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Amaz mira expansão com foco em conservação, renda e justiça social até 2030 

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Foto: Divulgação Mazô Maná

Com atuação em mais de 6,4 milhões de hectares na Amazônia Legal, a AMAZ Aceleradora de Impacto beneficiou diretamente 1.959 famílias e 45 organizações sociais, gerando R$ 4 milhões em pagamentos a parceiros locais ao longo de 2024. Os dados fazem parte do Relatório de Impacto 2025, divulgado nesta segunda-feira, 28 de julho, data em que mundialmente é celebrada a conservação da natureza. Os números reforçam o potencial da bioeconomia como motor para o desenvolvimento sustentável na região. 

Coordenada pelo Idesam, a AMAZ chega ao seu quinto ano consolidada como a maior aceleradora de impacto do norte, reunindo um portfólio estratégico de 14 negócios, em 2024, focados na gestão sustentável dos recursos naturais, restauração de ecossistemas e fortalecimento de cadeias produtivas. 

“O relatório firma nosso compromisso com a transparência, mensuração e gestão do impacto positivo socioambiental. Medir a profundidade das transformações no território é um desafio, mas também um norte essencial para seguirmos com propósito”, afirma Mariano Cenamo, CEO da AMAZ e diretor de Novos Negócios do Idesam. 

Startups que fortalecem a bioeconomia da floresta 

Os negócios acelerados atuam em diferentes setores da bioeconomia amazônica, como logística sustentável, alimentação, moda e arte indígena, cosméticos naturais, turismo de base comunitária e regeneração ambiental. O portfólio é intencionalmente diverso, refletindo os múltiplos estágios de maturidade e perfis territoriais da região. 

Para apoiar essas iniciativas, a aceleradora opera por meio de um modelo inovador de blended finance, combinando recursos filantrópicos e privados. Desde sua criação, já captou R$ 25 milhões em investimentos de impacto. 

“A AMAZ atua em pontos-chave para o amadurecimento do ecossistema, oferecendo suporte técnico, jurídico, contábil e mercadológico além do financiamento. O Fundo JBS pela Amazônia reconhece que o investimento realizado vem gerando impacto positivo e concreto na bioeconomia da floresta”, destaca Lucas Scarascia, gerente de Monitoramento de Projetos e Operações do Fundo, um dos financiadores da aceleradora. 

Desafios e aprendizados na mensuração do impacto 

A mensuração do impacto socioambiental é um desafio diante da diversidade de territórios e modelos de negócio.  

Nesta edição, o relatório focou em indicadores sociais e na área total de atuação consolidados devido à complexidade de coleta de dados ,padronizados entre os diferentes contextos – que incluem Terras Indígenas, Unidades de Conservação e Reservas Extrativistas. 

 “Estamos desenvolvendo uma ferramenta própria para avaliar individualmente cada área de atuação, além de avançar na padronização dos dados enviados pelos negócios. A complexidade é grande, mas a qualificação da informação é um compromisso”, explica Gabriela Souza, líder de operações da AMAZ. 

O relatório também contou com a atualização do “Glossário AMAZ” e um novo mapeamento individual dos negócios acelerados. 

Ambição para ampliar o impacto 

Com os olhos voltados para o futuro, a AMAZ estabeleceu metas ousadas até 2030: 

• 80 negócios investidos 

• 10 mil famílias beneficiadas 

• 10 milhões de hectares conservados 

• R$ 75 milhões investidos diretamente na região 

• R$ 25 milhões captados em novos investimentos 

“Seguiremos construindo pontes entre empreendedores, parceiros e investidores. Nosso foco continua sendo o bem-estar de quem vive na Amazônia. A floresta em pé, com gente cuidando dela, é o melhor investimento que podemos fazer”, conclui Mariano Cenamo. 

Sobre a AMAZ 

Com cinco anos de atuação, a Amaz é a maior aceleradora de negócios de impacto com foco na Amazônia Legal. Coordenada pelo Idesam, atua no fortalecimento de empreendedores que contribuem para a conservação da floresta, geração de renda e justiça social na região. 

Créditos - Divulgação

Fórum Brasileiro de Deep Techs 2025 desembarca em Manaus

Idesam é correalizador local na agenda de inovação em bioeconomia 

Realizado pela Wylinka — organização sem fins lucrativos que transforma conhecimento científico em inovação para o desenvolvimento sustentável do país — junto com a Caos Focado — venture builder especializada na criação de startups deep techs — o Fórum Brasileiro de Deep Techs desembarca em Manaus no dia 29 de julho.

Mais do que um evento, o Fórum é onde ciência, tecnologia e propósito se encontram para fortalecer a narrativa da inovação científica no Brasil e impulsionar uma nova economia, baseada em impacto e colaboração. A edição de Manaus conta com o patrocínio da Natura, reforçando o compromisso com iniciativas que unem biodiversidade, ciência e desenvolvimento sustentável.

Com o objetivo de fomentar discussões que gerem impacto local, o Fórum terá painéis voltados à bioeconomia, ao protagonismo da biodiversidade amazônica e à conexão entre ciência e mercado, levantando temas como desburocratização, financiamento e recursos, reunindo especialistas, empreendedores e agentes do ecossistema de inovação.

Como parceiro local, o Idesam agrega valor ao evento, especialmente pelas iniciativas de inovação em bioeconomia e novos negócios. O Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio) foi idealizado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e coordenado pelo Idesam com o intuito de captar recursos de investimentos obrigatórios em P&D (Lei de Informática) para geração de novos produtos, serviços e negócios para a Bioeconomia Amazônica.  

Já a AMAZ é a maior aceleradora de negócios de impacto do norte do país, totalmente dedicada aos empreendedores e empreendedoras que atuam na região amazônica gerando impactos positivos para a floresta e suas populações. Seu programa de aceleração é customizado para atender as reais demandas dos negócios que compõem o portfólio durante a jornada de aceleração. 

Mais do que discutir o futuro, o Fórum Brasileiro de Deep Techs quer construí-lo. E o ponto de partida é agora. Inscreva-se e acompanhe todas as novidades deste evento 100% presencial neste link.

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Em desafio internacional para regeneração ambiental, startup brasileira desenvolve suplemento com insumos da Amazônia

A Mahta é uma foodtech que atua na produção de suplementos alimentares com ingredientes da floresta amazônica, entregando valor nutricional aos consumidores e impulsionando a conservação do bioma. Desde 2021, integra o portfólio da Amaz Aceleradora de Impacto, a principal da Região Norte, e recentemente foi uma das finalistas do desafio internacional “O Grande Redesenho de Alimentos”.

Promovido pela Ellen MacArthur Foundation, em parceria com o Sustainable Food Trust, o desafio foi criado como resposta ao relatório “Tornar os alimentos positivos para a natureza a norma”. O documento reconhece os benefícios do design circular de alimentos e busca engajar a indústria de bens de consumo de alto giro (FMCG, na sigla em inglês) na construção de um sistema alimentar mais sustentável.

A partir de workshops e mentorias com especialistas, empreendedores criaram ou redesenharam alimentos focados na regeneração ambiental, atuando desde a seleção dos ingredientes até o desenvolvimento de embalagens sustentáveis.

Um dos participantes foi a Mahta, que utiliza insumos amazônicos como cacau, cupuaçu, açaí, cumarú, graviola, bacuri e taperebá na fabricação de suplementos saudáveis. A empresa desenvolve suas atividades em parceria com comunidades tradicionais e pequenos agricultores que operam em sistemas agroflorestais.

“O que motivou nossa participação foi a grande admiração que temos pela Fundação Ellen MacArthur. É a maior organização mundial que atua pela economia circular. Quando vimos o Desafio, ficamos muito empolgados, pois se alinhava absolutamente com o nosso propósito: repensar a forma com fazemos alimentos.”, explica Max Petrucci, fundador e CEO da startup.

Desenvolvimento de novo produto

A startup apoiada pela Amaz foi contemplada com um subsídio de £30 mil (cerca de R$ 216 mil na cotação da época). O recurso foi destinado ao desenvolvimento de um blend proteico com bacuri, taperebá e castanha-do-Brasil, além de outros ingredientes da Amazônia. Parte do valor também financiou o redesign das embalagens da linha “Superfoods”, agora impressas em polietileno de fonte renovável.

Larissa Bueno, head de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Mahta, afirma que a experiência de troca com outras empresas foi decisiva para fortalecer o ecossistema de negócios sustentáveis na região.

“Entendemos que desafios como logística, garantia da qualidade e fornecimento de insumos são comuns a quase todos os negócios do ecossistema. Isso ressaltou ainda mais a importância de mantermos um diálogo aberto entre esses empreendimentos e da existência de programas que incentivam a economia circular quando trabalhamos com cadeias de valor do bioma”, diz.

Além da Mahta, outras dez empresas brasileiras participaram da jornada. Ao todo, 57 negócios, de 12 países, desenvolveram 141 novos alimentos com potencial de regeneração ambiental.

Reconhecimento

Um dos momentos marcantes do desafio ocorreu neste ano no Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. Os alimentos desenvolvidos foram expostos em unidades do Grupo Carrefour Brasil e da Quitanda, duas redes de supermercados reconhecidas pelo compromisso com a sustentabilidade.

Todos os produtos também receberam o selo “Aliado da Natureza”, criado para orientar consumidores na escolha de alimentos sustentáveis.

Agora, o CEO explica que os próximos passos da Mahta incluem expandir sua atuação comercial e ampliar o alcance do modelo regenerativo.

“O reconhecimento e apoio da Ellen MacArthur Foundation em ampliar a nossa rede de distribuição por meio do acesso às cadeias de grandes varejistas é fundamental. Isso dá incentivo ao plano de expansão do impacto gerado pelo Sistema Regenerativo da Floresta (SRF), que é o nosso modelo”, finaliza Petrucci.

Mais sobre o desafio

O desafio internacional “O Grande Redesenho de Alimentos” é promovido pela Ellen MacArthur Foundation, em parceria com o Sustainable Food Trust, com apoio da People’s Postcode Lottery, Gordon and Betty Moore Foundation e The Schmidt Family Foundation.

TUCUM

Tucum leva arte de povos indígenas brasileiros para Lisboa

A Tucum, primeiro marketplace indígena do Brasil e um dos negócios apoiados pela Amaz Aceleradora de Impacto, está participando da 7ª edição da “Jornada Exportadora”, um programa internacional que segue até esta sexta-feira, 4 de julho, em Lisboa (Portugal).

Desenvolvido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o programa é voltado para empreendedores e negócios que buscam expandir fronteiras comerciais, internacionalizar suas marcas e conquistar espaço em mercados internacionais.

A atual edição tem foco no setor de artesanato brasileiro e beneficia 20 participantes, incluindo artesãos, empreendedores, empresas, associações e cooperativas brasileiras.

Em solo português, a programação da “Jornada Exportadora” inclui webinars, mentorias, seminários com especialistas, visitas técnicas e rodadas com compradores e potenciais parceiros europeus. O objetivo é oferecer uma imersão completa no tema, apresentar oportunidades, ampliar a rede de contatos e fortalecer a competitividade dos negócios.

Fundada em 2013 com uma loja física no Rio de Janeiro (RJ), a Tucum rapidamente percebeu o potencial do ambiente digital. Dois anos depois, tornou-se o primeiro marketplace de arte indígena do país, com a venda de roupas, bolsas, biojoias, artesanato, pinturas, itens de decoração e outros produtos sustentáveis, produzidos por diversos povos indígenas que habitam na Amazônia Legal.

Amanda Santana, sócia-fundadora e diretora criativa da Tucum, destaca a importância da oportunidade para o crescimento do negócio.

“Nós viemos trazer arte indígena do Brasil para Lisboa e entender como o mercado de artesanato brasileiro é visto aqui. Estamos em operação há 12 anos. Por vezes, esses potenciais clientes estão no exterior, o que exige uma dinâmica diferente de venda e envio dos produtos. Então, a expectativa é que [na Jornada] aprendamos muito sobre o funcionamento do mercado português e possamos amadurecer a ideia.”, observa Amanda Santana.

Impacto socioambiental em 2024

Atualmente, a Tucum atua em quatro Unidades de Conservação (UCs) e 56 Terras Indígenas (TIs) distribuídas em oito estados da Amazônia Legal, totalizando uma área de 2,9 milhões de hectares. Além disso, a empresa trabalha em parceria com associações, cooperativas, grupos ou artistas que comercializam artes de seus povos.

Entre os parceiros estão a Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Iriri (AMORERI), Associação de Mulheres Artesãs Ticunas de Bom Caminho (AMATU), Associação dos Ashaninka do Rio Amônia Apiwtxa (APIWTXA) e o Fundo de Artesanato Zo’é (FAZ).

Somente no ano passado, a empresa comprou R$ 538 mil em mercadorias, beneficiando artesãos e artesãs de 106 povos indígenas que vivem em 62 territórios tradicionais. Algumas das etnias que trabalham em parceria são Baniwa, Baré, Guarani, Kayapó, Ticuna e Yanomami.

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Amaz realiza reunião com a comunidade de negócios acelerados e apoia adesão ao Cadimpacto

A Amaz Aceleradora de Impacto em parceria com o escritório SBSA Advogados promoveu um encontro remoto da “Jornada de Aceleração”. Realizado no dia 5 de junho, o encontro contou com mais de 30 participantes e abordou vários assuntos de importância jurídica e contratual para os negócios acelerados.

Gabriela Souza, líder de operações da Amaz, destaca que o objetivo da “Jornada” é criar um espaço de amadurecimento de ideias.

“Este foi o primeiro encontro online da comunidade junto com todos os negócios que fazem parte do nosso portfólio. […]. A ideia é que esses encontros sejam recorrentes para tratar de assuntos que gerem conhecimento, debates e troca de experiência entre os empreendedores.”, pontua a gestora da Amaz.

A principal pauta tratou do Cadastro Nacional de Empreendimentos de Impacto (Cadimpacto). A plataforma, lançada em março pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), busca mapear e dar visibilidade para empresas, iniciativas e atividades comerciais de todo o Brasil que alinhem resultados financeiros com impactos socioambientais positivos.

Além disso, o Cadimpacto se apresenta de forma estratégica para futuras parcerias, investimentos e políticas públicas.

O prazo de adesão segue até 30 de junho pelo link: https://www.gov.br/pt-br/servicos/solicitar-cadastramento-na-plataforma-do-cadastro-nacional-de-empreendimentos-de-impacto-cadimpacto. O cadastro segue os níveis Bronze, Prata e Ouro — que são definidos de acordo com o grau de maturidade do negócio, sustentabilidade financeira e mensuração de impacto.

Debates

Além do “Cadimpacto”, o encontro abordou outros conceitos jurídicos importantes, como “setor 2,5” e “certified B Corp”. Um dos momentos foi reservado para o conceito de “negócio de impacto”, criado pelo Decreto 11.791/2023 e que serve como uma orientação para a criação de políticas públicas.

Outra discussão tratou sobre a regulação do conceito de “benefit corporation” (em português, “sociedades de benefício”), que segue em tramitação, por meio do Projeto de Lei (PL) nº 3.284/2021 no Congresso Nacional.

A Tucum, uma empresa especializada em conectar pessoas com a arte e as expressões estéticas indígenas, participou dos debates, por meio da fundadora Amanda Santana. O negócio detém o Selo B, que reconhece iniciativas comprometidas com o impacto socioambiental positivo. 

“Nós começamos a busca pelo Selo B desde o início (do negócio), há doze anos. Algo que fizemos na segunda mudança de contrato foi colocar uma cláusula, comprometendo-nos a transformar a empresa em ‘B Corp’, a partir dos impactos sociais e ambientais e acima do lucro.”, destaca a empreendedora.

Ela reconhece a importância da certificação, mas aponta limitações no sistema atual e pontos a serem corrigidos.

 “A ferramenta realmente precisa de melhorias, porque ela olha para o impacto (socioambiental), mas acho que ela não é capaz de avaliar o tipo de impacto que nós fazemos, pois, como negócios na Amazônia, poderíamos pontuar muito mais, porém muitas práticas que nós temos sequer são consideradas. ”, finaliza.

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Negócios apoiados pela AMAZ participam de encontro estratégico para ampliar e formalizar impacto socioambiental 

Texto: Maxi Mïdia

Foto: Divulgação Amaz

As startups Tribo Superfoods, ForestiFi e Impact Not a Bank, investidas em 2024 pela AMAZ Aceleradora de Impacto, participaram do segundo encontro da “Jornada de Aceleração”, realizado em São Paulo, em parceria com o SBSA Advogados e a CIPÓ Consultoria. 

    Desde 2022, a aceleradora promove essa formação customizada para que os negócios do portfólio fortaleçam as teses de impacto e se tornem mais competitivos para futuras rodadas de investimento e para enfrentar os desafios do mercado. De maneira geral, a jornada de aceleração trabalha estratégias de gestão comercial, comunicação, relacionamento com comunidades e fornecedores, mensuração e gestão de impacto, e captação de investidores. 

“O objetivo é apoiá-los para que eles estejam mais preparados para lidar com as rodadas de investimento e a evolução como um todo, principalmente em aspectos de formalização, planejamento e desenvolvimento de negócios”, conclui Rafael Moreira, líder de seleção e aceleração da AMAZ. 

Este foi o segundo encontro da jornada com negócios de impacto que atuam na Amazônia rural. Os negócios seguem com atividades individuais, planejadas conforme as necessidades específicas de cada empreendimento, até novembro deste ano. 

Quem colabora nessa pauta é o SBSA, um escritório jurídico pioneiro e especializado no Terceiro Setor. A parceria já dura alguns anos e, na avaliação da advogada e sócia Aline Souza, este encontro foi mais uma ação para fortalecer o ecossistema de impacto na região amazônica. 

“Somos parceiros da AMAZ desde a sua criação. Tivemos a alegria de receber a jornada de aceleração atual, na qual apresentamos conteúdos de ordem tributária, governança voltada a impacto e um mapa dos termos jurídicos que precisam ser priorizados, ajudando para que elas possam se posicionar cada vez melhor no mercado e mitigar riscos. Houve um retorno muito importante da aceitação e incorporação dos aprendizados.”, afirma a especialista. 

Agregando valor ao encontro, a AMAZ contou com a participação da CIPÓ Consultoria, startup especializada na prestação de serviços em gestão estratégica de negócios regenerativos. A representação foi feita por Fabio Vernalha e André Saab, que trabalharam temas de estratégia para impacto, definição de canais e precificação para cada um dos negócios. 

Oficina de Aceleração 

Ao longo de três dias, a imersão priorizou o direcionamento estratégico para a expansão dos negócios e a formalização do impacto socioambiental, por meio de networking, palestras, workshops, consultorias jurídicas e reuniões individuais com os empreendedores. 

Alguns dos temas abordados foram: estratégias de portfólio, posicionamento de marca, precificação, experiência do cliente, tendências da reforma tributária, compliance, governança de impacto e obrigações jurídicas em contratos. 

Maurício Pantoja, CEO da Tribo Superfoods, participou da jornada. A startup se dedica à produção e exportação de purês de açaí, cupuaçu e cacau, impactando mais de 340 famílias de comunidades em Igarapé-Miri e Abaetetuba, no estado do Pará. 

“Hoje tivemos um dia cheio de aprendizados que envolveram uma parte teórica inicial, que foi muito bem tangibilizada pelo time da SBSA, trazendo conceitos bastante críticos e muito importantes para o nosso negócio”, compartilhou o empreendedor. 

Gabriel Ribenboim, CEO e cofundador da Impact Not a Bank — uma plataforma especializada em soluções financeiras para empreendimentos e projetos socioambientais na Amazônia — compartilha que um dos pontos aprendidos foi a atenção devida às demandas dos clientes. 

“O processo de aceleração da AMAz tem oferecido não apenas apoio técnico e estratégico, mas também uma imersão profunda no ecossistema da sociobioeconomia amazônica, permitindo que refinássemos nossa oferta e nosso modelo de negócio com base nas reais demandas e potencialidades da região. No destaque deste segundo encontro, com o olhar para contratos justos na Amazônia, fortalecemos nosso compromisso com o cuidado nas relações com nossos clientes.”, pontua o empreendedor.  

Glauco Aguiar, cofundador da ForestiFi, uma plataforma especializada na tokenização de produtos da biodiversidade amazônica e na conexão de sistemas produtivos a mercados sustentáveis destaca que os conhecimentos são muito valiosos para o crescimento do  negócio. 

“Acelerar com a AMAZ tem sido fundamental. O acesso a mentores de alto valor e a conexões estratégicas com o portfólio abriram portas e aceleraram decisões. As trilhas de conhecimento jurídico, estratégico e de impacto são extremamente assertivas. A imersão em São Paulo foi um grande exemplo disso: uma semana de conteúdo denso sobre estratégia, precificação, contratos justos e reforma tributária, com mentorias individuais que resolveram gargalos específicos da nossa operação.”, analisa. 

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AMAZ contribui para revisão do novo  Modelo C 2.0, ferramenta estratégica usada na aceleração de negócios de impacto

Texto: Maxi Mídia

Foto: Rodrigo Duarte

O Modelo C, uma ferramenta essencial na modelagem de negócios e desenvolvida pela parceria entre a Move Social e o Sense-Lab, ganhou uma “versão 2.0”. A AMAZ, maior aceleradora de impacto da Região Norte, utiliza a metodologia desde o início de sua trajetória para apoiar empreendedores da floresta na construção de estratégias que gerem impacto real. São mais de 17 negócios acelerados e 14 investidos, que juntos ajudam na preservação de mais de 633 mil hectares de floresta e apoiam 750 famílias em 56 municípios da Amazônia.

A nova versão foi lançada durante o Impacta Mais 2025, realizado no mês de março com apoio da AMAZ, do Grupo Boticário, Fundo Vale, Instituto Sabin e ICE. O Modelo C contribui para a modelagem e gestão estratégica dos negócios, tanto para entender as intenções de negócios em estágio de ideação, quanto para construir uma imagem diagnóstica daqueles já em operação. Para isso, integra a Teoria da Mudança com o Business Model Canvas.

Mariano Cenamo, CEO da aceleradora e fundador do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), foi um dos responsáveis pela revisão. Ele compartilha um pouco mais sobre como a aceleradora aproveita a ferramenta.

“A MOVE e o Sense-Lab têm sido parceiros super importantes para a AMAZ desde o início da construção da nossa estratégia de atuação até o momento atual. […]. Do nosso lado, tem sido muito boa para planejar o processo de aceleração dos negócios, ou seja, a gente aplica na oficina de pré-aceleração, quando é realizado um diagnóstico e planejamento com os negócios que estão na fase final prévia ao pitch day, onde a gente toma a decisão de investimento, e ali a gente consegue ter uma boa visão do modelo de negócio e da construção da tese de impacto. Os negócios terminam a oficina de pré-aceleração, última fase da seleção daqueles que vamos acelerar, apresentando o Modelo C.”, explica Cenamo.

A versatilidade da ferramenta que também é útil em outros momentos no processo de aceleração e acompanhamento dos negócios e amplo diálogo com as pontas na construção de versões mais aprimoradas também foram apontadas pelo gestor como diferencial no Modelo C.

“É uma ferramenta muito útil que a gente quer continuar usando e aprimorando, temos sugerido inclusive alguns pontos de aprofundamento do Modelo C, que à medida que os negócios avançam a gente sente que dá para entrar em detalhes fundamentais como, por exemplo, estratégia de governança e plano tático-operacional”, complementa o CEO da AMAZ.

A aceleradora conta com 21 negócios de impacto em seu portfólio. Uma delas é a MOMA, que desenvolve cosméticos naturais a partir de insumos originais da floresta amazônica, contribuindo para a preservação e regeneração de recursos naturais do ecossistema.

A fundadora Vivian Chun compartilha que o uso da ferramenta se deu desde o início das atividades, auxiliando também no planejamento dos próximos passos.

“É uma ferramenta que ajudou a gente a desenhar de uma forma abrangente todo o negócio em seus diferentes aspectos – o mercado, a cadeia produtiva, o que a gente oferece como diferencial, como que a gente se remunera, com relação ao impacto também, qual é a alma do negócio, o que queremos atingir enquanto propósito, enfim. […]. Esse olhar que o Modelo C proporciona é muito importante para revalidar o que está fazendo sentido para o negócio, quais são as estratégias que a gente seguiu ou não seguiu, se os parceiros seguem firmes, se o resultado que a gente espera está coerente com o que aconteceu”, detalha a fundadora da MOMA.

Revisão
A revisão do modelo foi motivada por mudanças no campo do impacto socioambiental desde seu lançamento, na linguagem e no caminho metodológico, adaptação para usos mais individuais e para negócios mais complexos. Conforme explica Antonio Ribeiro, sócio-consultor da Move Social.

“Partimos de escutas junto a pessoas do campo de impacto, buscando coletar insumos sobre a prática com o Modelo C. Com essa contribuição, fizemos uma revisão ampla da ferramenta, e chegamos a uma proposta preliminar e orientações para testagem. Veio a fase de testes com atores de interesse, em diferentes territórios, buscando identificar possibilidades de ajuste adicionais. Por fim, chegamos a essa versão 2.0, que agora se torna pública e acessível”, detalha.

Mais de 500 negócios de impacto, 14 aceleradoras, 10 investidores e catalisadores, oito universidades e ao menos dez cursos de formação utilizam hoje o Modelo C no Brasil.

A versão 2.0 da ferramenta está disponível para download, gratuitamente, nos idiomas português, espanhol e em breve também em inglês: www.modeloc.co.

inova amazonia summit : amapá 2025 -

AMAZ apresenta exemplos de inovação liderados por comunidades tradicionais no “Inova Amazônia Summit”

Texto: Maxi Mídia

Foto: Divulgação

A AMAZ Aceleradora de Impacto está participando do “Inova Amazônia Summit”, que termina nesta sexta dia 23. Na trilha que está abordando temas sobre tecnologia e informação, vamos apresentar soluções de impacto socioambiental que estão em curso.

O evento acontece em Macapá (AP) e reuniu em três dias diversos atores do ecossistema para discutir soluções de impacto socioambiental.

Isis Arébalo, analista de Novos Negócios, representará a AMAZ no painel “Tudo novo de novo: A Potência das Comunidades Locais para Gerar Inovações e Impacto na Floresta”, que será realizado no auditório Macapá, às 17h30 desta sexta-feira.

O momento apresentará exemplos práticos de inovação liderados por comunidades amazônicas que combinam saberes tradicionais e tecnologias para responder a desafios sociais, econômicos e ambientais da região.

Isis Arébalo destaca que a constituição de políticas públicas e parcerias com empresas pode impulsionar negócios de base comunitária com impacto real na floresta, mas quem mora na floresta deve ter o protagonismo.

“A importância do tema está justamente em reconhecer que o desenvolvimento sustentável da Amazônia só é possível com o fortalecimento de quem vive e conhece o território”, enfatiza a analista da AMAZ.

Mais sobre o evento

O “Inova Amazônia Summit” é promovido pelo Governo do Estado do Amapá, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Ao longo de três dias, o evento visa reunir mais de cinco mil pessoas, incluindo estudantes, investidores, empreendedores, startups, especialistas e representantes do poder público.

A programação conta com oficinas, palestras e paineis para debater bioeconomia, inovação, turismo, comunidades tradicionais, investimentos, tecnologia, empreendedorismo de impacto, inclusão social e outros temas relacionados ao desenvolvimento da Amazônia.As inscrições são gratuitas e realizadas pelo link: https://agenciaamapa.com.br/noticia/30417/sebraeap.beevent.com.br/evento/inova-amazonia-summit.

ForestiFi Divulgaçao

ForestFi, startup de Manaus, é eleita como uma das 100 mais inovadoras do mundo 

Texto: Vinícius Souza, para Maxi Mídia

Foto: Divulgação ForestiFi

Seleção recebeu centenas de candidaturas de todo o mundo e teve apoio de organizações líderes, como Microsoft Entrepreneurship for Positive Impact, ChangeNOW e Techstars. 

Uma abordagem que colabora para a manutenção da floresta em pé, por meio da tecnologia blockchain, e conecta sistemas produtivos rurais a mercados de investimentos sustentáveis. Este é o grande diferencial da ForestiFi, fintec de tokenização de ativos da bioeconomia amazônica apoiada pela AMAZ Aceleradora de Impacto, que foi eleita como uma das startups de sustentabilidade mais inovadoras do mundo pela Change 100, a campanha global da We Make Change. 

O anúncio foi realizado durante o “ChangeNOW”, maior evento global de soluções para o planeta, em Parisl. A seleção recebeu centenas de candidaturas de todo o mundo e teve apoio de organizações líderes, como a Microsoft Entrepreneurship for Positive Impact e a Techstars. A lista com todas as selecionadas está disponível no site: www.wemakechange.org/change100. 

“Esse reconhecimento vem para validar o trabalho que viemos fazendo com a ForestiFi ao longo de pouco mais de um ano de operação, em que temos desenvolvido esse mecanismo alternativo de investimento nas cadeias produtivas da bioeconomia na Amazônia”, afirma o cofundador Macaulay Abreu. 

Fundada em 2023 no estado do Amazonas, a plataforma tokeniza produtos da biodiversidade amazônica como o guaraná e a castanha e garante transparência, maior eficiência, menor custo e segurança nas transações. 

A Forestifi oferece uma plataforma onde investidores podem comprar tokens de ativos da sociobiodiversidade. Os valores beneficiam diretamente sistemas produtivos rurais e contribuem para a recuperação de áreas degradadas, na mesma medida em que retornam com juros para quem investiu. 

Desde o início dos trabalhos, a plataforma já tokenizou cacau nativo, pirarucu de manejo e guaraná selvagem, movimentando quase R$ 500 mil. Em abril, em parceria com a Zeno Nativo — outra startup apoiada pela AMAZ —, a ForestiFi transformou 1.850 quilos de castanha da Amazônia em ativos digitais, arrecadando R$ 114,7 mil que beneficiaram mais de 50 famílias extrativistas da região do Rio Acará (PA). 

Como uma das eleitas pela Change 100, a startup será conectada a recursos estratégicos, programas de apoio e uma rede global de mais de 50 mil voluntários remotos, incluindo especialistas de empresas como Standard Chartered Bank, PA Consulting e Grundfos.Além disso, a ForestiFi se prepara para conectar mais investidores a sistemas produtivos da sociobiodiversidade. “Nosso foco está em ampliar o número de ativos disponíveis e facilitar o acesso de novos investidores a esses produtos, fortalecendo as organizações por meio da compra dos tokens. Além disso, até o final deste ano, pretendemos lançar uma nova versão da plataforma, com modelos inéditos de investimento voltados às cadeias produtivas”, completa Abreu. 

Apoio da AMAZ 

Desde o início de 2025, a ForestiFi é uma das startups apoiadas pela AMAZ, a principal aceleradora de negócios de impacto socioambiental que atuam na Amazônia Legal. Atualmente, o negócio se encontra na fase de “Tração”, período em que a empresa se concentra na aceleração de resultados no mercado, como a captação de clientes e o aumento de receita. 

A líder de operações da AMAZ, Gabriela Santos, exalta a eleição como um marco para o ecossistema regional. 

“Estamos gerando impacto na ponta e, ao mesmo tempo, sendo capazes de reforçar a bioeconomia como vetor de inovação na Amazônia. A AMAZ e o Idesam [Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia] trabalham para fortalecer e trazer luz a soluções que estão sendo desenvolvidas localmente e podem ser replicadas como casos de sucesso, o que demanda apoio contínuo e próximo no longo prazo, como investidores e parceiros”, destaca. 

Sobre a ForestiFi 

A ForestiFi é uma plataforma de investimentos de impacto que conecta investidores a cadeias produtivas sustentáveis da Amazônia, utilizando tecnologia de tokenização para garantir rastreabilidade, liquidez e transparência. Já estruturou tokens vinculados a produtos como cacau nativo, pirarucu de manejo e guaraná selvagem. 

Congresso Gife. divulgação

AMAZ defende bioeconomia como caminho para o enfrentamento a desigualdades e emergências climáticas no 13º Congresso da GIFE

Texto: Maxi Mídia e Divulgação GIFE

Foto: Divulgação GIFE

A AMAZ Aceleradora de Impacto coordenada pelo Idesam vai estar no 13º Congresso do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), o principal evento sobre filantropia da América Latina, que neste ano recebe 185 palestrantes, especialistas e lideranças do setor, organizações da sociedade civil e representantes de governo em mais de 30 atividades.  

A programação começa nesta quarta-feira (7) e se estende até a sexta-feira (9) com o tema “Desconcentrar: poder, conhecimento e riquezas”. 

Gabriela Santos, líder de operações, será o nome da AMAZ no evento. Ela contribuirá no painel “O Valor da Floresta em Pé: Bioeconomia e um Novo Paradigma de Desenvolvimento para Pessoas, Clima e a Natureza”, que vai acontecer na sexta-feira, dia 9, das 9h às 10h30. 

“A pauta de Bioeconomia ainda é emergente no setor [da filantropia]. Em ano de COP30 [30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima], onde todos os olhares se dirigem à Amazônia, nossa participação é de grande importância para, primeiramente, ocuparmos estes espaços, trazendo luz à emergência climática para além de atuações de adaptação, mas como um chamado à mitigação. O que podemos fazer hoje para apoiar e fortalecer organizações que já estão atuando em territórios essenciais para a manutenção de nossas riquezas ambientais, sociais e culturais na Amazônia”, explica a líder de operações da Amaz. 

O painel foi pensado conjuntamente pelo Instituto Arapyaú e o Instituto Clima e Sociedade (iCS), a fim de transparecer a realidade do território amazônico e como é possível se engajar para além do eixo Sul-Sudeste. 

Nele também estarão presentes outros especialistas que atuam na região: Cleiciane Marques, ribeirinha, mobilizadora do Coletivo da Castanha e analista executiva do Fundo Iratapuru; Braulina Baniwa, pesquisadora indígena de sociobioeconomia na Amazônia e coautora da publicação “Bioeconomia indígena: saberes ancestrais e tecnologias sociais”; Hélia Félix, agricultora e responsável técnica da fábrica de chocolates Cacauway; e Débora Passos, gerente de Gestão de Projetos e Planejamento Estratégico no Instituto Arapyaú. 

Programação  

Durante os três dias, a programação incluirá debates, painéis e trocas de experiências. Entre os temas abordados estão: bioeconomia e comunidades tradicionais, reforma tributária e ISP, filantropia colaborativa e sistemas alimentares, educação plural, uso ético da Inteligência Artificial (IA), poder das Big Techs e protagonismo da juventude.  

Uma das principais personalidades convidadas para o Congresso, a ativista, cineasta e filantropa Abigail Disney falou na plenária de abertura Conjuntura internacional e contexto Brasil – afinal, que país queremos?. Com 64 anos de idade, Abigail herdou, aos 21, uma fortuna de 10 milhões de dólares deixada pelo tio-avô Walt Disney. Estima-se que, de um patrimônio atual na casa de 500 milhões de dólares, ela tenha doado mais de 70 milhões de dólares  para causas relacionadas com mulheres em situação de vulnerabilidade.  

Destacando a importância das mulheres na sociedade e na filantropia, Abigail afirmou que o Investimento Social Privado pode, de forma estruturada e coordenada, “mudar a realidade de um país”, juntamente com a capilaridade das ações governamentais. Ela também enfatizou que para haver “desconcentração de riqueza e sabedoria”, o poder não pode ser limitado apenas àqueles que têm recursos. “Que tal se todos nós escolhermos viver tendo a mesma importância?”, refletiu.