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G20 Manaus: Idesam, Suframa e MDIC apresentam mais de 30 produtos em bioeconomia

A Exposição é organizada pela agenda GIB e Serviço Florestal Brasileiro 

Texto: Imprensa/ Idesam
Foto: Divulgação/ Idesam

As delegações participantes dos Grupos de Trabalho do G20, terão a oportunidade de visitar a exposição intitulada ‘Sustentabilidade Climática e Ambiental’. Além do Idesam, as organizações expositoras são MMA, ICMBio, SFB; Sebrae e InovaAmazonia e Origens, CBA, CIDE e Casa Ribeirinha. 

A mostra é fechada para convidados e acontece no Centro de Convenções Vasco Vasques e é parte integrante da reunião do G20 sobre Sustentabilidade Climática e Ambiental e da reunião da Iniciativa sobre Bioeconomia. O objetivo da exposição é destacar projetos e iniciativas locais que contribuem de forma inovadora no enfrentamento dos desafios ambientais e climáticos da Amazônia. 

Produtos da sociobiodiversidade no G20. Foto: Divulgação/Idesam

Os produtos apresentados estão divididos em três categorias: tecnologia, cosméticos e comida. São eles: o mel de abelha sem ferrão, da Amazônia Bee; smart burguer, smart meatballs e smart sausage, da Amazônia Smart Food; açaí energy drink, do Engenho Café de Açaí; mudas de espécieis amazônicas, da Biofábrica Ananas; extrato de frutas amazônicas, blends funcionais, óleo de castanha e óleo blend, da Terramazônia; amazônia foodlab, da Ekuia; castanhas do Brasil e amêndoas de cacau, da Zeno Nativo; nutrição regenerativa da floresta, da Mahta; alimentos naturais e saudáveis, da Mazô Maná; opções sem glúten, veganas e sem gordura trans, da Manawara; condimentos, da Soul Brasil Cuisine; chocolate amazônico da Na’Kau; alimentos naturais, da Manioca; e o Café Apuí Agroflorestal, da Amazônia Agroflorestal; na categoria de comida. 

Gel esfoliante, espuma de limpeza, argilas e óleos lídimos, da Biozer da Amazônia; linhas de limpeza facil, da Amakos; óleos essenciais, da Encantos da Floresta; produtos feitos do couro de peixes amazônicos, da Yara Couros; nanocosméticos, da Darvore; cosméticos naturais veganos, da Ekilibre; cosméticos, da Moma Natural; e os óleos vegetais e essenciais e objetos de madeira certificada, da Inatu Amazônia; na categoria de cosméticos. 

Plataforma de inteligência climática, plataforma ESG, agrosmart Nexus e app BoosterAGRO, da Agrosmart; biofertilizante – Biochar Fert Açaí NK+, da Biofert; comercialização da tecnologia de micro-ondas, da Innovatus; comercialização de óleo de pracaxi e das prensas artesanais, da Inova Manejo; comercialização de alevinos, da Gigas Baby; serviço de implementação do sistema agrícola, da Agrega+; peças de bicicleta com fibras de tucumã e açaí, da AGJTech; máquina colhedora de açaí, da Agranus; e ibogaína amazônica, da Hylaea; na categoria de tecnologia.  

Foto: Divulgação/ Idesam

De acordo com a programação, o objetivo é destacar as soluções práticas e inovadoras que inspiram mudanças significativas e sustentáveis, além de fortalecerem a conscientização sobre a importância de agir para proteger nossos recursos naturais. 

G20 em Manaus 

Manaus sedia, entre os dias 17 e 19 de junho de 2024, a reunião da Iniciativa sobre Bioeconomia do G20. Este é primeiro evento do G20 realizado na capital amazonense. Na mesma semana, de 19 e 21 de junho, ocorre a reunião do Grupo de Trabalho do G20 sobre Sustentabilidade Climática e Ambiental, ambos eventos realizados no Centro de Convenções Vasco Vasques. 

O G20, que reúne as maiores economias do mundo (19 países, além da União Africana e a União Europeia), está sob a presidência do Brasil, desde 1º de dezembro de 2023. Esta é a primeira vez que o tema da bioeconomia é discutido multilateralmente, uma iniciativa proposta pela presidência brasileira no G20. A reunião em Manaus foca no uso sustentável da biodiversidade para a bioeconomia, com participantes nacionais e internacionais discutindo estratégias para a conservação, preservação e recuperação da biodiversidade. 

Fórum Inter-religioso do G20 

Em paralelo, Manaus também recebe o Ciclo de Reuniões do Fórum Inter-religioso do G20, abordando o tema ‘Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Engajamento Religioso: Contribuições para o G20’. André Vianna, diretor técnico do Idesam, participa do debate ‘Criando valor e prosperidade e regenerando a natureza: dinâmicas religiosas e fatores sociais, biológicos e econômicos’. Esta oficina discute caminhos para a prosperidade com foco na segurança alimentar, justiça climática e preservação das florestas, destacando o papel das crenças e instituições religiosas na regeneração da natureza. 

A primeira sessão será moderada por Romanna Remor, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Roble del Sur, e contará com painelistas como Patrícia Cota Gomes, Diretora Adjunta do Imaflora; André Viana, Diretor Técnico do Idesam; Ernesto Souza, agricultor agroflorestal residente na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã; e Paulo Oliveira, Proprietário da Cocar&Co. 

A participação do Idesam nas reuniões do G20 em Manaus sublinha a importância da sociobiodiversidade e da bioeconomia na agenda global, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a conservação da Amazônia. 

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Zeno Nativo conclui reforma e ampliação de fábrica

Foto: Divulgação Zeno Nativo

A Zeno Nativo, empresa acelerada e investida pela AMAZ em 2024, finalizou a reforma e ampliação da fábrica de processamento de castanhas e amêndoas de cacau. Localizada no Acará, estado do Pará, a estrutura, renovada, amplia a produtividade em 50%.

A obra foi realizada com aporte financeiro realizado pela AMAZ: “A gente usou ali pouco mais de 30% do aporte da AMAZ. Essa reforma já estava no horizonte, aproveitamos o recurso para melhorar não só a produtividade, mas o ambiente para os colaboradores, dando mais qualidade e segurança”, diz Zeno Gemaque, fundador da Zeno Nativo.

A reforma do espaço durou quase quatro meses, tempo compensado com a ampliação da produtividade a partir de agora. Além disso, Zeno destaca a redução de possibilidade de contaminação de alimentos, já que o ambiente passou por melhoria e se tornou ainda mais adequado para manipulação das castanhas e amêndoas. E também a climatização de toda a área, o que torna o processo de trabalho da fábrica mais salubre para os colaboradores.

“Além de tudo isso, também reformamos e ampliamos nossa estufa de secagem de cacau, que agora usa uma nova técnica que melhorou bastante a parte estética do cacau e o ambiente. Essas obras fazem muita diferença no nosso empreendimento”, avalia Zeno.

A Zeno Nativo trabalha com produção de castanha do Pará e amêndoas de cacau nativo da região do rio Acará, contribuindo para a conservação da Amazônia. As castanhas são reconhecidas pela qualidade e vendidas especialmente no mercado Ver-o-Peso, em Belém, e em outros espaços. Já as amêndoas de cacau atendem a chocolateiros no Brasil e no mundo. 

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Sobre a importância de conhecer cadeias produtivas e comunidades: MOMA visita a RDS Uatumã

Foto: Rodrigo Duarte/cortesia MOMA

No início do mês de maio, Vivian Chun, fundadora da MOMA – negócio acelerado e investido pela AMAZ este ano – visitou a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, no estado do Amazonas.

Acompanhada por Julia Tatto,  cofundadora da Urucuna, e por Louise Lauschner, especialista em acesso ao mercado no Idesam, Vivian, que usa matérias primas da Amazônia e de outros biomas brasileiros em seus produtos e pratica o comércio justo – os produtos da MOMA têm o selo Origens Brasil -, esteve na RDS do Uatumã para conhecer a comunidade que extrai e processa o breu branco, produzida pela espécie breu-branco-verdadeiro, árvore originária da Amazônia que pode atingir até 30 metros de altura.

A resina, perfumada, tem o aspecto de uma rocha cinzenta e se solidifica na base do tronco, e sua extração e processamento demandam bastante tempo e trabalho artesanal. 

Foto: Rodrigo Duarte/cortesia MOMA

Um dos pontos destacados por Vivian após a visita tem relação com o comércio justo:

“Desde que comecei a comprar o breu branco, em 2022, o valor do litro mais do que dobrou. É claro que a gente sente esse impacto, temos todo um planejamento de custo do produto final para comercialização, mas eu gostaria de destacar que, estando lá com a comunidade e vendo o trabalho manual da extração e processamento, o preço atual ainda me parece barato. Primeiro é preciso entrar na floresta, que é um lugar que oferece riscos. Depois tem a coleta, o transporte até a usina, onde o breu é lavado, tem extraído todo e qualquer resíduo de madeira, em cada pedaço. A resina gruda, e esse processo leva tempo. Depois de lavado, o breu é triturado com pilão, vai para a dorna, tem o processo de destilação, enfim. Vendo todo esse processo, a gente valoriza ainda mais a matéria prima. São muitas mãos que estão por trás de um litro de breu.”

A MOMA utiliza o breu branco em cinco produtos: dois desodorantes, xampu e condicionador de breu e lavanda, e sabonete de breu e manjericão – este último em breve deixará de ser produzido, mas será substituído por outro que também levará a resina em sua composição.

A resina e óleos e manteigas vegetais utilizados em produtos da MOMA e da Urucuna têm sido adquiridos junto à Inatu Amazônia, marca coletiva criada pelo Idesam e associações extrativistas da RDS do Uatumã no âmbito do projeto Cidades Florestais, financiado pelo Fundo Amazônia, para facilitar a comunicação com o mercado. 

O Idesam tem atuado diretamente na RDS desde 2006, tendo sido responsável pela coordenação da elaboração do Plano de Gestão e pela implementação de seus programas.

Louise Lauschner, especialista em acesso ao mercado no Idesam, conheceu Vivian há alguns anos, no processo de busca da empreendedora por produtos com origem e rastreabilidade, e destaca que ela sempre demonstrou preocupação com o comércio justo.

“Esse comprometimento não é apenas com a Inatu Amazônia, mas também com outros fornecedores da Amazônia e de outros biomas. É raro ter um comprador de matéria prima que vá até o local de extração e beneficiamento conhecer os extrativistas, entender de onde vem o produto que recebe com rastreabilidade. Essa relação é bem interessante, porque há uma troca real entre o conhecimento de produção que a comunidade tem e o dela, empreendedora, de indústria de produto. E a Vivian desde o início demonstrou esse interesse em conhecer os locais de extração, ela compra de outras associações e quer conhecer os processos mais aprofundadamente também. Isso para ela representa um ganho, porque consegue ainda mais conhecimento de causa para falar sobre a origem dos produtos.”

Foto: Rodrigo Duarte/cortesia MOMA

Na RDS do Uatumã, Vivian conheceu as comunidades Boto, onde fica a usina de óleos, e Bom Jesus do Angelim, onde o grupo pernoitou.  Ela reforça a impressão de Louise, sobre a importância da troca e da conexão: “Tanto eu conhecer a cultura deles, que é diferente da minha, como eles conhecerem o que eu faço com a matéria prima que extraem com tanto cuidado. Como isso se transforma em um produto. Isso gera maior conexão, transparência, reforço da parceria e valorização do que estão fazendo. Percebem que o que fazem gera valor. E do meu lado, quando entendo o contexto em que essa matéria prima é extraída, a vida deles, o valor que é pago faz ainda mais sentido. Isso tudo reforça que estamos no caminho certo.”

Vivian levou os produtos da MOMA que têm o breu branco em sua composição para as comunidades conhecerem, e destaca que a recepção foi muito boa. Embora tenha também levado outros produtos que não têm a resina em sua composição, percebeu que o interesse foi muito maior naqueles que a traziam como ingrediente. “Muito bonito ver como eles se conectam com essa matéria prima. Ela é realmente algo que eles amam e valorizam, deu para perceber uma alegria muito genuína. E foi importante perceber, pelo testemunho do Wanderley Cruz (gestor da Usina de Óleos da RDS do Uatumã), que nossa relação faz diferença na vida deles, porque garante uma fonte de renda real.”

Foto: Rodrigo Duarte/cortesia MOMA

“Acho que falar dessa cadeia produtiva faz mais sentido quando eu, Vivian, vivenciei isso, senti na pele. É uma vivência e uma informação muito importantes para traduzir para o público que usa os produtos da MOMA a origem das matérias primas e tudo o que está por trás de cada uma delas”, completa Vivian.