Mercado Amazônia1

Produtos da sociobioeconomia ganham destaque em festival na COP30

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Um dos principais destaques do Festival de Investimento de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA), edição especial COP30, que será realizado no dia 10 de novembro, é o Mercado Amazônia, espaço que reunirá  50 marcas da floresta, com exposição de produtos e serviços. O evento acontecerá no Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA), Campus Alcindo Cacela 2, em Belém (PA).

Os empreendimentos participantes do Mercado Amazônia integram o portfólio de negócios apoiados pelo programa de aceleração “Lab de Impacto”, executado pelo Impact Hub Manaus, pela AMAZ Aceleradora de Impacto, coordenada pelo Idesam, e terá curadoria da Associação dos Negócios de Sociobioeconomia da Amazônia (ASSOBIO).

Divulgação/Idesam

“A ASSOBIO reúne pequenas e médias empresas comprometidas com impactos positivos ambientais, sociais e econômicos na região amazônica. Participar do FIINSA é fundamental, pois reforça nosso papel de dar visibilidade e gerar oportunidades comerciais para nossos associados, além de fortalecer parcerias com instituições que compartilham desse compromisso. A nossa participação marca um novo momento  que mostra a potência e o crescimento da rede, reafirmando nossa missão de valorizar a economia da floresta em pé”, comenta Carol VilaNova, liderança da frente de eventos da ASSOBIO.

Essas iniciativas promovem impacto socioambiental em diferentes territórios amazônicos, atuando em segmentos como alimentação, biocosméticos, gestão de resíduos, logística, entre outros.

De acordo com Marcus Bessa, fundador do Impact Hub Manaus e um dos organizadores do evento, o Mercado Amazônia tem se consolidado como um espaço essencial para dar visibilidade e fortalecer os negócios da sociobioeconomia.

Segundo ele, a cada edição do FIINSA cresce não apenas o volume de vendas, mas também as conexões entre empreendedores, investidores e parceiros. Foram R$ 14 mil em vendas na primeira edição (2019), R$ 62 mil na segunda (2022) e R$ 115 mil no ano passado — resultados que demonstram o potencial dos negócios amazônicos para movimentar a economia e gerar impactos positivos.

“O FIINSA é um ponto de encontro entre quem sonha, investe e faz a Amazônia acontecer. Acreditamos que cada negócio de impacto carrega uma semente de transformação, e nosso papel é criar o ambiente certo para que essas sementes cresçam e se tornem referências de sustentabilidade e inovação no país. Quanto mais agentes estratégicos estiverem conectados, melhor para a região”, afirma Bessa. 

Além do Mercado Amazônia, a programação do FIINSA inclui painéis, rodas de conversa, experiências culturais e gastronômicas, além de espaços de convivência e networking inspirados na floresta amazônica. Para saber mais, acesse: fiinsa.org.br. 

As 50 marcas que participarão do Mercado Amazônia são: Biozer da Amazônia Ind., Darvore Cosméticos da Amazônia Ltda, Ekilibre Amazônia, Inatu, Moma, Saboaria Rondônia, Tekohá Cosméticos Regenerativos, Amazônia Agroflorestal, Amazonique, Engenho Café de Açaí, Mahta Comércio e Importação de Produtos Naturais Ltda, Mazo Mana, Tribo SuperFoods, Terramazonia, Amazônia Bee, Apoena Bioindustrial Ltda, Cacauaré, Carne de Jaca, Chocobic Indústria de Alimentos (Na Floresta), Cupu do Quintal, Deveras Amazônia, Jambu Sinimbu, JuCarepa, Manioca, Taberna da Amazônia, Zeno Nativo, Tucum, Urucuna Cosméticos e Artesanatos Ltda, Yanciã, Smartfoods, Hidromel, AMZ Tropical, Seiva, Bossa Pack, Da Tribu, Impact Bank, ForestiFi, Turismo Ubim, Museu Paiter A Soe, Cacau Raiz, Ateliê Yawa, Dr. da Borracha, Mel Bonal, Aruanas, Sioduhi Studio, Encantos da Floresta, Wasai, entre outros.

Divulgação/Idesam

Mais sobre o FIINSA

O Festival de Investimento de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA) é uma realização do Idesam e do Impact Hub Manaus, com correalização do CESUPA. Possui patrocínio do Fundo Vale, Soros Economic Development Fund, Bemol, CNP Seguradora e Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) da Suframa. O apoio é feito pelo Instituto Sabin, Bezos Earth Fund, Carbon Disclosure Project (CDP) e Amazon Investor Coalition. São parceiros o Projeto Saúde e Alegria, Associação dos Negócios de Sociobioeconomia da Amazônia (Assobio), Rede Amazônidas pelo Clima (RAC), Centro de Empreendedorismo da Amazônia, Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, Instituto Conexões Sustentáveis (Conexsus), Instituto Arapyaú e Casa Amazônia.

Sobre o Idesam

O Idesam é uma organização amazonense com atuação na Amazônia Legal desde 2004 e tem por missão promover a valorização e o uso sustentável de recursos naturais na Amazônia e buscar alternativas para a conservação ambiental, o desenvolvimento social e a mitigação das mudanças climáticas. Credenciado como Instituto de Ciência e Tecnologia, possui qualificação de Organização Social de Interesse Público (OSCIP). Dos reconhecimentos já conquistados, foi eleito a melhor organização ambiental da Região Norte pelo prêmio Melhores ONGs 2020 e 2023. Recebeu o Prêmio Empreendedor Social 2022, promovido pela Folha de São Paulo e Fundação Schwab, na categoria ‘Inovação e Meio Ambiente’ é credenciada como ator da Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas (2021-2030). Para saber mais, acesse: www.idesam.org.

Sobre o Impact Hub Manaus

O Impact Hub Manaus carrega uma identidade profundamente amazônica. Com 10 anos de atuação, a organização busca fortalecer o ecossistema de empreendedorismo e inovação de impacto na região, promovendo programas de aceleração, investimentos, articulação comunitária, formações e eventos voltados à bioeconomia e inovação social. Desde 2015, conecta empreendedores, investidores, lideranças sociais e parceiros. Em sua primeira década, construiu uma comunidade com mais de 500 membros, apoiou mais de 3 mil empreendedores, investiu em mais de 40 negócios sociais, mobilizou mais de R$ 2 milhões em recursos e levou impacto a mais de 10 cidades da Amazônia Legal. Mais do que resultados, o Hub representa um movimento coletivo em prol de uma Amazônia inovadora, sustentável e protagonista, onde o desenvolvimento econômico caminha junto com a conservação ambiental e o fortalecimento de quem vive na região.

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Amaz reforça oportunidades e indica os desafios para negócios de impacto no Amazonas em workshop para construção do Plano de Bioeconomia 

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Imagem: Divulgação/Amaz

A Amaz Aceleradora participou do workshop para a construção do Plano de Ação de Bioeconomia do Amazonas, promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). O encontro, realizado no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), discutiu com agentes de setores públicos, privados e organizações sociais o eixo de governança do plano. 

O Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas é uma iniciativa do Governo do Estado que vem sendo construída de forma participativa, com a realização de consultas públicas e o diálogo direto com os 62 municípios. O objetivo é estruturar um modelo de desenvolvimento que valorize a floresta em pé e a sociobiodiversidade, transformando recursos naturais em soluções econômicas e sociais inovadoras. 

Com cinco anos de experiência apoiando negócios de impacto socioambiental na Amazônia, a Amaz contribui para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis e ampliar o acesso ao investimento e capacitação para empreendedores da região. A participação da iniciativa nesse processo reforça a importância de integrar a visão de quem já atua diretamente no ecossistema de impacto à formulação de políticas públicas voltadas à bioeconomia. 

Segundo Gabriela Santos, Líder de Novos Negócios do Idesam, Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia que coordena a Amaz Aceleradora de Impacto, dentre outras iniciativas no eixo do fortalecimento de Novos Negócios, o encontro representou uma etapa fundamental da construção coletiva do Plano Estadual de Bioeconomia, que impacta diretamente a atuação da organização, os negócios apoiados e todo o ecossistema de impacto. A gestora destacou que a participação da Amaz tem sido marcada pela colaboração ao longo de todo o processo, especialmente na identificação de desafios que vão desde o fortalecimento das cadeias de valor até a comercialização de produtos da sociobiodiversidade. 

“A troca com representantes do setor público, privado e do terceiro setor garante que o plano será delineado considerando as experiências e aprendizados de cada um desses, mas também oportunidades de trabalho coletivo, principalmente do ponto de vista de políticas e estruturas que viabilizem e beneficiem o ecossistema de negócios. Dessa forma, nos posicionamos como um ator essencial para a implementação do que está sendo definido dentro do plano”, destacou. 

As discussões sobre o Plano de Ação de Bioeconomia seguem ao longo desta semana. Nesta etapa, os participantes vão aprofundar o debate em torno dos demais eixos do Plano, que incluem temas como descarbonização, energia renovável, pessoas e cultura, ecossistema de negócios e patrimônio genético. 

A assessora do Departamento de Bioeconomia e Ações Estratégicas da Sedecti, Biatris Rocha, destacou a importância do processo de escuta regional para o sucesso do plano.  

“A partir das escutas regionais, que começaram em fevereiro, poderemos incorporar a visão das comunidades, garantindo que o plano não seja apenas técnico, mas também representativo das demandas locais”, afirmou Biatris.