em fase de captação ou expansão.

São esperados negócios sustentáveis nos setores de: agricultura, pecuária e produção rural sustentável; manejo e produção florestal sustentável; produtos da sociobiodiversidade; reflorestamento e produção agroflorestal; turismo sustentável e de base comunitária; alimentação, cosméticos; artesanato e moda sustentável, logística, comunicação e serviços financeiros; soluções tecnológicas; plataformas de comercialização e acesso a mercados; educação e empreendedorismo de impacto socioambiental; mitigação e adaptação às mudanças climáticas; carbono e outros produtos e serviços socioambientais; tratamento de resíduos sólidos/poluentes e melhoria de acesso a água para comunidades rurais e ribeirinhas.

Ou seja, negócios que geram soluções para os principais problemas sociais e ambientais da Amazônia, buscando conservar ou recuperar áreas de floresta, valorizar os saberes e a biodiversidade, gerar renda e qualidade de vida para as comunidades rurais e ribeirinhas.

Dentre os benefícios oferecidos pela AMAZ, estão:

  • Desenvolvimento da tese de Impacto e modelagem de negócios
  • Workshops e oficinas de facilitação em temas como gestão e avaliação de impacto, estratégias de mercado, marketing e comunicação, logística etc.
  • Programa de mentorias e acompanhamento 
  • Assessoria jurídica e contábil especializada em negócios de impacto
  • Assessoria de comunicação 
  • Conhecimento e apoio de gestão com acompanhamento
  • Programa de Bolsas e Pequenos Apoios
  • Acesso à rede de investidores e parceiros da AMAZ

“A nossa expectativa para a Chamada em 2024 é não apenas poder avaliar negócios e conhecer negócios interessantes que tenham a finalidade de impacto na Amazônia, mas também de apoiar e facilitar para todos os negócios o caminho até um possível investimento futuro. E isso passa tanto pela aquisição de conhecimento e maturidade sobre qual é o mínimo necessário para realizar essa captação até mesmo uma modelagem de negócio mais avançada, que inclua o impacto como um ativo importante”, analisa Rafael Moreira Ribeiro, responsável pela seleção e aceleração da AMAZ.

A AMAZ aceleradora de impacto é coordenada pelo Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia), e conta com um fundo de financiamento híbrido (blended finance) de R$ 25 milhões para investimento em negócios de impacto nos próximos cinco anos, o primeiro voltado exclusivamente para a região.  

Tem como fundadores e parceiros estratégicos Fundo Vale, Instituto humanize, ICS (Instituto Clima e Sociedade), Good Energies Foundation, Fundo JBS pela Amazônia e PPA (Plataforma Parceiros pela Amazônia). Conta também com uma ampla rede de parceiros como Move.Social, Sense-Lab, Mercado Livre, ICE, SBSA Advogados, Climate Ventures e investidores privados.

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Mahta é selecionada para Scale Up da Endeavour

Foto: Daniel Pinheiro/Divulgação Mahta

O programa Scale Up, da Endeavour, que impulsiona empresas por meio de uma jornada personalizada de aceleração, em conexão direta com uma rede composta por grandes referências de empreendedorismo do Brasil, selecionou a Mahta, empresa do portfólio da AMAZ, para o ciclo do primeiro semestre de 2024. O programa é a porta de entrada para se tornar um empreendedor da rede Endeavour. 

“Quase todas as melhores startups do Brasil fizeram parte do programa de Scale Up da Endeavour. Depois, no futuro – é preciso crescer bastante para isso – as empresas passam por um filtro, que é global, e só cerca de 10 ou 15 no mundo, geralmente duas ou três do Brasil, viram efetivamente empreendedores Endeavour. O Brasil hoje tem dez unicórnios, e nove são da Endeavour. Neste ciclo do Scale Up, a Mahta é a única empresa de produtos de consumo. Como os principais critérios de avaliação e chancela do programa são resultado, crescimento e, especialmente, potencial de crescimento, a maior parte das startups é composta por fintechs, puretechs (tecnologia pura) ou B2B, foco de grande parte dos investimentos. A gente foi uma exceção, o que para nós é uma honra em dobro,” analisa Max Petrucci, sócio fundador da Mahta.

Petrucci, que é inclusive mentor da Endeavour há uma década, destaca a importância desse momento para a Mahta: “Ser parte desse processo é muito importante para nós, em especial por causa da chancela. Ser selecionado entre as melhores 40 startups do Brasil é incrível. E para a gente é um orgulho estar na Endeavour e ser da AMAZ. Uma ponte que a gente pode ajudar a construir inclusive, porque hoje esses dois universos estão distantes. A realidade do empreendedor Endeavour é bem diferente da realidade do empreendedor AMAZ, e vice-versa. As duas iniciativas são muito boas, e tomara que a gente consiga gerar mais aproximação entre esses dois mundos”, completa. 

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AMAZ realiza primeira oficina do ciclo de aceleração 2024

Foto: Andrea Azevedo/AMAZ

A primeira oficina do ciclo de aceleração da AMAZ 2024 aconteceu de 21 a 23/03 e reuniu, em Manaus, os negócios selecionados pela Chamada do ano passado: MOMA e Zeno Nativo.

A programação abordou gestão de indicadores e modelagem de impacto, incluindo o aspecto financeiro. Além do time da AMAZ, os empreendedores contaram com a presença de Sara Sampaio, Diretora Executiva do Café Apuí Agroflorestal, que compartilhou a gestão de indicadores do negócio e o processo de tomada de decisões.

Visitas a outros negócios sediados em Manaus – Na’kau, que faz parte do portfólio da AMAZ, e Warabu -, e também a Centros de Distribuição da Bemol completaram as atividades.

“Essa primeira oficina do ciclo de aceleração 2024 teve como objetivo trabalhar com a noção de como os dados podem ser transformados em informações importantes para a tomada de decisão dos negócios. Trouxemos aspectos teóricos, e também de construção e refinamento de indicadores financeiros dos negócios, trabalho que vai ser continuado ao longo das próximas semanas”, destaca Rafael Moreira, responsável pela seleção e aceleração da AMAZ.

Rafael destaca também a importância das conexões com outros negócios que atuam na Amazônia, com a possibilidade, para os empreendedores em aceleração, de perceber diferentes níveis de organização do conhecimento, e a aproximação com possíveis pontos comerciais para os dois negócios.

Para Vivian Chun, da MOMA, o destaque da oficina foi a demonstração de benchmarks de relatório de impacto robustos: “Isso foi inspirador, como também foi importante a visita ao Centro de Distribuição da Bemol, que é bastante impressionante e dá uma dimensão de grandeza ao lidar com tantas marcas.” A MOMA está em processo de expansão de sua estratégia B2B, e o contato com espaços comerciais com potencialidade de comercialização dos produtos foi um ponto importante desse primeiro encontro presencial conduzido pelo time da AMAZ.

“A aceleração entrega um networking valiosíssimo. E contribui para a minha jornada empreendedora trazendo bastante reflexão e impulsionamento para a MOMA crescer. Cada aceleração que a gente participa é um processo diferente, porque estamos sempre e m diferentes fases do negócio e de maturidade. Então esse processo com a AMAZ traz uns pulsos, perguntas norteadoras para refletirmos sobre se o que estamos fazendo terá resultados e quando, se estamos certos do nosso propósito, enfim. Provocações para a gente melhorar cada vez mais.”

Zeno Gemaque, da Zeno Nativo, destaca os aprendizados com os exemplos: “O trabalho do Café Apuí Agroflorestal chamou muito a minha atenção. Vi que não somos apenas nós que temos dificuldades, eles também enfrentam muitos desafios semelhantes aos nossos. E isso nos dá esperança, porque vimos um projeto semelhante ao nosso que está dando certo. O trabalho com modelagem financeira foram também de suma importância. Saio também com muitas dúvidas e questões, mas sei que vamos encaminhar nas próximas conexões online com a equipe da AMAZ. Tudo isso contribui muito para o nosso crescimento. Aprendemos muita coisa que vamos aplicar aqui na Zeno Nativo.”

Coi Belluzzo, também da Zeno Nativo, faz coro com a importância da conexão com o Café Apuí Agroflorestal e demais negócios: “As visitas que fizemos aos empreendedores da Na’kau e da Warabu, ambos atuantes com cacau amazônico, foram muito importantes para nós. Com certeza essas visitas vão render frutos para nós. Foi uma semana de trabalho bastante intensa, com muita informação para digerir e aplicar no negócio.”

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Vivalá participa do Programa de Aceleração do EmbraturLAB 

Foto: Divulgação Vivalá

A Vivalá, negócio que integra o portfólio da AMAZ, é uma das startups participantes do Programa de Aceleração do EmbraturLAB, que promove a competitividade do setor de turismo a fim de melhorar a experiência dos estrangeiros que visitam o Brasil.

O programa é uma parceria entre o EmbraturLAB e o Turistech Hub Brasil, um dos principais hubs de inovação da América Latina. O Hub foi criado para liderar a agenda de inovação no turismo e fomentar a competitividade e sustentabilidade ambiental do setor. Já o EmbraturLAB conta com parceria entre Embratur, universidades, pesquisadores e empreendedores que estão promovendo ações de inovação no turismo.

Na última fase do processo, prevista para se encerrar em abril, três startups (iFriend, Vivalá e Destinos Inteligentes) realizam testes práticos a partir das soluções turísticas desenvolvidas. A Vivalá realizou a tradução do site e de seus principais materiais para o inglês e o espanhol, aumentando a quantidade de pessoas que podem ser acionadas pelos roteiros sustentáveis, e está desenvolvendo soluções tecnológicas para atrair o público estrangeiro para viver experiências de turismo sustentável no Brasil.

Para a prova de conceito do EmbraturLAB, a Vivalá desenvolveu um roteiro com vivência de aventura de um dia, todo voltado para a sustentabilidade no Rio de Janeiro, com foco na biodiversidade, disponibilizado para o calendário 2024. 

“Destinamos esforços, recursos e tempo no desenvolvimento de um amplo material promocional em português, inglês e espanhol, além do desenvolvimento de uma plataforma de afiliados para que possamos ter tecnologia suficiente para vender o Brasil com parceiros ao redor de todo o mundo em tempo real. Isso será um salto importante na expansão comercial do ecoturismo, aventura e turismo de base comunitária com estrangeiros”, destaca o cofundador e diretor-executivo da Vivalá, Daniel Cabrera.

E os primeiros resultados da prova de conceito estão começando a surgir da Amazônia de forma mais acelerada: “A Amazônia é o bioma que mais recebeu estrangeiros em nosso portfólio. Hoje temos experiências de ecoturismo, turismo de base comunitária e aventura, com comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas, nos estados do Acre, Amazonas, Pará e Tocantins. E, em breve, chegaremos ao quinto estado, Roraima, com experiências em uma das maiores montanhas do Brasil: o Monte Roraima”, completa Cabrera.