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Amaz mira expansão com foco em conservação, renda e justiça social até 2030 

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Foto: Divulgação Mazô Maná

Com atuação em mais de 6,4 milhões de hectares na Amazônia Legal, a AMAZ Aceleradora de Impacto beneficiou diretamente 1.959 famílias e 45 organizações sociais, gerando R$ 4 milhões em pagamentos a parceiros locais ao longo de 2024. Os dados fazem parte do Relatório de Impacto 2025, divulgado nesta segunda-feira, 28 de julho, data em que mundialmente é celebrada a conservação da natureza. Os números reforçam o potencial da bioeconomia como motor para o desenvolvimento sustentável na região. 

Coordenada pelo Idesam, a AMAZ chega ao seu quinto ano consolidada como a maior aceleradora de impacto do norte, reunindo um portfólio estratégico de 14 negócios, em 2024, focados na gestão sustentável dos recursos naturais, restauração de ecossistemas e fortalecimento de cadeias produtivas. 

“O relatório firma nosso compromisso com a transparência, mensuração e gestão do impacto positivo socioambiental. Medir a profundidade das transformações no território é um desafio, mas também um norte essencial para seguirmos com propósito”, afirma Mariano Cenamo, CEO da AMAZ e diretor de Novos Negócios do Idesam. 

Startups que fortalecem a bioeconomia da floresta 

Os negócios acelerados atuam em diferentes setores da bioeconomia amazônica, como logística sustentável, alimentação, moda e arte indígena, cosméticos naturais, turismo de base comunitária e regeneração ambiental. O portfólio é intencionalmente diverso, refletindo os múltiplos estágios de maturidade e perfis territoriais da região. 

Para apoiar essas iniciativas, a aceleradora opera por meio de um modelo inovador de blended finance, combinando recursos filantrópicos e privados. Desde sua criação, já captou R$ 25 milhões em investimentos de impacto. 

“A AMAZ atua em pontos-chave para o amadurecimento do ecossistema, oferecendo suporte técnico, jurídico, contábil e mercadológico além do financiamento. O Fundo JBS pela Amazônia reconhece que o investimento realizado vem gerando impacto positivo e concreto na bioeconomia da floresta”, destaca Lucas Scarascia, gerente de Monitoramento de Projetos e Operações do Fundo, um dos financiadores da aceleradora. 

Desafios e aprendizados na mensuração do impacto 

A mensuração do impacto socioambiental é um desafio diante da diversidade de territórios e modelos de negócio.  

Nesta edição, o relatório focou em indicadores sociais e na área total de atuação consolidados devido à complexidade de coleta de dados ,padronizados entre os diferentes contextos – que incluem Terras Indígenas, Unidades de Conservação e Reservas Extrativistas. 

 “Estamos desenvolvendo uma ferramenta própria para avaliar individualmente cada área de atuação, além de avançar na padronização dos dados enviados pelos negócios. A complexidade é grande, mas a qualificação da informação é um compromisso”, explica Gabriela Souza, líder de operações da AMAZ. 

O relatório também contou com a atualização do “Glossário AMAZ” e um novo mapeamento individual dos negócios acelerados. 

Ambição para ampliar o impacto 

Com os olhos voltados para o futuro, a AMAZ estabeleceu metas ousadas até 2030: 

• 80 negócios investidos 

• 10 mil famílias beneficiadas 

• 10 milhões de hectares conservados 

• R$ 75 milhões investidos diretamente na região 

• R$ 25 milhões captados em novos investimentos 

“Seguiremos construindo pontes entre empreendedores, parceiros e investidores. Nosso foco continua sendo o bem-estar de quem vive na Amazônia. A floresta em pé, com gente cuidando dela, é o melhor investimento que podemos fazer”, conclui Mariano Cenamo. 

Sobre a AMAZ 

Com cinco anos de atuação, a Amaz é a maior aceleradora de negócios de impacto com foco na Amazônia Legal. Coordenada pelo Idesam, atua no fortalecimento de empreendedores que contribuem para a conservação da floresta, geração de renda e justiça social na região. 

Créditos - Divulgação

Fórum Brasileiro de Deep Techs 2025 desembarca em Manaus

Idesam é correalizador local na agenda de inovação em bioeconomia 

Realizado pela Wylinka — organização sem fins lucrativos que transforma conhecimento científico em inovação para o desenvolvimento sustentável do país — junto com a Caos Focado — venture builder especializada na criação de startups deep techs — o Fórum Brasileiro de Deep Techs desembarca em Manaus no dia 29 de julho.

Mais do que um evento, o Fórum é onde ciência, tecnologia e propósito se encontram para fortalecer a narrativa da inovação científica no Brasil e impulsionar uma nova economia, baseada em impacto e colaboração. A edição de Manaus conta com o patrocínio da Natura, reforçando o compromisso com iniciativas que unem biodiversidade, ciência e desenvolvimento sustentável.

Com o objetivo de fomentar discussões que gerem impacto local, o Fórum terá painéis voltados à bioeconomia, ao protagonismo da biodiversidade amazônica e à conexão entre ciência e mercado, levantando temas como desburocratização, financiamento e recursos, reunindo especialistas, empreendedores e agentes do ecossistema de inovação.

Como parceiro local, o Idesam agrega valor ao evento, especialmente pelas iniciativas de inovação em bioeconomia e novos negócios. O Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) foi idealizado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e coordenado pelo Idesam com o intuito de captar recursos de investimentos obrigatórios em P&D (Lei de Informática) para geração de novos produtos, serviços e negócios para a Bioeconomia Amazônica.  

Já a AMAZ é a maior aceleradora de negócios de impacto do norte do país, totalmente dedicada aos empreendedores e empreendedoras que atuam na região amazônica gerando impactos positivos para a floresta e suas populações. Seu programa de aceleração é customizado para atender as reais demandas dos negócios que compõem o portfólio durante a jornada de aceleração. 

Mais do que discutir o futuro, o Fórum Brasileiro de Deep Techs quer construí-lo. E o ponto de partida é agora. Inscreva-se e acompanhe todas as novidades deste evento 100% presencial neste link.

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Em desafio internacional para regeneração ambiental, startup brasileira desenvolve suplemento com insumos da Amazônia

A Mahta é uma foodtech que atua na produção de suplementos alimentares com ingredientes da floresta amazônica, entregando valor nutricional aos consumidores e impulsionando a conservação do bioma. Desde 2021, integra o portfólio da Amaz Aceleradora de Impacto, a principal da Região Norte, e recentemente foi uma das finalistas do desafio internacional “O Grande Redesenho de Alimentos”.

Promovido pela Ellen MacArthur Foundation, em parceria com o Sustainable Food Trust, o desafio foi criado como resposta ao relatório “Tornar os alimentos positivos para a natureza a norma”. O documento reconhece os benefícios do design circular de alimentos e busca engajar a indústria de bens de consumo de alto giro (FMCG, na sigla em inglês) na construção de um sistema alimentar mais sustentável.

A partir de workshops e mentorias com especialistas, empreendedores criaram ou redesenharam alimentos focados na regeneração ambiental, atuando desde a seleção dos ingredientes até o desenvolvimento de embalagens sustentáveis.

Um dos participantes foi a Mahta, que utiliza insumos amazônicos como cacau, cupuaçu, açaí, cumarú, graviola, bacuri e taperebá na fabricação de suplementos saudáveis. A empresa desenvolve suas atividades em parceria com comunidades tradicionais e pequenos agricultores que operam em sistemas agroflorestais.

“O que motivou nossa participação foi a grande admiração que temos pela Fundação Ellen MacArthur. É a maior organização mundial que atua pela economia circular. Quando vimos o Desafio, ficamos muito empolgados, pois se alinhava absolutamente com o nosso propósito: repensar a forma com fazemos alimentos.”, explica Max Petrucci, fundador e CEO da startup.

Desenvolvimento de novo produto

A startup apoiada pela Amaz foi contemplada com um subsídio de £30 mil (cerca de R$ 216 mil na cotação da época). O recurso foi destinado ao desenvolvimento de um blend proteico com bacuri, taperebá e castanha-do-Brasil, além de outros ingredientes da Amazônia. Parte do valor também financiou o redesign das embalagens da linha “Superfoods”, agora impressas em polietileno de fonte renovável.

Larissa Bueno, head de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Mahta, afirma que a experiência de troca com outras empresas foi decisiva para fortalecer o ecossistema de negócios sustentáveis na região.

“Entendemos que desafios como logística, garantia da qualidade e fornecimento de insumos são comuns a quase todos os negócios do ecossistema. Isso ressaltou ainda mais a importância de mantermos um diálogo aberto entre esses empreendimentos e da existência de programas que incentivam a economia circular quando trabalhamos com cadeias de valor do bioma”, diz.

Além da Mahta, outras dez empresas brasileiras participaram da jornada. Ao todo, 57 negócios, de 12 países, desenvolveram 141 novos alimentos com potencial de regeneração ambiental.

Reconhecimento

Um dos momentos marcantes do desafio ocorreu neste ano no Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. Os alimentos desenvolvidos foram expostos em unidades do Grupo Carrefour Brasil e da Quitanda, duas redes de supermercados reconhecidas pelo compromisso com a sustentabilidade.

Todos os produtos também receberam o selo “Aliado da Natureza”, criado para orientar consumidores na escolha de alimentos sustentáveis.

Agora, o CEO explica que os próximos passos da Mahta incluem expandir sua atuação comercial e ampliar o alcance do modelo regenerativo.

“O reconhecimento e apoio da Ellen MacArthur Foundation em ampliar a nossa rede de distribuição por meio do acesso às cadeias de grandes varejistas é fundamental. Isso dá incentivo ao plano de expansão do impacto gerado pelo Sistema Regenerativo da Floresta (SRF), que é o nosso modelo”, finaliza Petrucci.

Mais sobre o desafio

O desafio internacional “O Grande Redesenho de Alimentos” é promovido pela Ellen MacArthur Foundation, em parceria com o Sustainable Food Trust, com apoio da People’s Postcode Lottery, Gordon and Betty Moore Foundation e The Schmidt Family Foundation.

TUCUM

Tucum leva arte de povos indígenas brasileiros para Lisboa

A Tucum, primeiro marketplace indígena do Brasil e um dos negócios apoiados pela Amaz Aceleradora de Impacto, está participando da 7ª edição da “Jornada Exportadora”, um programa internacional que segue até esta sexta-feira, 4 de julho, em Lisboa (Portugal).

Desenvolvido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o programa é voltado para empreendedores e negócios que buscam expandir fronteiras comerciais, internacionalizar suas marcas e conquistar espaço em mercados internacionais.

A atual edição tem foco no setor de artesanato brasileiro e beneficia 20 participantes, incluindo artesãos, empreendedores, empresas, associações e cooperativas brasileiras.

Em solo português, a programação da “Jornada Exportadora” inclui webinars, mentorias, seminários com especialistas, visitas técnicas e rodadas com compradores e potenciais parceiros europeus. O objetivo é oferecer uma imersão completa no tema, apresentar oportunidades, ampliar a rede de contatos e fortalecer a competitividade dos negócios.

Fundada em 2013 com uma loja física no Rio de Janeiro (RJ), a Tucum rapidamente percebeu o potencial do ambiente digital. Dois anos depois, tornou-se o primeiro marketplace de arte indígena do país, com a venda de roupas, bolsas, biojoias, artesanato, pinturas, itens de decoração e outros produtos sustentáveis, produzidos por diversos povos indígenas que habitam na Amazônia Legal.

Amanda Santana, sócia-fundadora e diretora criativa da Tucum, destaca a importância da oportunidade para o crescimento do negócio.

“Nós viemos trazer arte indígena do Brasil para Lisboa e entender como o mercado de artesanato brasileiro é visto aqui. Estamos em operação há 12 anos. Por vezes, esses potenciais clientes estão no exterior, o que exige uma dinâmica diferente de venda e envio dos produtos. Então, a expectativa é que [na Jornada] aprendamos muito sobre o funcionamento do mercado português e possamos amadurecer a ideia.”, observa Amanda Santana.

Impacto socioambiental em 2024

Atualmente, a Tucum atua em quatro Unidades de Conservação (UCs) e 56 Terras Indígenas (TIs) distribuídas em oito estados da Amazônia Legal, totalizando uma área de 2,9 milhões de hectares. Além disso, a empresa trabalha em parceria com associações, cooperativas, grupos ou artistas que comercializam artes de seus povos.

Entre os parceiros estão a Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Iriri (AMORERI), Associação de Mulheres Artesãs Ticunas de Bom Caminho (AMATU), Associação dos Ashaninka do Rio Amônia Apiwtxa (APIWTXA) e o Fundo de Artesanato Zo’é (FAZ).

Somente no ano passado, a empresa comprou R$ 538 mil em mercadorias, beneficiando artesãos e artesãs de 106 povos indígenas que vivem em 62 territórios tradicionais. Algumas das etnias que trabalham em parceria são Baniwa, Baré, Guarani, Kayapó, Ticuna e Yanomami.