A imagem mostra Michelle Guimarães, CEO da Navegam, segurando a Revista da Exame em frente a um painel do ranking "Negócios em Expansão".

Startups da sociobioeconomia amazônica se destacam em ranking de negócios que mais crescem no Brasil

Duas startups do portfólio da AMAZ Aceleradora de Impacto se destacaram na edição 2025 do Ranking Exame Negócios em Expansão, na categoria de R$ 5 a 30 milhões de faturamento anual: a Navegam, que revoluciona a mobilidade no Amazonas, ao digitalizar a venda de passagens fluviais e facilitar o acesso entre os municípios ribeirinhos, e a Mahta, que combina ciência e saberes ancestrais para criar superalimentos que regeneram tanto o corpo humano quanto o bioma amazônico.

A seleção, reconhecida nacionalmente, é realizada pela revista Exame em parceria com o BTG Pactual, e avalia empresas de alto crescimento com base na variação percentual da Receita Operacional Líquida (ROL). Navegam e Matha fazem parte do seleto grupo de 470 negócios que mais crescem no Brasil e já haviam sido ranqueadas em edições anteriores. Em 2024, a Mahta ocupou a 3ª posição nessa faixa de faturamento e a Navegam também figurou no ranking de 2023 e retorna em 2025 como referência no setor de logística fluvial na Amazônia – um dos maiores desafios da nossa região.

Para a CEO da Navegam, Michelle Guimarães, estar no ranking é uma grande oportunidade para mostrar o trabalho desenvolvido pela startup, além de inspirar outros empreendedores.

“Eu tenho uma relação muito especial com a Exame, desde os anos 2000, quando eu tinha 15 anos. Eu era assinante e sonhava um dia estar presente na revista de alguma forma. E hoje, 25 anos depois, a minha empresa, juntamente com os meus sócios e toda a história que carregamos, está presente na Exame, no ranking Negócios em Expansão. É um reconhecimento e tanto”, declarou a empreendedora de impacto.

Segundo o CEO da Mahta, Max Petrucci, a aparição na lista de empresas evidencia a evolução contínua da startup, e reforça a relevância de modelos de negócio que aliam inovação, propósito e sustentabilidade em todas as etapas do crescimento.

“Para a Mahta, o maior reconhecimento está em mostrar que é possível crescer de forma acelerada sem renunciar ao nosso compromisso com o impacto social e ambiental. Enquanto muitas empresas veem isso como um obstáculo ao crescimento, para nós essa missão é o que nos move e define o valor que entregamos à sociedade.”, afirmou Petrucci.

Max Petrucci, CEO da Mahta (Divulgação/Amaz)

O papel da Amaz nessa jornada

A presença da Mahta e da Navegam no ranking da Exame também evidencia o papel da Amaz Aceleradora na jornada de crescimento desses negócios. Idealizada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), a Amaz tem como missão impulsionar empresas que atuam com impacto socioambiental positivo e que nascem a partir das necessidades e potenciais da região amazônica.

Para Gabriela Santos, Líder de Novos Negócios do Idesam, o reconhecimento nacional das duas startups mostra que é possível conciliar inovação, escala e compromisso com o território. Ela ressalta a trajetória consistente de crescimento da Mahta, e sua evolução mesmo diante de cenários desafiadores, aliada a um modelo de impacto baseado em regeneração ambiental e valorização da sociobiodiversidade.

“A Mahta se destaca por cocriar soluções que respeitam saberes tradicionais, fortalecem cadeias de valor com comunidades e trazem ciência para o centro do impacto positivo. É um negócio que transforma vidas e territórios a partir do alimento e da floresta em pé.”, destacou.

Mahta, startup amazônica de superalimentos (Diulgação/Amaz)

Já no caso da Navegam, que apareceu na 11ª colocação do ranking geral, Gabriela destacou a relevância de uma solução construída a partir da vivência direta na Amazônia.

“A Navegam conecta comunidades e localidades antes invisibilizadas, levando acesso a bens, serviços e oportunidades por meio dos rios. Atuando em um dos maiores gargalos da região, a logística, ela tem se consolidado como a única empresa com capilaridade e experiência suficientes para tornar a logística fluvial mais acessível. A Amaz investe nessa tese por acreditar no seu potencial transformador, que vai muito além da movimentação de mercadorias, mas na ampliação de direitos, inclusão e dignidade na Amazônia profunda.”, concluiu.

Navegam, empresa de soluções em mobilidade fluvial (Divulgação/Amaz)

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Imagem da equipe na mentoria.

Amaz foca em inovação em etapa de mentoria com a Tribo Superfoods

Texto: Maxi Mídia Comunicação

A Tribo Superfoods, empresa do portfólio de negócios Amaz, participou de uma mentoria presencial com a consultora Glaucia Goettenauer, da Tropos Amazônia e o time de aceleração da Amaz. O encontro, realizado na sede do Idesam), em Manaus, teve como foco o aprofundamento da proposta de valor do negócio, etapa estratégica dentro do plano de aceleração personalizado desenvolvido para cada iniciativa acompanhada pela aceleradora.

A mentoria marca a transição entre o primeiro e o segundo semestre da jornada de aceleração, momento em que os planos de cada negócio são reavaliados para definir os próximos passos com ainda mais foco e clareza. Na startup, o eixo de inovação e processos produtivos foi identificado como prioridade no novo ciclo, e a atividade serviu como ponto de partida para a nova fase.

“A jornada de aceleração entra em uma nova fase, com foco na organização dos negócios e no fortalecimento de seus processos. A partir das mentorias, como a vivenciada pela Tribo Superfoods, cada startup redefine prioridades e traça os próximos passos com mais clareza, buscando crescimento e alinhar desenvolvimento do negócio e impacto positivo.”, observou Rafael Moreira líder de aceleração da Amaz.

Para Glaucia Goettenauer, mentora da Tropos Amazônia, momentos como esse são fundamentais para empresas em diferentes estágios de desenvolvimento. “A mentoria é extremamente estratégica e benéfica para que as startups consigam evoluir e ampliem o horizonte. Dentro da mentoria para a Superfoods, eu trouxe uma expertise de entendimento da cadeia de valor, do impacto que é gerado, e de como nós podemos melhorar esse produto dentro do processo da empresa.”, explicou.

A mentora destacou ainda o potencial que a startup já possui no diálogo com as comunidades, especialmente no mercado de superfrutas. “A Tribo Superfoods já gera um impacto positivo muito grande ao conseguir estabelecer essa ponte entre as cooperativas e o mercado. O simples fato de conectar quem extrai o açaí na ponta com os canais de comercialização já transforma o processo. Ainda há muito espaço para crescer e fortalecer essa comunicação com os produtores e consumidores.”, afirmou a especialista.

A startup

A Tribo Superfoods é uma foodtech paraense que oferece produtos como polpas e pedaços de superfrutos produzidos em solo amazônico. A produção dos alimentos acontece em parceria com produtores regionais, preservando os sabores e saberes originários, além de preservar a floresta.

O CEO da startup, Maurício Pantoja, definiu o encontro como um momento de diagnóstico profundo e alinhamento estratégico. “Foi uma conversa que nos ajudou a olhar para dentro do negócio. Para o nosso propósito, estrutura, equipe, objetivos e métricas. Um momento de se questionar, de entender os pontos críticos e traçar os próximos passos com consciência”, afirmou.

Segundo Maurício, a manhã de trabalho foi intensa e produtiva, reforçando o compromisso da Tribo em crescer com qualidade e manter o impacto positivo nas famílias e comunidades com as quais a empresa se relaciona. “Esse tipo de mentoria nos ajuda a estruturar melhor o negócio, respeitando os limites de um bom trabalho e ampliando nossa capacidade de gerar transformação”, concluiu.

painel BAS 2025

Amaz reafirma que o investimento em bioeconomia precisa se adaptar para atingir a necessidade do território e dos negócios que já estão sendo desenvolvidos 

Texto: Maxi Mídia Comunicacao

Foto: Daniela Lopes

Na segunda edição do Bioeconomy Amazon Summit (BAS), que aconteceu nos dias 30 e 31 de julho no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, os debates, conexões e oportunidades giraram em torno de como destravar os desafios de escala, logística e investimentos para os negócios que já estão em atividade ou em fase de encubação. 

Lançado oficialmente em setembro de 2023 pelo Pacto Global – Rede Brasil e pela gestora de venture capital KPTL, o Bioeconomy Amazon Summit (BAS) tem o objetivo de ampliar a discussão em torno do papel da inovação e do empreendedorismo da Amazônia na agenda global de mudanças climáticas. 

Gabriela Souza, líder de operações da Amaz, aceleradora de impacto coordenada pelo Idesam, destacou no painel “As perspectivas para a Bioeconomia na visão dos articuladores do ecossistema de startups” que o capital para investir em bioeconomia da Amazônia precisa ser paciente.”Que o capital privado que venha seja de forma intencional, de forma catalítica, de forma paciente. Que a gente consiga fazer com que as soluções financeiras realmente entendam as demandas dos negócios para a partir disso desenhar soluções. Acho que quando a gente fala dos negócios do ecossistema, a dificuldade é sempre qual vai ser o próximo apoio financeiro, qual vai ser a próxima captação.”, pontua a gestora. 

Também estavam no debate Carlos Carvalho, diretor de bionegócios do CBA, e a empreendedora Priscila Almeida, da Assobio. Além dos painéis, o evento promoveu rodadas de negócios e reuniu 150 startups na arena empreendedora. 

Conexões de Impacto 

Startups do portfólio da Amaz também marcaram presença, O CEO da Tribo Superfoods, Mauricio Pantoja, destacou a relevância do BAS para encontrar parcerias estratégicas e novos clientes para os negócios. 

“O que é importante aqui são as grandes oportunidades de conectar com outros empreendedores que podem ajudar os nossos negócios, seja pelo fato de atuarem na mesma cadeia de manejo que as que atuamos ou até pela troca nas conversas   com outros empreendedores, aprendendo com a caminhada dos mais experientes.”, observou Pantoja. 

Além da Tribo Superfoods – startup que atua nas cadeias do açaí, cupuaçu e cacau beneficiando duas cooperativas e impacta 340 famílias de comunidades em Igarapé- Mirí e Abaetuba, no Pará – outras startups do portfólio da Amaz  estiveram no evento. 

Na arena empreendedora mais de 150 startups estiveram presentes durante os dois dias de evento, entre elas a empresa de cosméticos agroflorestais, Moma Cosméticos, a que atua na área dos super alimentos, Mazô Maná; a Zeno Nativo, que também atua com alimentos nas cadeias de manejos sustentável do cacau e da castanha e ForestiFI, uma fintech que atua com tokenização de ativos da floresta, todas do portfólio de negócios da Amaz.