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Relatório AMAZ 2024: impacto, inovação e uso sustentável da floresta amazônica

Boas novas! Temos o prazer de anunciar nosso relatório de 2024. Recém-saído do forno, ele apresenta resultados alcançados com muito trabalho coletivo e nossas metas para 2030. O conteúdo destaca a aplicação da Teoria da Mudança, metodologia estratégica utilizada pela AMAZ e que orienta todas as ações de apoio a negócios sustentáveis, promovendo conservação ambiental, inclusão social e geração de renda.

Esta teoria baseia-se na ideia de que o crescimento de negócios de impacto na Amazônia pode gerar transformação positiva, protegendo a biodiversidade, beneficiando as comunidades locais e impulsionando o desenvolvimento socioeconômico.

Com as diretrizes de curto, médio e longo prazo, planejamos ampliar significativamente nossa atuação na maior floresta tropical do mundo. 

Veja nossas metas em números: 

  • 80 negócios apoiados 
  • 10 milhões de hectares conservados ou restaurados 
  • R$ 200 milhões em investimentos alavancados
  • 10 mil famílias beneficiadas 

Uma das principais novidades apresentadas no relatório é a utilização de **instrumentos financeiros inovadores**, como o capital semente, que tem sido essencial para o desenvolvimento inicial de negócios de impacto na Amazônia. O capital semente é um aporte realizado em negócios em estágios iniciais, normalmente em montantes pequenos através de investidores anjo, familiares ou amigos, para fomentar (semear) seu desenvolvimento 

e permite que empreendedores com ideias promissoras obtenham os recursos necessários para iniciar suas operações e testar soluções inovadoras que contribuam para a conservação da floresta. Esse tipo de financiamento é crucial para que pequenos negócios possam crescer e se consolidar, criando valor para a região e suas comunidades.

Outro destaque do Relatório AMAZ 2024 é o papel central da estratégia de venture building, um modelo de incubação e aceleração de novos negócios de impacto. Através deste modelo, ela não apenas oferece recursos financeiros, mas também acompanha de perto os empreendedores, fornecendo mentoria, capacitação técnica e networking estratégico, garantindo que as soluções possam escalar e gerar impacto ambiental e social de longo prazo.

O desafio de avaliar o impacto socioambiental das empresas por meio de indicadores e metas é uma constante em qualquer portfólio de aceleradoras ou fundos de impacto. Na AMAZ, podemos identificar algumas dificuldades, que vão desde a coleta e análise de dados até as diversas prioridades que os empreendedores enfrentam em suas empresas em fase inicial. Além disso, há altos custos logísticos e operacionais, processos de gestão territorial que são complexos e exigem relacionamentos estreitos com suas cadeias de clientes e fornecedores, onde geralmente ocorre o impacto.

Buscamos condensar a atuação da AMAZ e o portfólio de negócios em termos mensuráveis e compreensíveis, o que nem sempre é uma tarefa simples. A realização dos resultados é planejada para o longo prazo, com marcos anuais que servem como referência, embora não indiquem um crescimento linear.

Acesse aqui o relatório em português.

Acesse aqui o relatório em inglês.

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Programa de fomento “Amazônia em Casa, Floresta em Pé” está com inscrições abertas para novos negócios até dia 30/9

Parceria com o Mercado Livre tem foco no mercado digital e busca empresas que possuem cadeia produtiva localizada na Amazônia Brasileira

Por Comunicação Climate Ventures 

O “Amazônia em Casa, Floresta em Pé (ACFP)”, programa que impulsiona negócios da sociobiodiversidade amazônica, está selecionando participantes. Com inscrições abertas até o dia 30 de setembro, a iniciativa busca empresas que possam florescer no mercado digital, desenvolvendo estratégias voltadas para alcançar o consumidor final, por meio de parceria com a plataforma Mercado Livre, responsável pela logística e venda dos produtos. 

Podem participar do programa as empresas que estejam em fase de tração ou de entrada no mercado e que possuam parte ou a integralidade de suas cadeias produtivas na Amazônia Brasileira. Esse critério possibilita a participação de empresas que utilizam insumos da região, mas que finalizam os produtos em outras partes do país. Atualmente, o ACFP conta com 50 negócios participantes, de diferentes segmentos, como alimentação, bebidas e cosméticos.  

Entre as marcas presentes na plataforma estão a Manioca, que produz alimentos naturais; a MOMA, de biocosméticos; a SoulBrasil, de molhos, pimentas e geleias; a Warabu, de chocolates; a Café Apuí Agroflorestal, e a Inatú Amazônia, de óleos vegetais e produtos naturais. Nos últimos dois anos, o programa foi responsável por movimentar R$ 3,2 milhões em vendas. 

“A Amazônia brasileira tem mais de cinco milhões de quilômetros quadrados de área. Em virtude dessa vastidão, o empreendedorismo da região sofre com desafios de logística e de comercialização, o que impacta não só a capacidade produtiva, mas também o preço. O que queremos é oferecer para esses negócios um programa que os auxilie a ter mais competitividade e acesso a plataformas e a informações que permitam que seus produtos alcancem ainda mais consumidores”, afirma Whilla Castelhano, Gerente de Programas do Climate Ventures, instituto idealizador da iniciativa, ao lado do Idesam e da AMAZ Aceleradora de Impacto. 

Marketing e conscientização 

Os negócios selecionados recebem capacitação e mentorias, além de participar de palestras, eventos e feiras de negócios. O intuito é desenvolver junto aos empreendedores estratégias de marketing, comunicação e conscientização, além de incentivar o mercado a ampliar o consumo de produtos oriundos de empresas comprometidas em gerar impactos positivos no bioma amazônico. 

“O ACFP é um agente de conhecimento que prepara negócios da sociobiodiversidade amazônica voltados para o setor B2C (venda direta ao consumidor). Acreditamos que esses empreendimentos possam fazer uma diferença significativa na preservação da floresta, e que existe um mercado consumidor disposto a conhecer e valorizar seus produtos”, conclui Castelhano. 

As inscrições podem ser feitas pelo link: www.amazoniaemcasa.org.br/selecao-2025. Novidades do ACFP também são compartilhadas através de seu perfil no Instagram: www.instagram.com/amazoniaemcasaflorestaempe 

 Amazônia em Casa, Floresta em Pé, em números: 

 45 negócios possuem mulheres na liderança, diretoria ou em cargos de tomada de decisão, e 36 possuem pessoas negras, pardas ou indígenas na liderança, diretoria ou em cargos de tomada de decisão;

  • 27 possuem certificações de qualidade e/ou impacto positivo ao meio ambiente;
  • 7 estão aptos a exportar;
  • 6.674 famílias são impactadas positivamente através dos negócios apoiados pelo programa.

 Sobre a Climate Ventures 

A Climate Ventures é um instituto dedicado a impulsionar o ecossistema de inovação climática no Brasil. Acreditamos que o Brasil tem grande potencial para liderar a transição para uma economia verde. Nossa atuação se divide em dois eixos principais: na orquestração, em que mapeamos coordenamos e conectamos estrategicamente os principais atores do ecossistema, promovendo parcerias e conexões de negócio entre investidores, empreendedores, CEOs e reguladores; e na produção de conhecimento, em que geramos informações e análises críticas para apoiar a tomada de decisões, fornecendo insights para líderes à frente da transição para a economia verde. 

 Site: www.climateventures.co 

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AMAZ Aceleradora de Impacto agora é credenciada pelo CAPDA

Iniciativa que apoia negócios da floresta entra no ecossistema de PD&I

Comunicação Idesam

O Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (CAPDA) concedeu credenciamento à AMAZ Aceleradora de Impacto para operar seu programa de aceleração de negócios de impacto no ecossistema de PD&I da Suframa.  

A resolução do CAPDA nº 55, de 25 de julho de 2024, que oficializa o credenciamento, exige que a AMAZ mantenha atualizada a relação das empresas nascentes de base tecnológica vinculadas a ela e comprove, a qualquer tempo, o cumprimento dos requisitos necessários para a manutenção do credenciamento. Com o aval do CAPDA, a partir desta resolução, a AMAZ pode prestar serviços de aceleração de negócios, limitados a 5% do orçamento do projeto. 

No escopo da Lei de Informática, poderão ser acelerados os negócios de impacto que tem aprovação e investimento por empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), contando com a expertise do programa de aceleração de impacto do Idesam, além da experiência na execução dos programas da Lei de P&D, desde a elaboração do plano de trabalho até auditoria independente. 

A AMAZ Aceleradora de Impacto foi criada pelo Idesam para ajudar a construir uma nova economia na Amazônia, a partir de investimentos em startups e negócios de impacto inovadores e escaláveis, que gerem renda e prosperidade por meio da conservação, restauração e uso sustentável da floresta. Atualmente possui em seu portfólio 18 negócios de impacto, tendo ao todo acelerado 33 negócios de impacto que contribuem para a nova economia da Amazônia. 

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Mahta é premiada na Naturaltech, lança produto novo e projeta atingir breakeven 

O ano de 2024 tem sido de muito crescimento para a Mahta, que vem acumulando premiações, aumentando faturamento e atraindo profissionais para fortalecimento do time. 

Em junho, a empresa levou mais um prêmio: o leite de castanha em pó, produto do portfólio da empresa, foi escolhido como a melhor bebida na Naturaltech, maior feira de produtos naturais da América Latina.

A premiação dá sequência a uma série de reconhecimentos iniciada ainda em 2023, que demonstra excelência no desenvolvimento de produtos e muita inovação no uso de ingredientes amazônicos: a Mahta levou o 1º lugar no prêmio Fi Innovation Awards e Startup Innovation Challenge, da FISA (Food Ingredients South América) com o Mahta Superfoods Amazônicos em Pó, e ficou em segundo lugar com o Mahta Coffee. Ganhou também o Prêmio Açaí de Ouro pelo NIS (Nutri Ingredients Summit) com o leite de castanha em pó.

Também na edição deste ano da Naturaltech, a empresa lançou seu quarto produto, o Mahta Coffee com cacau selvagem da Amazônia. E despertou bastante interesse dos varejistas presentes em seu stand.

“Fomos muito buscados na Naturaltech, mais de cem varejistas demonstraram interesse em colocar nossos produtos à venda. Tivemos também inúmeros prescritores – nutricionistas, nutrólogos e profissionais de saúde – que nos procuraram interessados em prescrever os produtos para seus clientes. Os resultados foram muito bons”, descreve Max Petrucci, sócio fundador da Mahta

Com o sucesso nas vendas pelo site, a empresa começa a expandir presença no varejo, entrando nas principais redes de autosserviços de São Paulo e do Brasil. Já é possível encontrar os produtos nos empórios Santa Luzia, Quitanda e Varanda, por exemplo, e a expansão tem se dado de modo qualificado e cuidadoso. O próximo passo, após a consolidação no varejo no país, será a expansão internacional.

A Mahta segue também somando grandes talentos ao time, como Alessandra Luglio, profissional do ramo de nutrição, e Rafael Oliveira, um dos fundadores do Impact Bank, que chega como advisor de comunicação e comunidades.

Tendo duplicado o faturamento em seis meses – dezembro de 2023 a junho de 2024 -, a perspectiva até o final do ano é novamente duplicar essa marca. “Com isso a gente pode chegar ao faturamento de R$ 20 milhões de receita recorrente anual nesse período, uma situação de faturamento bastante privilegiada”, analisa Petrucci.

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Manawara inaugura mais uma franquia em São Paulo

Foto: Divulgação Manawara

Em junho, a Manawara inaugurou sua quarta franquia. A nova unidade fica localizada no Shopping Pátio Paulista, na cidade de São Paulo, e integra uma série de franquias previstas para inauguração até o fim de 2024.

A primeira franquia foi inaugurada em Manaus, no Shopping Manauara. Em seguida vieram mais duas: no Shopping Parque Cidade, zona sul da cidade de São Paulo, e no Shopping Osasco, na cidade de Osasco, Região Metropolitana de São Paulo.

A Manawara projeta entregar 10 unidades franqueadas este ano, no firme propósito de ampliar o acesso aos sabores amazônicos. O modelo de franquia oferece mais de 20 produtos, entre balas de frutas de sabores variados, castanhas e biscoitos. Alimentos como açaí, guaraná, taperebá e cupuaçu estão presentes em jujubas e outros produtos veganos, sem glúten nem lactose.

Em sua cadeia produtiva, a empresa busca valorizar produtores da região amazônica. O guaraná utilizado vem de Maués, a castanha é proveniente da Assoab (Associação dos Agropecuários de Beruri), que atua na Resex Mamirauá. O polvilho dos biscoitos vem de Iranduba, o mel de Boa Vista do Ramos, a farinha de coco de produtores do Acre.

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Vivalá lança novo destino de viagem: Monte Roraima

Foto: Divulgação Vivalá

A fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana é o ponto de chegada da nova expedição da Vivalá: o Monte Roraima, uma das montanhas mais antigas do mundo, com o cume mais extenso do planeta (34 km²), guardado pelo Parque Nacional Monte Roraima.

Considerado um verdadeiro santuário, cercado pelos anfitriões e protetores indígenas Taurepang, o destino tem sido buscado por um número cada vez maior de praticantes de trekking.

“Há aqueles que se aventuram para o Monte para superar desafios físicos, porém, o real sentido dessa expedição está na compreensão dos aspectos sagrados da sabedoria ancestral de indígenas de diferentes etnias que reverenciam, respeitam e compreendem este espaço único do planeta Terra como fonte de vida, de espiritualidade e, sobretudo, de transformação. O intercâmbio que tive com os Taurepang me transformou completamente e foi um divisor de águas na minha concepção de mundo”, destaca Alberto Rabelo, produtor de experiências Vivalá e do roteiro ao Monte Roraima. 

A expedição é oferecida em collab com a Roraima Adventures (RRAdv), especialista na região há mais de 20 anos e pioneira nas expedições ao Monte Roraima.

De acordo com o diretor-geral da RRAdv, Joaquim Magno, a parceria no roteiro se dá pelos objetivos em comum dos negócios sociais. “A contribuição é recíproca, pois as duas empresas proporcionam uma experiência que tem um objetivo comum, que é levar os viajantes a viver uma experiência no destino, mas com qualidade, segurança, impacto positivo e sonho realizado”. 

O roteiro foi criado não somente para oferecer ao viajante uma inesquecível experiência, mas também para impactar positivamente o lugar. Esse impacto é fruto do turismo sustentável, que busca contribuir com a preservação ambiental do local, as comunidades participantes e a experiência dos viajantes. 

“Desde o primeiro contato com nosso material de marketing e equipe de vendas até o retorno da expedição, nosso viajante recebe todo o suporte e orientação para que sua experiência seja a mais agradável possível, o que inclui boas práticas relacionadas à sustentabilidade e segurança”, destaca Daniel Cabrera que, além de cofundador e diretor executivo da Vivalá, integra o conselho da Abeta – Associação Brasileira de Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura.

O impacto social da Expedição ao Monte Roraima se inicia na condução do roteiro e durante a subida, guiada por indígenas locais, que conhecem e possuem contato direto com a região. A expedição tem duração de dez dias e é indicada para pessoas que já possuem um preparo físico, pois são 100 km de caminhada.

Há saídas previstas de uma a duas vezes no mês, que incluem o transporte terrestre a partir de Boa Vista até a Comunidade Indígena Paraitepuy, onde o grupo passa tanto na ida, quanto na volta. A expedição oferece treinamentos antes da viagem, hospedagem em Boa Vista e em Santa Elena de Uairén, transporte, todo o apoio de camping, incluindo equipamentos coletivos de acampamento, alimentação, taxa de entrada nas Comunidades e uma equipe capacitada para guiar a expedição.

A Vivalá, que atua no desenvolvimento do turismo sustentável no Brasil, está presente em 24 unidades de conservação do país, contemplando os biomas da Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. Trabalha em conjunto com mais de 700 pessoas de populações indígenas, ribeirinhas, quilombolas, sertanejas e caiçaras.

Com 15 prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais, a empresa já embarcou mais de 3 mil viajantes, além de ter injetado mais de R$ 4 milhões em economias locais através da compra de serviços de base comunitária e consumo direto dos viajantes.

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G20 Manaus: Idesam, Suframa e MDIC apresentam mais de 30 produtos em bioeconomia

A Exposição é organizada pela agenda GIB e Serviço Florestal Brasileiro 

Texto: Imprensa/ Idesam
Foto: Divulgação/ Idesam

As delegações participantes dos Grupos de Trabalho do G20, terão a oportunidade de visitar a exposição intitulada ‘Sustentabilidade Climática e Ambiental’. Além do Idesam, as organizações expositoras são MMA, ICMBio, SFB; Sebrae e InovaAmazonia e Origens, CBA, CIDE e Casa Ribeirinha. 

A mostra é fechada para convidados e acontece no Centro de Convenções Vasco Vasques e é parte integrante da reunião do G20 sobre Sustentabilidade Climática e Ambiental e da reunião da Iniciativa sobre Bioeconomia. O objetivo da exposição é destacar projetos e iniciativas locais que contribuem de forma inovadora no enfrentamento dos desafios ambientais e climáticos da Amazônia. 

Produtos da sociobiodiversidade no G20. Foto: Divulgação/Idesam

Os produtos apresentados estão divididos em três categorias: tecnologia, cosméticos e comida. São eles: o mel de abelha sem ferrão, da Amazônia Bee; smart burguer, smart meatballs e smart sausage, da Amazônia Smart Food; açaí energy drink, do Engenho Café de Açaí; mudas de espécieis amazônicas, da Biofábrica Ananas; extrato de frutas amazônicas, blends funcionais, óleo de castanha e óleo blend, da Terramazônia; amazônia foodlab, da Ekuia; castanhas do Brasil e amêndoas de cacau, da Zeno Nativo; nutrição regenerativa da floresta, da Mahta; alimentos naturais e saudáveis, da Mazô Maná; opções sem glúten, veganas e sem gordura trans, da Manawara; condimentos, da Soul Brasil Cuisine; chocolate amazônico da Na’Kau; alimentos naturais, da Manioca; e o Café Apuí Agroflorestal, da Amazônia Agroflorestal; na categoria de comida. 

Gel esfoliante, espuma de limpeza, argilas e óleos lídimos, da Biozer da Amazônia; linhas de limpeza facil, da Amakos; óleos essenciais, da Encantos da Floresta; produtos feitos do couro de peixes amazônicos, da Yara Couros; nanocosméticos, da Darvore; cosméticos naturais veganos, da Ekilibre; cosméticos, da Moma Natural; e os óleos vegetais e essenciais e objetos de madeira certificada, da Inatu Amazônia; na categoria de cosméticos. 

Plataforma de inteligência climática, plataforma ESG, agrosmart Nexus e app BoosterAGRO, da Agrosmart; biofertilizante – Biochar Fert Açaí NK+, da Biofert; comercialização da tecnologia de micro-ondas, da Innovatus; comercialização de óleo de pracaxi e das prensas artesanais, da Inova Manejo; comercialização de alevinos, da Gigas Baby; serviço de implementação do sistema agrícola, da Agrega+; peças de bicicleta com fibras de tucumã e açaí, da AGJTech; máquina colhedora de açaí, da Agranus; e ibogaína amazônica, da Hylaea; na categoria de tecnologia.  

Foto: Divulgação/ Idesam

De acordo com a programação, o objetivo é destacar as soluções práticas e inovadoras que inspiram mudanças significativas e sustentáveis, além de fortalecerem a conscientização sobre a importância de agir para proteger nossos recursos naturais. 

G20 em Manaus 

Manaus sedia, entre os dias 17 e 19 de junho de 2024, a reunião da Iniciativa sobre Bioeconomia do G20. Este é primeiro evento do G20 realizado na capital amazonense. Na mesma semana, de 19 e 21 de junho, ocorre a reunião do Grupo de Trabalho do G20 sobre Sustentabilidade Climática e Ambiental, ambos eventos realizados no Centro de Convenções Vasco Vasques. 

O G20, que reúne as maiores economias do mundo (19 países, além da União Africana e a União Europeia), está sob a presidência do Brasil, desde 1º de dezembro de 2023. Esta é a primeira vez que o tema da bioeconomia é discutido multilateralmente, uma iniciativa proposta pela presidência brasileira no G20. A reunião em Manaus foca no uso sustentável da biodiversidade para a bioeconomia, com participantes nacionais e internacionais discutindo estratégias para a conservação, preservação e recuperação da biodiversidade. 

Fórum Inter-religioso do G20 

Em paralelo, Manaus também recebe o Ciclo de Reuniões do Fórum Inter-religioso do G20, abordando o tema ‘Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Engajamento Religioso: Contribuições para o G20’. André Vianna, diretor técnico do Idesam, participa do debate ‘Criando valor e prosperidade e regenerando a natureza: dinâmicas religiosas e fatores sociais, biológicos e econômicos’. Esta oficina discute caminhos para a prosperidade com foco na segurança alimentar, justiça climática e preservação das florestas, destacando o papel das crenças e instituições religiosas na regeneração da natureza. 

A primeira sessão será moderada por Romanna Remor, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Roble del Sur, e contará com painelistas como Patrícia Cota Gomes, Diretora Adjunta do Imaflora; André Viana, Diretor Técnico do Idesam; Ernesto Souza, agricultor agroflorestal residente na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã; e Paulo Oliveira, Proprietário da Cocar&Co. 

A participação do Idesam nas reuniões do G20 em Manaus sublinha a importância da sociobiodiversidade e da bioeconomia na agenda global, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a conservação da Amazônia. 

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Zeno Nativo conclui reforma e ampliação de fábrica

Foto: Divulgação Zeno Nativo

A Zeno Nativo, empresa acelerada e investida pela AMAZ em 2024, finalizou a reforma e ampliação da fábrica de processamento de castanhas e amêndoas de cacau. Localizada no Acará, estado do Pará, a estrutura, renovada, amplia a produtividade em 50%.

A obra foi realizada com aporte financeiro realizado pela AMAZ: “A gente usou ali pouco mais de 30% do aporte da AMAZ. Essa reforma já estava no horizonte, aproveitamos o recurso para melhorar não só a produtividade, mas o ambiente para os colaboradores, dando mais qualidade e segurança”, diz Zeno Gemaque, fundador da Zeno Nativo.

A reforma do espaço durou quase quatro meses, tempo compensado com a ampliação da produtividade a partir de agora. Além disso, Zeno destaca a redução de possibilidade de contaminação de alimentos, já que o ambiente passou por melhoria e se tornou ainda mais adequado para manipulação das castanhas e amêndoas. E também a climatização de toda a área, o que torna o processo de trabalho da fábrica mais salubre para os colaboradores.

“Além de tudo isso, também reformamos e ampliamos nossa estufa de secagem de cacau, que agora usa uma nova técnica que melhorou bastante a parte estética do cacau e o ambiente. Essas obras fazem muita diferença no nosso empreendimento”, avalia Zeno.

A Zeno Nativo trabalha com produção de castanha do Pará e amêndoas de cacau nativo da região do rio Acará, contribuindo para a conservação da Amazônia. As castanhas são reconhecidas pela qualidade e vendidas especialmente no mercado Ver-o-Peso, em Belém, e em outros espaços. Já as amêndoas de cacau atendem a chocolateiros no Brasil e no mundo. 

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Sobre a importância de conhecer cadeias produtivas e comunidades: MOMA visita a RDS Uatumã

Foto: Rodrigo Duarte/cortesia MOMA

No início do mês de maio, Vivian Chun, fundadora da MOMA – negócio acelerado e investido pela AMAZ este ano – visitou a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, no estado do Amazonas.

Acompanhada por Julia Tatto,  cofundadora da Urucuna, e por Louise Lauschner, especialista em acesso ao mercado no Idesam, Vivian, que usa matérias primas da Amazônia e de outros biomas brasileiros em seus produtos e pratica o comércio justo – os produtos da MOMA têm o selo Origens Brasil -, esteve na RDS do Uatumã para conhecer a comunidade que extrai e processa o breu branco, produzida pela espécie breu-branco-verdadeiro, árvore originária da Amazônia que pode atingir até 30 metros de altura.

A resina, perfumada, tem o aspecto de uma rocha cinzenta e se solidifica na base do tronco, e sua extração e processamento demandam bastante tempo e trabalho artesanal. 

Foto: Rodrigo Duarte/cortesia MOMA

Um dos pontos destacados por Vivian após a visita tem relação com o comércio justo:

“Desde que comecei a comprar o breu branco, em 2022, o valor do litro mais do que dobrou. É claro que a gente sente esse impacto, temos todo um planejamento de custo do produto final para comercialização, mas eu gostaria de destacar que, estando lá com a comunidade e vendo o trabalho manual da extração e processamento, o preço atual ainda me parece barato. Primeiro é preciso entrar na floresta, que é um lugar que oferece riscos. Depois tem a coleta, o transporte até a usina, onde o breu é lavado, tem extraído todo e qualquer resíduo de madeira, em cada pedaço. A resina gruda, e esse processo leva tempo. Depois de lavado, o breu é triturado com pilão, vai para a dorna, tem o processo de destilação, enfim. Vendo todo esse processo, a gente valoriza ainda mais a matéria prima. São muitas mãos que estão por trás de um litro de breu.”

A MOMA utiliza o breu branco em cinco produtos: dois desodorantes, xampu e condicionador de breu e lavanda, e sabonete de breu e manjericão – este último em breve deixará de ser produzido, mas será substituído por outro que também levará a resina em sua composição.

A resina e óleos e manteigas vegetais utilizados em produtos da MOMA e da Urucuna têm sido adquiridos junto à Inatu Amazônia, marca coletiva criada pelo Idesam e associações extrativistas da RDS do Uatumã no âmbito do projeto Cidades Florestais, financiado pelo Fundo Amazônia, para facilitar a comunicação com o mercado. 

O Idesam tem atuado diretamente na RDS desde 2006, tendo sido responsável pela coordenação da elaboração do Plano de Gestão e pela implementação de seus programas.

Louise Lauschner, especialista em acesso ao mercado no Idesam, conheceu Vivian há alguns anos, no processo de busca da empreendedora por produtos com origem e rastreabilidade, e destaca que ela sempre demonstrou preocupação com o comércio justo.

“Esse comprometimento não é apenas com a Inatu Amazônia, mas também com outros fornecedores da Amazônia e de outros biomas. É raro ter um comprador de matéria prima que vá até o local de extração e beneficiamento conhecer os extrativistas, entender de onde vem o produto que recebe com rastreabilidade. Essa relação é bem interessante, porque há uma troca real entre o conhecimento de produção que a comunidade tem e o dela, empreendedora, de indústria de produto. E a Vivian desde o início demonstrou esse interesse em conhecer os locais de extração, ela compra de outras associações e quer conhecer os processos mais aprofundadamente também. Isso para ela representa um ganho, porque consegue ainda mais conhecimento de causa para falar sobre a origem dos produtos.”

Foto: Rodrigo Duarte/cortesia MOMA

Na RDS do Uatumã, Vivian conheceu as comunidades Boto, onde fica a usina de óleos, e Bom Jesus do Angelim, onde o grupo pernoitou.  Ela reforça a impressão de Louise, sobre a importância da troca e da conexão: “Tanto eu conhecer a cultura deles, que é diferente da minha, como eles conhecerem o que eu faço com a matéria prima que extraem com tanto cuidado. Como isso se transforma em um produto. Isso gera maior conexão, transparência, reforço da parceria e valorização do que estão fazendo. Percebem que o que fazem gera valor. E do meu lado, quando entendo o contexto em que essa matéria prima é extraída, a vida deles, o valor que é pago faz ainda mais sentido. Isso tudo reforça que estamos no caminho certo.”

Vivian levou os produtos da MOMA que têm o breu branco em sua composição para as comunidades conhecerem, e destaca que a recepção foi muito boa. Embora tenha também levado outros produtos que não têm a resina em sua composição, percebeu que o interesse foi muito maior naqueles que a traziam como ingrediente. “Muito bonito ver como eles se conectam com essa matéria prima. Ela é realmente algo que eles amam e valorizam, deu para perceber uma alegria muito genuína. E foi importante perceber, pelo testemunho do Wanderley Cruz (gestor da Usina de Óleos da RDS do Uatumã), que nossa relação faz diferença na vida deles, porque garante uma fonte de renda real.”

Foto: Rodrigo Duarte/cortesia MOMA

“Acho que falar dessa cadeia produtiva faz mais sentido quando eu, Vivian, vivenciei isso, senti na pele. É uma vivência e uma informação muito importantes para traduzir para o público que usa os produtos da MOMA a origem das matérias primas e tudo o que está por trás de cada uma delas”, completa Vivian.