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Do paladar ao investimento: açaí entra em nova fase de valorização na Amazônia

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Imagem: Divulgação/Tribo Superfoods

Símbolo da Amazônia e querido no mercado global de superfoods, o açaí é hoje uma das cadeias produtivas mais fortes da bioeconomia brasileira. Só no Pará, o estado que mais produz o fruto no país, mais de 150 mil famílias dependem diretamente da atividade para gerar renda. O produto, que já conquistou nutricionistas, atletas e consumidores em todo o mundo pelos seus nutrientes e pelo sabor marcante, agora dá um novo passo rumo à inovação: está entrando no universo da tokenização.

A Tribo Superfoods e a ForestiFi, ambas startups apoiadas pela Amaz Aceleradora de Impacto, concluíram a primeira operação de tokenização do açaí, realizada em Igarapé-Miri (PA). A emissão privada levantou R$ 200 mil em recursos, com a venda de 8 mil tokens, todos adquiridos por investidores qualificados. O montante será destinado à cadeia produtiva local, fortalecendo a relação entre produtores, indústria e mercado.

A tokenização é uma tecnologia baseada em blockchain, que permite transformar um ativo real — como a safra de açaí — em um ativo digital, o “token”. Cada token representa uma fração de valor daquele ativo, permitindo que investidores apoiem a operação e recebam retorno atrelado ao desempenho real da produção. Mais do que uma forma de captação de recursos, a tokenização garante rastreabilidade e transparência em toda a cadeia: desde o produtor até o consumidor final.

De acordo com Maurício Pantoja, cofundador da Tribo Superfoods, essa inovação chega para resolver um problema histórico da cadeia do açaí: o baixo valor repassado aos pequenos produtores.

“O açaí é um produto com alta demanda, mas tratado como commodity. Os pequenos produtores acabam perdendo margem, enquanto o consumidor lá na ponta está disposto a pagar mais por um fruto com qualidade, procedência e impacto positivo. A tokenização garante que essa diferença de valor seja distribuída de forma justa, beneficiando quem realmente cuida da floresta”, explicou o empresário.

Maurício Pantoja, cofundador da Tribo Superfoods (Divulgação/Tribo Superfoods)

A Tribo Superfoods atua com a produção de polpa pura de açaí, sem aditivos, que é vendida para outras empresas inclusive para exportação. A ForestiFi, por sua vez, ficou responsável pela estruturação e emissão dos tokens. De acordo com Macaulay Abreu, cofundador da plataforma de investimentos, a operação busca não apenas captar recursos, mas testar e aprimorar um modelo de investimento escalável para as cadeias da sociobioeconomia amazônica.

“A cadeia do açaí tem um potencial muito grande para ações de investimento via tokenização. Essa primeira operação nos ajuda a entender os desafios específicos do setor e a planejar o aumento dos volumes investidos nos próximos anos”, afirmou.

Segundo Macaulay, a tokenização também traz ganhos diretos de eficiência para o operador, neste caso, a Tribo Superfoods, permitindo a antecipação de recursos e
garantindo capital de giro imediato para a compra da produção das cooperativas. “Antes, os pagamentos podiam levar dias. Agora conseguimos pagar no dia, o que facilita para os produtores e dá agilidade ao operador”, explicou.

Para os produtores de Igarapé-Miri, o avanço da tokenização representa um marco para uma cadeia que sustenta milhares de famílias e mantém viva a economia local baseada na floresta. O produtor Leubaldo Costa, da cooperativa Caepim em Igarapé-Miri (PA), destaca que o açaí sempre desempenhou um papel central no município. Segundo ele, o fruto é tanto a base alimentar das famílias quanto o principal motor econômico da região.

“O açaí garante que a gente vista nossos filhos, coloque eles na escola, melhore nossa casa e nosso transporte. Foi ele que ajudou o município a superar períodos de muita dificuldade. Hoje, é o que mantém nossas famílias de pé”, afirmou.

Leubaldo reforça que a parceria com a Tribo Superfoods tem contribuído para fortalecer esse modelo sustentável. Segundo o produtor, a empresa trouxe conhecimento técnico e novas ferramentas para ampliar a qualidade e o valor do produto, em conjunto com o compromisso da própria comunidade com boas práticas de produção e preservação ambiental.

“Nós já produzimos com consciência e respeito à floresta. A Tribo chegou para somar, com inovação e novas experiências, fortalecendo o que já fazemos. Esse modelo traz esperança de uma renda mais justa e de um futuro melhor para os produtores e para a floresta”, completou.

(Divulgação/Tribo Superfoods)

Parcerias que dão bons frutos

A Tribo Superfoods e a ForestiFi são startups em aceleração pela Amaz Aceleradora de Impacto, programa que tem como missão impulsionar negócios da sociobioeconomia amazônica e promover o desenvolvimento sustentável na região.

Ambas iniciaram sua jornada de aceleração neste ano, a iniciativa reforça um dos pilares do programa: fomentar conexões estratégicas entre empreendedores, investidores e comunidades locais para fortalecer modelos de negócios que geram impacto positivo e renda na floresta.

“Para além do fortalecimento individual de cada um dos negócios apoiados e investidos, o objetivo da Amaz como dinamizadora de ecossistema é viabilizar soluções coletivas – que empreendedores e negócios se encontrem um ambiente colaborativo e seguro para implementar inovações que alavancam seus impactos positivos e, também, seu modelo de negócio. A operação conjunta entre Tribo e ForestiFi evidencia que, quando bem articulada e intencional, a cooperação tem potencial de gerar uma grande vantagem competitiva para o setor”, explica Gabriela Souza, gestora de operações da Amaz.

Mulheres indígenas tecendo cestarias (Divulgação/Tucum)

Tucum: o marketplace indígena que transforma arte em renda e floresta em futuro

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Imagem: Divulgação/Tucum

Em 2025, a Tucum celebra 12 anos de uma trajetória dedicada à valorização da arte, dos saberes e das culturas dos povos indígenas. Desde sua fundação, a plataforma vem se consolidando como o primeiro marketplace indígena do Brasil, com curadoria cultural, relações de longo prazo e impacto socioambiental.

A Tucum é um dos negócios do portfólio da Amaz Aceleradora de Impacto, iniciativa coordenada pelo Idesam para fomentar startups que têm impacto socioambiental na Amazônia. A marca entrou no programa de aceleração em 2019, ainda na fase de organização do negócio, e desde então vem ampliando sua estrutura, processos e capacidade de impacto. Além do aporte financeiro, a Tucum recebeu uma mentoria customizada e segue sendo acompanhada enquanto se consolida como uma microempresa B2C, ou seja, um negócio de pequeno porte que comercializa diretamente para o consumidor final.

Plataforma de e-commerce da Tucum (Divulgação/Tucum)

“O apoio da AMAZ é definido conforme as necessidades do negócio. Equilibrando construções coletivas com profundidade individual, o trabalho com a Tucum, de 2019 a 2025, reflete o quanto devemos adaptar nossa jornada e gestão de portfólio ao estágio em que o negócio se encontra, gerando valor estratégico, viabilizando conexões e acesso a mercado, conforme a sua capacidade, em constante expansão”, explica Gabriela Souza, líder de Novos Negócios do Idesam e de operações da Amaz.

A trajetória da Tucum começa em 2013, a partir da vivência da fundadora, Amanda Santana, com os povos Kayapó e Krahô, uma experiência que transformou sua visão sobre arte, território e ancestralidade. No encontro, surgiu a ideia de criar um negócio capaz de aproximar pessoas e culturas, compartilhando os conhecimentos que vêm da floresta e reconhecendo a arte indígena como tecnologia de vida, memória e resistência.

Amanda Santana, fundadora da Tucum com as mulheres indígenas do Alto Rio Negro (Divulgação/Tucum)

Hoje, a Tucum atua em parceria com centenas de comunidades indígenas em todas as regiões do Brasil, mobilizando mais de 2.500 artesãs e artesãos, que encontram no propósito da Tucum, um canal direto de comercialização, autonomia e geração de renda. Na Amazônia, essa atuação abrange nove Estados, 56 territórios e quatro unidades de conservação.

Esse avanço acontece em um contexto em que mensurar impacto socioambiental na Amazônia é um desafio compartilhado por todo o ecossistema, devido à vastidão dos territórios e ao tempo necessário para mudanças reais. Ainda assim, o portfólio da AMAZ já demonstra resultados expressivos, com área total de influência estimada em 6,4 milhões de hectares e mais de 1.959 famílias impactadas. O portfólio da aceleradora conta com 16 negócios que atuam na área de turismo, cosméticos, moda e arte, produtos alimentícios e ingredientes, agricultura e reflorestamento e logística.

Arte e ativismo caminham juntos

Para Washamani Mehinako, talentoso artista da aldeia Kaupuna – localizada no território do Alto Xingu, a inspiração vem da natureza e das tradições culturais de seu povo. Ele aprendeu com seu tio, Anapuatã Mehinako, a fazer peças, inspiradas nos animais, o que simboliza a profunda conexão espiritual e cultural do Povo Mehinako com a natureza. Além disso, Waxamani cria máscaras que representam o espírito da ararinha, guardiã dos rios e peixes. As telas são influenciadas pelas pinturas corporais, com grafismos e escamas de peixe e olhos de peixes, símbolos profundamente enraizados nas tradições Mehinako, especialmente em festas e rituais.

“Desde que conheci a Amanda, ela abraçou o meu trabalho e colocou minhas pinturas na loja. A Tucum me ajuda não só com as vendas, mas com divulgação, fazendo meu nome chegar mais longe. Ela abraça artes de muitos povos do Brasil, e eu estou no meio dessa rede. Espero que a parceria siga forte, para que minhas obras continuem viajando e chegando a mais pessoas”, declarou o artista.

Washamani Mehinako produz telas como forma de expressão artística (Divulgação/Tucum)

Ao longo desses 12 anos, coleções, exposições, experiências e processos de formação desenvolvidos pela empresa são convites para repensar o consumo, a estética e a própria ideia de desenvolvimento, colocando os povos indígenas como protagonistas na construção de futuros mais diversos, plurais e possíveis. A Tucum possui o selo Origens e abriu uma loja física no Rio de Janeiro em 2024.

“Há 12 anos, a Tucum celebra diariamente a Amazônia, valorizando e honrando os povos que mantêm nossa grande floresta de pé. Em um momento em que as mudanças climáticas se tornam cada vez mais urgentes, reconhecer, ouvir e caminhar ao lado dos guardiões da floresta é essencial para mitigar seus impactos. Essa é a missão da Tucum, pois entendemos a importância de nos tornarmos aliados das causas indígenas nos dias de hoje”, afirmou Amanda.

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Idesam conquista dois prêmios Jaraqui Graúdo 2025 e consolida atuação no ecossistema de inovação amazônico 

Texto e Imagem: Comunicação Idesam

O Idesam encerra 2025 com a conquista de dois prêmios na 10ª edição do Jaraqui Graúdo, uma das principais premiações do ecossistema de startups da Amazônia. A cerimônia foi realizada nesta terça-feira (9), no Centro de Bionegócios da Amazônia. O reconhecimento é concedido anualmente pela comunidade Jaraqui Valley, que reúne empreendedores e iniciativas voltadas à inovação e à criação de conexões entre negócios na região. Neste ano, a premiação contou com 19 categorias. 

Nesta edição, o Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), da Suframa e sob coordenação do Idesam, foi premiado na categoria Investimentos em Startups, enquanto a Amazônia Agroflorestal, spin off do Idesam, venceu na categoria Startup Amazônia Legal e Amapá. 

Além das premiações, a Amaz Aceleradora na categoria “Aceleradora” e o Idesam na categoria “Instituto de Inovação” ficaram entre as três melhores organizações, reforçando a relevância do Idesam em diferentes etapas e elos do ambiente de empreendedorismo e inovação no Amazonas. 

A premiação reconhece projetos, instituições e lideranças que contribuem para o desenvolvimento do ecossistema de inovação de Manaus. A avaliação final é realizada por um júri independente, composto por representantes da comunidade de inovação. 

O diretor técnico do Idesam, André Vianna, celebrou o reconhecimento pelo ecossistema e destacou a atuação do instituto em diversas frentes do ecossistema de inovação. “Esse é um prêmio muito especial, porque vem da própria comunidade. É o reconhecimento do trabalho que temos realizado e mostra a diversidade de atuação do Idesam nos diferentes elos do ecossistema de inovação”. 

André Vianna, diretor técnico do Idesam

Representando a Amazônia Agroflorestal, Nayara Diniz também destacou a importância da conquista neste ano. “É uma honra receber esse prêmio. Ele representa o reconhecimento do trabalho dos produtores parceiros de Apuí, dos técnicos que estão em campo e de todo o time comercial que leva o Café Apuí do Amazonas para o mundo. Este ano, tivemos a oportunidade de nos destacar entre os 15 melhores cafés robusta do Brasil, e isso é fruto de um trabalho coletivo, feito com dedicação e respeito à Amazônia”. 

A líder do PPBio, Karol Barbosa, ressaltou o papel das parcerias na construção dos resultados. “O prêmio do Jaraqui Valley é uma celebração da inovação, então o Programa Prioritário de Bioeconomia vem atuando nos últimos seis anos juntamente com os parceiros maravilhosos, que nos ajudam e a gente não faz nada sozinho”. 

A 10ª edição do Jaraqui Graúdo contou com o apoio do Patrocinador Platinum, Idesam; dos Patrocinadores Ouro, Amaz, PPBio e F7Live; Patrocinadores Bronze, Osten Digital, Residuum e Almaden; e dos Patrocinadores Startup, Grupo Navegam, Rosh, Faço a Conta e Apoena Produtos do Amazonas, que contribuíram para a realização da premiação e para o fortalecimento do ecossistema de inovação amazônico. 

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Com ingredientes da Amazônia, MOMA consolida modelo de beleza sustentável

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Imagem: Divulgação/MOMA

O mercado brasileiro de cosméticos segue em forte expansão, e não mostra sinais de desaceleração. A projeção é que o setor alcance US$ 23 bilhões em faturamento já em 2025, mantendo um crescimento anual médio de 4,55% até 2030. Hoje, o Brasil ocupa a posição de terceiro maior mercado de beleza do mundo.

Nesse cenário dominado por grandes marcas, empresas como a MOMA vêm ganhando espaço ao apostar em propostas alinhadas às novas demandas do público. Ingredientes naturais, transparência na cadeia produtiva, embalagens recicláveis ou biodegradáveis e fórmulas livres de microplásticos e petrolatos são fatores decisivos para uma parcela crescente de consumidores preocupados com escolhas mais sustentáveis e éticas.

A marca fundada pela farmacêutica, Vivan Chun, alia pesquisa com foco em performance, biodiversidade amazônica e impacto socioambiental para criar produtos que conectam autocuidado, ciência e floresta.

“Eu desenvolvia cosméticos desde 2012 como hobby, mas ainda não me via como empreendedora. Isso só mudou quando passei a trabalhar com agricultura regenerativa e agroflorestal. Foi ali que compreendi que o agricultor rural é, na essência, um grande empreendedor”, contou.

Vivian Chun, cofundadora da MOMA (Divulgação/MOMA)

O ponto de virada veio após a pandemia, quando Vivian enxergou a possibilidade de conectar o seu conhecimento em formulação com cadeias produtivas da Amazônia. “Percebi que poderia unir propósito e impacto: usar os cosméticos que eu já criava, agora somando as comunidades e gerando transformação na ponta”, afirmou a empresária.

Hoje, a MOMA trabalha diretamente com insumos produzidos por comunidades indígenas, ribeirinhas e agricultores familiares, em redes como a Inatú Amazônia, que fornece o óleo de copaíba utilizado na formulação do hidratante. Co-fundadora da marca, Marisa Taniguchi destaca que a colaboração vai além do comercial e contribui para fortalecer toda a cadeia produtiva da região.

“A parceria com a MOMA fortalece a nossa rede porque amplia a visibilidade dos produtos. Esse tipo de colaboração gera novas oportunidades de mercado, abre portas para conexões estratégicas e valoriza o trabalho das comunidades extrativistas. Quando iniciativas como essa se somam aos esforços locais, fortalecemos a sociobiodiversidade e mostramos que é possível desenvolver a Amazônia com respeito, responsabilidade e benefício compartilhado”, declarou.

O produto combina ativos naturais como Cumaru, Babosa, Andiroba e Manteiga de Cupuaçu, oferecendo hidratação profunda, rápida absorção e um toque aveludado. A fórmula destaca a suavidade trazida pela copaíba, rica em β-cariofileno, e o aroma natural do cumaru, com notas suavemente abaunilhadas.

Além da conexão com a floresta, a marca investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento. “Na prática, P&D significa aprimorar fórmula, textura, cor, aroma e experiência de uso, buscar ingredientes mais nobres e seguros, investir em pesquisa clínica e explorar novos ativos. É inovação constante”, explicou Vivian.

Divulgação/MOMA

Aceleração que impulsiona a expansão comercial e ajuda a mensurar o impacto

O processo de fortalecimento da marca também ganhou fôlego com a jornada de aceleração conduzida pela Amaz, aceleradora de impacto coordenada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam). A MOMA já havia participado de outros programas como ‘Amazônia em Casa Floresta em Pé’ e o ‘Floresta Mais’, antes de ser uma das selecionadas na Chamada de Negócios da Amaz, de 2023.

A jornada de aceleração em 2024 foi estruturada em torno de pilares estratégicos e operacionais, culminando em suporte financeiro e visibilidade de mercado. “O programa teve início com foco intenso na gestão de desempenho e controles internos com oficinas e modelagens de processos, que aliamos ao esforço direcionado para a compreensão do mercado e posicionamento da marca”, explica Rafael Ribeiro, líder de aceleração da Amaz.

“Durante esses processos, ganhamos maturidade, conexões com outros empreendedores, visibilidade e abertura de canais de venda, como a parceria com o Mercado Livre. Com o investimento, conseguimos lançar produtos, melhorar o site, contratar pessoas, implementar sistemas e estruturar processos”, relatou a fundadora da marca.

Com a base fortalecida, Vivian aponta os próximos passos para a marca: novos lançamentos, aprimoramento de embalagens e comunicação focada em categorias específicas de cuidados com a pele. No campo socioambiental, avançamos na formalização de contratos de compra com as comunidades fornecedoras, garantindo previsibilidade, segurança e renda contínua.

“A expansão da MOMA precisa caminhar junto com a valorização da floresta e das pessoas que vivem dela. Nosso compromisso é crescer sem perder o vínculo com quem torna tudo isso possível”, reiterou.

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Iniciativa de Manaus desponta como a primeira do Brasil indicada a premiação do Fórum Econômico Mundial (WFE) 

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Imagem: Divulgação/Amaz

Pioneira em investir e acelerar negócios com impacto na Amazônia, a Amaz Aceleradora de impacto, coordenada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento da Amazônia (Idesam), figura como única iniciativa brasileira entre os finalistas do GAEA (Giving to Amplify Earth Action) Awards 2026, prêmio internacional do Fórum Econômico Mundial, que reconhece soluções inovadoras para os desafios climáticos globais.

O GAEA Awards avalia organizações de diferentes países e setores que demonstram soluções escaláveis para os desafios climáticos globais, a premiação reconhece colaborações inovadoras em múltiplos setores (público, privado e filantrópico), que atuem em mudanças sistemáticas ligadas ao clima e à natureza.

Na edição inaugural, realizada no ano passado, foram premiadas cinco iniciativas pioneiras em diferentes categorias. Entre os ganhadores estão a Built by Nature (BbN), que é uma rede para promover o uso de madeira sustentável e outros materiais naturais na construção, reduzindo a pegada de carbono do setor e a Global Energy Alliance for People and Planet (GEAPP), união de filantropia entre os setores público e privado para acelerar o acesso à energia limpa e promover transição energética justa.

O processo da premiação inclui fases de nomeação, seleção e a lista final. Os vencedores não recebem apenas um troféu, ao serem premiados, eles se juntam à comunidade GAEA, ganham visibilidade, conexões com parceiros potenciais e acesso às plataformas do Fórum para ampliar seu impacto.

“Estamos muito felizes de chegar à lista dos finalistas ao prêmio entre tantas iniciativas relevantes no mundo inteiro. O reconhecimento vai para todos os empreendedores e empreendedoras de nosso ecossistema, que trabalham para conservar e restaurar florestas e melhorar a vida de milhares de pessoas, que fazem a bioeconomia acontecer de verdade todos os dias na Amazônia”, observa Mariano Cenamo, CEO da Amaz e cofundador do Idesam Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, que atua há mais de 20 anos na Amazônia Brasileira e coordena a Amaz Aceleradora de Impacto.

Amaz apoia negócios que atuam em diversas áreas desde logística até soluções tecnológicas e inovadoras

A Amaz completou cinco anos de atividade em 2025 com números impressionantes: avaliou mais de 500 startups potenciais, acelerou 52 negócios, investiu em 29 empresas e mantém 16 ativas no portfólio.

Os negócios acelerados pela Amaz atuam em diferentes setores da bioeconomia amazônica, como logística sustentável, alimentação, moda e arte indígena, cosméticos naturais, turismo de base comunitária, regeneração ambiental e soluções tecnológicas e inovadoras que beneficiaram 1.959 famílias e 45 organizações sociais e geraram, somente em 2024, R$ 4 milhões de pagamentos a parceiros na Amazônia brasileira.

O portfólio é intencionalmente diverso, refletindo os múltiplos estágios de maturidade e perfis territoriais da região. A aceleradora opera por meio do modelo blended finance, que combina recursos filantrópicos e privados.

A trajetória até a criação da aceleradora começou em 2018, com um programa piloto do Idesam chamado Parceiros Pela Amazônia (PPA) que apoiou mais de 30 negócios voltados à bioeconomia, cadeias produtivas sustentáveis e gestão de resíduos. O programa evoluiu para a estrutura atual da aceleradora, que por meio do primeiro fundo realizou três ciclos de aceleração de negócios, via chamada, e iniciou investimentos diretos.

“O grande diferencial da Amaz é realmente ser uma aceleradora de negócios com muito anos de experiência na Amazônia, devido ao trabalho desenvolvido pelo Idesam há mais de 20 anos na região. Esse aprendizado fez com que a gente desenvolvesse processos e soluções pro ecossistema de impacto, desde o operacional dos negócios até o tipo de investimento mais resiliente, que estes tipos de empreendimentos demandam”, analisa Gabriela Sousa, líder de operações da Amaz.

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COP30 amplia diálogos com quem faz de fato a bioeconomia acontecer na Amazônia

Texto: Maxi Mídia Comunicação
Imagem: Daniela Tipiti/Amaz

Durante a COP30, sediada no coração da Amazônia, em Belém, quem está no chão da floresta promovendo transformações e girando a engrenagem que faz de fato a bioeconomia acontecer tem a palavra. Fora dos espaços oficiais nas zonas verde e azul, existem lugares como a Bem Cafeinado, loja criada por Liane Dias, no bairro Reduto, que amplia os diálogos entre os diversos atores do ecossistema de impacto com rodas de conversa sobre negócios sustentáveis.

“A ideia é conectar parceiros importantes com gente que está realmente envolvido com a tão falada bioeconomia amazônica e promover essa integração é fundamental para evitar narrativas fantasiosas sobre mudanças climáticas e a sociobioeconomia”, argumenta a empreendedora.

Paula Macedo, gestora de portfólio de negócios da Amaz Aceleradora de Impacto, iniciativa coordenada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável (Idesam), explicou como vencer os desafios para ter acesso ao capital filantrópico e privado, durante uma conversa com produtores e empreendedores que atuam com o café, uma das paixões nacionais que vem sofrendo o impacto das mudanças climáticas com a seca e calor, que prejudicam as lavouras no Brasil e no mundo.

“O capital filantrópico está cada vez mais escasso globalmente e não é suficiente para resolver todos os problemas sociais e ambientais. Na Amaz nós trabalhamos com um fundo oriundo de capital filantrópico e privado para apoiar negócios que já estão promovendo mudanças na Amazônia Rural. Com esse fundo já conseguimos avaliar mais de 500 negócios e temos hoje 16 ativos no portfólio”, explicou a gestora.

Daniela Tipiti/Amaz

Outra iniciativa do Idesam para fomentar negócios de impacto na Amazônia e que foi lançada no FIINSA COP 30, a Zoma – geradora que surge para apoiar empreendedores, pesquisadores e negócios de base comunitária e tecnológica comprometidos com uma economia de floresta em pé, também esteve na roda por meio de Renato Rebelo, líder da Zoma.

“A Zôma é sobre apoiar empreendedores que ainda estão no início da jornada, aqueles que têm uma ideia, um protótipo ou um produto, mas ainda não conseguiram acessar mercado. Queremos preparar essa base para o crescimento e para uma economia que valoriza a Amazônia viva”, explicou Renato durante o bate papo.

A proposta é atuar como uma venture builder amazônica, ou seja, uma geradora que não apenas acelera, mas estrutura negócios desde as fases iniciais. Os participantes selecionados terão acesso a mentorias, suporte técnico e administrativo, apoio em marketing, jurídico e financeiro, além de conexões com investidores e mercados estratégicos.

Na outra ponta, os produtores da Cooperativa Mista de Agricultura Familiar do Polo Barreta (COOPERMAB), em Vigia de Nazaré, município paraense conhecido como a capital do Tucupi, mas que também foi o lugar onde as primeiras mudas e sementes do café tocaram o solo brasileiro, trouxeram pra roda a experiência com o café selvagem.

“São árvores centenárias que estão no nosso território. A cooperativa nasceu informalmente em 2021 e hoje temos 50 famílias envolvidas na pesca artesanal e no cultivo de frutas, legumes e hortaliças e estamos trabalhando para inserir o café, porque atualmente só temos as árvores ancestrais que estão no meio da nossa floresta, sem o manejo”, comentou Maria Souza, integrante da cooperativa.

A cooperativa já fornece a polpa do Bacuri, fruto nativo da Amazônia, para negócios como a Aruanas, que produz alimentos com sabores da região. A Aruanas surgiu da inquietação da jovem Luise Lima, que cansada de ver produtos nos supermercados de belém com ingredientes como blue berry, como barrinhas de cereais e geléias, resolveu arregaçar as mangas para trazer o gosto da Amazônia paraense para as prateleiras da cidade.

“Existem coisas que não cabem na embalagem. A Aruanas já ajuda na recuperação de 30 mil metros de áreas degradadas com sistema agroflorestais. Além de trazer o sabor da nossa terra pra dentro do mercado da região”, pontua a empreendedora de impacto.

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Casa Niaré tem programação voltada aos negócios de impacto durante a COP 30

Texto: Maxi Mídia Comunicação

Imagem: Divulgação/Casa Niaré

No ano em que sedia a COP 30, Belém ganhou mais um espaço para fortalecer as populações tradicionais da Amazônia e a economia da floresta: a Casa Niaré, que também funcionará como um hub de negócio, cultura e apoio técnico para o empreendedorismo de indígenas, ribeirinhos, extrativistas e quilombolas, conectando saberes ancestrais e inovação ao desenvolvimento de uma nova geração de novos negócios de impacto socioambiental.

Localizada na Rua Bernal do Couto, no bairro Umarizal, a Casa Niaré reúne loja, galeria e um ambiente colaborativo voltado para formação, comercialização, trocas culturais e articulação entre lideranças da floresta, investidores, organizações e empresas comprometidas com a economia regenerativa.

A iniciativa é liderada por empreendedores da floresta e parceiros históricos do ecossistema amazônico, entre eles, a Tucum e a Mazô Maná, ambos negócios de impacto acelerados pela Amaz, ao lado de outras duas marcas de negócios da floresta, como Urucuna e Da Tribu. Durante a COP30, a Casa Niaré lançará a Jornada Niaré, que irá oferecer mentoria para empreendedores indígenas e comunitários, com apoio em gestão, comercialização, comunicação e certificações.

Divulgação/Casa Niaré

Para Amanda Santana, fundadora da Tucum e diretora criativa da Casa Niaré, o espaço chega para consolidar uma rede que já atua há anos na valorização de povos e saberes amazônicos. “A Casa Niaré vem como um legado da COP30. Mais do que um espaço, queremos criar uma comunidade que vai liderar a sociobioeconomia indígena, mostrando o valor da floresta em pé”, declarou.

Iniciativas lideradas por povos da floresta estão ganhando protagonismo no Brasil e no mundo, com modelos de organização sólida e negócios inovadores com crescente potencial econômico e que são fundamentais para manter a floresta em pé, gerar renda e fortalecer os territórios.

A Casa Niaré conta com o apoio da Amaz Aceleradora de Impacto coordenada pelo Idesam, que avalia, investe e apoia negócios da impacto na Amazônia Rural, Gabriela Souza, Líder de Novos Negócios do Idesam e gestora da Amaz, ressalta que a iniciativa reforça o trabalho de negócios de impacto da floresta e amplia sua presença nas comunidades parceiras.

“A iniciativa é coordenada por dois negócios do portfólio AMAZ com forte lastro de seu impacto e presença nas comunidades parceiras, da estrutura produtiva à governança. Vemos a Casa como uma estratégia de enraizamento desses impactos, com foco no protagonismo de empreendedores ainda subrepresentados em iniciativas de fomento e apoio técnico”, pontuou.

Programação

Entre os dias 13 e 15 de novembro, com rodas de conversa e diálogos temáticos que vão reunir lideranças da floresta, especialistas, organizações e empresas comprometidas com a sociobioeconomia. No dia 13/11, das 10h às 11h30, ocorre o painel Interseções Carbono e Bioeconomia: Caminhos Convergentes para uma Economia Regenerativa da Amazônia, com discussões sobre o papel do carbono como instrumento para valorização comunitária e desenvolvimento territorial.

No dia 14/11, às 9h, acontece o debate Contratos Éticos para a Sociobioeconomia na Amazônia, voltado à construção de boas práticas e acordos transparentes que priorizem relações justas entre comunidades, empresas e parceiros. Ainda no dia 14, das 14h às 16h, o encontro Mercados e Investimentos: Aliados da Sociobioeconomia da Amazônia promove conexões entre lideranças indígenas, empreendedores da floresta, fundos e organizações que apostam em modelos regenerativos e colaborativos de desenvolvimento.

Encerrando a agenda, no dia 15/11, das 10h45 às 12h30, o painel Borracha Nativa da Amazônia: Estratégias Multissetoriais para Fortalecimento da Cadeia reúne representantes de comunidades, mercado e especialistas para debater caminhos de inovação, valorização e expansão da cadeia da borracha nativa como ativo estratégico para a bioeconomia regional. Todos os encontros têm vagas limitadas para até 40 pessoas e foram desenhados para promover diálogos abertos e conexões diretas entre público, convidados e anfitriões.

Mais do que um endereço físico, a Casa Niaré representa uma plataforma de conexão entre povos da floresta e uma nova geração de negócios sustentáveis, reforçando que a floresta em pé é o caminho para um futuro justo e habitável para todos.

Divulgação/Casa Niaré