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Manioca é a primeira foodtech investida pela Ajinomoto fora do Japão

Foto: Manioca/Divulgação

Em novembro deste ano, a Manioca, empresa do portfólio da AMAZ, e a Ajinomoto do Brasil, referência na produção de aminoácidos e detentora de importantes marcas como SAZÓN®, MID® e VONO®, anunciaram uma parceria focada no aumento da produção e no desenvolvimento de novos produtos.

O aporte é o primeiro realizado pela companhia fora do Japão e se concretizou por meio do Ajinolab, hub de inovação aberta da Ajinomoto, que, com o intuito de diversificar o portfólio, buscou foodtechs que estão inovando a partir da biodiversidade, gerando impactos sociais e ambientais positivos.

O presidente da Ajinomoto do Brasil, Shigeo Nakamura, destaca que o investimento foi determinado pelo compromisso da empresa em expandir sua linha de produtos saudáveis, buscando atender às crescentes demandas do mercado. “A missão da Manioca, alinhada à valorização da biodiversidade da Amazônia, pautada no comer bem e fazer o bem, ressoa com os valores e princípios da Ajinomoto”, diz o CEO.

Os cofundadores da Manioca, Joanna Martins e Paulo Reis, esperam que o case inspire outras grandes empresas a se aproximarem da região considerando não apenas como um lugar de matérias-primas incríveis, mas com interesse pelas marcas que já atuam na Amazônia, abrindo espaço e reconhecendo o valor dos empreendedores da região.

Fundada em 2014, a Manioca tem o objetivo de popularizar os sabores da culinária amazônica. Iniciou sua jornada com investimento familiar, e anos depois, após ser acelerada pela AMAZ, contou com duas rodadas de investimento da aceleradora. Um tempo depois, a empresa teve também um aporte do Amazon Biodiversity Fund (ABF).

“A AMAZ nos conectou com o ABF, e essa etapa foi bastante importante porque nos preparou para a questão financeira, de projeção de crescimento, visão de longo prazo. Geralmente, quanto maior o recurso, maiores as exigências do investidor”, diz Joanna.

Para a AMAZ, primeira investidora da Manioca, a aproximação com a Ajinomoto é um bom sinal para o ecossistema de impacto amazônico.

“Nós ficamos muito felizes de ver uma empresa de grande porte, como a Ajinomoto, apostando e acreditando em um negócio local como a Manioca. É para isso que nós trabalhamos nos últimos anos, e isso é um sinal muito forte do quanto o ecossistema de negócios de impacto da Amazônia vem crescendo e tomando relevância. É importante para a região que esse tipo de movimentação aconteça, afinal são negócios como a Manioca que vão ajudar a construir uma nova economia para a Amazônia”, analisa Mariano Cenamo, CEO da AMAZ e diretor de novos negócios do Idesam.

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