painel BAS 2025

Amaz reafirma que o investimento em bioeconomia precisa se adaptar para atingir a necessidade do território e dos negócios que já estão sendo desenvolvidos 

Texto: Maxi Mídia Comunicacao

Foto: Daniela Lopes

Na segunda edição do Bioeconomy Amazon Summit (BAS), que aconteceu nos dias 30 e 31 de julho no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, os debates, conexões e oportunidades giraram em torno de como destravar os desafios de escala, logística e investimentos para os negócios que já estão em atividade ou em fase de encubação. 

Lançado oficialmente em setembro de 2023 pelo Pacto Global – Rede Brasil e pela gestora de venture capital KPTL, o Bioeconomy Amazon Summit (BAS) tem o objetivo de ampliar a discussão em torno do papel da inovação e do empreendedorismo da Amazônia na agenda global de mudanças climáticas. 

Gabriela Souza, líder de operações da Amaz, aceleradora de impacto coordenada pelo Idesam, destacou no painel “As perspectivas para a Bioeconomia na visão dos articuladores do ecossistema de startups” que o capital para investir em bioeconomia da Amazônia precisa ser paciente.”Que o capital privado que venha seja de forma intencional, de forma catalítica, de forma paciente. Que a gente consiga fazer com que as soluções financeiras realmente entendam as demandas dos negócios para a partir disso desenhar soluções. Acho que quando a gente fala dos negócios do ecossistema, a dificuldade é sempre qual vai ser o próximo apoio financeiro, qual vai ser a próxima captação.”, pontua a gestora. 

Também estavam no debate Carlos Carvalho, diretor de bionegócios do CBA, e a empreendedora Priscila Almeida, da Assobio. Além dos painéis, o evento promoveu rodadas de negócios e reuniu 150 startups na arena empreendedora. 

Conexões de Impacto 

Startups do portfólio da Amaz também marcaram presença, O CEO da Tribo Superfoods, Mauricio Pantoja, destacou a relevância do BAS para encontrar parcerias estratégicas e novos clientes para os negócios. 

“O que é importante aqui são as grandes oportunidades de conectar com outros empreendedores que podem ajudar os nossos negócios, seja pelo fato de atuarem na mesma cadeia de manejo que as que atuamos ou até pela troca nas conversas   com outros empreendedores, aprendendo com a caminhada dos mais experientes.”, observou Pantoja. 

Além da Tribo Superfoods – startup que atua nas cadeias do açaí, cupuaçu e cacau beneficiando duas cooperativas e impacta 340 famílias de comunidades em Igarapé- Mirí e Abaetuba, no Pará – outras startups do portfólio da Amaz  estiveram no evento. 

Na arena empreendedora mais de 150 startups estiveram presentes durante os dois dias de evento, entre elas a empresa de cosméticos agroflorestais, Moma Cosméticos, a que atua na área dos super alimentos, Mazô Maná; a Zeno Nativo, que também atua com alimentos nas cadeias de manejos sustentável do cacau e da castanha e ForestiFI, uma fintech que atua com tokenização de ativos da floresta, todas do portfólio de negócios da Amaz. 

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