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Startups inovam com tokenização da castanha da Amazônia

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Imagem: Divulgação/Zeno Nativo

A fintech ForestFi e a Zeno Nativo são duas startups com dna genuinamente amazônico que inovam com a proposta de investimento em cadeias de manejo sustentável. Na parceria, uma entrou com a tecnologia e outra com o produto.

A cultura de investimento tem ganhado cada vez mais força, há diversas opções para perfis mais conservadores, como Tesouro Direto, CDB e LCI, além de outras que atendem investidores moderados e arrojados. E agora, interessados em ganhar com investimentos que ampliam o lucro para algo além do dinheiro, aliando benefícios – como manter a floresta em pé e fortalecer as cadeias de produtos da sociobiodiversidade da Amazônia – ao retorno financeiro, encontraram a opção perfeita: os tokens de castanha da Amazônia.

Castanha da Amazônia (Divulgação/Zeno Nativo)

A inovação é fruto de um projeto entre a ForestiFi, uma fintech de Manaus especializada em investimentos de impacto, e a Zeno Nativo, que produz e comercializa produtos da floresta junto às populações tradicionais que vivem próximas ao Rio Acará (PA). Ambas são startups que fazem parte do portfólio da AMAZ, a maior aceleradora de negócios de impacto da Região Norte, com foco em empresas que atuam na Amazônia Legal.

Em abril deste ano, as startups transformaram 1.850 quilos de castanha da Amazônia em ativos digitais e arrecadaram R$ 114,7 mil em investimentos. Ao todo, 82 pessoas participaram da campanha, adquirindo 4.588 tokens vendidos a R$ 25 cada. Com um retorno previsto para setembro (cinco meses), a expectativa é que cada token seja resgatado por R$ 26,69 — um acréscimo de R$ 1,69. Isso representa uma valorização de R$ 7,7 mil sobre a safra tokenizada e uma movimentação final de R$ 122,4 mil.

O valor captado será repassado diretamente para mais de 50 famílias extrativistas da região do Rio Acará (PA), de onde vieram as castanhas tokenizadas nesta campanha.
Glauco Aguiar, cofundador da ForestiFi, é um dos responsáveis pela inovação. Ele já trabalhou com outros produtos da sociobiodiversidade amazônica, incluindo cacau nativo, pirarucu de manejo e guaraná selvagem, mas afirma que sempre houve interesse em tokenizar a castanha e potencializar a geração de renda para a população que trabalha com a cadeia sustentável.

“Isso permite que pequenos produtores, tradicionalmente excluídos do sistema financeiro, acessem recursos. […]. Mostramos que a castanha extraída anualmente é um ativo legítimo, capaz de servir como lastro para a captação de recursos”, detalha.
O procedimento, entretanto, não se limita à criação de um sistema de compra e venda de ativos com amparo da tecnologia blockchain.

Há necessidade de análise de governança, segurança jurídica e contábil das organizações interessadas em tokenizar seus produtos, para garantir o sucesso das rodadas de investimento. “Isso nos permite enfrentar as complexidades logísticas da região amazônica de maneira estruturada e eficiente”, complementa.

Além disso, Glauco reforça que a tokenização é uma ferramenta aliada para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, pois estimula o amadurecimento organizacional dos grupos produtores, o que se reflete em melhores práticas de gestão, aumento da eficiência produtiva e valorização dos produtos da sociobiodiversidade.

Produção sustentável e valorização da sociobiodiversidade

Outro ator fundamental no processo de tokenização é Zeno Gemaque, cofundador da Zeno Nativo. A parceria nasceu durante uma ação de networking promovida pela AMAZ. Após reuniões e visitas estratégicas, surgiu a ideia de inovar por meio da transformação da castanha em ativos digitais. Ele comemora o sucesso da iniciativa.

“Vamos comprar matéria-prima, no caso a castanha, para fazer o beneficiamento e comercializá-la. […]. Será uma média de 6,9 mil quilos de castanha, que vão beneficiar mais de 50 famílias extrativistas [do Rio Acará]”, explica o empreendedor. O beneficiamento é um processo que inclui seleção, descasque, desidratação, embalagem e logística da castanha.
Desde sua fundação, em 2012, a startup já comercializou mais de 15 toneladas de castanha e cinco de cacau fino, preservando mais de 17 mil hectares de floresta nativa, sempre com certificação orgânica emitida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Atualmente, a Zeno Nativo trabalha em colaboração com mais de 300 famílias extrativistas da Amazônia, fortalecendo a preservação da floresta em pé e gerando renda para a população.

(Divulgação/Zeno Nativo)
(Divulgação/Zeno Nativo)

“Oferecemos produtos da sociobiodiversidade para mercados que valorizam rastreabilidade e práticas socioambientais sustentáveis. Isso é fundamental para apoiar a floresta em pé, combater a monocultura e a contaminação de rios, e fortalece uma economia que respeita a natureza e as pessoas”, complementa.

Entretanto, o Pará sofre com diversos problemas socioambientais, como queimadas e garimpo ilegal. De acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o estado foi o que registrou o maior índice de desmatamento no último ano. Foram 1.260 quilômetros quadrados (km²) desmatados.

Para mudar esse cenário, uma das alternativas mais viáveis é a diversificação das culturas, de forma que outros produtos da sociobiodiversidade regional ganhem valor.

“Temos interesse em tokenizar cacau no futuro, mas isso vai depender muito dos resultados da primeira experiência. Estamos testando o mecanismo, vendo como isso se comporta dentro da empresa, quais os resultados para os nossos fornecedores. A partir daí, vamos fazer uma avaliação e verificar a possibilidade de novas rodadas”, finaliza o empreendedor.

Reconhecimento internacional

Este foi o sexto projeto da ForestiFi na Amazônia, que também envolve trabalhos com cacau nativo, pirarucu de manejo e guaraná selvagem. Isso se traduz em quase meio milhão de reais captados desde sua constituição, há dois anos.

Toda essa dedicação rendeu à ForestiFi o reconhecimento como uma das startups de sustentabilidade mais inovadoras do mundo pela Change 100, uma campanha da plataforma We Make Change com apoio de grandes parceiros, como Microsoft Entrepreneurship for Positive Impact e Techstars. O anúncio ocorreu durante o evento “Change Now”, realizado em Paris, no mês de abril.

O destaque da ForestiFi é o fortalecimento da bioeconomia amazônica através da tecnologia blockchain, conectando pequenos produtores rurais a mercados de investimento sustentáveis. A startup tem transformado o cenário de acesso à capital financeiro no Norte do Brasil, utilizando a tokenização como ferramenta para financiar atividades produtivas sustentáveis, proteger áreas de floresta e gerar impacto socioambiental positivo.

“Esse reconhecimento reforça a relevância do trabalho que desenvolvemos e abre portas para novas conexões internacionais. […]. Daqui para frente, vamos intensificar nossa estratégia de expansão, consolidando a ForestiFi como referência global em tokenização de ativos da natureza”, finaliza Glauco.

Sobre a ForestiFi

A ForestiFi é uma plataforma de investimentos de impacto que conecta investidores a cadeias produtivas sustentáveis da Amazônia, utilizando tecnologia de tokenização para garantir rastreabilidade, liquidez e transparência. Já estruturou tokens vinculados a produtos como cacau nativo, pirarucu de manejo e guaraná selvagem.

Sobre a Zeno Nativo

Fundada por Zeno Gemaque e Coi Belluzzo, a Zeno Nativo atua no município de Acará (PA), beneficiando castanhas e cacau nativos da floresta amazônica. Com foco em qualidade, rastreabilidade e valorização dos povos da floresta, a empresa atua nos modelos B2B, B2B2C e B2C, atendendo mercados nacionais e internacionais.

Sobre Amaz Aceleradora

A ForestiFI e a Zeno Nativo integram o portfólio da Amaz Aceleradora de Impacto, iniciativa do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) que apoia negócios com soluções para os desafios da Amazônia, desde sustentabilidade até geração de renda para comunidades locais.

Iniciativas como essa são consideradas estratégicas para a preservação da floresta, ao apoiar startups que conciliam conservação ambiental, uso sustentável da biodiversidade e geração de valor econômico. Dessa forma, é possível fortalecer cadeias produtivas locais, ampliar impactos socioambientais positivos e promover soluções inovadoras que contribuem para o desenvolvimento sustentável da região.

Alter do Chão (2)

Dia do Turismo: experiências sustentáveis para conhecer a Amazônia

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Foto: Divulgação/Vivalá

Da imersão em aldeias indígenas, no Acre, às praias de Alter do Chão, no Pará, passando pelas pousadas ribeirinhas, no Rio Negro, e pela aventura do Pico da Neblina, diferentes experiências revelam diversas ‘Amazônias’ em uma só. Conhecer a região pela lente do turismo de impacto, praticado de forma responsável, com protagonismo das comunidades é a melhor opção, principalmente, para quem é daqui.

A Vivalá, empresa apoiada pela Amaz Aceleradora, opera com experiências que vão de praias paradisíacas ao Pico da Neblina, conectando visitantes a comunidades locais e à natureza.

“Cada roteiro revela uma Amazônia diferente: da floresta ao cerrado, passando por rios e praias. É preciso múltiplas imersões para conhecer a diversidade da região e viver experiências únicas”, explica Daniel Cabrera, fundador da Vivalá.

No Pico da Neblina (AM), os viajantes fazem trekking ao ponto mais alto do Brasil, navegam pelo Rio Cauaburis e participam da bênção dos caciques Yanomamis. Já na região do Rio Negro (AM), a jornada inclui trilhas na selva, banho de rio, observação do céu em canoas, interação com botos regulamentada pelo ICMBio e oficinas de artesanato, além de visitas a projetos de preservação da fauna local.

Trilha do Pico da Neblina (Divulgação/Vivalá)
Passeio no Rio Negro (Divulgação/Vivalá)

Entre praias e rios amazônicos, no Pará, Alter do Chão oferece navegação pelo Canal do Jari, trilha da Vovó Samaúma, jantar à beira do rio e oficinas de carimbó e artesanato. Ainda no Pará, outra opção é conhecer Belém e a Ilha de Marajó. Os visitantes passeiam por igarapés, participam de oficinas de cerâmica e chocolate, e da extração de açaí e Turu, além de vivenciar a cultura local em casas de farinha e na dos pescadores comunitários.

Turistas em expedição de Alter do Chão (DIvulgação/Vivalá)

Para quem busca um mergulho mais profundo na cultura ancestral dos povos indígenas, a visita à aldeia Shanenawa (AC) proporciona trilhas na selva, danças e cantos, oficinas de pintura corporal e tecelagem, cerimônias tradicionais e aprendizado sobre medicinas ancestrais.

“O turismo sustentável transformou nosso modo de viver”, conta Cacique Teka Shanenawa, da aldeia Shanenawa, lugar frequentado pelo DJ Alok.

Visita à aldeia Shanenawa (Divulgação/Vivalá)

As expedições estão disponíveis em valores a partir de R$ 3.125,50, com todos os pacotes incluindo hospedagem, alimentação e seguro viagem. Mais informações e reservas podem ser encontradas no site www.vivala.com.br.

Apoiando a Amazônia em cada viagem

A Amaz é a maior aceleradora e investidora de negócios do Norte do país. Coordenada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), apoia iniciativas que promovem impacto positivo na região, como a Vivalá, incluindo experiências de turismo sustentável que valorizam a cultura local, a preservação ambiental e o desenvolvimento das comunidades amazônicas.

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COP30 recebe evento dedicado a negócios sustentáveis da Amazônia

Texto: Up Comunicação Inteligente

Foto: Divulgação/Idesam

Belém será palco de um dos encontros mais estratégicos da Amazônia durante a COP30: o Festival de Investimento de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA). O evento acontece no dia 10 de novembro, das 8h às 21h (confirmar horário), no Campus de Direito do Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), reunindo lideranças indígenas, empreendedores, gestores públicos, investidores, pesquisadores e representantes da sociedade civil em um ambiente de escuta, diálogo e construção coletiva.

O “FIINSA 2025 COP30 – Onde fazer fala mais alto” é realizado pelo Idesam e Impact Hub Manaus, com co-realização do CESUPA e apoio de uma ampla rede de parceiros. A iniciativa tem como objetivo ser um catalisador de articulações positivas, negócios viáveis e soluções inovadoras — construídos da Amazônia e para a Amazônia.

O festival já se consolidou como espaço de conexão e relevância. Desde sua primeira edição, em 2018, promove encaminhamentos estratégicos para fortalecer as economias da sociobiodiversidade e ampliar negócios sustentáveis. Agora, em sua edição especial, o FIINSA COP30 amplia o alcance, trazendo debates sobre como tirar os negócios da floresta do discurso e colocá-los em prática, como criar economias amazônicas que respeitem o tempo e as comunidades locais, e como redistribuir o poder de decisão na região, entre outras temáticas.

Temas prioritários

A programação inclui painéis temáticos, debates para gerar propostas de ação, feira de produtos da sociobiodiversidade (Mercado Amazônia), espaços de convivência e networking, além de experiências culturais e gastronômicas. Performances e imersões também estão confirmadas, como a simulação de um grande “banho de ervas” — tradição paraense ligada a rituais de proteção — e áreas inspiradas na floresta para estimular conexões entre os participantes.

“Queremos dar visibilidade às soluções que emergem dos territórios e suas conexões com negócios, investidores e demais atores do ecossistema. que já estão transformando a realidade local. A COP30 coloca a Amazônia no centro do mundo, e o FIINSA quer evidenciar como esse ecossistema transforma a realidade local”, afirma André Vianna do Idesam.

Sempre com um formato dinâmico, os painéis e rodas de conversa terão diversidade de vozes para enriquecer os discursos. Ao final, será produzido um documento oficial com demandas, propostas e soluções cocriadas durante o festival, voltadas ao fortalecimento da bioeconomia e dos negócios sustentáveis das florestas e rios amazônicos.

“O festival é mais do que um evento, é uma plataforma de encontro entre quem cria, quem investe e quem acredita na Amazônia. Nosso foco é fortalecer a bioeconomia, fomentar negócios de impacto socioambiental e valorizar modelos de investimento sustentável”, destaca o porta-voz do Impact Hub Manaus.

Para mais informações, acesse o site: https://fiinsa.org.br.

Divulgação/Idesam

Sobre

O Festival de Investimento de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA) é uma realização do Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia) e do Impact Hub Manaus, com co-realização do CESUPA. Conta com o patrocínio do Fundo Vale, Soros Economic Development Fund e Bemol. São parceiros institucionais o Instituto Sabin, Projeto Saúde e Alegria, Assobio, Redes Amazônidas pelo Clima, Centro de Empreendedorismo da Amazônia, Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, Conexsus e Casa Amazônia.

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Startups com impacto na Amazônia ganham prêmios de inovação e sustentabilidade

As foodtechs Mazô Maná e Mahta e a fintech ForestiFI, startups do portfólio de negócios da Amaz —aceleradora de negócios de impacto coordenada pelo Idesam — se destacaram em premiações nacionais e internacionais mostrando como a biodiversidade amazônica pode inspirar soluções inovadoras e de impacto socioambiental.

A Mazô Maná foi eleita Startup do Ano na categoria ESG no programa Future Builders, promovido pela ACE Ventures, durante o ACE Summit 2025. Criada em 2022, em Altamira (PA), com a missão de nutrir o mundo a partir da abundância e da sabedoria da floresta, a empresa combina múltiplos ingredientes amazônicos num supershake e atua em parceria com comunidades tradicionais e povos originários da região do Terra do Meio, no Xingu.

Para Zé Porto, co-CEO da empresa, o reconhecimento valida um modelo de negócio que rompe com a lógica tradicional das startups, colocando a floresta no centro da solução. “A Mazô Maná nasce a partir de uma necessidade da floresta e constrói um modelo múltiplo em torno disso para gerar impacto. Esse prêmio mostra que é possível pensar em inovação para além do ganho financeiro, colocando a floresta no centro da solução”, afirmou

A Mazô Maná cria superalimentos com insumos da Amazônia (Divulgação/Amaz)

Zé também ressaltou que a essência da Mazô Maná está diretamente conectada aos princípios ESG, não como uma estratégia paralela, mas como parte da própria estrutura do negócio. Segundo o empresário, essa abordagem tem se refletido em impactos concretos, como a criação de mecanismos de remuneração para povos da floresta e a valorização de ingredientes amazônicos junto a grandes empresas.

“Não tratamos ESG como um capítulo à parte, ele está na concepção da Mazô Maná. Toda a governança é construída com transparência e inclusão das comunidades, e isso gera impactos reais, desde mecanismos que remuneram serviços socioambientais até o incentivo para que grandes empresas reconheçam o valor dos ingredientes da Amazônia”, pontuou.

Superfood vence Startup Innovation Awards

Já a Mahta, foodtech que atua na área da suplementação alimentar e atualmente opera com 5 produtos, conquistou a medalha de ouro no Startup Innovation Awards – promovido pelo Food Ingredients South America – na categoria Inovação em Saudabilidade, com o produto Mahta Shake de Superfoods (sabor açaí e camu-camu).

O blend reúne 14 ingredientes, incluindo sete frutas amazônicas liofilizadas, a torta de castanha-do-Brasil como fonte proteica e a polpa de cupuaçu agroflorestal desenvolvida em parceria com a Cooperativa RECA, em Rondônia. Para Larissa Bueno, gerente de inovação da startup, a premiação reforça o papel da biodiversidade amazônica como motor de inovação em alimentos.

A Mahta desenvolve alimentos funcionais em pó, com ingredientes da floresta (DIvulgação/Amaz)

“Sabemos que uma das melhores formas de preservar a biodiversidade é fazendo o uso sustentável dela. Para a Mahta, a inovação é uma ferramenta-chave para viabilizar a ampla aplicação da biodiversidade amazônica e o desenvolvimento de suas cadeias de valor. No entanto, esse uso deve ser realizado segundo os princípios que regulamentam o acesso à biodiversidade e a partir de um olhar sistêmico que envolve a tecnologia nutricional, a justiça social e práticas regenerativas do uso da terra”, destacou.

A premiação é uma das mais tradicionais do segmento de alimentos e bebidas e historicamente reconhece empresas e produtos que unem ciência e funcionalidade. Em 2023, a Mahta ganhou o prêmio de 1º e 2º lugar na categoria ‘Produto mais Inovador’, com os produtos Superfoods Shake – sabor cacau e Mahta Coffee – sabor Original, respectivamente. Em 2024 o primeiro lugar do prêmio ficou com a bebida em pó de castanha-do-brasil da Mahta, na categoria ‘Produto mais Inovador’.

Mais uma vez ser finalista na premiação coloca a startup em destaque nacional, reforçando o compromisso com um futuro mais saudável, justo e conectado à comunidade que acredita no potencial da floresta amazônica.

ForestiFI na COP 30

A ForestiFi, fintech que tokeniza ativos das cadeias de manejo sustentáveis da Amazônia, foi selecionada no Demoday promovido pelo Hub de Inovação Climática, em São Paulo. A startup recebeu aporte na ordem de R$ 45 mil para ampliar sua plataforma de investimentos, além de passagens e hospedagens para que os representantes da empresa participem da COP 30, em Belém.

Segundo Macaulay Abreu, co-fundador da ForestiFi, o aporte representa mais do que um incentivo financeiro, abrindo espaço para conexões estratégicas em nível global, especialmente no contexto da próxima COP. “O recurso acaba sendo algo incremental. Nosso foco principal será nos preparar para a agenda que vai ser construída na COP junto com os organizadores e patrocinadores do programa. A expectativa é ampliar conexões estratégicas, desenvolver novos instrumentos de captação e dar continuidade ao aperfeiçoamento do que já estamos realizando”, explicou.

A ForestiFi facilita e potencia investimentos em cadeias produtivas na Amazônia (Divulgação/Amaz)

Para ele, o reconhecimento no evento também reforça a consistência do trabalho desenvolvido pela empresa na região amazônica. A Startup tokeniza ativos naturais viablockchain, gerando rastreabilidade e renda para agricultores e extrativistas, ao mesmo tempo em que conecta projetos locais a investidores interessados em impacto socioambiental.

“Havia vários negócios de alto nível concorrendo, mas acreditamos que a adesão e o modelo que estamos desenvolvendo foram diferenciais para esse destaque. Isso comprova que nosso trabalho é pioneiro na região e que os resultados obtidos têm sido significativos, reconhecidos tanto por parceiros quanto por organizações beneficiadas e investidores”, completou o co-fundador.

O ACE Summit e o Food Ingredients South America são eventos de referência em seus segmentos, valorizando iniciativas que incorporam critérios socioambientais, como é o caso da categoria ESG — do inglês Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança) —, utilizada para avaliar empresas que integram em sua atuação virtudes como sustentabilidade, responsabilidade social e transparência na gestão. Já o Hub de Inovação Climática é uma iniciativa que apoia negócios voltados à adaptação e mitigação dos efeitos negativos das mudanças climáticas.

A Amaz Aceleradora

A Mazô Maná, a Mahta e a ForestiFi integram o portfólio da Amaz Aceleradora de Impacto, iniciativa do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) que apoia negócios com soluções para os desafios da região, desde sustentabilidade até geração de renda para comunidades locais.

Iniciativas como essa são consideradas estratégicas para a preservação da floresta, ao apoiar startups que conciliam conservação ambiental, uso sustentável da biodiversidade e geração de valor econômico. Dessa forma, é possível fortalecer cadeias produtivas locais, ampliar impactos socioambientais positivos e promover soluções inovadoras que contribuem para o desenvolvimento sustentável da região.

Texto: Maxi Mídia Comunicação

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Startups da Amaz participam do Encontro+B Amazônia 2025 em Belém

As startups do portfólio da Amaz Aceleradora de Impacto, coordenada pelo Idesam, participaram do Encontro+B Amazônia 2025, que aconteceu de 3 a 5 de setembro em Belém (PA). As empresas, por meio de seus fundadores e sócios, fizeram parte de painéis, conexões e experiências que colocam a Amazônia no centro da agenda global.

Entre os destaques está a Tucum, representada pela CEO, Amanda Santana, que integra o painel “Elevando o Nível” no primeiro dia de evento, com a apresentação “Caso de Empresa B, aumentando o nível de impacto”. Para Amanda, a certificação B traduz o propósito da empresa e conecta sua atuação às transformações que o mercado exige.

“Desde que o Sistema B chegou ao Brasil a gente já se identificava. Diferente de muitas empresas que precisam se adequar, a Tucum praticamente nasceu uma empresa B. Sempre foi um desafio para a gente, por sermos um negócio pequeno, mas durante a pandemia decidimos focar nisso porque fazia parte do nosso propósito”, afirmou.

Sobre o Encontro+B, a empresária destacou a emoção de participar pela primeira vez, ainda mais em uma edição realizada na Amazônia. “Estou muito animada, é uma grande honra e, também, uma grande responsabilidade representar a região. Fui convidada para apresentar o case da Tucum no primeiro dia, como um dos destaques de impacto, e isso me deixa ansiosa e honrada. Vai ser especial estar em Belém, olhando no olho de tantas pessoas, tão perto da COP30. Acho que será um encontro para ficar na história”, exclamou.

Além da Tucum, outras duas startups do portfólio da Amaz também estarão no palco do Encontro+B. A Manioca, representada por Paulo Reis, e a Mahta, liderada por Max Petrucci, participarão do segundo dia (4) ampliando as vozes do diálogo sobre o tema “Ativando o Futuro”. O painel traz a perspectiva de que as ações coletivas serão protagonistas no legado rumo à COP30, reforçando o papel das empresas B como agentes de transformação.

Não por acaso, em um momento decisivo para o planeta, o Sistema B — movimento global que busca redefinir o capitalismo por meio de empresas comprometidas com o impacto socioambiental — escolheu a cidade de Belém (PA) para sediar a sexta edição do Encontro+B Amazônia 2025.

O evento marca um passo estratégico rumo à COP, em novembro, também na capital paraense, e promete conectar lideranças empresariais, comunidades indígenas, representantes da sociedade civil, investidores e acadêmicos sob o lema “A raiz do futuro”.

Outras perspectivas

A foodetch Tribos Superfoods, também do portfólio de negócios de impacto da Amaz, está buscando a certificação. O CEO da startup, Maurício Pantoja, acompanhou o evento como público e afirmou ver o encontro como um espaço estratégico para aprender e se inspirar em empresas que já trilharam esse caminho.

“A certificação se mostrou bastante compatível ao estilo de negócio e relações que a gente tem buscado. Para nós, além de uma validação de mercado, é também a oportunidade de estar junto de outras empresas que acreditam no impacto social e ambiental, não só na Amazônia, mas em todo o Brasil e no mundo”, explicou Maurício.

O empresário ressaltou ainda que sua participação no Encontro+B Amazônia foi estratégica para acelerar o processo rumo à certificação. “Essa semana foi super importante para conhecer empresas que já trilharam esse caminho, entender como mantêm a consistência ao longo do tempo e, principalmente, aprender em conversas paralelas como podemos nos preparar para conquistar o selo. Mesmo que demore um pouco, a ideia é já aplicar os padrões do Sistema B no nosso dia a dia”, completou.

A Vivalá, mais um negócio do portfólio da aceleradora, também teve um papel especial no evento. Na sexta-feira (5), data em que é celebrado o Dia da Amazônia, a startup em parceria com a Natura conduziu duas experiências de imersão em comunidades locais, levando 80 pessoas para vivenciar na prática a sociobioeconomia. A iniciativa faz parte de um projeto que busca transformar o turismo em fonte alternativa de renda.

“Estar no Encontro+B e proporcionar essas vivências é uma maneira de mostrar que o turismo pode ser um aliado da conservação e do desenvolvimento sustentável. É sobre gerar renda, mas também valorizar os conhecimentos e a cultura das comunidades amazônicas”, pontuou Pedro Gayotto, co-fundador da Vivalá.

Equipe da Vivalá durante imersão amazônica (Divulgação/Amaz)

Realizado desde 2012, o Encontro+B é um dos principais eventos do Movimento B na América Latina. Em sua sexta edição, trouxe o lema “A raiz do futuro” e reúne empreendedores, investidores, organizações e comunidades para discutir soluções de impacto que apontam caminhos para um futuro mais justo, sustentável e coletivo.

Texto: Maxi Mídia Comunicação